30 de jul de 2009

SERÁ QUE ALGUM PAÍS PODERIA EMPRESTAR-NOS SEU PRESIDENTE, POR FAVOR?


Seringueiro Djalma Soares expulso da Bolívia

SERÁ QUE ALGUM
PAÍS PODERIA EMPRESTAR-NOS SEU PRESIDENTE, POR FAVOR?



"Fala Sério!" "Barbaridade,Tchê!" "Vixi, Maria!" "Minissinhora!" "Ô, loco meu!"

É unânime a perplexidade dos brasileiros de Norte a Sul do país com a falta de atitude do nosso, então, presidente com o que está acontecendo com os brasileiros na Bolívia!

Já não basta achincalhar com o povo dentro do próprio país para permitir acontecer mais essa humilhação com os brasileiros pelo “Senhor dono da América do Sul”, o digníssimo presidente da Bolívia Evo Morales?

Sabe como tenho me sentido? Em Terra Mãe Gentil divorciada, sem marido, abandona às margens plácidas pelo senhor nosso presidente Luís Inácio Não Sei de Nada da Silva! Onde está que não toma uma atitude enérgica, por onde anda que não abraça o povo carente, povo de suas origens, ou será que o tempo apagou da memória as lidas duras nos tempos de metalúrgico? Se acaso tenha se esquecido, senhor presidente, eis-me aqui para dizer que minha cabeça tem um HD de 1Tb para que não me esqueça de nada e que mantenho meus olhos bem atentos aos deslizes alheios...

Francamente, eu como brasileira que cresceu respeitando e amando o país, que acreditou nas palavras de Ordem e Progresso impressos da Bandeira Nacional, sinto vontade é de chorar quando assisto aos jornais ou leio reportagens com imagens dos brasileiros pobres e infelizes sendo EXPULSOS da Bolívia pelo presidente Evo Morales, praticamente com as roupas do corpo, segundo iinformações dos noticiários.

Será que teremos que “contratar” presidente de outros países como fazemos com jogadores de futebol? Comprar o passe por um tempo até que se levante o time, até que se conquiste campeonatos? Não é isso que fazem quando os jogadores da casa não estão atendendo as expectativas? Quando nossos jogadores estão atuando bem, a oferta por seu passe não aumenta ? Então!

Pensando assim, quem sabe o presidente da White House, Barack Obama não aceite estender a mão e já que está no início do seu mandato, cheio de vigor, venha botar Ordem no país das "Mil e Uma Maravilhas Nada Vi, Nada Sei", dos brasileiros trabalhadores Ali-babacas comandados pelos Mil e tantos Ladrões!

Alguém se habilita? Algum Presidente se prontifica a ajudar-nos brasileiros abandonados à própria sorte? Alguém para proteger um povo humilhado, sofrido num país cuja Ordem e Progresso estão presentes tão somente no Pavilhão que, a exemplo de nós brasileiros, a flâmula vive a tremer deixando-se levar até que surja um verdadeiro Presidente com braços fortes e com um brado retumbante para devolver-nos o orgulho de agitar a bandeira e voltar a acreditar outra vez nesta Pátria Amada, BRASIL!

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Djanira Luz

O ARTISTA- Charles Chaplin

Existem artistas e existe O ARTISTA - Charles Chaplin foi e continua sendo o Grande Artista de Todos os tempos! E olha que nem precisou abrir a boca...rs

Nicolas Winton - Um exemplo para muitos, uma atitude para poucos... Djanira Luz

Nicolas Winton - Um exemplo para muitos, uma atitude para poucos... Djanira Luz


Depois de assistir a esse vídeo senti que dei outro sentindo para minha vida. Coisas antes importantes tornaram-se supérfluas e hoje procuro melhorar a vida de outras pessoas com atitudes e lições tiradas do homem de um coração que não consigo alcançar nem em sonhos...


ESCOLHIDO A DEDO DE DEUS...

Há pessoas que simplesmente parecem sido escolhidas a dedo por DEUS para terem tanto talento. Maravilhoso dom desse homem!

A ALEGRIA NOSSA AO ALCANCE DE CADA UM!


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A ALEGRIA NOSSA AO ALCANCE DE CADA UM!


"-Ah, o dia está tão bonito e eu aqui sem o que fazer e sem para onde ir..
."


- Para de se lamentar! A alegria tem que vir de dentro não de alguém, de alguma coisa ou lugar, se não consegue ser feliz sozinha, sua alegria é efêmera, é sazonal! Exercite a felicidade de ser alegre sem nada, viver já basta, aproveite isso, menina!

Fico impressionada quando ouço pessoas reclamando sem motivos. Muita gente só fica alegre em dias de Sol. Coitado deles na Inglaterra!

Por isso que digo que a felicidade tem que vir de dentro de nós. O tempo pode estar maior furação Catarina lá fora, se no peito arde o Sol do Havaí pouco importa, pois tempestade nenhuma desabará nossa alegria de ser. Pensar positivo é ser feliz com o possível, é comer o simples trio arroz, feijão e ovo como se estivéssemos saboreando canapés com ovas de esturjão!

Nossa alegria não pode jamais depender de nada de fora. Sei que um carro novo, uma roupa desejada, um brincoTiffany nos deixa felizes. Também sei que a felicidade não está só nas coisas simples, ela está na simplicidade de sentí-la dentro de nós mesmos. Alegria não depende daquilo que entra pela boca ou pelos olhos, a não ser que seja um beijo ou nosso reflexo no espelho...rs

O que não pode acontecer é fazermos essa ponte de dependência: só consigo ser feliz se conseguir aquele amor, aquela casa, aquela roupa, aquele isso ou aquilo outro. É por conta dessas dependências para ser feliz que muita gente se transforma num consumidor compulsivo. Por mais que compre algo nunca está saciado. Vive numa eterna busca e não adianta comprar todos os produtos da loja porque o que deseja não está a venda, alegria não se encontra em lugar ou coisa alguma... Alegria, repito, está dentro de nós, basta enxergá-la!

Quem imagina que precisa de alguém ou de alguma coisa para se sentir feliz, não terá encontrado a felicidade. Quantas pessoas depois de um fim de relacionamento, de emprego ou mesmo com a perda de um objeto de valor não procurou consolo nas drogas lícitas ou ilícitas para viver iludidamente momentos de prazer, de alegria? Na busca do falso contentamento abraçou uma vida amarga e feia que nada tem a ver com diversão.

Então, você aí que passa por algum momento de dor, de perda, de faltas! Ânimo, vá! Está doendo, a dor é demais? Sim, eu sei... Quem já não sofreu uma dor que quase arrancou as forças? Quem já não quis ficar alimentando o sofrimento regando com goles exagerados de lágrimas?

Sabe por que de tudo isso? É por colocar no ombro do outro ou das coisas a responsabilidade para sua alegria, quando na verdade, ela está aí bem guardadinha, muitas vezes esquecida, dentro de você...

Encontre-a!rs





Djanira Luz

29 de jul de 2009

REDESCOBRINDO-SE MULHER...


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REDESCOBRINDO-SE MULHER...


Antes era apenas eu. O centro de tudo. Meu mundo girava em torno de mim, das minhas vontades. Eu sentia mesmo a senhora do meu destino. Depois quando vieram, o holofote voltou-se para eles e fui me anulando para que aparecessem mais do que eu. Foi uma renúncia sem dor, foi por amor, um amor nunca antes provado...

Com a chegada dos filhos sem que percebesse ou sentisse, fui esquecendo de mim, me colocando em segundo ou terceiro plano. Quase me apagando como uma pintura muito antiga que precisa de uma boa restauração. Estava tão envolvida em atenções e necessidades deles que
me tornei apenas mãe esquecendo-me de ser mulher. Fiquei tão cega de cuidados, de amor excessivo que abdiquei das vaidades, das próprias vontades até mesmo dos prazeres que a vida oferece.

Antes deles, eu era uma mulher. Depois deles, me tornei um projeto de mulher com o único propósito de satisfazer-lhes os desejos, os caprichos. Tinha tanta preocupação em ser boa mãe e não percebia que estava perdendo minha identidade. Atualmente procuro recuperar a mulher que quase desapareceu em mim.

Os filhos agora um pouco crescidos e caminhando com suas próprias ideias, o olhar antes exclusivo para eles, retorna para Joana que, sem as vestes de mãe, se redescobre num momento em que surge um novo eu dentro da mesma mulher...



Djanira Luz

28 de jul de 2009

PALAVRAS SÃO COMO MÃOS QUE ME PRENDEM...


Este conto foi escrito há muitos anos, nem sei precisar a data porque não está datado. Mas, pelo teor e pela grafia, imagino que seja por volta do meus quinze anos. Ficou amarelecido e esquecido nas páginas de um livro antigo. Hoje essas palavras quiseram ser revividas e saltaram do passado para o "futuro-presente" na tela do meu computador...rs Só o título criei agora e alterei o autor pelo da minha preferência atual.


PALAVRAS SÃO COMO MÃOS QUE ME PRENDEM...


Toda vez era isso. Sabia quando o abrisse não haveria meio de parar. Dani sentia como se as palavras tivessem mãos e a prendessem em laços envolvendo-a na trama de cada livro que lia. Adorava ler, através das histórias tinha a sensação de estar lá no meio delas, das personagens. Muitas vezes imaginava-se parte da trama.

Era assim sempre. A comida esfriava e dona Helen esquentava em reclamações:

- Dani, desce logo senão a comida vai esfriar, minha filha... Ah, meu Deus! Gosto mesmo que Dani leia... Mas, precisa ser justo na hora das refeições? Ela nunca vem na hora!

- Já estou descendo, mãe! Só um minuto...

E aquele só um minuto era multiplicado por sessenta, às vezes até mais!

- Deixa a menina, Helen... Dani puxou ao pai, eu gostava de comer as sobremesas antes do almoço... – Brincava o pai José.

- Vê se eu estou achando graça! Sempre dando corda para ela...

- Mãe, pai! Nossa incrível mesmo... Adoro John Grisham! A linguagem dele é fascinante, os textos têm poder de me levar para dentro da história. Além de me divertir ao ler, eu aprendo muito. Enriqueço meu vocabulário, aprendo novas culturas, viajo!

- Sim, minha filha, há quem conheça o mundo inteiro, quiçá o Universo sem sair de casa!

- Exagero, Zé... Falando assim a Dani não sai mais do quarto nem para fazer as refeições!

- É sério o que falei, querida... O Breno ficou paraplégico com aquele terrível acidente de moto quando tinha dezoito anos e a mãe dele começou a ler para ajudá-lo nos estudos. Surtiu tanto efeito que o rapaz se apaixonou pela leitura que lê, em média, cerca de setenta livros por ano. Por conta das leituras, tornou-se um rapaz cheio de sabedoria. Não há assunto que ele não saiba conversar!

- Puxa, pai... Que bacana! Um dia me leva até ele para a gente conversar? Vou adorar falar sobre o que li com ele!

- Claro! Veja o dia que poderá ir que ligo para ele marcando uma visita. Você vai adorá-lo e ele a você.

- É mesmo, Zé... Havia me esquecido dele! Se não fossem os livros, certamente o Breno teria entrado em depressão.

- Viu, mãezinha! Então, não se zangue tanto quando me atrasar para as refeições. Papai comia sobremesa antes da comida e eu alimento meu espírito para depois saciar meu corpo... – Brincava Dani.

- Está bem, querida! Pode deixar... Se você saltar para dentro de um livro, eu a resgatarei no fim das páginas, lá onde termina a história. – Respondeu-lhe sorrindo a mãe.


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Djanira Luz

NOSSA ETERNA BUSCA PELA LIBERDADE...


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NOSSA ETERNA BUSCA PELA LIBERDADE...


Quem é de fato livre? Quem não vive preso a alguma coisa ou alguém por sentimentos?

Muitas vezes já fiz uso da imagem do casulo sendo rompido pela borboleta, simbolizando a liberdade. Enquanto crisálida, aguardando a fase de crescimento (imago), o inseto passa por estágios até se tornar de vez uma bela borboleta.

E assim somos nós humanos. Em dado momento nos fazemos como crisálidas, nos fechamos para acumularmos energia e coragem suficiente para rompermos casulos, para a conquista da liberdade.

O ser humano está sempre em busca da liberdade. Seja libertar-se de um sentimento negativo, um relacionamento que não deu certo, um complexo, uma situação que nos sufoca, uma atitude que nos aprisiona, uma doença ou libertar-se do passado que insiste em permanecer assombrando o presente e querendo carona para o futuro. Há muitos motivos para que sintamos assim aprisionados...

Liberdade é uma conquista diária. Pode ser dolorosa como o romper do casulo. É preciso coragem e determinação para pagar pelo preço da dor da liberdade. Ao final, a liberdade compensadora trará uma sensação de conforto jamais experimentado.

Liberdade não se adquire de uma hora para outra, ela acontece aos poucos porque liberdade é crescimento. Liberdade é entender que são os medos que nos prendem e nos impedem de alcançarmos voos infinitos.

Portanto, para se ter liberdade é preciso que abandonemos primeiro o medo. Medo do novo, do diferente, do amanhã para sermos de fatos livres. Ser livre implica em ser corajoso.

Há um preço a ser pago pela liberdade, renúncias algumas vezes machucam. Mas, a alegria de ser livre não há preço que pague!



"(...)Você tem de compreender que uma gaivota é uma ilimitada ideia de liberdade..." Richard Bach em Fernão Capelo Gaivota



Djanira Luz

27 de jul de 2009

QUANDO UM MAL FAZ-NOS MELHORES...


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QUANDO UM MAL FAZ-NOS MELHORES...




Queria fazer o curso de turismo, quando abriu inscrição foi uma das primeiras da fila para matricular-se. Sentou-se no sofá da sala de atendimento para preencher a ficha, foi quando lembrou que teria de adiar, outra vez, aquele sonho.

Luísa era divorciada, órfã de mãe e vivia com o pequeno Luan e o pai idoso que sofria de Alzheimer. Apesar de amar muito o pai, algumas horas sentia o peso e o desconforto de ter que abdicar de muitas coisas por cuidar dele.

Sem parentes por perto que pudessem ajudá-la, Luísa andava frustrada desde que o pai foi acometido pela doença ingrata. Tinha a sensação de estar convivendo com um estranho. Ele não a reconhecida, era um dos muitos sintomas do mal de Alzheimer. Ela não o reconhecia por estar diferente do pai amigo, forte, saudável de anos atrás...

Quando o Luan parou de usar fraldas, Luísa comemorou com alguns amigos esse acontecimento. Afinal não precisaria sair de casa com malas de pacotes de fraldas. Essa felicidade durou pouco. Logo em seguida, a doença agravou. Na fase intermediária, compreendida entre a inicial e a final, o portador de Alzheimer desenvolve a incontinência urinária. Seu Plínio estaria condenado a usar fraldas até o fim da vida.

Foi um choque, Luísa quase surtou. Entre o sentimento de compaixão e ira do pai, numa complexidade de emoção quase explodia em culpas. Sentia pecadora por odiar viver aquilo, por ter que cuidar sozinha do pai, de fazer a higiene, de tratá-lo como um bebê, sem sê-lo! Ao mesmo tempo, Luísa cheia de ternura compadecia daquele pai antes tão autônomo, agora a sua frente frágil e tão dependente de tudo.

Depois que a mãe morreu, Luísa teve de abandonar o trabalho para cuidar do pai e do filho. Sem condições de colocar o pai num asilo ou numa clínica geriátrica, o jeito foi abrir mão da profissão e viver da aposentadoria do seu pai e dos rendimentos da sua poupança.

Quantas noites em claro e solitárias. Não via diferença entre o filho de um ano e meio e o pai de setenta de dois anos. Ambos frágeis e dependentes dela. Ao passo que Luan começa a pronunciar algumas palavras, o pai fechava-se em total mutismo. O Mal do século estava aniquilando o pai.

Luan quando nasceu encheu de alegria a vida da Luísa. Mesmo depois do divórcio, aquele menininho colocava sempre um sorriso no rosto e na alma dela. Por ter que dispensar cuidados com pai, embora amasse demais o filho, Luísa sentia que estava negligenciando o menino e isso a fazia infeliz.

Não estava conseguindo ser boa mãe e boa filha ao mesmo tempo. O pai tinha alucinações ficava agitado, algumas vezes agressivo por isso precisava de cuidado redobrado. Certa vez ele pegou um garfo e partiu para atacá-la dizendo que Luísa era um assaltante. Só depois de muita conversa e paciência, Luísa conseguiu acalmá-lo.

Por isso Luísa não tinha coragem de pedir ajuda a nenhum amigo, a ninguém. Sabia que só alguém que ama muito seria capaz de cuidar de um portador do mal de Alzheimer. Geralmente só a família que conheceu a pessoa saudável preserva o amor pelo doente. Ainda assim, alguns momentos Luísa também sentia aversão por estar vivendo tudo aquilo.

Mas, Luísa fazia tudo por amor ao pai. Era o mínimo que poderia fazer em retribuição por anos de amor e atenção que o pai lhe dispensara. Tudo o que lhe fizesse ainda seria pouco. Movida a esse sentimento é que Luísa suportava todos os maus momentos. Sentia que com o Mal de Alzheimer, com cruel doença do pai, aos poucos ia se tornando uma pessoa melhor, mais humana, exercitando a paciência, a compaixão começava a rever conceitos e com isso crescia interiormente. Nunca imaginou que de um mal poderia se tornar uma pessoa melhor...

Por conta da doença do pai, Luísa havia perdido o namorado que tanto amava. O rapaz não teve a sensibilidade de compreender aquele momento. Aliás, sempre que Luísa tinha a chance de conhecer alguma pessoa interessante, ao visitá-la, seus pretendentes sempre davam uma desculpa não voltando. As esquisitices da doença, a incontinência do pai que, muitas vezes tirava a fralda no meio das visitas, aquele constrangimento afastava qualquer possibilidade de novo relacionamento para Luísa.

Quando tudo parecia sem esperanças, numa das idas ao médico geriátrico do pai, Luísa conheceu Félix, cuja mãe sofria do mesmo mal que o senhor Plínio. Entre confissões de embaraços que enfrentavam, Luísa e Félix descobriram afinidades entre si. Um sorriso voltava a surgir na face daquela mulher. Félix demonstrava alegria na companhia de Luísa.

Ao fim da consulta do mãe, antes de ir embora do consultório, Félix entrega seu cartão para Luísa que fica muito feliz. No cartão Luísa vê além do telefone do rapaz, ela vê para ambos, possibilidades...


Djanira Luz

DE TODAS AS FORMAS EU ME VALI...


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DE TODAS AS FORMAS EU ME VALI...




-Alô, Ju! O que faço? Rui acabou de sair e eu precisava falar com ele... Já sei! Tchau, Ju!

- Alô! Alô! Dani... Dani? Doida! Desligou... - Ju achou graça da Dani.

- Vou deixar um bilhete e colocar debaixo da porta! – Disse para si.

Mozinho, eu já me virei do avesso, me rasguei em verso e prosa, gastei minhas salivas, me despi de vergonhas para demonstrar o quanto te amo e tu não vês? Será que não percebes pelos meus gestos que há muito te quero? Eu me faria transparente feito a água para que compreendesses e visses com clareza este grande amor por ti. E que não há e nunca houve outro que mereça todo este amor que cabe em mim... Deixa de ser bobinho, vai! Esqueça isso... Pense em nós e em tudo que vivemos! Já não tenho mais palavras, Rui, pois de todas as formas de expressão me vali para dizer de um único jeito que eu te amo... Beijos tantos forem necessários. Sua Dani. Em 27/07/2009 – 11 horas.



Djanira Luz

26 de jul de 2009

ACEITAR O ADEUS...

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ACEITAR O ADEUS...


Até quando, ó Deus, me iludirei
Por quanto tempo aguentarei
Fingir que tudo não se acabou
Não teve fim nosso amor?

Eu não vejo sinais de partidas
Tuas lembranças aqui tão vivas
Olho-me no espelho e estás lá
Com sorrisos a me admirar...

A tua fala cálida envolvente
Ouço clara em minha mente
Será que eu já enlouqueci
Tua presença sinto aqui!

Amor me deixa mesmo insana
Rolo contigo em minha cama
Eu sei que é apenas fantasia
No fundo era o que eu queria.

Para todo sempre irei guardar
Coisas nossas para recordar
Foste a melhor coisa que tive
Amor belo não morre, ele vive...



Djanira Luz

CRISE CONJUGAL OU FIM DO AMOR?


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CRISE CONJUGAL OU FIM DO AMOR?



- Dá vontade de embrulhá-lo num belo pacote de presente e entregar para a família dele!

- Calma Ju... De cabeça quente não se resolve nada!

- Mas, era isto mesmo que gostaria de fazer. A vida toda dizendo que não sou boa o suficiente para ele é demais até para mim que sou paciente ao extremo, Marina...

- Família é assim mesmo, quando não tem problemas eles inventam. É puro despeito e ciúmes.

- Até hoje? Quinze anos de casados e ainda ouço gracinhas nas reuniões de família... Um saco! Minha sogra vive dizendo que Gui gosta mais de mim do que dela. Será que não sabe diferenciar amor de mãe e de mulher?

- É... Você passou por maus momentos, eu lembro bem como sofreu. Filho mais velho a mãe fica assim mesmo.

- Poxa... Sempre procurei tratar a todos com o respeito que merecem e ninguém reconheceu, tampouco retribuiu... Isso é uma grossa falta de consideração.

- Não liga, amiga, se você está feliz releve.

- Já nem sei se valeu a pena pagar alto pela felicidade e confesso que nem me sinto tão feliz assim... Estou me sentindo uma pedra desgastada com o tempo, as tempestades de palavras ásperas, as ventanias de ciúmes da sogra fizeram corroer o amor que havia em mim pelo Gui.

- Que isso, Ju? Está querendo dizer que não ama o Guilherme como antes? É isso?

- Pois é... O que sentia por ele, o amor que era grande perdeu um pouco de força e encantamento. Não sei o que fazer... A vida agora ao lado dele parece sem razão para mim... Por favor, me ajuda Marina!

- Amiga... A gente que está de fora fica difícil externar uma opinião porque é entre você e ele... Mas, eu posso sugerir que pense bem se está infeliz por conta da família dele ou por sentir que não o ama mais.

- Não. Acho que as implicâncias da família dele são, na verdade, uma desculpa que estou dando para minha insatisfação. Por que anos atrás eu não me incomodava tanto com o que a família dele dizia e agora por nada me irrito? É porque hoje já não sinto o mesmo amor por ele. Ando me sentido mal e me culpado por isso...

- Ju, pode ser apenas uma crise, um momento que todo casal com tanto tempo juntos enfrenta. Talvez passe. Tente encontrar bons motivos no Gui para continuar com ele, ok?

- Ahhhh... Pode ser. Parece que uma eternidade me separa do Gui ultimamente. Depois de tantos anos juntos eu me sinto ao lado de um estranho... Eu não estou à vontade mais com ele, você pode entender isso? É como se de repente descobrisse que foi um erro ter casado cedo, ter desistido dos meus sonhos... Ah, meu Deus!!! Será que o problema é comigo? Deve ser mesmo crise essa vontade de resgatar aquilo que abandonei, a vida que deixei para trás quando casei.

- Ju, por que você não procura um psicólogo. Geralmente...

- Ah, Marina, para! Você sabe muito bem o que penso de psicólogos... Quem tem amigo não precisa de psicólogo e poder me abrir com você é minha terapia.

- Entendo, Ju... Mas, um especialista sabe orientar com propriedade essas questões de crise conjugal e não fala mal de psicólogos que minha tia é psicóloga das boas!

- Ha, ha, ha! Ah, então está bem, vou entender como marketing familiar...

- Engraçadinha...

- Vou pensar no caso, não estou dizendo que irei procurar ajuda num consultório, mas já é um começo se digo que vou pensar...

- Olha, amiga... Pense bem antes de decidir qualquer coisa e pese bastante na balança da consciência. Caso certifique-se de que não tem jeito, que o amor acabou, conte comigo para uma nova vida, um recomeço. Estarei sempre a seu lado, viu?

- Eu sei e sou grata por isso. Agora uma coisa é certa, se eu optar pela separação, vou embrulhar o Gui e enviá-lo para a família dele e dizer-lhes que não tinham razão! O Gui que não é tão bom para mim porque EU sou bem melhor do que eles imaginam que sou!

- Isso, garota, assim que se fala! Cabeça e auto-estima lá em cima!



Djanira Luz

25 de jul de 2009

SABOR PARA CADA OCASIÃO...


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SABOR PARA CADA OCASIÃO...


Olhou para ela que foi logo lhe dizendo:

- Dia limão, não me amole!

- Voltarei, então, quando morango...

- Não! Venha em dia uva moscatel, dia do beijo doce...

Havia código entre eles. Ela gostava disso. Poupava-lhe muitas palavras e explicações. Dias de zanga era limão, jiló, groselha. Os de ciúmes, pimenta, wasabi, gengibre... Dias de alegria, jabuticaba, abacaxi, carambola. E os de amor, manga espada, lichia, uva moscatel. Para os de sedução, morango, maçã.

No amor, a sintonia, os olhares, algumas palavras bastam para entendimento entre os que se querem bem.



Gosto demais DJAbuticaba!!!rsrs

VOANDO SEM MEDO DE VIVER...


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VOANDO SEM MEDO DE VIVER...



-Não quero, doi, deixa-me quieta... Só mais um pouco, por favor!

- É chegada a hora, o momento é este... A vida te espera!

- Mas, eu sinto dor se tento sair, aqui tem aconchego, é confortável...

- Ah! Eis a vida, o preço de se crescer é a dor... Já não és menina, fez-se mulher!

- Então, não saio. Viverei e morrerei aqui sem sofrimentos! Deixa-me, vá!

- E perder a beleza por medo de alguma dor? Acaso não mais sofre o ser sozinho?

Ouvindo isso, a borboleta rompeu o casulo e desbravou para a vida. Ainda que haja alguma dor é bem melhor do que sentir a dor da solidão. Pensando nisso foi que a borboleta voou libert
ando-se do medo de viver..



Djanira Luz

24 de jul de 2009

TODA A RESPOSTA NO FUNDO DE UMA CAIXA... (Crônica Poética)


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TODA A RESPOSTA NO FUNDO DE UMA CAIXA... (Crônica Poética)


Sabe aqueles dias em que você deseja ser um serzinho de nada em lugar nenhum, sozinho, encolhido numa caixa bem tampada com apenas um furinho que lhe permita a ventilação?

Era tudo que desejava neste momento. Ficar numa redoma, enclausurar-me, totalmente imóvel sem pensar em nada se isso fosse possível - em nada pensar...

Para o que não há jeito, se não há saída, para o mal que cura não há, quando palavras não resolvem, caso a solução seja impossível, somente o silêncio sem perguntas, as respostas caladas, o olhar que nada diz, a boca muda, esse mistério de se dizer sem falar é tudo que necessito nesta hora.

Nada nem ninguém tem a solução para o que se passa dentro de mim. Aceitar a perda, a dor, o adeus só pode ser abrandado com momentos de reclusão.

Só ela, bem lá dentro, no fundo de uma caixa vazia, somente nela toda a solvência para o que agora sinto...


Djanira Luz

23 de jul de 2009

MUITO PRAZER, SOU CARIOCA, UMA MÁQUINA DE SEXO!


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MUITO PRAZER, SOU CARIOCA, UMA MÁQUINA DE SEXO!

Nunca aprovei generalizar nada nesta vida e vi nesses dias o quanto tenho razão em não gostar. Doeu bem dentro de mim, lá no interior dos meus princípios carioca de ser, tomar ciência daquela matéria dizendo que as cariocas somos uma máquina de sexo.

Se é para generalizar, então, o que os maranhenses sentiriam se dissessem que são “desonestos em potencial” ou os mineiros fossem chamados de “laranjas da falcatrua” e os gaúchos “pedófilos inveterados” e quem sabe, os baianos “vagabundos preguiçosos”?

A questão é que "máquina de sexo" não é fato exclusivo de um estado, de uma região ou de um país. Em cada estado, em cada região ou país do mundo inteiro que seja, existem todo tipo de pessoas e de comportamentos.

Por mim e em nome de muita carioca honrada, eu digo que estou indignada mais uma vez, para variar, com nossos governantes e responsáveis em aprovar a publicação dessa revista que circulará por diversos países.

O que querem? Turismo sexual no Rio, no Brasil? É esse o preço que pagaremos para atrair turistas? Esvaziamos a mala da vergonha, da ética e do caráter e enchemos de imoralidade, de desrespeito com a mulher carioca?

Sim, claro! Há mulheres “máquinas do sexo” no Rio, em São Paulo, Minas, em todo o país, ninguém nega! Mas, generalizar foi uma grande e absurda afronta para conosco cariocas dignas da Silva.

Atenção turistas do Brasil e do mundo: Dispam-se de pudores para satisfazer seus mais ocultos desejos, pois a próxima parada é o Rio de Janeiro, cidade do Turismo Sexual onde a beleza da natureza não se compara à da carioca, a máquina de sexo!

Eu não gostei nem um pouco desse título! E você leitora carioca?



Djanira Luz

HAVERÁ UM NOVO AMOR!


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HAVERÁ UM NOVO
AMOR!



Toda esperança daquele relacionamento foi-se de mim com o vento. Os sentidos gritando em minha cabeça:

"- Mulher, acorda, de tudo esqueça!"

Frias horas pela estrada da mente caminhei... Na madrugada da vida, sonhei. Pude ver-te em outros encantos, triste fiquei mergulhada em cálidos prantos. Lágrimas lavaram o peito encardido de decepções clareando meu horizonte, mostrando-me outras visões. A alma foi renovada pelo banho da conformidade e agora faço dos meus sonhos perdidos uma melhor realidade...

Os olhos antes fechados, abri! Então, novos caminhos descobri. Não esperarei por aquilo que nunca terei. À minha frente outras possibilidades surgem e uma nova esperança sorrindo revela que encontrarei um amor ideal que, enfim, me trará o real sentido da felicidade...




Djanira Luz

22 de jul de 2009

QUANDO HÁ ESPAÇOS ENTRE CASAIS...


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QUANDO HÁ ESPAÇOS ENTRE CASAIS...



- Não acredito no que a boca diz quando difere da atitude! Se diz me amar qual o motivo que o afasta de mim? Amar é querer estar junto, a vida consiste nessa ideia... Confesso que não alcanço seus pensamentos!


- É inegável o que sinto por você. É amor, amor verdadeiro. Senti isso a seu lado, provei do sabor... Acontece que não posso mudar uma história de vida de uma hora para outra pensando só no meu bem estar!


- Espera aí! O que você disse? O seu bem estar!? Ah, você é mesmo um egoísta, só pensa em si, só enxerga o próprio umbigo... Nem importa com os meus sentimentos!



- Não, anjo... Desculpe! Eu me comuniquei mal... Apenas isso, perdoe minha falta de tato. Bem disse Antoine de Saint Exupéry que “a linguaguem é uma fonte de mal-entendido”, se não estivermos atentos, ao invés de apaziguar, causamos uma guerra... Perdoa, vai... Falei da minha parte, de você não me esqueço e sei como se sente. Você é tudo para mim, sabe disso!

- ...


- Não fique assim silenciosa, bem sei que seu silêncio é pior que mil palavras enfurecidas! Vem cá, não fica assim, eu amo você!


- Poxa... Então pensa antes de falar, você nunca sabe quem vai atingir com palavras mal ditas... Você pode repetir o fim da frase? É que não entendi direito...rs


- EU AMOOOOOOOOOO VOCÊ, sua bobinha...


- Olha, você precisa decidir sua vida, aliás, a nossa história. Não estou querendo forçar a barra, colocá-lo na parede. Acontece que precisamos de uma definição. Não quero vida dúbia, não nasci para ser amante. Aceitei nosso relacionamento por saber de toda verdade da sua vida e acreditar em tudo o que me disse, daí ficar cozinhando o galo não dá. O caldo entorna e quem vai sair queimada nesta história serei eu...


- De forma alguma quero magoar você! E não estou brincando com seus sentimentos... Nunca pensei que me apaixonaria por você, aliás não busquei por isso, aconteceu, foi algo mais forte do que eu... Amor é assim, não é? Quando a conheci tive a certeza de que era o amor que esperei por toda vida e depois que nos encontramos só aumentou minha certeza. Você me faz feliz, a seu lado eu me sinto confortável, sou eu mesmo sem fingir o que não sou... Estar a seu lado é a melhor coisa que me aconteceu na vida! Só que preciso de um tempo para organizar minha separação, afinal vivo uma vida confortável, sem problemas, só me falta amor e é difícil para mim terminar uma relação de anos...

- Ah, então fica onde está... Você não tem coragem é porque ainda gosta dela...

- Não mesmo! Eu me acostumei com aquela rotina e tenho dificuldades em dizer que não quero... Eu tenho pena, não gosto de magoar ninguém. Se não fosse por você, eu mesmo sem amar, continuaria lá, entende?


- Você dizendo assim eu me sinto péssima! Estou me achando uma pessoa horrível destruidora de lares... É melhor pararmos por aqui... Não quero levar para a vida o peso da culpa e ter você arrependido chorando o que deixou para trás...


- Não diga isso, meu amor! Ninguém destrói nada de ninguém! Só se permite entrar uma outra pessoa quando deixam espaços entre si. Quando há lacunas entre o casal, isso oportuniza que apareça outro ou outra entre eles. A verdade é essa, meu amor, não se culpe!


- Não sei... Só sei que se você me chamar hoje, agora, já, estou pronta para ir e enfrentar o que for para ficarmos juntos porque amo você demais, agora você precisa decidir o que quer da vida. Se bem comigo ou da maneira que diz com sua mulher. O que não pode e não deve é querer ter as duas como partes que se completam. Ficando com a parte boa de cada uma. O meu amor e a segurança do lar... Decida e depois me procure. Seja qual for sua escolha, mesmo que eu saia ferida dessa relação, vou ter que aceitar pois assim não quero continuar. Não mesmo.


- Não se afaste de mim, eu peço, por favor! Não sou nada sem você, não há alegria, nem sonhos, nem nada que se compare aos momentos em que estou a seu lado. Esse amor, essa força que vem de você para mim me dará coragem para mudar todo meu destino, afinal estive à procura de um grande e verdadeiro amor e se eu desistir agora estarei entrando em contradição por tudo aquilo que sempre busquei e irei contra as forças do Universo que nos uniram cruzando nossos caminhos. Amanhã pode esperar que terei a resposta definitiva, agora sou eu quem quer decidir minha vida sem medo, sem fobias, sem inseguranças. O amor vai me transformar para ser aquilo que sou e que sozinho não sabia sê-lo.


-
Amanhã, amor, conforme você agir, serei a mulher mais feliz do mundo... Eu amo você e também abri mão da minha vida passada por amor a você, sabe bem disso.


- Amanhã, querida!


- Amanhã, amor...


Djanira Luz

21 de jul de 2009

POR UM AMOR SAÍDO DAS PÁGINAS DO ROMANCE...


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POR UM AMOR SAÍDO DAS PÁGINAS DO ROMANCE...




Lorena não compreendia por sentir aquela saudade sem explicação, incorente... Como sentir falta de alguém que nunca viu, que não existe. Bem, ao menos no real. Lorena havia se encantado pela sua personagem. Criara tão cheio de adjetivos o Eliseu, personagem fictícia de um dos seus contos de amor que o desejou possuir.

Entre ridícula e sonhadora, Lorena se culpava por alimentar aquela atração por uma ideia. Sim, Eliseu era uma ideia, saída da sua imaginação fértil. Talvez a falta de romance atualmente, ela na sua inocência transferira para sua criação, o amor que desejava para si.

Pela rua ia juntando pedaços do Eliseu nos homens que via:

“- Hum, aqueles olhos bem que serviriam para o Eliseu! Belos olhos caramelos de olhar penetrante. Olhos de raio X que desvendam os mais recônditos segredos da alma feminina... “ – Analisava enquanto caminhava pelo parque.

No fundo Lorena se divertida com todo aquele devaneio. Enquanto sonhava em ter seu Eliseu concreto de carne, osso, olhos caramelos e tudo mais, ela alimentava a esperança de um dia, quem sabe, personificar aquela ideia num amor, num homem de verdade.

Aquela saudade que sentida a deixava triste. Enquanto escrevia o romance, tinha a companhia de Eliseu, com o inevitável fim do conto, era obrigada a deixar para trás a vida fantasiosa, a agradável convivência. Lorena se via obrigada a voltar a sua vida sem graça, a sua cruel realidade solitária.

Quantas lágrimas sua personagem secou. Tantos beijos recebidos de Eliseu e muitos olhares caramelados a fitara...

“-Ah, quem me dera ter sua presença aqui... Quão maravilhoso me seria!” – Suspirava a sonhadora mulher.

Admirava os casais que via passar nas praças, nas ruas, nos shoppings. Alguns beijos não agradavam Lorena:

“- Beijo sem desejo... Desperdício de boca! Beijar tem que ter vontade, beijar por beijar, chupa manga!” – E ria das sandices que pensava.

Lorena tinha um pensamento ímpar. Cria que para beijar era preciso ter paixão e quando presenciava um beijo realmente apaixonado tinha vontade de aplaudir o casal. Uma vez estava com as mãos postas para aplaudir, a timidez a salvara do gesto que seria visto, no mínimo, como de uma expectadora louca ou qualquer coisa parecida. Quem hoje se importa com amor? Quantos sabem perceber num beijo um amor de verdade? Não muitos, creio.

Apesar do ato inusitado e incomum da Lorena, eu admiro sua busca por um amor que seja assim parecer sair de um romance. Melhor esperar por um amor que valha a pena a ter um com beijos insípidos.

Lorena é sem dúvida excêntrica, porém, resoluta na busca e espera de um grande amor que lhe sacie o desejo do beijo bem dado, de um amor que mereça uma longa e incomparável espera.

E nessa busca, na ânsia de realizar seu devaneio de saciar-se dessa saudade daquele que nunca viu e existiu, a não ser em sua mente que espera por um homem que a faça sentir toda a emoção de um grande amor como os que ela criou nas páginas.

Lorena aguarda ansiosamente por seu amado a cada virar de página dos livros que escreve...




Djanira Luz

AMAR É TER O MUNDO INTEIRO EM SEUS BRAÇOS...


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AMAR
É TER O MUNDO INTEIRO EM SEUS BRAÇOS...



Chega um dia em que você para e reconhece: “É ele!” “É ela!” E não adianta fugir, tentar ficar longe do campo de visão, quando o coração escolhe e decide não há distância ou pensamento que separe.

Apesar de o cérebro fazer a escolha, é o coração quem dispara diferente quando pensamos ou olhamos a pessoa amada. Coração acelerado por alguém é a constatação de que o amor chegou e não tem volta. Pode durar o tempo de uma paixão, no máximo seis meses como diz estudos científicos ou eternizar sendo um amor forte e bonito de se viver.

Todas as formas de amar é bom demais! Dure o tempo que for sempre valerá senti-lo. Para poetas, inspiração. Para músicos, composição. Para namorados simplesmente, muito beijo na boca!

Não há estágio mais encantador do que sentir-se enamorado. Quantas vezes você se viu sorrindo sozinho no meio da rua, no elevador, onde quer que esteja com aquela cara alegre de rir-se de nada, de não ter motivos a não ser de ter em mente a pessoa amada?

Tudo gira em torno dele, dela. O mundo antes enorme resume-se num Universo de olhos, boca, corpo, som, cheiro da pessoa amada, querida, desejada...

Amar é isso! É ter o mundo inteiro que cabe em seus braços quando abraça o seu grande amor...




Djanira Luz

20 de jul de 2009

ARREMESSANDO PALAVRAS-SEMENTES...



ARREMESSANDO PALAVRAS-SEMENTES...


Gostei mesmo da palestra sobre a Permacultura, que significa “cultura permanente”, onde são usados recursos da natureza sem prejudicá-la. Não há danos porque inclui nesse projeto, uma disposição parecida com a que oferece a própria natureza.

Nessa linha, segue uma nova revolução para o meio ambiente o SEEED BALL que consiste em envolver sementes de diferentes tipos em uma bola de seis centímetros de diâmetros de terra compactada para depois lançá-la em terrenos desmatados ou desérticos que possibilite o desenvolvimento de novas vidas por meio dessa revolução no reflorestamento.

Esse método antigo foi re-introduzido por Masanobu Fukuoka é conhecido como “agricultura natural ou Método Fukuoka.

Hoje é dia do Amigo... Então meu espírito nesse clima fraternal com desejo de melhorar o mundo, de ser algo de bom e belo para o outro, imaginou algo diferente... Ao invés da semente arbórea proposta pelo método Fukuoka, lançar ao mundo sementes de Amor. Arremessar palavras-sementes tão poderosamente suaves que seriam capazes de florescer amor nos corações mais duros, mais desérticos, mais desacreditados na bondade humana...

E os corações em que as sementes florescessem, fossem lançando novas sementes para outros corações solitários, aos corações endurecidos pela dor ou pelas dificuldades da vida, aos corações amargurados que nunca souberam amar ou aqueles que jamais se abriram para o amor...

Bom seria ter esse dom de mudar o mundo com apenas o pensamento e o desejo de que tudo seja de paz, alegrias, curas, realizações. E que ninguém desconfiasse desse amor gratuito... Quando se oferece amor e carinho, muitos se fecham ou se afastam crendo que quem oferece quer algo em troca... Quem ama dá sem esperar recompensas ou pagamento ou favores. Quem ama doa de si e se dando, fica mais forte, mais feliz, mais rico desse amor desmedido!

Se não puder lançar muitas palavras-sementes de amor, sopre ao vento, ao leu, duas ou três sementinhas que seja... Tenha convicção que você, além de fazer sua parte, estará transformando a vida de uma ou mais pessoas, com certeza!

Pelas minhas mãos, pelos meus dedos, saem palavras-sementes de amor do meu coração e lanço ao mundo inteiro pelas ondas da internet e desejo mesmo que um dia, uma pessoa ao menos sinta a sinceridade e amor das minhas palavras e que essas palavras de amor fraternal, de paz, possam mudar ou melhorar corações sofridos ou solitários.

Vai palavra-semente de amor, pousa em cada coração e brote, cresça onde o deserto se fez morada...





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Djanira Luz

A ÉTICA NÃO DEIXA FECHARMOS OS OLHOS...


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A ÉTICA NÃO DEIXA FECHARMOS OS OLHOS...

Sempre que me recordo desse fato fico emocionada e orgulhosa pela honradez. Penso que ter um pouco de ambição ajuda-nos a conquistar nossos sonhos. Mas, jamais devemos deixar que a ambição seja maior do que a nossa ética...

Quando surgiu a vaga de chefe do almoxarifado, a direção do hospital não pensou noutro nome para prenchê-la. À princípio, José*ficou muito feliz com a indicação. Entretanto, numa conversa sigilosa com o diretor, ciente dos atos ilícitos do qual deveria tomar parte, ficou decepcionado. Ele teria que burlar os gastos dos remédios fornecendo uma lista falsa com superfaturamento para receber verbas acima do devido, cuja quantia acima do valor real, seria distribuída entre as pessoas envolvidas no esquema, incluindo ele.

José não acreditava que ouvia aquela proposta indecorosa!
Logo ele que era exemplo de honestidade foi escolhido para aquele vaga. José sabia que por debaixo dos panos alguma fraude acontecia, porém, não imaginava a proporção! Com agudez, pediu ao diretor um dia para estudar a nova proposta e que no dia seguinte daria a resposta.

Sobre a mesa do diretor, como prometido, havia uma carta contendo a resposta do José. Ao ler, o diretor ficou com os olhos arregalados pelo teor que dizia:

“-
Senhor diretor, ao contrário do que pensa, não fiquei honrado, mas ofendido com a indicação. Louvo em informar de não me achar apto para preencher a vaga, pois não fiz e não pretendo fazer parte de nenhum ato ilícito aqui neste nem em qualquer outro emprego. Sabia de algumas fraudes do hospital, nunca imaginei a esse ponto. Não sou do tipo que faz vista grossa, ainda que para benefício próprio. Tenho visto muita coisa, nem tudo me agrada... Mas, meus olhos continuam abertos! Portanto, junto a esta mensagem está meu pedido de demissão. O senhor vai precisar de outra pessoa que aceite trabalhar de olhos fechados! Obrigado. José Conrado.



*Nome fictício.





Djanira Luz

19 de jul de 2009

UM CONTO REAL DE SONHOS QUE RESGATAM HISTÓRIAS...


Drumond-Vinicius-Bandeira-Quintana e Mendes Campos


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UM CONTO REAL DE SONHOS QUE RESGATAM HISTÓRIAS...



Os sonhos resgatam histórias... A mente humana é mesmo incrível! Como pude esquecê-los, meu Deus? Não, na verdade eles estavam adormecidos em mim num lugar bem guardado da memória e hoje o sonho os despertara da lembrança.

Pediria que o tempo me oportunizasse apenas cinco minutos, como no belo romance de José de Alencar, pois em cinco minutos muda-se um destino. E faria muita diferença para mim se eu pudesse reviver aquelas tardes ainda que em cinco bem aproveitados minutos. Isso! Agora, hoje, já eu saberia dar mais atenção aqueles momentos que não soube enquanto jovem, apesar de ter dado valor.

Numa esquina ficava aquele antigo armarinho de aviamentos. Era pequeno, havia pouca luz e a fiel cadeira que aqueles três idosos deixavam separada para que eu me sentasse enquanto aguardava a minha amiga.

De início, eu esperava minha amiga de pé em frente aquele estabelecimento comercial por me parecer mais seguro. Com a frequência, creio eu, despertei a atenção daqueles senhores que a mesma hora do final da tardezinha, horário da saída do meu colégio, eles se reuniam para conversar.

Sempre com uma caneta, um pequeno caderno e alguns livros na mão, eles começavam aquele diálogo. Eram poetas!

Aproximação e contato. Começou assim de soslaio, depois uma tímida troca de olhares. Havia curiosidade. Da minha e da parte deles. Quem seriam eles? Quem seria eu? A curiosidade ou preocupação, talvez, com a minha constante presença naquele local foi saciada com aquela pergunta:

“- Está esperando alguém, mocinha?”

Foi a porta aberta para que eu entrasse naquela conversa. Sempre acreditei que palavras são portas por isso, elas permitem que penetremos na vida e no momento do outro. Como fiquei feliz de ouvir aquela simples pergunta. Sabia que detrás dela um mundo de respostas me saciariam as minhas curiosidades.

Olhei-os. Pude vêr os três de frente, sorri, aproximei-me dois ou três passos deles, ainda desconfiada e limitei-me a responder:

- Minha amiga.

O diálogo foi curto, porém, havia muito mais naquela pergunta feita e na resposta dada. Foi a quebra do gelo do desconhecido, soou como um “muito prazer, nós somos poetas” e “ah, eu sou estudante e adoro ler, o prazer é todo meu”.

Foi a partir daquele momento que aquelas esperas solitárias tornaram-se ricas tardes literárias. E já não esperava mais em pé, sozinha. Na roda dos intelectuais ao longe avistava uma cadeira vaga. Era a minha cadeira. E no meio deles, poetas anônimos, absorvendo tanta sabedoria, muitas vezes me imaginava integrante de uma cadeira da Academia Brasileira da Letras. Eu adorava imaginar-me assim e não fazia diferença ser ali no meio da rua.

No meio deles, homens idosos e cultos, por muito tempo enchi minha bagagem do pensamento de ideias e nunca me senti tão rica de conhecimentos quanto naquelas tardes em que saía do colégio. Talvez eu tenha aprendido muito mais entre eles pela partilha de vida, de cultura do que havia aprendido em anos de colégio. Com eles agreguei sabedoria que não é dada em sala de aula, pois certos aprendizados nos chegam como presentes. Muitos têm oportunidades como eu tive, porém, nem todos dão valor.

É por isso que não desperdiço nada nem ninguém. Livros, folhetins, palavras, pessoas. Sejam novas, velhas, usadas ou não, são sempre muito bem recebidas. Conhecimento é uma riqueza que nunca é demais possuir.

Fui despertada agora do sonho para escrever esse fato. Mas, ainda que acordada, eu nunca deixarei de sonhar...



Djanira Luz

17 de jul de 2009

A PERSPICÁCIA DE UMA JORNALISTA!



A PERSPICÁCIA DE UMA JORNALISTA!




"A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação envolve o mundo." (Albert Einstein)





Um dia desses revendo a trilogia Piratas do Caribe com o brilhante ator Johnny Depp que adoro, eu "viajei" imaginando-me uma jornalista tentando entrevistá-lo...


"Ao lado de uma multidão de jornalistas de todo o mundo, aguardo o ator sair do hotel. Quando ele aparece dando a mão a filha, os repórteres correm alucinados para perto dele que, irritado, evita falar. Permaneço no meu lugar. Meus colegas chamam: “- Vamos, Dja! Quer perder o emprego? De súbito, sou tomada por uma ideia maluca e grito para o ator com meu enrolado inglês:

- Hei, Johnny Deep! Eu sou Djanira Luz, repórter da Band News! Quando puder falar, me procura, ok? Obrigada! Adoro você! – Digo acenando e sorrindo. Johnny Depp faz menção de riso sacudindo a cabeça em sinal de não acreditar no que ouviu de mim. Eu me viro indo embora e peço para o Bira desligar a câmera e que o Ney não fotografe o ator.

- Você tá maluca? Amanhã estaremos todos na rua! – Diz o fotógrafo.

- E você quer ter o nariz quebrado? Ele já avisou que quebrará a cara de quem fotografar a família dele. E eu dei a ele o que queria - privacidade e respeito - é só esperar que me retribua a gentileza. Portanto, não sou maluca e sim astuta! Ao retornarmos para a redação, o chefe esbravejou ameaças de demissão por termos voltado sem a reportagem. Mas, o convenço a esperar um pouco. Ele saiu zangado dizendo: “Vocês são os três patetas".

- Um dia ainda seremos "os três Mosqueteiros”, acreditem! – Digo animando meus colegas. Dias depois, o assessor de imprensa de Johnny Depp liga informando que o ator aceitou ser entrevistado por mim. Vou feliz até sua casa, abrem a porta..." Mas, meu celular toca trazendo-me para a realidade da minha casa. Ainda assim vejo o ator diante de mim na tela da tevê...rs




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Djanira Luz

16 de jul de 2009

EMBRIAGUEI-ME DO TEM SABOR...


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EMBRIAGUEI-ME DO TEU SABOR...


Tu és meu delicioso vinho tinto francês
Entrego-me por amor a essa embriaguez
Dispo-me dos meus temores e pudores
Degusto e me farto só dos teus sabores...

Penetras dentro em mim, me aqueces
Com o fogo da paixão me enterneces
Fico toda acesa numa imensa alegria
Durante a noite, vara o nascer do dia...

Do teu amor aroma doce eu me sacio
Desliza sobre mim suave e me delicio
Falas ao meu ouvido que entorpecem
Coisas nossas que me enlouquecem...

Nossa felicidade é tanta, borbulhamos
Intenso querer no corpo quando amamos
Em êxtases de nós tomamos um porre
Emoção dessa hora pelos olhos escorre...







Djanira Luz