14 de fev de 2010

LUGAR NENHUM!



Fotos do meu arquivo pessoal - Mamãe Maria Quintanilha


LUGAR NENHUM!


Custei a entender. Criança na época em que fui criança era mais ingênua. Hoje criança que é ingênua é chamada de “lerda”. Muda a nomenclatura, no fim quer dizer a mesmíssima coisa. Pensando bem, com a globalização, com tanta modernidade, acho que nem existe mais criança "lerda". Algumas já até nascem com um GPS aclopado para não se perderem neste imenso planeta!

Hoje eu sei o por quê. Hoje sei onde não fica aquele lugar...

Mamãe sempre foi uma mulher bonita. Longos cabelos negros cacheados, pele clara e rosada. Típica menina da região serrana do Rio. Das montanhas, ar frio. Quando ela passava um o pó-de-arroz, batom, ficava dando jeito nas madeixas e usava um vestido mais bonito, eu perguntava:

- Mamãe, aonde você vai?

Mamãe sorria e respondia:

- Lugar nenhum...

Era só ouvir isso para eu choramingar e ficar implorando ao seu redor:

- Mãe, me leva... Eu quero ir também...

E vinha outro irmão que repetia a minha pergunta. Mamãe respondia do mesmo jeito adocicado de ser:

- Vou a lugar nenhum...

Aí, vinha a caçula e de novo a pergunta e mamãe respondia sem perder a paciência. Só que minha irmã caçula fazia manha, chorava. Um escândalo! Então, mamãe já rindo, explicava:

- Não vou a lugar nenhum! Não vou sair. Coloquei um vestido novo porque papai volta do trabalho hoje...

Alguns dias papai precisava ficar no trabalho, de plantão. E mamãe queria estar bonita para ele quando chegasse. Era isso.

Depois meus irmãos e eu entendemos que aquele lugar "não ficava" porque ele não existia. Era lugar nenhum!




Djanira Luz

PERIGO NAS CRECHES!




As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada!


PERIGO NAS CRECHES!

Adoro sementes por sua representação e o que de bom delas virá. Quando as observo sempre imagino que darão bons frutos, nunca o contrário. Claro que devo dispensar cuidados necessários para que cresçam do jeito que espero. Boa terra, adubação, luz, irrigação, enfim, fazer a minha parte para a certeza da boa colheita.

Assim penso em relação aos meus filhos. Espero que frutifiquem do jeito que são cuidados - com amor, atenção, educação e respeito. Imagino estar utilizando os ingredientes certos em boas doses suficientes a se tornarem adultos dignos e generosos, a exemplo do que recebem.

A reportagem daquelas – educadoras!? - agredindo criancinhas indefesas nas creches causou-me dor e revoltas profundas. A começar pela desproporção física das agressoras. A violência absurda contra inocentes tão pequeninos foi uma imagem que jamais desejaria assistir. O que de bom estas sementinhas poderão germinar amanhã se conhecem desde cedo a agressão onde deveriam aprender a respeitar e amar ao próximo?

Ter visto tempos atrás, empregadas agredindo crianças já foi terrível. Daí assistir crianças covardemente atacadas por educadoras que estudaram, se prepararam, se habilitaram e receberam diplomas para lecionarem ou cuidarem de crianças é demais para um coração de mãe, de mulher, de pai, de homem e de qualquer cidadão de bem!

Sinceramente, não vi atos de humanos naquelas repulsivas imagens, antes vi atitudes de animais irracionais exageradamente agressivos. Mulheres amargas, brutas, sádicas! Senti tanta compaixão daquelas crianças, sobretudo da menininha, cuja “professora” a suspende bruscamente e a coloca sentada com tanta indelicadeza de doer a alma de quem assistiu aquela dolorosa cena. A menininha parecia uma boneca de pano tanto o desrespeito dado a ela. Coitadinha da coluna desta criança! Deus permita não haver sequelas futuramente.

Não desejo a morte a essas mulheres miseráveis. Desejaria sim, imensamente, que o Governo criasse um programa de reabilitação para esse tipo de agressores. Os agressores seriam tratados como os indefesos. Haveria homens fortes, tipo seguranças de boate - os Leões-de-Chácara -, eles seriam responsáveis de cometerem os mesmos gestos brutos aos agressores que foram sofridos pelas crianças. Seria bem justo, pois é assim que agem. Com covardia desproporcional. Quem sabe sentindo por um mês na pele, não aprendam a respeitar crianças e filhos dos outros!

Sinto tanto pelos pais deste Brasil imenso que necessitam confiar os filhos nessas creches. Imagino a dor da mãe, a revolta do pai, da família ao visualizarem a reportagem. Porque só de ver, tomei as dores para mim, quis fazer alguma coisa. Tive sentimentos repulsivos diante de tamanha violência.

O que me cabe é dar dicas aos pais para que verifiquem as creches antes de colocarem seus filhos nelas. Se notarem que seu filho, mesmo sendo uma criança de um aninho começa a ficar agitado ou chora sem causa aparente, desconfie. Se não está doente, se não tem problemas em casa, atente para a possibilidade dele estar sofrendo violência na creche.

Conversem com outros pais. Certifiquem-se o mesmo ocorre em outras famílias, se há mudança no comportamento da criança. Se de repente ela começa a ficar agressiva, a ter atitudes diferentes do habitual, fiquem atentos. Muitas vezes a própria professora mascara as agressões dizendo que é normal no período de adaptação ou nos inícios dos anos em creches, a criança apresentar alterações no agir.

Caso a creche não tenha sistema de seguraça, reúnam-se com outros pais e procurem um jeito de adquirem de forma que todos contribuam para a aquisição das câmeras. É melhor investir ainda que tenham gastos extras, pois nada vale mais que a segurança, a alegria e o bem-estar de um filho e a tranquilidade dos pais.

Queremos filhos e cidadãos bons frutos amanhã. Se não tiverem cuidados, se não forem bem orientados, educados com respeito e amor, a colheita será totalmente perdida, pois frutos bons necessitam de tratamentos especiais. E os pais desejam que as boas sementes que são os filhos, vivam em segurança e cresçam cheios de carinho e atenção. VIOLÊNCIA, NÃO!



Djanira Luz