31 de dez de 2010

CRÔNICA DO AMOR!


Imagem do meu arquivo pessoal. Pedaços de mim...rs

CRÔNICA DO AMOR
 
!

Quando o coração se enche da alegria tanta do amor, parece expandir-se querendo saltar fora do corpo em palavras pulsantes e penetrar em outros ouvidos dizendo: amo você! Depois de se instalar no interior de quem escutou esta bela frase,  a pessoa sente o efeito contagiante do amor partilhado. E sorri afeto transbordando. Tem o mesmo desejo de levar para frente essa sensação gostosa de ser e de fazer alguém feliz. Coisa boa é o amor!

Quando o coração está repleto de alegria, ele se manifesta no sorriso alegre, sincero, verdadeiro. E os olhos ficam com aquela cor indefinível dos que amam sem medida. Já não há voz nos que são alegres de amor! A fala da felicidade torna-se canto. É agradável, melodiosa, lembra o canto dos anjos que nossa mente imagina como seria se descessem do céu para nos embalar. Coisa linda é sentir o amor!

Quando o coração ilumina-se de sonhos alegres de amores realizados ou a serem realizados, a vida toda brilha e dança e saltita e inunda de paz e de tudo o que é mais puro e divino. Esta alegria quando nos visita, deseja ser letras com asas para ir ao encontro do outro para que através de seus olhos, toda criatura entre em estado imenso de êxtase. A felicidade quer ser Sol para clarear de fantasias douradas os caminhos de pessoas queridas. Coisa plena é viver o amor!

30 de dez de 2010

ANTES DO FIM...


                  Imagem do meu arquivo pessoal - 25/12/2010. (My mother's garden)

ANTES DO FIM... 




Éramos
sonhos róseos,
danças ao vento
pingos de chuva
ondas do mar
poemas e rimas
risos e cantos
magia e luz
encantos...
Éramos
dessas paixões
para sempre
árvore fértil
flores
frutos
vidas brotando
nova semente...
Agora
para onde foi
o ardor
que acendia
o olhar
O que houve
com a doçura
dos beijos
não sinto mais
e o calor
dos abraços
já não aquece
nossos corpos...
Antes do fim
que a paixão
de vez
se apague
eu peço,
tenta, por favor
reinflama o amor
diga para mim
com gestos
toques
palavras
que ainda
muito me ama...

27 de dez de 2010

DESCASCAR PARA A FELICIDADE AMADURECER!



Imagem do meu arquivo pessoal. Exúvias (cascas) de cigarras 25/12/2010- John hand.



DESCASCAR PARA A FELICIDADE AMADURECER!


Fim de ano! É chegada a hora de abandonarmos a antiga casca para amadurecermos vida nova em novo ano de sonhos frescos e alegrias inéditas. É tempo de lançarmos fora coisas danosas e tudo que impulsionou a nos
tornarmos menores ou piores, diferente do que
deveríamos ter sido nos dias corridos.

Se no coração guardamos mágoas e dissabores, nosso som da alegria vai desafinando. Então serão necessários outros cantos mais purificados e bonitos. Se impedimentos ou ofensas danificaram nossas asas da liberdade, é preciso consertarmos os estragos para vôos mais altos e distantes. Se nossa aparência encontra-se feia e triste pelas feridas das perdas e abandonos, devemos trocar as cascas por macios e modernos invólucros.

Depois de alguns estágios a cigarra abandona sua exúvia (casca), para finalmente desenvolver-se. Como ela, a cada ano vamos amadurecendo, deixamos para trás nosso exoesqueleto imaginário, onde nos permitimos abandonar aquilo que nos impedia de crescer e de sermos melhores ou mais felizes.

A vida a cada ciclo pede-nos um canto novo. Uma canção mais alegre e bonita. Por isso, aproveitemos este período para trocas: no lugar da lágrima, riso. De dor, o amor. De feridas, cascas rompidas para que se cresçam sentimentos de alegria, de conquistas e boas mudanças no ano que brota outra vez!

Seja Feliz! Livre-se daquilo que lhe foi ruim. Se vista de belezas que a vida todo o dia nos oferece em gratuidade. Descarte-se já das cascas vencidas para a felicidade enfim, amadurecer!rs



Adenda: Os atrópodes (insetos e crustáceos) fazem essa troca de "casca". A cigarra pertence a este grupo de seres vivos.



A TODOS OS LEITORES QUERIDOS, MEU DESEJO É QUE  EM 2011 O MUNDO TORNE-SE UMA CASA DE PORTAS DE JANELAS ABERTAS ONDE REINEM A PAZ E ALEGRIA!rs

23 de dez de 2010

ÁRVORE DE FRUTOS IMPERECÍVEIS!


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ÁRVORE DE FRUTOS IMPERECÍVEIS!




ÁRVORE DE FRUTOS IMPERECÍVEIS! (Djanira Luz)

A cada Natal podemos verificar se, durante o ano corrente, a árvore de nossas ações deram bons frutos ou se pela ausência de atitudes, de pensamentos otimistas e de fé, ela foi reduzida a galhos secos.

Acreditar que seremos melhores amanhã, que poderemos sorrir mais ao lado dos nossos queridos e que se algo não foi como esperávamos poderá ser ainda melhor de outro jeito é vital para as muitas novas horas felizes. Conservar a esperança em mente é passo fundamental para brotarem flores de sucesso e alegria em nossos novos futuros dias! 

Não há receita mágica para colhermos frutos saborosos. Cada ser precisa saber qual grão certo a ser usado para se obter uma próspera colheita. Algumas sementes são infalíveis: amor, alegria, fé, esperança, compaixão, paz, solidariedade que, bem dosadas farão frutificar uma riqueza de lindos sentimentos.

Se em sua árvore-vida pousarem anjos amigos com cantos doces de satisfação, este será o sinal de que você teve zelo notável com seus propósitos. Para que se conserve assim cheio de bons adjetivos, cultive a delicadeza. A educação. O bem-querer aos que não sabem transmitir a paz. Trabalhe a tolerância com os que não conseguem ouvir conversas das flores ou ver a dança das estrelas. Tenha compaixão dos que ignoram o prazer do refrescante beijo do vento no rosto e a sinfonia dos pingos de chuva nas poças d’ água. Seja paciente com os que não valorizam o aroma clássico de um bom café ou o sabor macio das jujubas. Exercite o melhor de si para ser o diferencial para o outro. 

Não se importe com os dissabores e desinteresses alheios, plante boas sementes! Pense na recompensa a cada novo fim. Terá a satisfação na hora da sua colheita. Sentirá o coração repleto com sua árvore bem cuidada, carregadinha de frutos imperecíveis de valores impagáveis. Ouça os cantos agradecidos dos pássaros-anjos-amigos!












QUE NESTE NATAL FRUTIFIQUEM EM TODO CORAÇÃO, BONS SENTIMENTOS DE PAZ, AMOR E FÉ PARA 2011!!!











21 de dez de 2010

COMO RENAS DO NOEL!





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COMO RENAS DO NOEL!



Para mim, as renas do Noel representam bem uma felicidade desenfreada. É! Elas partem animadas para distribuírem presentes as crianças. Nem toda a neve ou o peso do trenó, nada será capaz de lhes frear a alegria de levarem sonhos envolvidos em laços para os pequeninos. E penso assim é que deve ser!


Andei algum tempo freando horas alegres por problemas de terceiros. As preocupações roubavam-me as cores. Isso aconteceu até o dia em que um anjo assoprou-me aos ouvidos:

- Queres ser Deus!? Não vês que determinadas questões cabe somente a Ele resolver ? Estas palavras tiraram-me o peso do mundo das costas. Aquela senhora devolveu-me a felicidade de curtir melhor a vida. A lição clareou-me as idéias. Sei que devo importar-me sim com os sofrimentos alheios, sem contudo, permitir que me turve o coração. Absorvia tanto os problemas que sofria pela incapacidade em solucionar todos eles. Sem perceber fui me tornando uma cadeia de insatisfações, fazendo sofrer também os mais próximos a mim. Sofrimento aniquila-nos a razão. Perdia tempo amargando com coisas que não me competia resolver. Ao invés de confortar, propagava a tristeza.


Hoje, não! Continuo a sentir pelos infortúnios de queridos, porém, com uma nova filosofia de vida sem ficar frustrada por não ter poderes mágicos para salvar o mundo. Sigo em frente sabendo que nada mais poderá me impedir de ser ou fazer alguém feliz. E, confiante, não ligo com peso ou frio das horas. Sem freios para ser feliz! Não é assim que fazem as renas?rs




       Sejam felizes!rs

15 de dez de 2010

VIBRANDO PARA QUE TUDO SAIA BEM!


foto
 

Amanhecer 24/06/2010 RS - Belíssima fotografia gentilmente cedida por Pauletto J A.


VIBRANDO PARA QUE TUDO SAIA BEM!



Em dias que antecedem festas, atento para os detalhes a fim de que tudo corra bem. Vou ajeitando aqui e ali, aperfeiçoando no que posso para na hora ficar tudo melhor que o esperado. Com o tempo aprendi que não devo morrer de véspera feito peru de Natal e que não posso esperar que as festas serão todas maravilhosas, porque como diz o bom e velho ditado, “o melhor da festa é esperar por ela”. Desta forma me contento pelo simples fato de estar com pessoas queridas.
Mas se é para esperar resultado de provas dos filhos, faço preces, cruzo dedos, torço, roo unhas. Agora, se tem alguém doente na família ou amigo, silencio em súplicas ao Pai confiando que a cura será a resposta às minhas orações sinceras. Recuso-me a pensar que o mal prevalecerá. Por isso sempre espero por pequenos ou grandes milagres nessas horas.

Então, quando a insônia surge enchendo-me de preocupações com o amanhã, roubando-me sonhos dourados que eu teria se tivesse dormido,  leio. Ouço música agradável. Escrevo letras estrelas para brilharem em corações sensíveis aos meus textos. Depois adormeço esperando  ver o mesmo Sol outra vez brilhar sob meu olhar mais atento. Enquanto o novo dia não chega sorrindo convidando-me a ser feliz mais uma manhã de luz, apenas imagino possíveis boas surpresas na rósea e linda alvorada.



14 de dez de 2010

A MENINA-ÁRVORE-DE NATAL


















A imagem acima é um presente belíssimo que ganhei da preciosa e querida autora TÂNIA ALVARIZ, feito em sue atelier. Amo você, Tânia! Obrigada por enfeitar minha casa, minha vida e meu texto!rs


A MENINA-ÁRVORE-
DE NATAL (Uma crônica natalina)

Enquanto a mãe montava a tradicional árvore de Natal, a menina escrevia qualquer coisa em seu lindo caderno Jolie.  Entre troca de olhares e sorrisos, as duas pareciam felizes naquele momento de levar ainda mais o espírito natalino para casa com a decoração. Para cada enfeite colocado na árvore, a menina rapidamente anotava algo. Aquele gesto despertou a curiosidade da mãe. Pensou em parar um pouco e verificar o que tanto escrevia a pequena Clara.  Melhor, não.  É preciso respeitar os sagrados segredos das crianças. Cris sabia hora certa de desvendar o mistério e  que não havia segredo que durasse muito tempo, tanto era a confiança entre elas.
Pelas feições da filha, o conteúdo daquele caderninho era mesmo belo. Talvez um poema! Quem sabe uma cartinha para o Papai Noel? Poderia estar enumerando os nomes das visitas para ceia de Natal. Seria uma lista quilométrica de presente!? Não. Clarinha preferia viajar a ganhar montanhas de brinquedos.
Montada a árvore, cessaram também as anotações. Clara levantou-se do puff indo mostrar para Cris o que havia escrito.
- Olha, mamãe o que eu escrevi!
Sim, era uma lista. Uma lista linda! Uma relação onde continham atitudes e sentimentos nobres.  Puros. Louváveis. Fazia parte dela AMOR, PACIÊNCIA, TERNURA, PAZ, FÉ, ESPERANÇA, CONSOLO, GENEROSIDADE, COMPAIXÃO, MISERICÓRDIA, OTIMISMO, FRATERNIDADE, PARTILHA, BONDADE, PIEDADE, PERDÃO, ALEGRIA, TOLERÂNCIA. Todas as palavras que só em lermos suscitam na alma bons sentires.  Despertando-nos a alegria e a confiança de que podemos ser melhores a cada dia. Basta um gesto. O gesto simples da tentativa.
Clara continuou a falar com suavidade pueril, porém com sabedoria de gente grande:
- Mamãe, eu vou ser uma menina-árvore-de-Nata!
Antes que a mãe pudesse perguntar qualquer coisa, vendo interrogações no rosto da mãe por não lhe compreender, a menina explicou:
- Todas estas palavras, mamãe, são sementes que irão me enfeitar pela vida toda, como os enfeites que você coloca na nossa árvore. Enquanto sou pequena e pouco sei da vida, vou plantar no meu coração estas sementes todas que escrevi. Assim elas irão crescendo junto comigo e quando eu estiver grande como você, serei uma árvore bonita com sentimentos agradáveis a Deus. Quero ser uma árvore de Natal o ano inteiro para iluminar a vida das pessoas que passarem por mim. Quero que elas sintam esta alegria do Natal não só na noite de Natal, mas em todos os dias da minha vida. Quero partilhar sementes boas. Quero dar frutos de amor a quem precisar. Quero transmitir verdades bonitas com meu comportamento e minhas atitudes. Não é isso, mamãe, que você me ensina todos os dias?
A emoção encheu o coração, calou a voz e fez transbordar os olhos da mãe. Por alguns minutos, Cris ficou abraçada a filha em silêncio. Passava em sua mente aquela lista e tanto que daquelas atitudes e sentimentos ficaram de fora do seu coração. Quantas vezes perdera a paciência por futilidades. E no lugar da ternura, carinho havia agido com intolerância. Admirando a filha, acarinhando-lhe os cabelos macios e cheirosos, tomou-a em seus braços dizendo:
- Clarinha, meu amor, você me ensina todos os dias a ser melhor do que ontem. E sei que será uma árvore linda se começa hoje a cultivar seu coração com as melhores sementes. Sim! Frutifique e ilumine a vida com sua esperança e alegria! Seja Natal todos os dias!
 Imagem arquivo pessoal
A todos(as) leitores(as) queridos(as), meu mais nobre sentimento para vocês de SANTO NATAL E ABENÇOADO 2010!

Beijoquinhas.
Dja

HO, HO, HO!rs
 

12 de dez de 2010

ESSÊNCIA TRANSPARENTE -


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Mulher que se faz água para transparecer seu amor...


11 de dez de 2010

TEMPO CERTO PARA O AMOR!


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TEMPO CERTO PARA O AMOR!

Meu coração está aberto para suas palavras entrarem  agora. Eis o momento da semeadura! Deposite nele sentimentos dourados de puro amor, assim frutificará a felicidade. Basta apenas que sussurre ao meu ouvido a mais bela de todas as canções: Amo você!
                    
                                       
                                        

8 de dez de 2010

VIDAS QUE SEGUEM...



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VIDAS QUE SEGUEM...




Passava das dezenove horas. Os que estavam na confusão do trânsito desejam chegar o quanto antes aos seus destinos. Buzinaços. Xingamentos. Carros furiosos aceleravam como desejando passar por cima dos veículos posicionados em frente ao caminho a seguir.

Diante de Davi, um motorista em seu Lamborghini esbravejava forçava ultrapassar o carro mais a frente para fugir do congestionamento. Pelo jeito agressivo intencionava atravessar o canteiro da avenida. Abrindo lentamente o vidro do carro, pondo a cabeça para fora, o motorista que estava a frente do Lamborghini disse para o motorista alterado que forçava passagem:

- Pode passar, meu amigo! Estou tranquilo. Minha mulher é linda e adorável. Não tenho filhos, tenho anjos maravilhosos. E estou aqui curtinho um som divino na minha BMW bem alegre da vida! – Disse rindo com a sua aparência serena de quem realmente é feliz, dando passagem para o motorista nervoso.

Davi pôde ouvir os xingamentos do motorista do Lamborghini cantando pneu executando manobra arriscada ao atravessar o canteiro para a outra pista.

Inclusive Davi sentia-se irritado com aquela demora. Quis também avançar sinal, fazer ultrapassagem arriscada, vociferar. Depois, porém, de ouvir e ver o motorista daquele carro, pareceu incomodado com seu próprio temperamento impaciente. Parou de buzinar, subiu o vidro do carro. Começou analisar a atitude daquele motorista espirituoso. Com a saída do Lamborguini da sua frente, visualizou melhor o modelo do carro do homem alegre.

Só então Davi entendeu tratar-se de humor tudo o que o homem havia dito sobre sua vida, a começar pelo carro que conduzia. Não estava mal conservado, mas pelo ano e modelo, Davi deduziu que estava fora de linha há mais de quinze anos. Certamente a mulher do homem bem humorado não era nenhuma deusa da beleza, porém, deveria ser mesmo adorável. E seus filhos anjos não eram. Filhos amados, sim.

Olhou o pulso admirando seu Audemars Piguet e de repente Davi sentiu-se profundamente envergonhado com a atitude de ficar buzinando e reclamando ali por nada. Na verdade era ele quem deveria estar feliz da vida, pois tudo o que o dono do carro velho brincou ter, ele tinha. Uma mulher bonita, filhos educados, estava dentro de uma Ferrari Fiorano, tendo no pulso um dos melhores relógios do mundo! Mesmo de posse de todos aquelas maravilhas, Davi sentiu inveja daquele homem que sem possuir grandes bens, mostrava-se satisfeito e paciente com a vida e com o que possuía.

Davi estava visivelmente decepcionado. Apesar de tudo que possuía, sentiu o íntimo vazio como se lhe faltasse algo. E começou analisar a própria vida. Viu que era fácil para sua mulher estar sempre bela tendo a sua disposição todos os melhores recursos para cuidados da pele, do cabelo, do corpo. E que era comum encontrá-la a todo momento alinhada. A boa vida que levava proporcionava-lhe condições de adquirir as melhores grifes. E era fácil também ter filhos educados! Cuidava para que eles se ocupassem de várias atividades diárias: exercícios físicos, aulas de línguas estrangeiras, oficinas de artes e tudo mais quanto desejassem. Davi ia pensando no pouco tempo que passava com os filhos. A falta de contato o impedia de perceber se eram ou não bons filhos de fato. Aos poucos foi conscientizando-se da vida que estava levando. Sentiu-se culpado pelas ausências na vida dos filhos. Encontraria um jeito de desfrutar mais da companhia deles!

E, olhando a sua volta, viu que tudo era irrelevante. A pressa, a irritação, a impaciência, nada mais lhe incomodava. Nem as buzinas dos carros, nem os xingamentos dos outros motoristas. Achou incrível que pela alegria e humor de um estranho foi capaz de perceber e valorizar bens maiores que os bens materiais que orgulhosamente sustentava e priorizava em sua vida. Em tempo, Davi resgatou valores realmente importantes. Sua vida e sua família.

Ali, preso no trânsito caótico, ia dizendo para si:

- Em determinados momentos da vida é necessário que fiquemos diante de algum desconforto para que se torne melhor o caminho por onde seguiremos. Estou voltando para casa por outros caminhos de ideias e com novas atitudes a serem tomadas.

A volta para casa nunca fora tão tranquila e agradável quanto naquela sexta-feira. Davi achou mesmo proveitosas aquelas horas perdidas, mesmo em um exaustivo congestionamento.

                                

2 de dez de 2010

LÁGRIMAS NAS MÃOS...



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LÁGRIMAS NAS MÃOS...


O suspiro profundo sinalizava toda a tristeza. Passando as mãos sobre os olhos, reteve as últimas lágrimas de saudade. Prometera para si enxugar o coração das lembranças. Como se fosse simples! Como se fosse lhe dado poder de escolher sensações...

Não era Deus! Nem tinha sequer poderes das deusas mitológicas. A vida de reles mortal impunha-lhe degustar sentimentos fortes e dolorosos. Viu-se forçada a suportar aquela dor sobre-humana como se super-heroína fosse. Preço injusto por amar demais quem não mereceu ser amado.

Pela primeira vez odiou o amor! Coisa mais descabida apaixonado sofrer! Amor é vida, alegria, prazer, exaltação! Por que então sentia o peito dilacerado, sufocado da ausência do ser querido? Precisava lavar a alma. Faxinar o lixo que se fez em seu interior com os pedregulhos de desilusões que havia acumulado do tempo das ausências.

Em desespero, ansiando livrar-se da solidão de amor, liberou o grito sufocante:

- Vai de mim amor soberano! Não desejo mais sofrer! Prefiro sofrer a aridez dos sentires a viver a solidão do amor que acabou. Nunca provei tristeza maior do que esta! Livra-me! Vai de mim! Imploro...

Observando a umidade das lágrimas ainda cálidas por entre seus dedos, antes do adeus final, sentiu  todo o poder e a beleza do amor vivido no tempo onde dois corpos fundiram-se em um.

E foi assim que viu seu amor intenso evaporar da sua vida pelas suas próprias mãos...
 

1 de dez de 2010

UM RIO DE LÁGRIMAS DE JANEIRO A JANEIRO... (Crônica lamento)










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UM RIO DE LÁGRIMAS DE JANEIRO A JANEIRO... (Crônica lamento)

 


Tanto quis que fosse de janelas e portas abertas para a liberdade de uma vida feliz sem medo de bicho animal ou animal gente entrar sem convite. Imaginei construí-la de madeira como a dos sonhos que menino deseja ter sobre a árvore. Os muros seriam de palha. Todos que fossem até lá lembrar-se-iam do aconchego da manjedoura quentinha que abrigou o Menino Jesus e, deste modo, igual conforto sentiriam no amor irradiado do meu sorriso em recebê-los.


Percebo quão distante está este desejo na realidade vista nos muros altos erguidos em torno da casa. É impossível manter portas e janelas abertas ou sem grades. A crueza conscientiza-me da crescente violência nas cidades. Obrigo-me a aceitar o Forte no lugar da casa da árvore. E, nada de palhas! Vem a mente a história Os Três Porquinhos com suas casas de palha, madeira, tijolo e, nunca antes me pareceu tão atual. Com tantos maus lobos à espreita, de repente um sopro de maldade chega derrubando vidas dos que trazem esperanças suadas dos dias com casas de madeira e muros de palha.
Como o Porquinho precavido da casa de tijolos, já assimilo a ideia em construir seguras fortalezas com muros altos, cercas elétricas, câmeras de vigilância, cães adestrados. Dentro da casa há tesouros, jóias raras, belezas ímpares. Todos os valiosos diamantes: filhos, marido, pai, mãe, etc. Enfim, toda esta gente de bem a mercê de lobos maus que sem dó assopram-nos o amor de palhas quentes e aconchegantes levando embora alegrias,  trazendo-nos o medo frio da morte.
Ainda bem que os bons caçadores de lobos maus estão de volta! Meu Rio que chora, carece deles...

  

22 de nov de 2010

SAGRADAS LETRAS... Conto Minimalista



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SAGRADAS LETRAS... (Conto Minimalista)




Entristecido, achava conforto no livro predileto. As palavras amigas davam-lhe beijos. No calor das mensagens tinha colo em letras macias.

AO ALCANCE DAS MÃOS!


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AO ALCANCE DAS MÃOS!


Quando soube da visita de um famoso cartunista ao colégio, tratou de levar a pasta contendo seus incríveis desenhos para mostrar ao artista. O que tinha de dificuldade nas gramáticas, tinha de genialidade na arte de ilustrar!
A cada olhada nos desenhos do rapaz, o esnobe desenhista criticava sem piedade. Sentindo-se humilhado diante dos colegas, o jovem escondeu o talento na gaveta debaixo de livros pesados. Encerrara ali, prematuramente, sua promissora carreira como cartunista. Imaginou o sonho longe de seu alcance.


A exemplo do jovem que engavetou o sonho colocando-o distante do alcance da tão almejada realização, você já desistiu dos seus ou deposita-os em lugares muito afastados que acredita ser impossível realizá-los?
Passado algum tempo, todo o colégio soube que as críticas sofridas pelo rapaz foram por inveja. O renomado artista não concebia como alguém tão jovem sem ter corrido o mundo e sequer frequentado as melhores oficinas e escolas de arte era capaz de tamanha perfeição em traços. Uma lástima o que o invejoso artista fizera! Será que ele não entende que dom não necessita de sofisticadas escolas? Dom é presente natural. As escolas apenas aprimoram talentos.
Quanto a mim, alguns dos meus estão bem perto e fáceis de se tornarem reais. Outros, porém, os mais complexos e desejosos estão onde só minha imaginação consegue ir. Para minha salvação,  tanto mais desejo, mais o sonho aproxima-se de mim. E bem sei que logo, logo ele estará aqui ao alcance das minhas mãos para serem enfim verdades no tempo certo! Agora, se o sonho for doce, vai direto para minha boca, onde o bom sabor dá gostosa satisfação do desejo concretizado!rs

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17 de nov de 2010

RENOVAÇÃO!


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RENOVAÇÃO!


Tal como árvore em pleno outono permitiu livrar-se do passado. As lembranças partiram em mil folhas amarelecidas do amor de muitos verões.







Djanira Luz

16 de nov de 2010

ACEITA-NOS COMO LEGÍTIMOS PAIS?


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ACEITA-NOS COMO LEGÍTIMOS PAIS?

Na hora do sim no casamento são só eles. Casal apaixonado que se escolheu e decidiu viver sob o mesmo teto com promessas alegres em ninho de amor. Os casais tradicionais conservam oficializar a união em Igrejas e cartórios. Os modernos apenas decidem morar juntos com as mesmas intenções felizes de “amor eterno enquanto dure”, como a imortalizada frase do Poetinha.

Passada a euforia da Lua de mel a vida segue seu cotidiano nem tão doce assim. Mas logo volta a ficar açucarada com a chegada do primeiro filho, do segundo e mais outro ou outros. Via de regra, os filhos são desejados.  Alguns chegam pela falta de planejamento e, ainda assim aumentam ou revigoram a alegria do lar.

O casal escolhe sua companhia e diante do celebrante aceita as condições impostas para viver ao lado da pessoa amada. E os filhos? Será que estão satisfeitos com os pais que a vida lhe reservara?

Algum dia você mãe, você pai chegou para seu filho ou filhos e teve a feliz ideia de lhes perguntar sobre isso? Sugiro que combine com seu marido, seu amado, sua esposa, sua amada para que perguntem a eles.
A mãe questionará:

- Filhos, vocês aceitam Fulano como seu legítimo pai?

Depois o pai:

- Filhos, aceitam Sicrana como sua legítima mãe?

Estamos preparados para fazer esta pergunta? Ou ainda, estamos preparados para ouvirmos a resposta? Será que temos sido merecedores de ouvir o “Sim” de nossos filhos? Temos dado bons exemplos com nossas atitudes? Os filhos podem usar-nos como espelhos por refletirmos bons adjetivos? Somos motivos de orgulhos para eles? Suprimos suas carências? O amor lhes ofertado têm crescido a cada ano? Esse amor é eterno ou o prazo de validade está vencido?Estamos conscientes e confiantes da maternidade e paternidade responsável? Temos sido presença viva sem suas horas boas ou tristes? Conhecemos tão bem nossos filhos que só pelo modo diferente como giram a maçaneta da porta sabemos que estão sofrendo ou passando por dificuldades ?

Talvez você pai, você mãe receba um não como resposta e isso poderá causar-lhe tristeza ou revolta. Lembre-se, porém, filhos são frutos dos nossos desejos e resultados das nossas atitudes. E sempre haverá soluções para os problemas se o amor for maior que as diferenças entre pais e filhos. Somos nós que precisamos melhorar nossa conduta para que os filhos possam dizer com toda certeza e garantia de suas satisfações pela vida nos ter lhes dado como pais.

Desejo de coração, cada pai e mãe possa mesmo ter como respostas esta alegria:

“-Sim, aceito vocês como legítimos pais!”



Seja e faça o outro feliz!rs

10 de nov de 2010

A LIÇÃO DO CUPIM!


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  A LIÇÃO DO CUPIM...

                                                   


A visão da velha árvore carcomida pelos cupins transportou-me de volta aos primeiros anos de escola onde apelidei um colega de “Zé Traça” por ter o péssimo hábito de roer lápis. Seus ou de alguém da turma.


Cuidava do meu material escolar com capricho e adorava o lápis com bandeirinhas de diversos países. Quando o menino quis devolver-me recusei aceitar por estar mordido e babado. Fiquei chateada e enojada com a falta de zelo e o desrespeito do garoto. Toda vez que o via surgia-me em mente o apelido. Embora desejasse, nunca lhe chamei de “Zé Traça”. Era uma desforra silente, secreta. Coisa cândida da idade.


Muito tempo se passou e observo em diversos adultos a mesma mania da criança Zé Traça em roer lápis. Será resquício do vício infantil de pôr tudo na boca? Será que o estresse da vida agitada é aliviado com a Terapia do Lápis Roído? Quem explica!?


No decorrer da minha caminhada em busca do saber de todas as coisas, descobri que para tudo há razão de ser. O que para mim era agressão, o ataque dos cupins a velha árvore já entendo necessário para as plantas ao seu redor. É preciso que a árvore tombe para que outras plantas alimentem-se de seus nutrientes. Assim poderão crescer fortes cumprindo o ciclo da vida.


E o lápis roído do “Zé traça”? Ah, serviu para frutificarem em mim muitas ideias, a começar pelo apelido! Depois desse episódio, aos oito anos, escrevi meu primeiro pensamento: O lápis sobe e desce na minha mão, em vão. Nada sai de dentro do lápis, nada sai de dentro de mim... E não parei mais de inventar.


Hoje quando vejo um lápis mordido ou uma árvore destruída, eu entendo coisas novas estão para nascer!
















Djanira Luz

8 de nov de 2010

FÉ!



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Fé!

Se a mente acredita, o corpo cura.



  



 

31 de out de 2010

UM AMOR DESTE TAMANHO!

                                Imagem do meu arquivo pessoal. Minha linda, amada e meiga sobrinha Ana Júlia, dois aninhos!

UM AMOR DESTE TAMANHO!




“-Deeeeeeeeeeeeeeessi tamanhum!”



Com um sorriso lindo de fazer o céu extasiar-se em festa e abrindo seus bracinhos mais do que podia a ponto da barrinha estufar para frente. Foi assim que a menininha respondeu a uma pergunta. A mãe quis saber o quanto que era amada pela filha pequenina. Essas coisas de amar que nós mães e mulheres gostamos de fazer com quem nos é querido. Comparando-a com minha linda e meiga sobrinha Ana Júlia, calculei dois anos para a garotinha.
Sorrindo e não escondendo o orgulho pela demonstração de carinho, a mãe inclinou-se tomando a menininha em seus braços. Abraçadas rodopiaram numa só alegria. Dava para sentir a música em seus corações. O ato e o sentimento ali eram lindos.
Muitas cenas cotidianas vistas desaparecem rapidamente da minha mente. Essa, porém, vai ficar por bom tempo, quiçá para sempre. Fico pensando quantos de nós não conseguimos mais sequer abrir os braços para abraçar pessoas próximas, muito menos para demonstrar amores imensos assim.


À medida que vamos crescendo diminui-se a capacidade de manifestarmos a grandeza do amor? Ou será que sentimos vergonha de amar? Amar será sinal de fraqueza? Quem sabe só os tolos realmente amam!? Por que é tão difícil dizer que se ama? Por que não conseguimos mais abrir os braços até estufar a barriga como fez a inocente criança para demonstrar amor? Talvez amor seja mesmo para os que trazem em si o coração de um menino, de uma menina...
Quem dera pudéssemos ter essa coragem pueril e a capacidade singela de demonstrar ao nossos irmãos, aos vizinhos, aos nossos amigos e colegas de trabalho um amor puro “deeeeeeeeeeessi tamanhum” e ver em seus olhos o mesmo brilho intenso e duradouro que pude notar no olhar  iluminado daquela mãe. O amor era tão lindo, sincero, doce e imensamente poderoso que foi capaz de contagiar a mim, uma estranha espectadora premiada por presenciar aquela cena fortuita.
É bem verdade que voltei para casa diferente com o desejo de me permitir agir como criança sincera sem medo ou vergonha de errar. E nessa vontade de expressar afeto, senti muita alegria por isso. Na hora de abraçar pessoas próximas, ao invés de chegar, dar o costumeiro beijo do reencontro, abri meus braços e esperei que viessem a mim. Senti que ao abrir os braços além de acolhê-los melhor, me entregava ainda mais a eles em amor, cumplicidade, alegria. Com o gesto de abrir os braços resgatei atitudes perdidas na pressa, no comodismo, na conformidade de achar que “é assim mesmo e tá bom do jeito que tá”. Sim. Estava bom. Mas agora, está muito melhor!
Então, você aí de pensamentos cruzados! Resgate esse calor que deixamos esfriar por atitudes geladas. Abra bem seu sorriso e braços para um novo e melhor abraço!rs

Juliana, a linda e meiga mamãe da Ana Júlia, minha adorável cunhada.
Conheci a Juju com a atual idade da Ana Júlia, aos dois aninhos.rs
Amo as duas, mãe e filha!


 



Aqui deixo meu abraço para você leitor querido, para você leitora querida... "Deeeeeeeeeeeeeeesi tamanhum"!rs







29 de out de 2010

NA LÍNGUA DOS ANJOS - BANDA CEREMONYA

A MÚSICA TEM O PODER DE TOCAR O ESPÍRITO. ATRAVÉS DELA PODEMOS VER A *FACE DE DEUS (*FANUEL) COM OS OLHOS DO CORAÇÃO. LINDA MELODIA, LETRA E VOZES! QUE O DEUS TODO PODEROSO SEJA LOUVADO ATRAVÉS DAS VOZES DESSES JOVENS!


28 de out de 2010

O ISTO DAQUILO DO IMPREVISTO...

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O ISTO DAQUILO DO IMPREVISTO...
Quantas vezes você já se viu entediado com algum empecilho que surgiu arruinando planos minuciosamente preparado e aguardado por longas datas? Assim como a chuva cai inesperadamente atrapalhando idas a praia ou comemorações ao ar livre,  problemas desabam de repente arrasando com  sonhos. Então, nada de desespero nessa hora! Transforme o imprevisto negativo em algo bom. Ao invés de desperdiçar o dia com lamentos e cara feia, antes  aproveite a ocasião para fazer outras coisas. Coisas comuns, porém, extraordinárias!
Estoure pipocas e convide amigos para uma tarde divertida com direito a filmes e conversas fiadas! Uma delícia ter companhias agradáveis em dias difíceis, certo!? Já experimentou fazer biscoitos com um grupo animado? Nesse momento será partilhado muito mais do que a receita especial da bisa. E não vai importar se a temperatura do forno estará adequadamente aquecida se os corações estiverem inflamadamente alegres! Quem sabe arriscar pagar mico no Karaokê? É diversão garantida. Ficará surpreso com o que seus convidados e você são capazes! Há momentos na vida que ser ridículo é sinônimo de liberdade e diversão, acredite!  Os vizinhos até perdoarão os desafinados em troca das divertidas gargalhadas pela situação cômica. Estas são algumas receitas de felicidade que poderão ser utilizadas diariamente. Cada um sabe como preparar a sua. O jeito certo que lhe é agradável para ser feliz. Descubra a sua receita. Pense qual ingrediente especial dará o toque melhorando o clima da sua vida.
Gestos simples têm poder de acalmar as tempestades do coração inconformado com o acaso do dia. Ao final você aceitará o motivo por não ter tido êxito na diversão que tinha em mente, pois de outra maneira não provaria horas alegres de algo aparentemente maçante. E, será até mesmo capaz de agradecer por ter chovido! De maldição, verá a chuva como bênção que proporcionou ricos momentos de trocas, de partilha, de aprendizado e muitas risadas.
A grande poetisa Cecília Meireles em seu poema “Ou isto ou aquilo” mostra-nos que sempre temos opções por fazer. Gosto tanto do poema e costumo brincar que tenho as seguintes escolhas diárias – estar feliz ou buscar a felicidade. Viver triste, não! Não podemos permitir que climas e outros motivos alterem ou atrapalhem nossa alegria. Se alguma coisa não saiu de acordo com o esperado,  vamos substituí-la por outros interesses, talvez com menos requinte, mas com igual ou maior prazer!
Que caia a chuva ou que esfrie o passeio ou o encontro vá por água abaixo! O clima dentro da casa e do coração estará aquecido de amizade e sorrisos sem tempo ruim! Ou isto ou aquilo, invente um para seu bem-estar!rs

                                          


 

26 de out de 2010

AOS QUE NÃO TÊM VERGONHA DE SONHAR...




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AOS QUE NÃO TEM VERGONHA DE SONHAR...
Analisava-a ao longe. Alguma coisa nela despertou-lhe a curiosidade. Sem se deixar notar, seguiu para mais perto onde pôde ouvir o que a mulher dizia.
- Sou apenas uma mulher simples com dois ipês amarelos fincados na calçada do coração e a cabeça lá nas nuvens com pensamentos lúdicos a inventar imagens douradas floridas para depois virarem idéias e, se tiverem sorte serão transformadas em letras arrumadas num texto lírico qualquer.
Tenho olhar caleidoscópio! Para a mesma cena enxergo inúmeras possibilidades, diversas saídas ou soluções e diferentes enredos. Olhos que veem mandalas variadas em tudo que passa a minha volta, cujas interpretações vão de acordo com o dia ou com o que sinto no momento presente.
Meus lábios são semáforos. Sorriso esperança exprime boas vindas em beijos. Siga em passos verdejantes e lentos sem pressa de partir. Atento Sol riso dourado indica observância. Alerta: aproximar-se com precaução.  Contato inapropriado ou arriscado.  Rubro lábio cerrado. Sugere preservação, manter distância. Sinaliza: inacessível para indesejados.
Sou uma gama de sentires, de olhares, de quereres. Sou apenas uma mulher simples com os dois pés fincados no chão e cabeça nas nuvens proseando versos em estrelas mergulhadas no breu celeste.  
Entre signos e imagens, entre sonhos e fantasias, entre ser e o querer, o homem encantou-se com a essência da mulher. Sentiu-se abraçado por ela em palavras que prendiam seu coração ao dela. Admirou o poder da expressão através da declamação da mulher na praia.

Finalmente sentiu-se aberto para o amor. Acreditou que o amor não precisava de rosto, nem de cor, nem de estatura nem nada específico ou moldado. Entendeu que amor é feito de sentimento. Somente sentimento toca a alma como a mão  afaga o corpo. Verdadeiro amor é feito assim.

24 de out de 2010

SER POETA...



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SER POETA...

Ama as letras. Abusa delas. Ingere, inala cada letra. A escrita é seu ar. É chão. Amparo. Vida e paixão. Fantasia sonhos. Sonha acordado. Viaja em ideias inalcançáveis. É criador. Construtor de ideais. Chora e faz chorar. Ri e faz rir. Partilha sentimentos. Doa suas emoções. Sensível e circunspecto. Mais essência do que matéria. São assim os poetas do mundo...




ADENDA:

Não me incluo dentre os poetas. Não sou poeta (poetisa), apenas escrevo como terapia, como exercício de extravasar sentires, olhares, percepções. Não. Não ouso ser considerada poeta. Poeta tem alma nobre e domínio das letras. Sou caminheira literária. Amante das palavras escritas. Somente isto.rs

19 de out de 2010

ELA É ASSIM!!!




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ELA É ASSIM!!!
Sorri até doerem as bochechas ou até que os olhos fiquem assim repuxadinhos orientais. Canta a plenos pulmões ressoando ao vento alegria, rouquejando a voz em elevada escala musical. Saltita num frenesi eletrizante incansável como se ligada a alta voltagem de disposição energética. Fala ininterruptamente mil palavras saídas galopantes de um só pensamento fervilhante em idéias loucas por ganharem vida e serem ouvidas.

E em tempos difíceis é a última apagar a luz porque se faz rocha mantendo-se de pé com sua esperança acesa até instantes finais da consumação dos fatos. Onde ninguém mais espera, ela permanece convicta na certeza de que mudanças acontecem para os que esperam até o derradeiro minuto.

Mas quando chora parece criança! Toda mulher torna-se menina nos momentos tristes. Nessa hora quer colo e gosta de ser envolvida em abraços. E deseja ser mimada, consolada em lençóis macios de beijos. Assim é ela!Uma alegria mimada regada a charme e dengo, porém firme e corajosa disposta a superar desafios do dia-a-dia. Em suma, ela leva em si um turbilhão de emoções bem guardado no castelo misterioso coração feminino..

ÁGUAS DO CÉU QUE CHORA...


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ÁGUAS DO CÉU QUE CHORA...



Escorrem em abundância. As águas vêm de lá do céu turvo e feio sem sua azulada alegre beleza. Deslizam do mesmo modo, tórridas lágrimas da mulher. Tem o rosto nublado denunciando clima ruim sem vestígio de melhoria no tempo fechado dentro em si.

Na face do céu, nenhum brilho irradiando tempo bom. Nos olhos da mulher, nem um tênue fio de Sol para clarear a alma que chora. Como que diante de espelhos mulher e céu miram-se. Refletem imagens nebulosas identificando entre ambos a ocasião favorável de deixarem rolar as águas sentidas . Permitem extravasarem-se em enchentes cálidas lavando sentimentos que ferem o coração alterando o ar sereno dos tempos bons ensolarados e das horas do riso fácil e contagiante.

Céu e mulher esperam que se faça Primavera interior para voltarem a sorrir. Nessa hora apreciaremos risos azulados brilhantes e ensolarados na cara do céu aberto em felicidade imensa. E nos olhos da mulher a alegria florida irradiando luz será admirada e dos seus lábios perceberemos doces cantos dos dias sem nuvens, plenos em lirismo!


17 de out de 2010

ORAÇÃO DO ALUNO


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Quando escrevi esta oração não imaginei receber tantos e-mails elogiosos e agradecidos. Fiz pensando nos meus filhos e nas dificuldades que a maioria os alunos têm em determinadas matérias ou em algum período escolar. Depois dos e-mails recebidos, peço a Deus que atenda a oração de cada aluno que esteja precisando de  ajuda para obter êxito nas notas. Claro que a oração tem poder e força, mas Deus ajuda quem se esforça. De nada adianta só rezar. É preciso estudar e rezar!rs Bem, por isso que resolvi postar a oração aqui! Boa sorte para todos!


ORAÇÃO DO ALUNO



Meu Deus, preciso melhorar na escola


Livra-me da preguiça e da cola


Ajuda-me a tirar nas provas, boas notas


Que eu me lembre das respostas.




Que eu saiba, Senhor, assimilar


O que o mestre me ensinar


Ajuda o colega também


Para que na prova se dê bem.



Põe no coração do mestre, bondade


E ele ensine com amor e vontade


Se o aluno a matéria não compreender


Que o mestre não canse de refazer



Abençoa o professor


Que ensina com louvor


E que eu o respeite


Mesmo que a lição rejeite.



Por final, meu Deus adorado


Ajuda-me a ser aprovado


As provas já se aproximam


Peço Suas bênçãos que reanimam!

15 de out de 2010

QUERO MEU INTERIOR SIMPLES COMO A VIDA NO CAMPO...





Todas as fotos desta página são do meu arquivo pessoal



QUERO MEU INTERIOR SIMPLES COMO A VIDA NO CAMPO...



Fiquei tocada com as imagens. Interessante como aquelas fotografias antigas de uma família amiga me comoveram tanto! As lágrimas escorriam em abundância sem que eu pudesse controlá-las. A comoção não foi pelo o que via: a vida dura nas lavouras, pelo trabalho pesado na construção de estradas ou pela pobreza visível. Não. Minha tristeza deu-se por perceber a miséria em que nos tornamos. A modernidade tem seu conforto e benefícios, em contrapartida temos por pagamento a frieza de sentimentos e um monte de outros defeitos que vamos adquirindo com o passar dos anos.


Quem trabalha no campo sabe o quanto são penosas as lidas diárias. Embora hoje muitos possuam maquinários que auxiliam no desempenho das tarefas, alguns serviços permanecem manuais. Só que identifiquei grandes diferenças na população rural do tempo das fotos antigas com a população rural atual. Em muitas o progresso chegou e quase já não distinguimos zona rural com a zona urbana, pois a televisão, a telefonia fixa e móvel, a internet e os jogos eletrônicos estão acabando com os bons hábitos rurais.


Sinto saudades de quando visitava os sítios do interior. Lembro-me bem de como ficava encantada com a vida natural. Da mesa nos alimentos saudáveis e típicos da região como nos hábitos interioranos, onde a tranquilidade fazia-me esquecer da correria da cidade grande. As brincadeiras eram manuais. E lá nem fazia falta para a diversão toda esta parafernália moderna que temos. Apesar da simplicidade dos alimentos, dos hábitos e brincadeiras, tudo era de uma riqueza infinita. Havia tanta gente na casa mais parecia uma grande família. Mas não era! Eram amigos, vizinhos que se reuniam para a partilha da palavra e do pão. Puxa, era a paz acontecendo! Era lindo! Até eu que não era daquele ambiente sentia-me inteiramente parte da família de tanto carinho e união entre nós.


E assim vinte anos se passaram! Hoje, além da vida apressada, da violência crescente, o interior está sendo invadido pelos produtos industrializados. Fiquei um tanto decepcionada quando vi a dona da casa usando tabletes de caldo de frango para preparo dos alimentos. Lá fora, em sua horta, uma riqueza dos mais diversos e aromáticos temperos frescos, saudáveis sendo trocados por condimentos processados. Além do caldo de galinha usado pela cozinheira, outros enlatados foram empregados para o preparo do almoço. E a facilidade, as trocas não paravam por aí. O jovem da família trocou a alegria de tocar viola pelo jogo no vídeo game e a adolescente que tanto apreciava uma conversa com a família, calou-se em seu computador num diálogo pobre com mil “amigos” desconhecidos no portal de comunicação.


Claro que todos têm direito aos benefícios e confortos da atualidade! Acontece que certos costumes deveriam ser preservados. A calmaria da vida no campo. O sabor natural dos alimentos. A cantoria alegre de uma viola. As conversas simples e animadas das famílias unidas. A partilha dos amigos, onde a troca de abraço vale bem mais que mil amigos pela internet.


Sinto saudades da vida natural. Sinto saudades dos sentimentos puros e verdadeiros. Gostaria que a vida no campo não perdesse sua identidade modesta. Mas o que meu coração moderno deseja imensamente é que o interior de cada pessoa, a alma seja assim como a vida rural de tempos idos. Pura, sossegada, sem pressa para ouvir, abraçar ou consolar a quem necessitar de conforto. E, mais do que tudo, a alma viva sem pressa, sem o desejo de ser atual para não perder a beleza das coisas boas e simples.


















Djanira Luz