PARA O MUNDO INTEIRO ME ENTENDER!rs

VOLTA PARA O LAR! AJUDANDO A REATAR LAÇOS...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

TOQUES SENSÍVEIS...(FOTOpoema)



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TOQUES SENSÍVEIS...(FOTOpoema)

Dois toques de sensibilidades:
No teclado músicas, suavidades
No seio libido, desejos revelados
Piano e paixões sendo tocados...


Djanira Luz

O VENTO, A MULHER, A MONTANHA...


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O VENTO
, A MULHER, A MONTANHA...



O olhar vazio contrapunha com a cabeça cheia de preocupações. Pela janela, a Mulher via se por ela poderiam surgir soluções. Gostava de ficar debruçada ali horas a fio
contemplando a natureza, sentindo o Vento afagar-lhe
os cabelos e beijar-lhe rosto.

O céu estava azul com algumas pequeninas nuvens brancas,
sol à pino. Uma tarde agradável num lugar aprazível. Eram mais ou menos três da tarde.

De onde estava não se via rua, trânsito, pessoas.
A natureza ali imperava livre da crescente destruição poluidora. Parecia miragem tão bela visão. Era seu momento mágico de contemplação.

Do olhar vazio, rolaram lágrimas. Amigo Vento veio lamber-lhe a face. Secou-lhe as gotas salgadas que deslizam apressadas... As lágrimas transbordavam do peito sufocado de sentimentos nocivos que entristecem o espírito e adoecem o corpo.

Foi então que o Vento sussurrou-lhe ao ouvido:

- Vá até a senhora Montanha, ela deseja ver-te, Mulher.

-Ah... Estou triste... Não tenho vontade para nada.
Não quero falar com ninguém, não estou boa companhia...
– respondeu a Mulher desanimada.

- Quando se está triste é quando mais temos que falar...
– Filosofou o amigo Vento.

- Para fazer o outro sofrer junto? Não... Deixa-me só!
– Rebateu a Mulher.

- Não... Para desabafar. Para que saia a angústia
e entre a esperança... – Quis confortá-la o Vento.

O Vento continuou:

- Muitas vezes alimentamos pensamentos destrutivos,
vamos nutrindo a vida com decepções, desilusões,
desamor, ausências, carências e acabamos nos
afundando em nós mesmos... Aí, precisamos do outro,
da palavra-mão-amiga para nos tirar das profundezas
que a dor vai nos enterrando. – Soprou o vento sobre
a Mulher uma aragem de ânimo.

Sentindo a boa vontade do amigo Vento, a Mulher disse:

- Levarei água, sentirei sede pelo caminho...

- Não te preocupes com isso. Dá-se um jeito!
– Advertiu o Vento.

- Levarei algo para comer, sentirei fome,
o caminho é longo até a Montanha... – A Mulher justificou.

- Por que te preocupas tanto, Mulher?
Esvazia-te por ora... Siga somente em frente,
tenha confiança, pois não sabes quem deseja tudo alcança?
– Brincou o Vento.

A Mulher fez menção de riso. E partiu para ouvir o que
a Montanha tinha a lhe dizer.

No meio da subida, a Mulher teve sede.
O Vento assoprou-lhe a face, então ela olhou em sua direção, viu brotando da pedra uma mina d’água.

- Puxa! Água cristalina e fresca...
Já subi muitas vezes por aqui, não havia reparado nela.

- A vida atribulada, a cabeça ocupada com inquietações fecha-nos os olhos de modo que deixamos passar muitas boas e belas oportunidades.
– Suspirou o Vento.

A Mulher percebia que a medida que o amigo
Vento ia expelindo suas ideias, sentia-se mais aliviada
dos problemas que carregava em si.

Algumas subidas a frente, a Mulher teve fome.
O Vento fez-se pequeno vendaval, então caíram goiabas e pêssegos das árvores frutíferas próximos a mulher.

A Mulher ficou maravilhada. Percebeu ali que o
Vento tinha razão. Não deveria mesmo preocupar-se
demais com o depois. Tudo a seu tempo.
Tudo no tempo certo! Se fizesse desse modo
com suas tribulações haveria de ser mais fácil
solucioná-las. Assim como fazia com as frutas,
a Mulher ia saboreando também as palavras do
amigo Vento. “Vento sabido!” – Pensava ela.

Após saciar-se do alimento que a gentil Natureza
ofertara, a Mulher e o Vento seguiram até o topo da Montanha.

- Que dádiva amorosa, Vento amigo, da Mãe Natureza!
Dá-nos frutos, água, contemplação sem nada cobrar.
Quisera ter no mundo um amor gratuito assim...

- Há, amiga Mulher! Basta saber onde encontrar...
É preciso ter o dom da paciência e da observância.
As pessoas não querem perder tempo, estão impacientes.
Por isso estão sempre tendo uma companhia mais ou menos, uma amizade mais ou menos, um amor mais ou menos... Quase ninguém mais tem um amor que se doa plenamente; um amigo leal que não traia; uma doação gratuita, sem cobrar nada nem favores em troca... – Sussurrou o Vento no ouvido Mulher.

O Vento percebeu na expressão facial que a Mulher parecia outra. Quase não se assemelhava aquela feição taciturna que estava debruçada naquela janela horas atrás. Então, o Vento novamente fez-se ventania e deixou pousar sobre a Mulher uma diversidade das mais lindas e perfumosas flores multicolores.

A Mulher rodopiou numa dança de liberdade onde o corpo
quase era tão leve quanto seus pensamentos.
Momento de rara alegria. Leveza de alma, belo, único.

Nem percebeu que já estava a um passo do topo.
A Mulher deslumbrou-se:


- Vento! Que encanto estar aqui, só vejo belezas a alegrar
e preencher-me o coração!!!

- Penso que o Vento fez com êxito o que lhe fora confiado!
- Disse a alegre Montanha. A Montanha estava radiante
de satisfação. O Vento, seu companheiro, havia devolvido a alegria, a esperança e a vontade de viver àquela Mulher.

- Ah... Senhora Montanha, há muito não sentia meu coração
tão leve e sereno! Já não sabia o quanto é gostoso o barulhode uma feliz risada. Por que acho que meus problemas são tão microscópicos agora?

- Porque na vida, querida Mulher, precisamos de um amigo.
Nos momentos de alegria para rir-se conosco; nos momentos de dor ou perda, para secar-nos as lágrimas, para ajudar-nos a levantar; e quando tudo parecer sem saída, o amigo mostrará um novo caminho. Muitas vezes a solução dos problemas está dentro de nós, somente precisamos nos abrir, desabafar e falar para que o amigo nos ouça e nos ajude a clarear-nos as ideias.

A velha Montanha continuou sua explicação:

Aprenda, Mulher que um bom amigo precisa ter as qualidades do Vento:

Às vezes precisa fazer-se Tufão, usar de palavras enérgicas
para não deixá-la cair e, no caso de já ter caído, reerguê-la;
noutras vezes ser uma Aragem para secar-lhes as lágrimas,
para que os olhos possam enxergar melhor uma nova ou
melhor solução ou ainda, um outro caminho a seguir.
Por fim, o amigo tem que ser por toda vida, uma Ventania
para que faça você desabafar, dançar, sorrir, cantar,
sonhar e acreditar sempre que pode contar com uma
mão amiga para todos os momentos.

A Mulher desceu da Montanha agradecida pela
gratuidade das palavras da velha e sábia Montanha.
Foi seguindo sempre em companhia do amigo Vento.
Olhou pare ele e disse:

- Querido amigo Vento, sinto-me tão leve quanto você,
pois meus problemas já não pesam tanto!

Rodopiando, o vento assoviou e foi descendo
em companhia da Mulher. Ambos dançavam livres,
leves, animados, felizes...







Djanira Luz

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

MÃOS ILUMINADAS...(FOTOpoema)


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MÃOS ILUMINADAS...(FOTOpoema)



Vejo saídas, caminhos de luz
que as boas mãos façam jus
trazendo esperanças renovadas
em novo ano eu seja mais amada...


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Delicadezas de Amar...


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Delicadezas de Amar..
.


Hoje eu te embalo
suavemente te falo:
“- Fiques bem quietinho
não chores, benzinho”...

Outra vez te envolvo
com amor e consolo
faço-te bem de mansinho
muito afago e carinho...

Faço do meu colo berço
digo que não te esqueço
canto para te aninhar
uma cantiga de ninar...

Esqueces tuas dores
quando falo de amores
arranco até um riso
se te chamo de “Paraíso”...

Encho-te a vida de mimo
como te amo meu menino!
Tens minha vida em tuas mãos
e me carregas em teu coração...



Djanira Luz


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

RESPEITO E LIBERDADE PARA SER FELIZ...


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RESPEITO E LIBERDADE PARA SER FELIZ...
(BVIW)


Agora que a fumaça abaixou e a menina do mini rosa saiu de cena, resolvi escrever meu ponto de vista sobre o ocorrido naquela faculdade. Com toda aquela situação passada, percebi que houve algo bem maior do que o aparente desacato. Paira no ar um espírito revoltoso enrustido em massa. A humanidade parece necessitar de um “Judas” para espancar, para transferir suas dores e frustrações.

O quadro presenciado seria o mesmo se no lugar da jovem fosse uma senhora arretada, porreta, da “pá virada” que não engole sapos e insultos? A típica mulher sangue tropical temperada com sabores quentes haveria de rodar a baiana, cuspir pimenta marimbondo coibindo e calando, vozes e atitudes agressivas das criaturas alteradas.

O que pensam aqueles jovens? O que pensam nossos jovens que imitam atitudes assim? Não foi por esta conquista que nossos pais lutaram, para se ter liberdade de expressão, o direito de ir e vir, de ser e estar onde e com quem se quer, de poder falar e escrever o que se pensa livres de perseguições e censuras? Por acaso não sabem esses jovens que o vestir também é um ato de expressão? Geralmente críticas e ataques são feitos por pessoas frustradas ou que não têm coragem de fazer aquilo que o criticado faz. Quando acabarem-se a hipocrisia no mundo e o falso moralismo, aí a vida fluirá pacificamente.

Sabe como sou, penso e ajo? Eu respeito o ser humano. Se a linda loira sente-se bem e feliz com o vestidinho curto, permito-lhe que assim seja feliz. Se o menino gosta de meninos, respeito seu gostar. Se uma menina ama outra menina, tenho consideração pelo seu querer. Que todo ser possa vestir-se com as cores e os sabores preferidos sendo felizes, respeitados, livres de ataques.







Djanira Luz

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

JOGANDO FORA O MAL E SEMEANDO AMOR...


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JOGANDO FORA O MAL E SEMEANDO AMOR...



Lia acordou cedo determinada a não mais guardar lembranças que lhe picotava o coração, deixando-a com horas chorosas de saudade do que não era para ser como desejou. Sairia apenas com a chave da casa, alguns trocados, nada de bolsas. O que levaria consigo estava dentro do coração e da mente. Era lá que Lia desejava esvaziar.

Com aquela face de que há mudanças acontecendo, saiu de casa sem destino. Iria até onde conseguisse desfazer-se de todos os pesos acumulados em sua vida.

Duas ou três ruas caminhadas. Ao atravessar a ponte, uma ideia acendeu-lhe fazendo-a parar no meio da travessia. Disse baixinho para si:

- Um rio! Bom lugar para jogar fora minhas mágoas. As águas que correm se vão e se renovam... Por isso mágoas sentidas, vão-se de mim! – Num gesto como quem põe fora dissabores, Lia abriu os braços para que saíssem do coração as tristezas aprisionadas. E rindo com a alma um pouco aliviada, seguiu caminhando.

Carros, sinais, prédios, buzinas, gritos, risadas, crianças, cães abandonados e o sol sorrindo-lhe iluminava a manhã dourada de alegria amanhecendo.

Um mal cheiro de repente invadiu-lhe as narinas, fazendo com que acelerasse o passo na intenção de fugir daquele odor desagradável. Antes, porém, achou que ali seria o local ideal para depositar as palavras ofensivas que havia recebido desmerecidamente por defender uma boa causa. Sim, ali no esgoto era um ótimo lugar para palavras más e ultrajes que havia guardado por muito tempo.

Se tivesse respondido aquelas ofensas não estaria cheia delas dentro em si. Mas, Lia sabia que se devolvesse as agressões sofridas certamente se igualaria ao feio ataque recebido. E ela não se parecia nada com os que têm facilidade em atacar com palavras-pedras que ferem.

Livre das mágoas e injúrias, aos poucos percebia melhoras na aparência da mulher que acordara disposta a modificar seus dias dali para frente. E continuou andando.

Ao passar pela praça, viu o velho e conhecido jardineiro revolvendo a terra, tendo ao lado algumas mudas de árvores. Os olhos de Lia sorriram. Uma doce imaginação ocorreu-lhe naquele instante. Sorrindo, educadamente disse ao responsável pela conservação da praça:

- Bom dia, senhor Zé jardineiro! – Havia tanta doçura nas palavras da Lia que dava impressão que flores abriam cada vez que ela sorria.

- Muito bom dia, minha querida! – O jardineiro a viu crescer e desde menina traduzia no seu gesto por ela, um amor de avô.

- Sabe, vozinho Zé, quero pedir um favor. Ando muito triste porque quem muito amei foi-se de mim e penso não haver chances de volta. Hoje saí de casa decidida a lançar fora tudo o que me entristece. Vendo o senhor semeando árvores, vim pedir para que uma dessas mudas plante com o nome de (...), ela vai crescer linda e forte como o amor que nutro por ele. – Lia segredou ao ouvido do velho amigo o nome do seu amado. A voz dela estava tremida, os olhos marejados, o coração apertado. Havia ainda muito amor naquela alma feminina.

- Ah, menina... Que coisa mais linda esta que me pede para fazer! Quantos praguejam o amor que se foi e você querendo eternizá-lo com a vida desta árvore... – O jardineiro Zé também tinha lágrimas emocionadas descendo pela face. Coisa rara testemunhar um amor assim atualmente.

Antes de escolher a árvore que guardaria toda aquela paixão, o jardineiro perguntou:

- Lia querida, pode me dizer o dia do aniversário do seu amado?

Apesar de estranhar a curiosidade do amigo, Lia respondeu. Então o Zé falou:

- Então, vou plantar o árvore de Abeto, pois os místicos dizem que cada um de nós caímos de uma árvore e, pela data que me disse, ele é um Abeto. Disse rindo o bom senhor.

Lia gostou de saber, aliás, adora árvores coníferas porque lembra árvores de Natal que tanto ama. Após ajudar no plantio do Abeto, Lia agradeceu ao amigo e seguiu bem mais aliviada e feliz.

Pouca coisa restava para Lia desfazer-se. Aproximou-se da fonte da cidade, tocou levemente na água fria, molhando em seguida as mãos. Um choro fácil deslizava pela face, eram lágrimas de saudade. Fazendo da mãos uma cuia, bebeu um pouco da água, depois lavou a face chorada.

Era o que restava abandonar. A saudade que deixava tudo menos colorido e que a impedia de ver que a vida seguia seu curso independente das perdas, das dores e dos amores idos.Como tudo que se foi pelo caminho, a saudade haveria de permanecer naquela fonte.

Lia percebeu que já era hora de retornar para casa. Tinha consciência de que era necessário coragem para se desfazer de tudo que abandonara pelo caminho. Mesmo das coisas ruins, pois o orgulho, o rancor, o desejo de vingança alimenta o espírito impedindo-nos de jogarmos fora o mal que nos foi ofertado.

Mas, Lia sabia que mais difícil era aceitar o fim de um amor. Amor que é raro nos dias atuais e que muitos não acreditam em sua existência. Dizem que amor não passa de lenda, de histórias de contos-de-fada.

Lia sente compaixão de quem não conhece o verdadeiro amor, por isso não se importava quando zombavam por falar do amor com tanta propriedade e certezas. Só quem nunca amou e foi amado de verdade pode duvidar da sua existência.

Lia conheceu o amor sincero, único. Aquele que vale a pena e que foi tão imenso capaz de ser plantado e eternizado numa bela e frondosa árvore como uma lembrança refrescante para toda a vida.





Djanira Luz


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ELE, MINHA LUZ...


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ELE, MINHA LUZ...



Ele me luzia
igual Lua que surgia
clareando pensamento
levando o mau tempo...
Ele iluminava meus pés
livrando os passos do revés
mostrava novo jeito de olhar
mil maneiras de caminhar...
Ele acendia meus sorrisos
falava de amores precisos
com uma confiança acesa
em verdade clara, coesa...
Mas, uma nuvem o amor encobriu
para longe de mim ele partiu
deixando-me nesta escuridão
vivo em companhia da solidão...








Djanira Luz


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

NO CADERNO DA VIDA, UMA HISTÓRIA DE AMOR...


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NO CADERNO DA VIDA, UMA HISTÓRIA DE AMOR...

Caderno da vida aberto, folha branca e muitos pensamentos querendo preenchê-la. Nas mãos do destino uma caneta de incertezas, porém, neste momento as palavras ficam por conta do coração. Ele deseja deitar-se nas linhas do meu caminhar de um jeito especial que o meu amado sinta o peito inflamar na hora em que seus olhos pousarem em cada letra que me compõe.

É amor sendo desenhado com tênue expressão de carinho. Amor que toca a alma cujo corpo responde em sensações deliciosas. Cada letra é uma gota apaixonada que vai enchendo o coração de êxtases até transbordar a boca em risos suaves, tornado a vida aquela coisa boa pelo qual tanto se esperou.

Aquela folha alva, vazia, solitária e triste, já não existe. Nela agora há vida preenchida de pedacinhos de amores, de momentos esperados, de sonhos alcançados, de beijos dados, de sorrisos tantos forem necessários para demonstrar que o coração antes vazio e triste como a branca folha, hoje é cheio de cor, de sons, de luz.

Quando dois muito se amam, bate só coração num mesmo compasso. É a melodia do amor que pulsa feliz apaixonado. E não há rasuras, não necessita borracha, pois quando certezas escrevem histórias, rascunhos não fazem parte dos dias tão bem traçados com prosas, versos e um amor que jamais se apaga...



Djanira Luz

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O AMOR QUE SE TRANSFORMA E SE TRANSFERE...


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O AMOR QUE SE TRANSFORMA E SE TRANSFERE...



É preciso ousadia para querer falar sobre o amor. Ninguém o explica. Nem analfabeto ou doutor. Quando se vive e se sente, há uma conexão entre o sentir e as palavras. Mais ou menos isso.
Portanto, partilho vivências.

Indubitavelmente não irei desistir nunca em acreditar no amor, em sua existência e durabilidade. Para mim amor é eterno. Ele pode ficar menos intenso, mudar de forma ou de tamanho. Mas, não morre simplesmente. Ele se transforma ou é transferido. Parece ilógico? Não é!

Duas pessoas que muito se amam, por algum motivo além dos quereres são impedidos de viverem juntos; se a relação é civilizada e respeitosa entre si, esse grande amor transforma-se numa bonita amizade. Agora, se o casal tem filhos e houve a ruptura da união, todo afeto conjugal alimentado por ambos, é transferido para o filho ou filhos.

Se nos dois casos não houver essa mudança ou transferência é porque não era amor. Não acredito que amor possa virar ódio.
Mesmo que uma das partes tenha feito algo grave. Poderá haver mesmo uma grande mágoa momentânea, nunca o ódio.

Muitos dizem com a mesma boca “eu te amo”, “eu o amo demais”. Depois, com a separação, novos e maus dizeres, “eu te odeio”, “eu o odeio demais”. Não era amor! Não na minha concepção de amar, não no meu entendimento.

Alguém desiludido que acabou de sofrer com uma separação indesejável chora palavras ácidas contra o amor, pondo em dúvida a sua existência. Antes cantava as belezas do amor, bastou a paixão não ter dado certo para mudar a melodia com letras tristes e insossas.

Não aceitar o fim não significa, tampouco determina o término dos amores no mundo! Não. Outro amor surgirá no momento oportuno. Se a paixão não durou como desejava, se achou que aquela pessoa era insubstituível, acredite-me – não é!

Não contamine seu coração com sentimentos deselegantes e nocivos. Antes, transfira, transforme. Em algo ou para alguém que lhe dê alegrias e retornos positivos. Alimentar ressentimentos só fará com que sua vida se feche para novas conquistas. O amor condiciona-nos essa possibilidade de investidas para diferentes e novos recomeços. Opte, então, por belas oportunidades.

Renove os ares, refaça planos, reconquiste valores, redescubra olhares, prove outros sabores. Permita-se! Brinde sua vida com novo amor e seja feliz!rs




Djanira Luz

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

“IMAGINE”! EU... JOHN LENNON???


“IMAGINE”! EU... JOHN LENNON??? (BVIW)


*“(…)Woman please let me explain,
I never meant to cause you sorrow or pain.
So let me tell you again and again and again
I love you, yeah, yeah Now and forever
(…)” (John Lennon)



Nos primeiros meses que entrei no site Recanto das Letras postei uma ¹foto que ficou por bom tempo até o dia em que resolvi alterá-la. Quando viu a nova foto, um autor, o Teigi (Ed Bass) enviou-me e-mail com os dizeres:

Ainda bem que mudou a foto! Aquela estava parecendo o Jonh Lennon!” Ele ainda completou: “-E não era só eu quem achava isso...” – E riu. Ri mais ainda. Gargalhamos juntos virtualmente. Bastou a revelação para selarmos uma amizade à distância. Ele, surpreso por eu não ter ficado brava com a comparação, e eu admirada com sua sinceridade. Ofendida? Imagine!

Lembro da fisionomia do cantor, mas recorri ao bom Google para me comparar ao grande astro. Não é que encontrei semelhanças entre nós? A boca fina, o nariz pontudo visto de perfil, os cabelos lisos e os olhos de quem sonha e chora de amores. Só que me identifiquei com John Lennon além da aparência física. Percebi no gosto pela escrita. Ele com suas composições, eu com meus textos. Ele, talento nato. Eu, apenas ouso escrever. Porém, ambos somos impelidos a expressar sentimentos através das letras.
E eu sou fã das suas ricas obras musicais. Como ele, também gosto de passar mensagens edificantes. Podemos ver, com seu estilo irreverente de ser,na composição de Imagine e na famosa canção natalina “Happy Xmas”, entre outras onde suscitava seus bons desejos em ver um mundo melhor.

Além disso, numa de suas composições ele quis dizer para uma mulher, o que eu desejei ouvir de um homem, por isso que amo a letra da música “Woman”. Quantos dias esperei sonhando ou acordada alguém me dizer: *“(...)Mulher, por favor deixe-me explicar: Eu nunca tive intenção de te causar tristeza ou dor. Então, deixe-me te dizer de novo e de novo e de novo:Eu te amo, sim, sim,agora e eternamente(...)”

Por isso, quando o Ed Bass me comparou ao astro Lennon, eu gostei. Imagine se ficaria aborrecida. Nunca! Foi uma honra.rs




Djanira Luz e John Lennon!rs


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Djanira Luz