28 de jun de 2009


(foto de Michelle do Prado para a campanha Bradesco 120 idéias, tirada pelo fotógrafo Jair Lanes)


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RESIGNAÇÃO...

Aquela triste saudade extinguiu
A dor da perda para longe partiu
Dando lugar para a serenidade
De ti ficará comigo a amizade...

Findaram todos meus tormentos
Agora guardo os belos momentos
Novos sonhos terei e nova aurora
Todo sofrimento foi-se embora!

Hoje já não ando mais deprimida
Venci a mágoa, estou fortalecida
Desejo-te com toda sinceridade
Que tenhas rios de felicidade!

De nós boa lembrança levarei
Não as lágrimas que derramei
Guarde de mim o que foi bom
Sigo em paz com resignação...




Djanira Luz

AMOR PARA SEMPRE...


Vista Panorâmica de Nova Friburgo - Noite de inverno.

AMOR PARA SEMPRE...


- Você não vai agora? – Quis saber.

- Não... Ficarei mais um pouco a contemplar o céu de inverno... É tão bonito! – Disse reticente.

- Mas, está fazendo muito frio! Fique com o meu sobretudo, eu já vou. – Preocupou-se.

- Ah, você é não é daqui, vejo asas em você! – Agradeceu docemente, como lhe era peculiar de ser.

- Seus olhos me veem anjo... Suas atitudes fazem de você um. – Inclinou-se dando um terno beijo na testa.

Segurando-lhe a mão, afirmou antes que se afastasse:

- Não tem preço seu apreço, sabe disso, não é?

- O seu que não... Ficaria mais tempo aqui não fosse dia de plantão. – Lamentou triste ciente do que seguiria.

- Vá, eu sei que sim. Verei nas estrelas o brilho dos seus olhos e sentirei você aqui... – Sorrindo com os olhos despediu-se.

À medida que se afastava da sua visão, um vazio frio e cortante preenchia-lhe rasgando a nobre alma. Era o adeus indesejado que lhe roubara o amor e a vida.

A morte não conseguiu matar o grande amor que sentia... Levou consigo. Morreu feliz.


Djanira Luz

DEPOIS DA PERDA...


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DEPOIS DA PERDA...


Juarez seguia projetando no outro o que no oculto do seu interior trazia: desejos, frustrações, rebeldia... Por isso aquela coisa insana de imaginar saber o que ia na mente das pessoas... Ninguém sabe qual mania se poderá adquirir depois de um trauma.

Parou em frente ao Cyber Café, lembrou-se de como era bom o café dali. Coçou a cabeça, deixando os cabelos em desalinho. Um café inglês – era como gostava. Muito café, pouco leite. Diferente do francês que é muito leite, pouco café. E seguiu.

Aquela sensação de que a vida havia sido jogada para o alto e a dificuldade de juntar as partes o deixava amargurado, querendo saídas, idas, respostas, voltas...

E o vazio que ficou? E a dor? Juarez queria respostas.

- A dor da perda não há quem console... Só o tempo, só o tempo... – Dizia para si mesmo, numa fala incisiva, talvez num “auto consolo”.

Olhou para um latão de lixo e sentiu parte dele. Era resto, destroço, caco, sentia-se meio. A viuvez o deixara metade e na concepção de Juarez, a sua melhor parte havia sido roubada de uma maneira ilógica, estúpida.

- Sou reles, resíduo! – Bradou.

A revolta revolveu dentro de si, a fúria parecia querer dominar-lhe o pensamento, as palavras. Dor quando demais desperta-nos uma violência que nem mesmo conhecemos. O lado mais animal do homem aflora. Predador!

Sentiu vontade de extravasar aquele ódio, de arrancar de si tamanha dor e revolta. Mas, em quem? Por quê?

A amargura da alma se fez física e amargou-lhe a boca. Teve náuseas. Repudiou aqueles pensamentos. Respirou fundo, continuou a caminhada...







Djanira Luz