7 de jul de 2009

DANÇA SAZONAL...


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DANÇA SAZONAL...


Em noites de verão, pareço ver no céu riscado, uma dança frenética de luzes dos raios, ao som dos trovões. As ideias afloram quando fico assim, embasbacada com a beleza e a força que a natureza tem e exerce sobre mim. Como num show pirotécnico, aquela exibição bela e assustadora, leva-me a lugares jamais vistos ou imaginados. Psicodélico.

Há também, a dança das folhas caindo no outono. Leves, libertas. E se vão felizes as folhas amarelecidas, na carona que o vento oferece. Vividas e experientes que agora partem para deixar que outras folhas-folhinhas-novinhas, percorram os mesmos caminhos trilhados por elas. Tem dias que me vejo assim, como uma folha caindo. Sem tristeza ou sofrimento, convicta de que cumpri, com louvor, minha missão. Certa de que estou pronta para um novo começo. Na vida, às vezes, é assim... Mudamos as folhas, viramos páginas, reescrevemos ou reinventamos histórias. Reconstrução.

Pingos de chuva no vidro da janela ou do carro, na poça d'água, na pétala da flor, fazendo uma dança ao vento, transformando o céu cinzento do inverno, num espetáculo multicor. Quando uns pinguinhos de chuva caem em meu rosto, sinto um arrepio correr pelo corpo. Um leve e doce temor surge, assim como um beijo roubado. Nessa hora, pela surpresa e graça, celebro a vida. Exaltação.

Borboletas no seu balé sincronizado salpicam o céu azul de setembro. É primavera! As borboletinhas, nessa sequência de movimento, cuidadosamente harmonizado, seduzem-me. Uma dança única, colorida, muitas vezes, sem nenhuma plateia, um desperdício... Contemplação.

Sinto-me privilegiada por estar, em cada estação, aproveitando e percebendo pequenos ou grandes gestos que refletem em mim, um leque de possibilidades e um infinito de inspiração. Criação.


Livre, disperso, neste momento dança ao vento, o meu pensamento...

Se me perguntarem, um dia, dos textos que escrevi qual mais gosto, eu direi: É este! rs ;Dja
Djanira Luz

RECONSTRUINDO CASTELOS


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RECONSTRUINDO CASTELOS

De repente me vi construindo um castelo... As paredes estavam sendo feitas de alegria, fé e tudo de belo. Para quem nele chegasse, sentisse o calor do meu carinho, quentinho tal qual um ninho.

O alicerce seria fabricado de amor e confiança, aliados à esperança; a estrutura do castelo depende basicamente desta segurança.

As janelas seriam construídas de sorrisos para dar leveza ao ambiente e para que todos vivessem contentes!

As portas seriam feitas de palavras francas e abertas para receber aquele que viesse de bom coração, trazendo paz e união.

O telhado seria construído com o olhar doce e gentil para se contemplar a imensidão do Céu anil. O chão seria fabricado de bocas para beijar os pés e a vida de todos que vivessem ali ou fossem visitar. E o melhor verbo a conjugar seria... Amar!

Mas veio o vento... A tempestade... Soprou forte sobre o meu lindo castelo. Que desmazelo! Faltou carinho, faltou abraço... Ficou a dor. Foram-se os sorrisos, os sonhos... Tudo ficou medonho. A alegria partiu juntamente com a fé, bem diferente do que se quer... As palavras se perderam na ventania forte e soberana... Imperando ali a maldade desumana. O castelo ruiu, a lágrima caiu... Frustração... Desilusão! Perdas e danos. Enganos...

Repare! O alicerce permanece! É forte e duradouro. Vale mais que todo ouro! Ninguém destrói de vez um castelo quando há amor e confiança... Isso se chama elo ou aliança!!!

Feliz com que descobri, voltei então a sorrir. E continuo aqui sem pressa ou aflição... Agora estou de novo alegre em reconstrução...



Djanira Luz

EU NÃO DEVERIA TER COMEÇADO...


Mundo de Orfeu

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EU NÃO DEVERIA TER COMEÇADO...

Eu me apaixonei pelas palavras do poeta que me acertaram qual cupido com sua seta...

Estava num encanto doce, num estado mesmo de torpor... Inebriada de amor com as mensagens que o poeta trouxe. Fui transportada para uma ilha de sonhos com tantos vinhos, poesias e canções que ele oferecia. Alimentada de magia e delicadeza, fechei os olhos para a razão e a certeza... Só conseguindo enxergar o que de bom ele me trazia; palavras lindas e leves que de amor meu coração se enchia.

Mas, aquilo era ilusão e sendo assim, um final tudo teria. Aos poucos fui despertando do mundo de Orfeu, com serenidade e leveza retornando para minha realidade. Onde os sonhos que construo e realizo são feitos com aquilo que possuo no meu simples e real Paraíso.

Hoje sei que não deveria ter começado aquela história que de agora em diante ela segue comigo aqui só na memória...


Ficção
Djanira Luz

ESSAS COISAS QUE SÓ QUEM AMA SENTE...


ESSAS COISAS QUE SÓ QUEM AMA SENTE...

 
Hoje quero seus olhos mergulhados nos meus e a sua boca no meu ouvido provocando em mim, gemidos...

Ah... Hoje eu quero sentir em você o cheiro dessa paixão e ver da vida só o lado belo e bom.

Hoje eu quero as horas paradas para caminhar pela enseada com nossas mãos entrelaçadas e andar despreocupada, sem pressa para nada.

Hoje eu quero sentir o peito acelerado, o corpo todo excitado num beijo demorado, perder o apetite, só ter fome de você e de tudo mais esquecer.

Hoje eu quero perder o sentido, selar nosso amor numa descoberta inocente, olhar para você docemente sabendo que nada mais nos é proibido...

Por fim, ficar bem de mansinho colada a você, ouvindo seu peito bater, sentir o carinho e ter a certeza que em seu coração , fiz meu ninho.


Djanira Luz

A COLEÇÃO DE SORRISOS...


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A COLEÇÃO DE SORRISOS...


Era de poucas palavras apesar de fazer bem o uso delas. Reconhecia o valor e a força que as palavras tinham, portanto não as desperdiçava por saber das consequências desastrosas que o mau uso ocasiona. Por uma palavra mal dita há grande infortúnio e desentendimentos.

Para compensar a escassez de palavras pronunciadas, Jully abusava do poder do sorriso e da capacidade da sua observação. Ouvia bem mais do que falava. Deveria estar certa, afinal nos foi dado dois ouvidos e uma boca...

No dia em que a professora solicitou aos alunos que levassem para trabalho valendo nota, uma coleção de objetos preferidos, Jully não hesitou em levar a sua. Na hora da apresentação, a professora e a turma estranharam. A menina não trazia nada nas mãos. Quando lhe foi perguntado onde estava a sua coleção, Jully respondeu:

- A minha coleção não dá para trazer... – Tentou explicar. Foi interrompida por gracinhas de um colega:

- É de carro ou de elefantes? – Riu-se dela o Jonas.

- Não... A minha coleção é de sorrisos! – Respondeu convicta.

Ao invés de sorrisos, Jully viu à sua frente uma coleção de gargalhadas.

A professora para acabar com a balbúrdia em sala, disse para Jully sentar-se em sua carteira e que retornasse no dia seguinte com uma coleção real.

Passaram-se anos e aquela menina Jully tornou-se uma mulher inteligente, educada, feliz. Mas, não abandonou aquela mania de colecionar sorrisos... Só que depois daquele episódio em sala de aula, quando criança, já não revelava aquela sua coleção para ninguém. Apenas colecionava. E os separava de acordo com as atitudes.

Antes, quando não sabia expressar-se bem, nos tempos de menina, denominava “sorriso amarelo”, agora ela sabe que esse tipo é o sorriso é tímido. E é tímido por vários motivos: por vergonha de estar no meio do desconhecido, por ter que apresentar um trabalho em público para muita gente, por achar que não está vestido adequadamente para o ambiente freqüentado, enfim, por muitos motivos.

Havia o sorriso interesseiro ou falso. Aquele dado por alguém que deseja algo que você tenha. Geralmente esse tipo de sorriso é usado por políticos, vendedores em comércios, pessoas interessadas em conquistar um emprego ou os sogros, o namorado, entre outros.

O sorriso de sublime, Jully pode identificá-lo nos olhos daquelas pessoas de alma pura, transparente quando tomadas de grande dor, no corpo e/ou na alma e mesmo assim, para que o outro não sofra com a sua dor, faz um esforço sobre-humano para não deixar transparecer o sofrimento que lhe aflige. E sorri.

Jully conheceu o sorriso sincero pelo brilho dos olhos. Olhos são “traidores do bem”, ou seja, eles revelam o real, não nos deixam ludibriar. Por mais que a boca tente enganar, os olhos não mentem. Nas faces puras das crianças e amigos verdadeiros é onde Jully encontra mais desses sorrisos...

O sorriso feliz é quando alma transcende e sorri não só com os lábios, mas com os olhos, com a expressão alegre da face, com o corpo em gestos bailados. Em vários momentos Jully pode contemplar pessoas assim ou ela mesma quando diante de espelhos.

Apesar de preferir os sorrisos sinceros e felizes, Jully tem grande apreço pelo sorriso sublime, pois reconhece que só belas almas, pessoas dotadas de grande amor é que são capazes de fazer uso deles.

Por ser conhecedora dos diversos sorrisos, Jully procura fazer uso somente dos felizes e sinceros, ciente de que o sorriso é idioma universal compreendido pelo mundo inteiro, ela gosta de transmitir verdades quando sorri...







Djanira Luz

ESSÊNCIA TRANSPARENTE..


Imagem retirada da busca Google

ESSÊNCIA TRANSPARENTE...

(22 de março - Dia Mundial da Água)



Neste dia me faço água com sua transparência para que veja a minha essência...

Saiba que em momentos de fragilidade, sou chuva fina com aragem. Cada gota de mim deslizada é carinho, é água apaixonada...

Quando me faço fortaleza, sou tempestade, correnteza... Se eu estiver enciumada, esfrio, viro iceberg, fico congelada! Mas, basta receber seu carinho, meu coração derrete todinho...

Nos dias em que a dor me evapora, sigo sozinha, vou embora. Quero fugir para o céu, parto sem rumo ao léu. Viro gás e... Zás!

No momento em que a saudade me alcança, choro chuva em abundância... Encho de incertezas, ruas e cidades com mágoas de tristezas. Depois que o Sol querido me oferece seu ombro amigo, cesso o pranto que era tanto, sorrio e deslizo para um rio.

Então, embora eu evapore, congele, ou fique mole e não queira mais seus encantos ter e me afaste de você... Por tanto amor fico querendo seu peito e abandono meu leito... E bem de mansinho, sinto o desejo de voltar. Assim vou seguindo por um caminho para em seus braços desaguar, meu querido e amado mar...




Imagem retirada da busca Google - Imagine uma pequena aldeia de pescadores no encontro de um rio com o mar. Esta aldeia se localiza dentro do Parque Nacional de Monte Pascoal, um pequeno triângulo cujo terceiro lado é a divisa da Reserva Indígena dos Pataxós...Você está no sul da Bahia!



Djanira Luz