29 de abr de 2010

A PONTE DOS MENINOS PELADOS!



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A PONTE DOS MENINOS PELADOS!
(Da série - Ai, Que SAUDADE...)


Remexendo no baú dos meus tesouros antigos, veio a lembrança de quando levava minha irmã caçula para a escola. Cada novo dia, um acontecimento. Íamos desenhando nossas histórias.

Mamãe diariamente recomendava não cortamos caminho passando pelo beco próximo a nossa casa. No terreno havia muito mato e apenas uma trilha estreita para seguir. Aquele trajeto nos levaria rapidamente para a escola. Mas, mamãe e papai diziam que era perigoso, podia ter alguém escondido por lá ou cachorro bravo que nos fariam mal.

Acontece que criança adora umas proibições! Ter cuidado era sinônimo de diversão. Minha irmã com sete anos e eu com dez. Bastava ouvirmos a palavra PERIGO para viajarmos com a mente criativa infantil. Imaginávamos mil aventuras. Adrenalina pura fazia-nos sair do bom conselho e seguíamos por um mundo repleto do desconhecido. Era demais!

Coisa mais tola é cabeça de criança, cabeça de filho! Pensam que são mais espertos do que os pais e adultos. Achando-me malandrinha demais naquela idade, persuasiva que só eu, convenci minha irmã a irmos pelo caminho curto. Prometi-lhe muitas surpresas, diversão e algumas balinhas para chegarmos mais rápido na escola. Doce era garantia de sucesso com as minhas investidas. Criança nenhuma resiste!

E fomos nós pelo vale proibido. De um lado da trilha, apenas mato alto. Do outro, algumas casas simples. De mãos dadas íamos nós. Duas meninas seduzidas pela tentação da desobediência. Espertas! Acreditávamos nisso e seguíamos em frente. Nada de mal nos aconteceria. Os pais são muitos exagerados em cuidados desnecessários, pensávamos. E ríamos com risadas que se sabe quando transgredidas ordens. Mas, isso é que era bom! Éramos corajosas! Por ser mais velha sentia-me uma verdadeira raposa. Arisca e astuta.
Apesar da nossa idade, éramos muito ingênuas. Não tínhamos a maturidade nem malícia das meninas de hoje com a mesma idade. Nossa teimosia não era por rebeldia e sim por ignorarmos o verdadeiro risco evidente.

No meio do caminho havia uma pequena ponte de madeira antiga. Antes de atravessarmos ouvimos vozes de menino. O menor gritou meio apavorado:

- OLHA! ESTÃO VINDO GAROTAS!!! - E correram para dentro da casa. Pelo tamanho, um parecia ter a mesma idade minha e, o outro, mais ou menos a da minha irmã.

Eles estavam nus. Tomavam banho de mangueira. Eu curiosa, fui olhar na direção deles. Só que não prestei atenção na ponte e cai! A mãe dos meninos veio em meu socorro. Saldo negativo de joelho ralado e a cara vermelha de vergonha. Minha irmã ria. Na minha cabeça nenhuma aventura brilhante e divertida. O que me ocorreu foi a história da Chapeuzinho Vermelho onde a mamãe dela lhe dizia para não ir pelo bosque e sim pela estrada. Teimosa feito eu, acabou de cara com o Lobo Mau.

Sem aventuras e sem bala, voltei para casa sozinha cheia de medo. Corajosa? Raposa? Eu me assemelhava mais a frágil vovozinha dentro da barriga do Lobo. Depois daquele dia evitei o caminho curto. Pelo longo encontrava mais pessoas, mais lojas e muitas possibilidades de inventar histórias. Quando busquei minha irmã, conversei sobre o ocorrido e que havíamos nos livrado de grande perigo. Já imaginaram se fossem dois adultos nus ou dois Lobos Maus?

Durante minhas caminhadas fui descobrindo que seguir pelos caminhos longos possibilita a criatividade, a tolerância, a observância, o exercício da paciência e da resposta sensata. Quantas vezes cortamos caminhos do pensamento e agimos com rapidez da língua ferindo o outro como um Lobo Mal. Não. Prefiro caminhos longos. Neles a chance de me tornar melhor a cada passo. Passo a passo, sem pressa de errar. Absorvendo cada paisagem e aprendendo com tudo que for me oferecido...

Minha mãe sim, hoje sei, é muito mais esperta do que eu!rs



Djanira Luz

28 de abr de 2010

UM ABRAÇO PARA VOCÊ QUE GOSTA DE VOAR PELAS ESTRADAS!rs




video

UM ABRAÇO PELA VIDA...

27 de abr de 2010

UM TESOURO DE MENINA! (Da série – Ai, Que SAUDADE...)



Imagem do meu arquivo pessoal - A árvore da Dja menina...rs



UM TESOURO DE MENINA!
(Da série – Ai, Que SAUDADE...)


Quando bem pequena e as ideias eram caraminholas doidas de menina que não sabe nada da vida, eu tinha um tesouro. Para os adultos, era quinquilharia. Para outras crianças, fortuna!

Eram tampinhas de refrigerantes, aneizinhos de doce, uns sapatinhos de boneca, pedacinhos de tecidos coloridos, botões transparentes (adoro desde de guria, objetos transparentes) e tinha, ainda, alguns carreteis de linha vazios que conseguia com a costureira. Não sei o motivo de gostar tanto daqueles carreteis! Eram simples de plástico laranja. Para mim, eram como fossem de ouro tanto que gostava deles. Vai entender! Enfim, guardava um monte de tralha. Só tinha mesmo valor para o rico coração de criança em idade da inocência. Haverá algum menino ou menina que nunca teve seu tesouro ou segredinho?

No quintal lá de casa havia uma mangueira linda e frondosa. Foi o lugar escolhido para enterrar meu tesouro. Num pedaço de papel tentei desenhar o que deveria ser uma árvore. Puxa! Ainda é nítida a lembrança da árvore desenhada. Engraçado é que a era uma mangueira, no entanto, desenhei frutinhas vermelhas no formato de maçãs. Ah, coisa boa fui eu menina! Tive liberdade para modificar até mesmo a natureza sem nenhuma culpa ou punição divina!

Depois da árvore desenhada, eu contava os passos e marcava um X para saber o exato local onde havia enterrado o baú de riquezas. Vez em quando ia lá desenterrar para conferir se estava bem guardado.

Naquele ano choveu muito. Quando fui verificar meu tesouro, encontrei a caixa de sapato desfeita e meu rico tesouro espalhado. Lembro de ter ficado brava crendo que algum irmão havia remexido as minhas coisas, os meus segredos bem enterrados. Só mais tarde entendi que a culpada era a dona chuva! Já não guardaria mais em caixas de papel. Coloquei tudo em sacola plástica e devolvi ao local marcado.

Passou-se o tempo das férias. Com outras ocupações dos dias de aula fui esquecendo-me do tesouro. Um dia fui a busca dele e para minha tristeza não encontrei a linda mangueira. Haviam homens remexendo o local do meu tesouro! Papai os contratara para arrancar a árvore que estava morrendo. Perguntei aos homens pelo meu tesouro. Tesouro? Estranharam e começaram a procurar sabe-se lá o quê. Nada encontraram de valor. Só depois entenderam que o “tesouro” era aquele monte de lixo que haviam posto fora no caminhão junto com a árvore morta. Era tarde! Já tinha ido embora para longe.

De repente me vi pobre. Sem castelos. Sem reinado. Já não era uma princesa. Apenas simples menina sem tesouros. E chorei. Daquele dia em diante não quis saber de enterrar nada! Arranjei uma caixinha de madeira onde guardei todo novo tesouro debaixo da cama. Outra vez era uma princesa! Segura da chuva e das investidas dos homens.



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Djanira Luz

26 de abr de 2010

AURORA DA VIDA!


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AURORA DA VIDA!

Muitos, quando se fala na aurora da vida pensam nos primeiros anos vividos, nas traquinagens infantis, nas gostosas lembranças pueris.

Para mim, a aurora da minha vida foi lá pelos os idos compreendidos entre os meus dezesseis a dezenove anos de idade onde já caminhava com minhas próprias ideias. Seguia com os ensinamentos éticos e religiosos recebidos dos meus pais aliados a educação do colégio, além deles que tanto me ajudaram – meus livros queridos. Sábios silenciosos, amigos inseparáveis!

Graças a educação que tive, soube crescer longe das drogas, do álcool e por não fazer uso deles não fui vítima das consequências que esses vícios poderiam ter me levado a uma vida desregrada e quiçá, promíscua.

Juventude de cara limpa é a beleza de se viver. Fui feliz demais, aproveitei os momentos com risadas, estudos, algumas festas e algumas broncas também, é claro!

Quando se é jovem temos a sensação de que nunca se aproveita tudo o que se tem direito. Mas, na somatória, eu estava feliz com a vida que Deus reservara naquela aurora da minha vida! Daquela época só boas lembranças trago comigo e recordar os anos róseos fazem dos meus dias atuais tão belos quanto o despontar do Sol.

A vida é feita de momentos únicos, portanto, aproveite-os. Qualquer fase da vida pode ser uma aurora, pois depende do espírito ensolarado que arde no peito para fazer de cada manhã um desabrochar para a vida!

Então, sugiro que viva a sua aurora independente da idade cronológica e seja feliz com as delícias que a vida em gratuidade nos oferece...rs


Djanira Luz

23 de abr de 2010

MEDOS E DEVANEIOS...



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MEDOS E DEVANEIOS...



Durma doce menina
é hora de sonhar
o brilho em seus olhos
são pingos de estrelas
as nuvens, travesseiros
Universo, seus segredos
preserve estas fantasias
e do senhor Destino
não tenha medo...

Acorde suave mulher
a vida toda a espera
abre o coração-janela
respira ar de esperança
agarre-se a coragem
guarde já os brinquedos
deixe para trás a criança
viva o hoje sem medo!

A menina quer crescer
morar no amanhã
onde tudo pode fazer
sonha com liberdade
ingênua crê que no futuro
distante é onde mora
a felicidade...

A mulher quer voltar atrás
ser menina outra vez
fazer de tudo que não fez
livrando-se da imensa tristeza
oculta no coração de criança
que de repente cresceu...







Djanira Luz

UM AMOR SINGULAR!



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UM AMOR SINGULAR!




A sensação foi diferente dos ditos quando dois que se amam se veem pela primeira vez. Nada de coração batendo na garganta ou nervos à flor da pela. Não. Nada. A certeza do amor sentido e correspondido tomou conta do corpo deixando-a assim em feliz paz de espera.

Por volta das onze e trinta correu os olhos pelo ambiente tranquilamente. Quando olhares se cruzaram, o mundo inteiro parou para eles. As vidas ao redor do casal não existiam. Eram só ele e ela. Nada mais importava. Nem ninguém.

No diálogo mudo dos olhos a garantia do amor recíproco. Eram gestos. Eram pensamentos. Eram sentires expressivos na pele e na alma.

Ela sentiu-se envolvida de calor como num abraço só de vê-lo aproximar. Ele podia sentir seu aroma delicado ainda que longe do seu alcance. Um amor singular. Ele e ela eram singulares. Especiais. Escolhidos para viverem aquele momento. Único. De sentimento eterno. Do tipo que se leva para a outra vida. E que volta em outras vidas por não caber em uma única vivência tamanho amor. Amor sublime. Raro. Ambos sabiam que depois daquele dia andariam eternamente lado a lado. Nada seria capaz de acabar com aquele sentimento. Nem distâncias. Nem ausências. Estariam juntos independente de qualquer coisa.

Em dado momento, Luna sente afagos no cabelo e um beijo na face. Ouve uma voz agradável dizer-lhe:

- Querida, acorde, chegamos... Estamos na Espanha como você quis, meu amor...

Ainda no avião Luna percebeu que adormecera enquanto esboçava ideias para o próximo Romance. Escrevia sobre amores à distância. A imaginação surgiu durante o embarque.

- Ah! Que cidade linda, querido! Um ótimo cenário para terminar meu livro.

Luna desceu do avião com as ideias nas nuvens. Os pés, porém, bem fincados na realidade dos seus dias. Acordada para vida, entendeu que amor como aquele hoje em dia, só mesmo nos seus contos onde finais felizes ainda são possíveis e duradouros.





Djanira Luz

20 de abr de 2010

DONA DE MIM...



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DONA DE MIM...

A voz dela chegou na lembrança trazendo saudade enorme. Era suave, doce. Por dias evitou pensar nela. Machucava-lhe demais a distância entre eles. Quando sentia o coração espremido sabia que precisava ouvi-la. Pô-la dentro para lhe preencher o vazio. Encher-se de seu encanto.

Sem muito pensar, ligou. Era melhor mesmo que ligasse assim de súbito. A razão freia desejos. A sensatez é a grande responsável por amores separados.

- Alô!? – Era ela. Sonora, meiga.

- Alô! É Maria? – Um tanto nervoso temendo a reação da mulher do outro lado da linha.

- Oi, Sílvio! – A alegria surgia como fogos de artifícios na voz de Maria. A insegurança de Sílvio foi-se embora. O aconchego da mulher o deixara à vontade. Sentia-se em casa.

- Sim, eu mesmo... – Emocionado, quase não conseguia dizer. Juntou coragem e disse:

- Um ano...

- Um ano? Já!? Parece que foi ontem que estivemos juntos! – Surpresa, Maria parecia não acreditar na velocidade do tempo que se foi levando história de um bonito amor.

- Só queria ouvir sua voz, Maria. Sentir sua alegria. Você me preenche, me faz bem! E sinto que ainda... – Não pôde completar. O choro era como garras afiadas sufocando-lhe a garganta. Ao mesmo tempo queria dizer que ainda a amava do mesmo jeito de um ano atrás, achava sensato calar não terminando a frase. Para quê dizer que amava se a impossibilidade de ficarem juntos a faria sofrer tudo outra vez. Aliás, ambos sofreriam como ele ali morrendo de vontade de abraçar, beijar, olhar nos olhos a sua amada.

- Ainda o quê, Sílvio? A ligação está com interferência, tão baixinha... Repete, por favor! – Maria sabia bem o motivo dele não ter completado. Seu coração disparou com a frase inacabada. Era desnecessário terminá-la. Maria conhecia o final da expressão. Mesmo que sofresse era bom ouvir. Por isso, insistiu. Alguém querido dizendo ama é tudo que se espera!

E ali Silvio a amou mais uma vez. Com toda força e certeza que ela, Maria, era o amor para sempre em sua vida. E esta certeza martelava horas e minutos nos dias vividos. O destino os separou? A vida não quis? O que de fato impediu-os de viverem este amor? Ele não queria pensar. Ela evitava conhecer as verdades. Coisas que acontecem sem direito a explicações. Vidas se separam e pronto! No mais é conviver com a bagagem de experiências. Caberá escolher viver a dor da separação ou com a beleza da lembrança.

Seguiram, por fim, caminhos distintos. Os corações deles, estes eram fiéis! Pulsavam na mesma batida um do outro. Harmonia. Sincronismo. Fidelidade. O amor entre eles era fato. Era forte. Era vida seguindo em frente fazendo história. Bela e terna. Duradoura.

Comovido com o entusiasmo da amada, Sílvio não se contendo, declarou:

- Ah, dona de mim... Como são longos os dias sem você e áridos meus pensamentos. Quanta saudade que sinto por não tê-la aqui comigo. Sabe que ainda a amo! É desnecessário dizer. Meu coração fala por si só mesmo que palavra alguma eu pronuncie. Todo meu corpo respira, exala você, minha Maria...

Apesar do aperto no coração, Maria sentia-se muito feliz com as confissões do amado. Confiava nas verdades ditas por ele, pois eram as mesmas suas. Depois que o conhecera, um novo mundo fez-se à sua volta, frente e verso. Então, Maria disse:

- Dono de mim você será para sempre. De você só levo belas lembranças. Meu coração não sabe sentir ódio, raiva. Alguma mágoa talvez, mas ela se dissolve junto com as lágrimas que escorrem de mim. O amo muito! Não é aquele amor egoísta porque sei que precisa partir por outra direção. Não é amor doentio, porque aceito seguirmos separados. Não é amor vingativo, pois para você envio sempre bons pensamentos. O amor que sinto é aquele que sublima qualquer sentimento pequeno ou desprezível. É amor mais bonito de se ver e de se sentir. E é para toda vida, viu?

Era possível perceber a emoção na voz de Maria. Sílvio podia mesmo vê-la chorar. Contida. Silenciosamente. O amor é lindo, mas ele dói quando não vivido em plenitude. De corpo e alma.

Era hora de desligar o telefone. Voltar ao ritmo diário. Uma vida simples sem grandes novidades como a emoção daquela saudade que fazia o corpo entrar em erupção apaixonada e feliz.

- Maria, foi bom tê-la ouvido. Sempre é... Penso em você todos os dias, acredite.

- Foi muito bom ouvir sua voz também, Sílvio. Nunca esqueço de você. Você vive em mim.

- Prometa-me viver feliz! – Sílvio chorava agora sem disfarce. É impossível controlar sentires quando o coração transborda de saudade, vontades.

- Só se você fizer o mesmo. – Maria tentava controlar a emoção. Mantinha calma aparente para aproveitar os últimos instantes da presença do querido.

- Um beijo, Maria meu amor...

- Muitos outros para você. Ah! Até ano que vem?

- Como!?

- Vai me ligar na mesma data no ano que vem?

Silêncio. Voz e coração emudeceram. Não havia resposta. Silvio cria que cada situação havia tempo certo para acontecer e todo gesto vai da vontade do momento. Desconhecia o desejo do coração no amanhã. Era prudente deixar as pedras rolarem. Quem sabe elas não acabariam se encontrando...





Djanira Luz

19 de abr de 2010

PROTESTO DO ÍNDIO GLOBALIZADO...


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PROTESTO DO ÍNDIO GLOBALIZADO...

Homem branco minha boca não tape
Estou globalizado e tenho meu tacape
Já não pode tentar me iludir ou tapear
Dando-me fumo, espelhinho para olhar!

Incultiram ao meu povo nova religião
Sem interesse em ouvir nossa opinião
A raça e cada cultura tem que respeitar
A diversidade de fé devemos partilhar!

Se há diferenças nos costumes e na cor
Respeitem nosso jeito, este recado eu dou
O índio quase perdeu sua identidade
Perderam espaço, muitos vivem na cidade...

Já vivi de plantação, pesca e caças
Hoje vendo artesanato nas praças
Só queria um pedaço de terra para mim
Para viver com minha abá e meu curumim...

Índio sonha ter de volta sua liberdade
Poder viver bicho solto com integridade
Ser reconhecido como humano de fato
Novamente correr feliz e seguro pelo mato...

Esta terra maravilhosa já foi minha
Vejam com a ganância como ela definha
Quem prometeu repartí-la e não cumpriu
Foram eles os governantes do meu Brasil!

Por isso hoje eu não me calo
Estofo meu peito e bem alto falo:
Eu sou índio e brasileiro desta Nação
Tenho direitos e mereço consideração!





Todo ano hei de postar este manifesto. Serei voz dos sem vez.

Djanira Luz

O NADA QUE É TUDO!



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O NADA QUE É TUDO!


Vivia convencendo-se:

- Não sinto nada. Para mim não significa mais nada. Não temos nada a ver... Não quero mais nada com ele!

Dentro em si, bem lá no fundo do peito, onde o coração pulsa bombeando vida, ela sente bater a verdade sobre seu amado. Na realidade ele, o “nada”, é tudo em sua vida...




Djanira Luz

18 de abr de 2010

ELES TÊM PALAVRAS DE FADA!



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ELES TÊM PALAVRAS DE FADA!


Desde bem pequeno Gabriel revelou-se menino com sede em aprender. Aos três anos sempre atento e aberto a novas descobertas. Foi assim quando viu pela primeira vez a mãe preparar-lhe um bolo de baunilha.

Enquanto ela lia o que estava anotado em um velho caderno florido tendo um desenho de pote de mel e abelhas, o menino a observava maravilhado. Quando poucos minutos depois via que daquela massa gosmenta a mãe transformara num lindo e delicioso bolo, Gabriel pensava:

“- Minha mamãe tem palavras de fada! Leu o que estava escrito e transformou tudo num bolo!”

Ao passar dos anos, o menino crescia ainda mais atencioso a busca de novos saberes. Isso era muito bom! Foram assim os gênios, os grandes homens do mundo. Pesquisadores, inventores, cientistas, filósofos que como o pequeno Gabriel, insatisfeitos com as evasivas explicações sobre as coisas, iam a busca das suas próprias respostas e verdades.

Gabriel era curioso. Ficava horas pensando em desvendar segredos, mistérios. O cérebro gostava disto! A mente quanto mais conhecimento se busca, mais ela se expande em compreensão, raciocínio e lógica. Foi assim que o menino descobriu que existem pessoas com o dom das palavras de fada. Capacidade de transformação com o que se diz.

Com seis anos, já na em sala de aula, recordou-se das palavras de fada da mãe. A professora também detinha esta capacidade de transformação. Não em transformar ingredientes. O dom dela era com as letras! Ao unir letras, formava palavras, frases e de um monte de coisas antes incompreensíveis surgia-lhe novo mundo de saberes. Ao ler o primeiro livrinho, a mente de Gabriel parecia ter ocorrido uma explosão feito o “Big ben”. Um onda imensa de conhecimento abriu-lhe a mente para novos caminhos intelectuais.

Encantado com o que lhe foi aberto, o menino gritou:

- Professora! Suas palavras são de fada!!!

Certo dia, Gabriel já aos quinze anos ouviu a vizinha dizendo ao filho Jonas que estava revoltado pela pobreza da família. O salário total do pai e da mãe eram insuficientes. Mal podiam garantir-lhes alimentação e vestes modestas.

Com entendimento de mãe que ama, embora cheia de tristeza em ver o filho sofrendo carência, disse-lhe:

“- Beto querido, no momento estamos enfrentando dificuldades, mas você está no caminho certo para obter sucesso e ascensão no futuro de sua vida! Seu pai e eu não tivemos oportunidades nem discernimento para cursarmos uma faculdade. Não houve quem nos orientasse a fazermos curso profissionalizantes disponíveis gratuitamente a fim de conquistarmos empregos melhores e não trabalhos temporários que temos atualmente. Seu pai e eu deveríamos ter casado só depois de bem empregados. Hoje sua vida seria melhor do que tem. O amor é lindo, porém é cego e burro! Paixão tira-nos a sensatez. Se fosse hoje, meu filho, com a mentalidade que tenho não teria agido com impulso e imaturidade da juventude. Grande parte do seu sofrimento, Beto, é minha culpa..."

O filho perplexo com a confissão que ouvira. A mãe ali sem disfarces rasgando-se em culpas que não eram dela. Beto comoveu-se:

- Mãe, não fale nem pense assim... Você é a melhor mãe do mundo! Nos piores momentos sempre tem uma fala, um sorriso ou um beijo e abraço para melhorar meus dias. E foi por amor que casou com papai, então tenho mais é que me orgulhar disto, pois sou soma dessa união. Não tenho que sentir revolta ou vergonha da vida que levo e sim muito orgulho! Foi muito bom o que me disse, mãe, pois me impulsiona a estudar com mais garra ainda para vencer. Sagrar-me um profissional! Obrigado, mãe!

Do outro lado do muro, Gabriel constatou que a vizinha também era detentora de palavras de fada. Com sua sabedoria e amor foi capaz de dissipar maus sentimentos, transformando-os em orgulho e coragem para seguir tentando mudar destinos.

Muitos anos se passaram e o menino cresceu. Homem feito havia se formado engenheiro arquiteto renomado. Além de transformar o nada em lares, shoppings, prédios comerciais, entre outros, ele levava otimismo por onde ia. Nas horas vagas corria o país ministrando palestras cujo tema era “Palavras de Fada”. Este poder positivo que muitas pessoas têm de transformar dor em alegria. Pesadelos em sonhos. Lágrimas em sorrisos. Enfim, mostrar pessoas a encontrar saídas de luz de negros labirintos.

Ao longo das suas caminhadas, o Gabriel já feito homem, pôde perceber que há quem se utilize de palavras transformadoras de fada. Entretanto, existem aqueles que se valem das palavras de bruxas más. São os negativos, pessimistas, os severos de coração. Que tentam apagar luzes, pondo espinhos nos caminhos, minando a vida dos outros com dor e inseguranças.

Gabriel entende que cada um escolhe a melhor forma a utilizar as palavras. Amor ou pessimismo. Ele escolheu a do otimismo. O mundo inteiro agradece!



Djanira Luz

15 de abr de 2010

MULHER PRETÉRITO-FUTURO



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MULHER PRETÉRITO-FUTURO


Numa tarde reuniram-se elas para o habitual encontro semanal de amigas. Dia escolhido para conversas fiadas e línguas afiadas.

Lana não se conformava com a forma de Zeti viver. Ora ficava absorta nas reminiscências dos tempos retidos bem lá atrás da sua vida, no distante e adormecido passado. Ora criava um futuro tão prometedor que se esquecia de fincar a mente e os pés no presente.

- Iiiih, Zeti! Volta para o nosso agora. Sai dessa máquina do tempo! Só a vejo falar do ontem ou do amanhã. E o hoje, como é que fica? Por que esta atitude?

- Prefiro viver recordando as alegrias do passado tendo esperanças que o futuro será bom para mim.

Uma outra amiga, a mais religiosa delas, censurou:

- Zeti! Com esse seu pensamento de viver em função do passado com a cabeça no futuro está indo contra os ensinamentos bíblicos onde diz que devemos viver o hoje, deixando para trás o tempo ido e não nos preocuparmos com o amanhã, pois "o futuro a Deus pertence"!

Tamborilando sobre a mesa, Zeti declarou:

- Acho que não sou uma boa filha de Deus. Talvez eu seja filha da Vida sem Pai...

- Que isso, Zeti, não falei por mal! Não fique assim... – Constrangida pelo que havia dito, a amiga tentou retratar-se. Sarah lembrou-se que em certos momentos entre amigas não cabe censura ou pregação.

- Ledo engano, Sarah! Não estou triste. A racionalidade da minha mente inibe meus sentires e nessa hora o intelecto impede-me de rir ou chorar. Por isso prefiro ser saudosa lembrando a alegria do passado e ter esperança de dias melhores no futuro. Enquanto penso assim esqueço-me do presente. Meu hoje não tem sido fácil. Nele existem poucos motivos para risos ou perspectivas... Por isso vivo o presente, sempre olhando para trás e para frente dos meus dias.

Lana que havia iniciado aquela conversa, tentado convencer Zeti a viver a atualidade, concluiu:

- Minha amiga querida, você não pode viver assim! Parece uma mulher sem presente. Por mais difícil que seja a vida, deve vivê-la no tempo real, Zeti!

- Lana querida, cada um escolhe a melhor maneira para sentir alegria. Este é o meio que escolhi.

Lana não aceitando as convicções da amiga, insistia em querer mudar-lhe as ideias, ainda tentou:

- Não entendo o seu jeito! Aliás, não entende e não aceito!

- Lana... Veja bem! Se fui, não estou, então poderei ser feliz outra vez em novos dias, não crê?

Por alguns instantes emudecida ficou Lana. Agora era ela quem parecia distante, talvez no seu passado ou quem sabe, no incógnito futuro. Finalmente Lana refletiu:

- É amiga... Eu que tanto tentei mudar essa sua atitude de recorrer as alegrias de ontem de olho nos sonhos do amanhã reconheço que deste modo você é bem mais feliz do que eu. Você não sustenta a dor, antes busca as boas lembranças tendo expectativas no amanhã. Já eu, do passado só tenho a recordação de dias de dor, carências, sofrimentos. E do futuro sinto medo pela incerteza do que me virá...

Com seu jeito sereno e resoluto de ser, Zeli aconselhou Lana:

- Então viva o hoje! Aproveite e desfrute deste momento belo. Viva o máximo do seu presente, pois ele é bom, amiga! E não tema o futuro, pois é lá que moram os sonhos. Os nossos cobiçados sonhos que iremos ou não realizar. Não importa se não pudermos realizar todos eles. O bom é que futuro é a casa dos sonhos que nos mantêm alegres e cheios de otimismos.

Lana antes com feições duvidosas, sorriu e disse animada brincando com a amiga:

- Se não vive o hoje você é uma farsa iludida com o que se foi e com o que virá, Zeli!

E Zeli revelou:

- Não! Nunca uma ilusão ou farsa... Eu sou es-cri-to-ra! Vivo a imaginar para levar contentamento e beleza ao leitor. Por isso recorro ao passado alegre e escrevo sonhos que habitam lindamente lá, no meu futuro escrito nas estrelas!


Djanira Luz

14 de abr de 2010

SENTIMENTOS VOLÁTEIS... (FOTOpoema)



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SENTIMENTOS VOLÁTEIS... (FOTOpoema)



Mutáveis, transitórios
são os sentimentos
Estéreis, voláteis
os quereres
Extingas, finitas
as paixões...
Eterno?
Só o verdadeiro amor!

Djanira Luz

13 de abr de 2010

UM SOL DE AMOR SEM FIM...



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UM SOL DE AMOR SEM FIM...



Sempre voltados para mesma direção.
Apesar de parecer, não era combinado.
Ambos desconheciam o igual pensamento
e vontade do outro. Os corações deles sim
atraíam-se, chamavam-se para perto,
para um encontro. Desejando fazer de dois,
um só. Unir vidas e amores separados.
Restaurar risos às bocas e brilho aos olhos.

Que adianta ter tanto amor no peito,
sentir imensa saudade e não poder
aproveitá-la? Por detrás das magníficas
montanhas, ele e ela fixavam o olhar
no ocaso. Algo mágico os levava a
ficarem horas apreciando o momento
belo cuja visão do céu avermelhado
inflamava-lhes o coração de amor.

O casal jamais desconfiou que o Sol
articulasse todo aquele enredo! Foi a
maneira sutil encontrada para manter
acesa a chama do amor entre eles.
Ao admirar o Sol despedindo-se do dia,
a mulher recordava as horas iluminadas
passadas ao lado do homem amado.
E serenamente, sorria.
O homem ao contemplar o pôr-do-Sol
lembrava-se das rosas amarelas que
a mulher amada tanto gostava.
E discretamente, chorava.

E a saudade naquele momento sentida
pelos dois os prendiam em pensamentos
um ao outro. No coração do homem,
ardia a frase que a mulher havia cravado
em seu peito para nunca mais se esquecer:

“- Elos foram para não serem rompidos...
Nosso Amor é para sempre!”


O Sol era este elo que os prendia,
mantendo acesa e inflamada a chama
do amor que não tem fim. Ainda que
separados pela distância, montanhas,
ou destino...




Djanira Luz

BEIJO LILÁS!


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BEIJO LILÁS!


Embrulhado de vontade
um monte de beijos
entrego para meu amado
e beijo o rosto, a testa,
na boca é mais demorado!
O corpo todo arrepiando
alma e pele em frenesi
estou nele, ele em mim...
No beijo, somos um
metades completas
seladas com salivas
quentes de paixão...
Beijo é toque,
é troca
é entrega
é partilha
é tudo de bom!
Beijo meu amor
com lábios
em tom lilás...



Hoje é dia do beijo, então, envio minhas costumeiras beijoquinhas para você leitor querido!rs
Djanira Luz

12 de abr de 2010

PARA SEMPRE ATÉ A MORTE!



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PARA SEMPRE ATÉ A MORTE!


Ao som de Jesus Alegria dos Homens e Magnificat sorriam os noivos. Igreja ornamentada com Sempre Vivas, pois vivas deveriam ser eternizadas as belas lembranças daquele momento que foi pelos dois tão aguardado.

Com as bênçãos de Deus através do padre, o casal ouviu as palavras de compromisso amoroso ditas durante a celebração do matrimônio.

E no coração dos jovens enamorados parecia mesmo fácil cumprir os votos de viverem juntos até que a morte os separasse.

E se Casaram eles. Sonhadores e apaixonados. Promessa de viverem juntos para sempre. Sonho de contos de fada com finais felizes.

Lua-de-Mel mais que açucarada de Amor e desejos. Sonhos e esperanças. O tempo de melaço amoroso durou por dois longos bons anos. No terceiro ano de casados, um discussão. Depois outra. E mais algumas. Diferenças, intolerâncias haviam tomado conta da rotina do antes sonhador e apaixonado casal.

Muitas tentativas de superar as desavenças haviam sido propostas. O desgaste sobrepunha a paixão. A lembrança das promessas de feliz para sempre ia sendo apagada com indiferenças entre eles.

Um dia a mulher chegou feliz de para sempre sorriso no rosto e anunciou para o marido:

- César, vou separar-me de você... Quero o divórcio.

Apesar das acirradas discussões entre eles, César sequer desconfiava que o fim do casamento acontecesse. Quando a mulher falou-lhe sobre o pedido de separação, ficou indignado e na tentativa de mudar o pensamento da mulher, questionou:

- Minha querida, pense bem nas palavras do padre. Lembra que nos votos ele nos abençoou dizendo “até que a morte nos separe”?

Com o sorriso malicioso no rosto, a mulher justificou com fina ironia:

- Não, César, eu lembro direitinho de cada palavra do padre... Tanto que meu novo amor chama-se Pedro Antunes Boa Morte!



Uma agradável e divertida semana para você, leitor querido!rs

8 de abr de 2010

A DAMA DA JANELA...


Flor Dama-da-Noite
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A DAMA DA JANELA...


Quando Rosa perdia o sono, varava noite lendo, zapiando canais de tevê, navegando na internet ou jogando tetris no mini game. Saudade, tristeza, ausência, preocupações, alguma coisa assim a despertava em ansiedade e angústia.
O relógio marcava vinte e três horas e sete minutos daquela quarta-feira e vontade nenhuma de dormir.

Tentativas para relaxar era recorrer ao copo de leite ou chá quentinho, olhar a lua ou a chuva conforme o tempo que se mostrava lá fora. Muitas vezes chovia dúvidas dentro em si enquanto no quintal o céu aberto mostrava-se repleto de certeza em estrelas luzindo, luzindo. Na ausência de carneirinhos, Rosa contava estrelas na vã tentativa de adormecer.

Foi até o escritório. Na gaveta da escrivaninha buscou papel e lápis. Voltou para a sala. Abriu a janela, debruçou-se sobre ela e rabiscou uns versos na folha branca. Ensaiou uns desenhos abstratos. Não conseguia dar forma a nada, pois imaginação não havia em mente capaz de criar algo concreto. Pensava nas tolices cometidas, nas palavras soltas no momento de impulso. Quanto mais lembrava, menos se concentrava. Desistiu do papel, abandonou o lápis.

O ruim das horas de insônia era que o pensamento enchia-se das burradas feitas, das palavras desnecessárias. É! O que se diz indevidamente são dispensáveis. Vinha-lhe a mente também os problemas da família. A lembrança da tia doente, a avó que não via há meses por conta do trabalho. Todos esses pensamentos serviam para lhe abarrotar de culpas, aumentando-lhe a ansiedade. Quis roer as unhas. Freou a vontade. Lembrou-se da festa de noivado da amiga no sábado próximo.

Como se buscasse algo, Rosa parou um instante. É que sentiu um aroma adocicado invadindo a casa. Correu os olhos pelo quintal buscando identificar de onde vinha tão sutil olor. Deslumbrou-se ao ver uma linda flor aberta. Ela era um convite ao sorriso, a boas lembranças, a horas felizes, a esperança de tudo acaba bem no fim!

Da janela, Rosa de pele alva contemplava extasiada a flor da mesma cor da sua tez. Brancas. Ambas. Rosa e a flor. Havia cumplicidade entre elas. Um silencioso diálogo acontecia entre Rosa e a flor. Sinestesia. Mistério, beleza, afetividade. Uma permuta de sensações.

O aroma, a beleza singular da flor devolvia a Rosa a paz que faz adormecer. Um bocejo, uma vontade de ir para a cama. Sorrindo, Rosa respirou fundo como se quisesse tomar emprestado da encantadora flor todo o aroma inebriante. Fechou a janela e foi dormir.

A natureza presenciou naquela noite um doce encontro. Na janela e no jardim da casa. Elas, as Damas da noite.



Djanira Luz

ESPARRELAS... (Fotopoema)


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ESPARRELAS... (Fotopoema)


Apagou a luz das ideias
Afundou no poço de tristezas
Tropeçou nas pedras do desafeto
Mergulhou no oceano de lágrimas
Ficou na solidão a ver navios...


Djanira Luz

RUPTURAS... (POEMETO)




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RUPTURAS... (POEMETO)

O inteiro fez-se metade
Cada um para o seu lado
Desentrelaçaram-se as mãos
Distância, mágoa, saudade
Triste fim, tudo acabado
Nobre sentimento ao chão...


Djanira Luz

7 de abr de 2010

TANTO AMOR ASSIM...



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TANTO AMOR ASSIM...



Olhos abertos, tu estás no meu pensamento
Quando os fecho, em meus sonhos te vejo...

Djanira Luz

6 de abr de 2010

ALGO DE BOM NO FIM!



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ALGO DE BOM NO FIM!

Há estradas sem volta...
Que seja de encontro a quem se ama!
Há vazios na alma...
Que seja pela ausência do ódio ou da solidão!
Há muita fome no mundo...
Que seja de saber, de amar, de viver!
Há pedras nos caminhos...
Que sejam de nobres atitudes diamantes!
Há frio cortante pelas noites...
Que seja saudade do amor que vai voltar!
Há pratos vazios sobre as mesas...
Que seja satisfação da barriga cheia!
Há lágrimas sendo derramadas...
Que seja choro da vida que acaba de nascer!
Para todo sofrimento, haja sempre consolo
Para todo desânimo, haja forte esperança
Pois amanhã, novos sonhos hão de vir!



Djanira Luz

5 de abr de 2010

EXPLOSÃO DE QUERERES!




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EXPLOSÃO DE QUERERES!!


Quero estar ao menos uma vez contigo
Fotografar com meus olhos, o teu sorriso
Provar da mais pura e lúdica experiência
Retirando da tua alma a quintessência
Penetrar no mais íntimo dos mistérios
Secretamente nos teus conceitos sérios
Resgatar lá bem do fundo o adolescente
Conhecer todos os gostares da mente
Saber que estamos em plena sintonia
Ambos buscamos no outro, a harmonia
Num ápice de alegria e muita satisfação
Desvendar carinho, desejos do coração
Caminhar pela tarde da vida iluminada
Encontrar-te na noite linda, enluarada
Destinos que se cruzam casualmente
Duas mãos que se tocam suavemente
Explosão de quereres dentro em nós
A serem descobertos sob os lençóis...


Djanira Luz

3 de abr de 2010

AMIGO JUDAS PRONTO PARA DAR O BOTE!



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AMIGO JUDAS PRONTO PARA DAR O BOTE!


Depois que apareceu uma jararaca na área dos fundos aqui de casa, tenho sonhado com cobras. Ontem sonhei novamente. A cobra estava sempre diante dos meus olhos aonde eu fosse. Enquanto a via, os lugares onde caminhava era claro, florido e bonito. Depois que ela desapareceu, o cenário mudou completamente. O caminho antes admirável deu lugar a uma estrada sombria, coberta de grandes pedras. Era toda acidentada, de difícil acesso. Desértica. Senti-me perdida, confusa sem saber por onde prosseguir.

Acordei assustada. A tarde pensei no Sábado de Aleluia com a malhação do Judas. E fiquei relacionando Judas, cobra, traição. E entendi que é bem melhor termos ciência do inimigo, saber que temos um inimigo-cobra-traiçoeiro ao alcance de nossas vistas e mente a termos um feito Judas que está ao nosso lado como amigo querido, que partilha da nossa palavra que alimenta o espírito e, da nossa refeição, que alimenta o corpo e mesmo assim, nos trai!

Quando sabemos de onde vem o mal, podemos evitar o bote, a investida. Em caso de sermos atacados, o estrago poderá ser menos doloroso por estarmos atentos. Quantos de nós temos um Judas ao nosso lado sem desconfiarmos? É! No sonho que tive, estranhei porque a cobra era verde. Geralmente as peçonhas têm cores fortes para nos intimidar e afugentar outros animais, como se dissessematenção, mantenha distância, somos venenosas”.

Só então compreendi que a cobra estava disfarçada justo para que eu não a temesse. Era para conquistar minha confiança. Certamente eu pensaria tratar-se de uma cobra inocente de jardim, quando na verdade, apesar da cor esverdeada, era uma venenosa jararaca pronta para me atacar!

Muitas vezes aquela pessoa aparentemente boa de sorriso fácil, de fala macia, está acima de quaisquer suspeitas sobre sua má índole. Nosso grande pecado é crer na superficialidade das aparências ou na sedução das palavras inteligentes e articuladas. O casal Nardoni agiu feito cobra venenosa como o Judas traiçoeiro. A pequena Isabela confiava neles. Um beliscão, uma bronca mais enérgica, talvez esperasse receber da madrasta ou do pai, mas nunca imaginou, creio eu, que teria o triste fim que teve.

Assim como no meu sonho onde vi belos e feios caminhos, enquanto não enxergamos o falso amigo Judas que está ao nosso lado, só vemos os seus bonitos aparentes adjetivos e os bons fingidos gestos. À medida que vamos descobrindo a verdadeira índole do que se dizia amigo fiel, cai por terra a máscara de bom moço utilizada para encobrir a face da maldade. A Isabela não teve a sorte nem tempo de identificar o Judas com seu bote por detrás do pai e da madrasta, infelizmente.

Por isso utilizo a frase que o Cristo sempre iniciava suas pregações, “em verdade eu digo”, por mais pavor que tenho da jararaca, temo muito mais os falsos amigos, pois nunca saberei de onde ou quando me virá o bote, o ataque venenoso.

Aproveito o tema propício, já que estamos no ano de eleição, sugerindo que atentemos para as escolhas políticas de modo não nos deixarmos seduzir pelo sibilar das peçonhas que se vestem de falsos sorrisos. De belas e sábias falas. De promessas acaloradas. Por detrás de toda encenação, identifique o Judas das mentiras traiçoeiras ou a cobra com seu ardiloso discurso envenenado.

E você... Tem algum Judas ou cobra em pele de bom samaritano amigo ao seu lado?






A você, leitor querido, uma abençoada, santa e doce Páscoa. Que o Cristo renasça em seu coração dando-lhe alegrias e esperanças em sonhos a serem realizados!rs




Djanira Luz