29 de mai de 2009

DEIXA QUE EU SEJA...



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DEIXA QUE EU SEJA...


Do problema, a solução
Da loucura, a razão
De todo mal, a cura
Da promessa, a jura
Do labirinto, a saída
Do coração, a querida
Do olhar, o brilho
Da estrofe, o estribilho
Da flor, o perfume
Da estrela, o lume
Do Sol, o calor
Da Lua, o esplendor
Da laranja, a metade
Da ausência, a saudade

Da religião, a fé
Da mão, o cafuné
Do peito, a amiga
Da viola, a cantiga
Do amor, o desejo
Da boca, o beijo
Do poema, a rima
Da tua vida, a sina...


Djanira Luz

APRENDENDO LIÇÕES COM UM "BON-SAI"...


APRENDENDO LIÇÕES COM UM "BON-SAI"...



Sou fascinada por bonsai. Desde o modo como a pequena árvore é cultiva e cuidada até o momento em que, fantasticamente, vejo o fruto perfeito dela brotar.


A palavra bon-sai de origem japonesa que dizer “árvore em bandeja”. O nome é japonês, porém, foram os chineses que iniciaram o cultivo de árvores e arbustos em vasos de cerâmica. É por isso que muitos associam a técnica do bonsai aos japoneses. Tipo aquele ditado “papagaio come milho, periquito leva fama”, pois é!


Apreciando um bonsai um dia desses fiquei como aquela personagem Américo Pisca-Pisca do texto “O reformador da Natureza”. Américo tinha a mania de querer mudar tudo o que via. Um dia questionou o por quê de jabuticabas darem numa árvore grande quando a melancia crescia de uma vegetação rasteira.

E eu pensei tipo o Américo, observando um bonsai quão bom seria se pudéssemos fazer com nossos defeitos, nossas falhas como fazem com os bonsais desde pequenos... Já imaginou se nos fosse dado o direito de podar desde a tenra idade nossos erros, nunca erraríamos. Se podássemos nossos egoísmos, nossas invejas e preconceitos velados, nossos sentimentos mesquinhos, nossos atos falhos e tudo mais que subtrai-nos a boa índole, como seria bom, imaginei...

Mas, voltando ao Américo Pisca-Pisca questionador, logo ele mudou de ideia quando descansava à sombra da jabuticabeira e de repente foi despertado com uma pequena jabuticaba em sua cabeça. Assustado, porém, feliz e conformado, pensou:

“- Ainda bem que é jabuticaba, imagina se fosse a melancia como desejei!”

E eu, como o bom reformador Américo Pisca-Pisca, foi preciso cair uma visão-jabuticaba na minha mente para entender que a reforma que imaginei não seria tão boa assim...

Se fosse dado o direito de podar-nos os defeitos quando pequenos, ficaríamos para sempre baixos como um bonsai, nunca poderíamos crescer! Sim! Só quando sofremos, quando erramos, quando falhamos, quando somos acometidos de pensamentos e atos mesquinhos é que temos a capacidade de crescer com nossas prevaricações!

Não! Deixa tudo como está. Assim está perfeito! Quantas belezas podemos extrair do imperfeito, quanto ensinamento, tanto aprendizado... Deixa assim como está...

Sabedoria também é entender que por mais absurdas que possamos achar certas coisas, elas são do jeito e devem permanecer no lugar exato que foi colocado.

Para tudo tem um propósito neste mundo, basta somente termos a capacidade de olhar mais uma vez para obtermos a opinião acertada.

Hoje já penso que o meu mundo seria muito enfadonho sem as minhas chatices. Deixa assim como está... Deixa assim...

Então, diga-me você... Vai querer crescer aperfeiçoando com suas falhas ou vai viver como uma árvore em bandeja, podada? Pense bem, viu? rs




Djanira Luz