17 de ago de 2009

*A INVEJA COVARDE IMPRESSA NUM PAPEL...


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*A INVEJA COVARDE IMPRESSA NUM PAPEL...


Nunca gostei de disputar vaga de cargo com ninguém. O clima de animosidade por conta concorrência estraga os melhores locais de trabalho. Quando recebi o convite para trabalhar na diretoria fui alvo de ataques verbais e de olhares. Em apenas três meses na empresa havia conseguido o que outros funcionários com mais de dois anos não conseguira.

Para minha carreira foi um salto importante. Para meus princípios éticos foi um peso. Estaria certo aceitar a vaga quando tantos lutavam para conquistá-la? Seria correto em tão pouco tempo alcançar aquele sonho de anos de outros colegas de trabalho?

Às vezes sentia incomodada por ter tanta dignidade! Seria tão mais fácil se não me apiedasse com os sentimentos dos outros. Certas horas a razão tem que deixar mesmo de lado o coração. Se eu agia certo e viam meu profissionalismo, nada mais justo aceitar a fatia do mérito que me cabia.

A crueza de sentimentos que me fez mudar de ideia. Foi quando minha amiga, bem era no que acreditava, entregou-me uma carta que continha um teor ofensivo e, num ato de covardia, pedia que ao término da leitura queimasse o papel. Pela fúria das palavras, acho que o desejo dela era que eu fosse queimada junto...

Depois disso, aceitei sem culpa a promoção। Afinal, cada um tem na vida aquilo que merece. Naquele momento eu mereci a vaga.

Djanira Luz