28 de jul de 2009

PALAVRAS SÃO COMO MÃOS QUE ME PRENDEM...


Este conto foi escrito há muitos anos, nem sei precisar a data porque não está datado. Mas, pelo teor e pela grafia, imagino que seja por volta do meus quinze anos. Ficou amarelecido e esquecido nas páginas de um livro antigo. Hoje essas palavras quiseram ser revividas e saltaram do passado para o "futuro-presente" na tela do meu computador...rs Só o título criei agora e alterei o autor pelo da minha preferência atual.


PALAVRAS SÃO COMO MÃOS QUE ME PRENDEM...


Toda vez era isso. Sabia quando o abrisse não haveria meio de parar. Dani sentia como se as palavras tivessem mãos e a prendessem em laços envolvendo-a na trama de cada livro que lia. Adorava ler, através das histórias tinha a sensação de estar lá no meio delas, das personagens. Muitas vezes imaginava-se parte da trama.

Era assim sempre. A comida esfriava e dona Helen esquentava em reclamações:

- Dani, desce logo senão a comida vai esfriar, minha filha... Ah, meu Deus! Gosto mesmo que Dani leia... Mas, precisa ser justo na hora das refeições? Ela nunca vem na hora!

- Já estou descendo, mãe! Só um minuto...

E aquele só um minuto era multiplicado por sessenta, às vezes até mais!

- Deixa a menina, Helen... Dani puxou ao pai, eu gostava de comer as sobremesas antes do almoço... – Brincava o pai José.

- Vê se eu estou achando graça! Sempre dando corda para ela...

- Mãe, pai! Nossa incrível mesmo... Adoro John Grisham! A linguagem dele é fascinante, os textos têm poder de me levar para dentro da história. Além de me divertir ao ler, eu aprendo muito. Enriqueço meu vocabulário, aprendo novas culturas, viajo!

- Sim, minha filha, há quem conheça o mundo inteiro, quiçá o Universo sem sair de casa!

- Exagero, Zé... Falando assim a Dani não sai mais do quarto nem para fazer as refeições!

- É sério o que falei, querida... O Breno ficou paraplégico com aquele terrível acidente de moto quando tinha dezoito anos e a mãe dele começou a ler para ajudá-lo nos estudos. Surtiu tanto efeito que o rapaz se apaixonou pela leitura que lê, em média, cerca de setenta livros por ano. Por conta das leituras, tornou-se um rapaz cheio de sabedoria. Não há assunto que ele não saiba conversar!

- Puxa, pai... Que bacana! Um dia me leva até ele para a gente conversar? Vou adorar falar sobre o que li com ele!

- Claro! Veja o dia que poderá ir que ligo para ele marcando uma visita. Você vai adorá-lo e ele a você.

- É mesmo, Zé... Havia me esquecido dele! Se não fossem os livros, certamente o Breno teria entrado em depressão.

- Viu, mãezinha! Então, não se zangue tanto quando me atrasar para as refeições. Papai comia sobremesa antes da comida e eu alimento meu espírito para depois saciar meu corpo... – Brincava Dani.

- Está bem, querida! Pode deixar... Se você saltar para dentro de um livro, eu a resgatarei no fim das páginas, lá onde termina a história. – Respondeu-lhe sorrindo a mãe.


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Djanira Luz

NOSSA ETERNA BUSCA PELA LIBERDADE...


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NOSSA ETERNA BUSCA PELA LIBERDADE...


Quem é de fato livre? Quem não vive preso a alguma coisa ou alguém por sentimentos?

Muitas vezes já fiz uso da imagem do casulo sendo rompido pela borboleta, simbolizando a liberdade. Enquanto crisálida, aguardando a fase de crescimento (imago), o inseto passa por estágios até se tornar de vez uma bela borboleta.

E assim somos nós humanos. Em dado momento nos fazemos como crisálidas, nos fechamos para acumularmos energia e coragem suficiente para rompermos casulos, para a conquista da liberdade.

O ser humano está sempre em busca da liberdade. Seja libertar-se de um sentimento negativo, um relacionamento que não deu certo, um complexo, uma situação que nos sufoca, uma atitude que nos aprisiona, uma doença ou libertar-se do passado que insiste em permanecer assombrando o presente e querendo carona para o futuro. Há muitos motivos para que sintamos assim aprisionados...

Liberdade é uma conquista diária. Pode ser dolorosa como o romper do casulo. É preciso coragem e determinação para pagar pelo preço da dor da liberdade. Ao final, a liberdade compensadora trará uma sensação de conforto jamais experimentado.

Liberdade não se adquire de uma hora para outra, ela acontece aos poucos porque liberdade é crescimento. Liberdade é entender que são os medos que nos prendem e nos impedem de alcançarmos voos infinitos.

Portanto, para se ter liberdade é preciso que abandonemos primeiro o medo. Medo do novo, do diferente, do amanhã para sermos de fatos livres. Ser livre implica em ser corajoso.

Há um preço a ser pago pela liberdade, renúncias algumas vezes machucam. Mas, a alegria de ser livre não há preço que pague!



"(...)Você tem de compreender que uma gaivota é uma ilimitada ideia de liberdade..." Richard Bach em Fernão Capelo Gaivota



Djanira Luz