10 de nov de 2009

ENTRE A VIDA E A OUTRA VIDA...


Créditos da Foto - MIRIAM CARDOSO DESOUZA


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ENTRE A VIDA E A OUTRA VIDA...



Tem uma frase que não gosto de ouvir. É quando alguém diz - “fulano está entre a vida e a morte”-. A palavra morte denota algo feio, escuridão e que não tem retorno ou chance de coisa alguma. Entristeço. Gosto daquilo que me lembre luz. Além disso, é ir contra ao que aprendemos nas distintas religiões. Na diversidade de pensares, há pontos em comum entre algumas crenças.

Então, penso nos ensinamentos dos cristãos, dos queridos irmãos espíritas e índios -. O Cristianismo passa-nos a ideia da “não morte” com a ressurreição; o Espiritismo nos transmite o conceito da reencarnação, já a cultura Indígena, em suas lendas, nos leva a crer na transformação.

Cristo foi a maior prova de Vida! Ele esteve entre a Vida e a outra Vida. Ressurreição. O espiritismo afirma que não morremos e sim desencarnamos para depois voltarmos em novo corpo, oportunizando-nos assim termos a chance de acertarmos os possíveis erros da vida passada.Reencarnação.

E os índios cultuam suas tradições. Para eles o ser não morre, se transforma. Haja vista a lenda da bela índia Mani que se transformou em mandioca, ou a índia Naiá que virou a bela Vitória-régia.Transformação.

E para ratificar esses três conceitos da não morte, temos a semente que havia gerado um fruto, depois foi enterrada, ressuscitou e reencarnou ocasionando uma transformação final em vida nova no fruto que se formou. No exemplo do fruto com sua renovação, as verdades dos cristãos, dos espíritas e dos índios.

Se eu fosse índia, amaria ser transformada em rosas amarelas. Se espírita, desejaria retornar como eu mesma e poder acertar os erros que cometi voluntária ou involuntariamente. Ainda poder redimir daquela falta que praticados sem percebermos que nos era danoso ou prejudicial para o outro.

Mas, enquanto cristã, espero ser boa semente para e poder um dia renascer. Pois bem tenho ciência de que há frutos de boas e más sementes. E só as boas é que frutificam novamente. Isso é fato, seja na concepção indígena, espírita ou cristã.

Fico imaginando como teria me beneficiado se tivesse pensado desta maneira quando laços amizades foram rompidos ou elos de amor quebrados. Poupar-me-ia sofrer demasiadamente com perdas e adeuses. Entre conceitos de ressurreição, reencarnação e transformação, diante desta visão que hoje tenho, sairia com o saldo final positivo de conformação com as “mortes”.

O que escrevo são licenças poéticas, sou leiga em relação aos estudos religiosos e científicos. Portanto, espero ser perdoada pelas lacunas insanas que, possivelmente, encontram-se nas minhas conclusões.

Mas, ouso ainda sugerir, quando alguma pessoa estiver assim muito mal, não diga que ela está entre a vida e a morte, antes diga que ela está é entre a vida e a outra vida, pronta para dar novos frutos, seja da maneira, da visão ou da crença a qual se acredita...rs





Djanira Luz