27 de jun de 2009

EM QUE PONTO NÓS PARAMOS?


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EM QUE PONTO NÓS PARAMOS?


Gosto da certeza do ponto final. Ele indica segurança e exatidão nas decisões. Quando ele aparece é porque não houve outro ponto ou saída que resolvesse melhor a situação. Não há volta, pois ele não é simplesmente o ponto continuativo. Ele encerra uma história. Acabou e pronto.

Incomoda-me a insegurança da vírgula acompanhada do seu eterno “porém”. Vive refazendo pensamentos, reparando algo que não ficou claro ou acrescentando opiniões esquecidas pelo caminho. Este é o sinal de que alguma coisa não está bem clara, denota dúvidas ou a falta de clareza nas ideias.

Tenho nítida preferência pelas reticências. Tanto que faço uso delas frequentemente em meus textos, pois elas sugerem que o fim não aconteceu de fato e que há sempre mais por se dizer. A reticência é a mente aberta sinalizando no modo reflexivo de ser que poderá retornar a qualquer instante e que não tranca as portas como se dissesse “espere que voltarei” ou "penso que não disse tudo"...

Muitas vezes devemos atentar aos sinais que temos usado um com o outro numa relação. Seja relação de trabalho, amizade ou conjugal.

Normalmente colocamos ponto final numa convivência onde não houve êxito. A praticidade de pôr um fim parece-nos bem menos complicada, por isso optamos pelo ponto que encerra sem direito a retrocesso. A frieza desse ponto pode não ser bem digerida. Certas vezes é preferível a rudeza da verdade a suavidade do fingimento. Empurrar uma relação onde hajam interrogações e exclamações em demasia torna a vida desgastante. Se não dá mais para seguir juntos, o melhor a se fazer é valer-se deste ponto de partida e sair em busca de um novo início. Há momentos em que precisamos mesmo “cortar o mal pela raiz” e isso é tão certo quanto o ponto final.

Quando a relação precisa de muitas explicações para se consertar falhas ou o que foi dito já é o indício de que algo nessa união não está satisfazendo aos envolvidos ou uma das partes. É preciso diálogo para entender o que se passa.

Agora, se depois de muito diálogo sentir que a história não vai acabar bem, que já deu o que tinha que dar, desgastou pela incompatibilidade de gênios, é bom valer-se da certeza do ponto final.

Por outro lado, se acredita que fazendo uma boa faxina na relação ou aparando as arestas dos problemas ainda há muito em comum para se viver... Faça uso da reticência e dê continuidade a essa história. E que a harmonia na relação, assim como sugere a reticência, nunca termine...

E responda... Em que ponto você parou?rs





Adenda: O uso dos pontos nesta crônica não correspondem fielmente às regras gramaticais. Vali-me deles com licença poética e ilustrativa. Não se tratando, portanto, de texto didático...rs

Djanira Luz