18 de ago de 2009

A DOSE EXATA DA PALAVRA PARA CADA MOMENTO...




A DOSE EXATA DA PALAVRA PARA CADA MOMENTO...


Eu nunca sei a quantidade certa das palavras. Não. Dizer nunca é vício da linguagem. Mas o certo é que tem horas que não sei se falei demais ou de menos...

Quando é para dar uma opinião sobre aquilo que não gostei, que não aprovo ou concordo, penso que exagero e falo demais... Agora quando é para consolar alguém que está triste por inúmeros motivos que sejam, tenho a sensação de falar pouco.

Por que será que para protestos ou para benefícios próprios as palavras rendem pano para manga e para confortar as economizamos? E, por incrível que pareça, eu sinto mais o peso das palavras quando menos faço uso delas. É! Deve ser o peso da consciência cobrando de mim por me calar no momento em que eu mais deveria falar. Será por ser a dor tão imensa assim que eu considere as poucas falas ou o próprio silêncio mais convenientes? É dito que “o silêncio vale ouro e as palavras valem prata", talvez o eco dessa frase fique ressonando lá no fundo silenciando-me quando eu deveria era ter proferido.

Ah, como eu gostaria de ter o dom das palavras e que elas saíssem da minha boca como um abraço para dar alívio ao que chora e não ser um tapa doído que me sai quando me sinto magoada...

E queria saber fazer a dosagem certa para dizer bem dito. Para protestar ou para consolar. Que eu saiba dizer com poucas palavras para o que não me agrada e use mais quando precisar carregar alguém pelos braços do meu coração.

Quantas vezes fiz, em diferentes momentos, o mal uso das palavras benditas? Quantas horas será que ignorei o sentido da fala e não dosei o que disse? Quanto de bom neguei ao mundo e quantos males causei por não saber o que dizer? Não sei...

A vida é linda e breve para perdemos tempo fazendo o mal uso da linguagem. Quero que minhas palavras envolvam como braços que acolhem e não que elas sejam açoites que ferem.

Perdi a fala diante da triste perda de alguém. Para onde foram as palavras quando mais precisei delas? De que me adianta escrever se emudeceram minhas falas no momento de consolar a amiga? Agora sei que ainda não aprendi o domínio do vocábulo quando misturado a fortes emoções.

Hei de encontrar a medida certa para as palavras que usarei onde a balança da vida irá ponderar o momento e quantidade exata para que eu faça uso sem medo de ficar perdida sobre como agir outra vez...

DEVOLVA-ME!


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DEVOLVA-ME!



As horas de prazer que ficamos sem dormir
e todos os momentos que eu te fiz sorrir.
As palavras de amor ditas ao teu ouvido
e as muitas vezes que te chamei de querido.
Aquele beijo assim mais demorado
e os meus abraços onde te sentias bem confortado.
Cada detalhe que ficou de mim contigo
e a promessa de final feliz para sempre comigo.
O meu coração sincero que eu te entreguei
e a confiança cega que em ti depositei.
Os meus segredos tão bem guardados
os quais contigo partilhei, a ti foram confiados.
Todo o poema que a ti compus
e aqueles dias nublados que te colori de azuis.
E devolva a minha voz gravada na tua mente
para que possa apagar-te da minha vida definitivamente...



Djanira Luz