17 de abr. de 2009





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NÃO! NÃO SOU O SEU REFLEXO...


O grande erro de muitas pessoas é acreditar que o outro é espelho, que pode se ver refletido nele. Eis a causa de se cometer errôneas opiniões e injustiças.

Quem já ouviu, disse ou pensou?

“- Hum, ele é bonzinho demais... Aposto que está querendo alguma coisa em troca!”

Pelo fato de alguém realizar algo de bom, de ter o coração generoso já é motivo de levantar suspeitas... Sobretudo por pessoas que têm atitudes contrárias àquelas que ajudam despretensiosamente.

Geralmente, quem desconfia da bondade alheia é justo aquele que vive querendo tirar vantagens em tudo, o tido “interesseiro”, que não faz nada de graça, nada sai barato com ele, aquele que dá gato por lebre e que acha que todos somos iguais...

Não, não somos!

Fico contrariada quando me veem assim como reflexo. Muito mesmo. Não sou o seu reflexo. Não me julgue pelos seus atos, pelo seu modo de agir, de pensar.

O mundo anda assustadoramente num jogo de interesses que quase ninguém mais acredita na gratuidade das intenções.

É por esse motivo que nos julgam segundo seus próprios modos de agir, pois nos veem como espelhos que refletem aquilo que cada um traz sigilosamente dentro de si.

De uma coisa tenho convicção. Sou imagem sim, mas não seu reflexo!

Quando você olha seu semelhante, as intenções dele, você se vê? rs





Djanira Luz

O POODLE H²O24...






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O POODLE H²O24...



Aquela empresária, cheia de mimos com seu poodle
“Albert Fred” – é porque cachorro chique tem nome e sobrenome... Foi levá-lo ao salão para animais, a fim de tosar e pintar o pelo do animalzinho querido।


Chegando ao salão, Albert Fred está apavorado com aquele ambiente. Não imagina, coitado, o que irá lhe acontecer! A dona do Pet Salão, aproxima-se dizendo:

- Que coisinha fofa da titiiiia... Vamos fazer um penteadinho gracinha, vai ficar lindo, Eliz!

- Ah, Myle... Capriche, hein! Faça igual esse que está na revista Cães&Cia. Tosa completa: rosto, rabo, barriga, patinhas, estomacal, testículos. Tudinho! A cor, quero azul cian, ok?

- Ok, Eliz! Pode confiar nos meus serviços que vai ficar um arraso! – Garantiu Myle.

Albert Fred não estava entendendo patavina daquele diálogo, mas sabia que boa coisa não era. Ah, mas não era mesmo! Albert Fred pensava... “Acho que hoje vou me ferrar!”

Myle despediu-se de Eliz e foi logo fazer a tosa. Albert tremia, uivava qual um lamento, enquanto as mãos ágeis da tosquiadora iam dando novo formato ao seu pelo. Feito isso, ele é levado para tomar banho. Esfrega daqui, esfrega dali e Albert Fred já está enjoado, cansado, odiando aquela mulher que o trata como se ele fosse um bicho de pelúcia.

Albert Fred pensa... “Ai que vontade danada de morder esta mulher todinha!”. Após o banho, Myle passa para a coloração dos pelos do animal. Faz matiz para obter o tom do azul desejado e finaliza o serviço colorindo Albert Fred conforme foi solicitado pela dona dele.

Quando termina, Myle seca o cãozinho e o leva defronte ao espelho para que ele conheça e admire sua nova aparência. Ao se deparar com a própria imagem, a primeira reação de Albert Fred, foi a de saltar do balcão e ficar correndo em torno de si feito cachorro louco. Com muito custo, Myle conseguiu segurar o poodle e acalmá-lo.

Quando sua dona retornou para buscá-lo, ficou fascinada com o excelente trabalho da profissional.

-Tudo perfeito! Tosa e o tom da cor! Maravilha, Myle! Ficou Show de bola! – Disse Eliz toda satisfeita.

Albert Fred, muito contrariado, novamente ficou pensando... “Sua idiota! Lindo uma ova! Estou é ridículo e todo assado pela tosa e pelo exagero do xampu!!!

Quando Liz ia saindo com o poodle sendo conduzido pela corrente, ele empacou não querendo sair do salão. Eliz falou gentilmente:

- Vem Albertinho... Vamos meu amôôô...

Albert pensava: “Não arredo o pé daqui, sua dona desnaturada, destrambelhada! Não tá vendo que a rua tá cheia de amigos meus que vão cair na minha pele por causa desta aparência ridícula?”

Eliz, depois de muito insistir, foi puxando o cãozinho até sua casa que ficava próxima dali. Só que ao chegar a rua, haviam cães vira-latas e gatos de sarjetas que ficaram olhando aquele “cachorrinho de madame” já caindo na gargalhada além de ficarem fazendo comentários maldosos:

- Ai, Bigu... – Disse um vira-lata para outro. – Olha que coisa ridícula aquele filhotinho de papai! Hahahahaha...

-Caraaaca, meu... Essa "Coca é Fanta"! Hahahaha... É frutinha, cara! Olha a patinha e o rabinho... Tá parecendo pomponzinho e frufru. – completou o outro cão já se desmanchando de tanto rir...

- É mesmo... – completou um gato malandro. – aquilo é um maior H²O...24!

- O que é isso? H²O 24? – Quis saber o vira-lata.

- Aí, “mermão”... É água fresca... “cumpadi”! H²O é água, 24 é bicha fresca, entendeu? Por isso que digo H²O 24!– Esclareceu o gato sabido.

- Pô, gostei malandro! Essa é boa! Num conhecia não... Tinha que ser invento de gato de rua mesmo!!! Hahahaha

- Seus palhaços... Não entendem nada de moda! Nunca ouviram aquela frase da Tati Quebra Barraco... “Sou feia, mas tô na moda”? Raça de ignorantes!!! – Disfarçou Albert Fred.

Aquele poodle estava envergonhado e furioso com aquelas pilhérias dos cães e gatos vagabundos. Olhou para o céu e suplicou:

- Oh, São Francisco... Interceda por mim junto ao Criador de todas as coisas para que Ele me conceda retribuir tudo que me foi feito hoje... Faça com que numa outra encarnação, eu retorne como homem e minha dona, um cachorro!


Djanira Luz

14 de abr. de 2009

QUE DROGA É VOCÊ!!!




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QUE DROGA É VOCÊ!!!


Que droga é você que me sacia
Enche minha vida de alegria
Sem sua presença sofro carência
Já é grande essa dependência...

Ai, que droga que é você
Que só me dá prazer
Não sei se é sonho ou ilusão
Nem importo se é tão bom!

Ando viciado, vivo carente
Desse seu jeito doce envolvente
Por amar assim tenho alucinação
Faço coisas sem pensar, sem noção...

Preciso encontrar um remédio
Para livrar-me desse tédio
Vou encontrar um tratamento
Ficar sem você é um tormento!

Prendi-me bem no seu olhar
Não tive mesmo como evitar
Seu fascínio em mim é potente
Só você me deixa assim contente...

Ah, esse amor é qual droga
Quem dele uma vez prova
Tem crise de over dose por amar
Desse vício, eu digo, não quero curar!



Djanira Luz

13 de abr. de 2009

SABEDORIA DE MULHER




SABEDORIA DE MULHER



- Carla, não aguento mais ficar de arranca-rabo com o Tony! – Desabafou o pai.

- Calma, Elias! É a idade... – Justificou a mãe.

- Idade... Quando Tony tinha oito anos e aprontava você dizia que era a idade... Quando ele ficou adolescente e começou a ficar respondão, você dizia que era a idade... Agora com dezoito anos ele está um homem feito e você continua a dizer “é a idade”, mas que droga de vida é essa? – Bradou o pai alterado.

- Elias... Como mãe e enquanto mulher preciso ser ponte para unir vocês dois, cabeças duras. – A mãe compassiva tentava abrandar a agitação do marido.

- Fica botando pano quente nas atitudes desse rapaz que ele vira uma cobra e ainda pica você! – Zangou-se Elias.

- Deus me livre, Elias! Não diga umas sandices dessas... Morde na língua! Sabe muito bem que a palavra tem poder. De tanto ficar pensando coisas ruins é que elas se realizam. Ainda bem que enquanto você o amaldiçoa eu vou o abençoando! – Carla repreendeu o marido.

- Eu falo de preocupação... Mas, eu amo nosso filho. Ele foi uma criança desejada, só não entendo nem aceito a rebeldia gratuita dele.

- Se nós que somos pais não tivermos paciência com ele aí é que corremos o risco de afastá-lo para sempre da nossa presença. – A mãe disse pensativa.

- Essa casa quando chego do trabalho parece uma torre de babel... O som alto até quase estourar meus tímpanos e o Tony que, apesar de estudar numa ótima faculdade, usa uma linguagem para mim incompreensível, se é que se pode chamar aquilo de linguagem! Daqui a pouco surge uma nova lei em defesa dos direitos da juventude e liberdade de expressão e introduz ao nosso vocabulário essa pobreza de linguagem. – Protestou o empresário.

-Ah, chega Elias! Até parece que você não usava gírias. Como você me chamava mesmo, hein? Ah... Era de “tetéia” e olha que coisa mais feia! - Brincou Carla.

- Feia... Você adorava quando a chamava assim... – Elias até relaxou a expressão sisuda com as lembranças da mulher.

Carla sabia que precisava dar um jeito naquela situação. Quantos casais se separam por causa dos temperamentos dos filhos. Lembrou-se da amiga dizendo: "Antes da nossa filha ter crescido, nunca havia brigado com meu marido... A situação saiu do controle e você sabe como alguns homens agem, se não tá bom, eles nem se importam com os filhos, largam a família na hora em que mais se precisa de ajuda..."

Carla olhou para Elias e disse:

- Tá bom... Agora vai trabalhar que já está na hora...

Já ia entrando no carro quando Carla o chamou:

- Querido...

Ele olhou e esperou que ela dissesse:

- Hoje vou conversar com o Tony, peço que não desista dele nem perca a paciência. Pense que é fase de transição de conflitos... Daqui a pouco ele vai ter que caminhar com as próprias pernas, trabalhar, entrar no mundo adulto, ter responsabilidades e isso assusta e você sabe disso. Há muitos pais que abandonam os filhos aos primeiros sinais de rebeldia. Eu não farei isso, jamais. Ele é meu filho e o amo demais. Vou lutar por ele. Vou resgatá-lo. Trazer de volta aquele menino maravilhoso que ele sempre foi...

Elias era metido a durão. Entretanto, ao ouvir aquelas palavras vindas de um coração de mulher, de uma mãe, deixaram-lhe os olhos vermelhos. Nada disse. Aproximou-se da mulher, deu-lhe um beijo carinhoso depois disse:

- Desculpe pelas durezas que disse, estava nervoso...

- Quando você tinha vinte dois anos e nós brigamos por que eu perdi, acidentalmente, as entradas do jogo, você pedia desculpas e dizia que estava nervoso... – Brincou a mulher falando do mesmo jeito que ele a havia acusado por defender o filho.

- Nem me lembre daquele jogo que dói até hoje! – Disse rindo e entrando no carro seguiu para a empresa.

Depois que Tony chegou da faculdade de Medicina, a mãe já havia planejado sair com ele, pois queria pôr em prática uma ideia que lhe ocorreu:

- Tony, meu filho, vamos ao circo? – Perguntou de uma só vez para dar impacto e o filho não pensar em um desculpa para não ir.

- Circo? Qual é, Mãe... Tá pensando que ainda tenho cinco anos? Viajou, maluco! – Zombou o filho.

A mãe, viva, esperta, cheia de artimanhas, fez uma encenação. Pôs no rosto uma tristeza sem fim, dessas de fazer cortar o coração, olhando para o filho foi falando pausadamente como se tivesse aquele nó na garganta de vontade de chorar até o amahecer:

- Está bem... Eu vou sozinha mesmo. Aliás, estou sempre só... Já estou me acostumando com essa realidade. Virou as costas e foi andando cabisbaixa.

O filho era rebelde, respondão... Mas, no fundo era um ótimo rapaz e a mãe sabia disso. Mãe sabe até onde vai a agressividade de um filho, por isso ela fez aquela manha de mãe carente.

Arrependido e incomodado por ter magoado a mãe, Tony diz antes dela sair do seu quarto:

- Mãe... Espera... Vou só trocar a camisa, guenta aí...

- Não precisa, eu entendo que não queira sair comigo e... – Foi interrompida por ele.

- Nada a ver... É que circo não curto muito. Mas, quer saber? Vai até ser “manêro” ver umas palhaçadas. Só que vou avisando... Vou zuar legal lá! – Avisou Tony.

- Eu é que vou! Paga pra ver, só! – Divertiu-se a mãe.

Palhaços, mágicos, corda-bamba, trapezistas... Ainda não era aquilo que Carla queria que o filho visse. “Será que não vai ter?” A mãe estava um tanto ansiosa. Tony com pipocas e churros nas mãos lembrava mais aquele gurizinho de oito anos de idade que morria de medo dos palhaços.

Foi então que vieram eles. Leão e seu simpático domador. Carla sorriu satisfeita com aquela visão, pois era justo que precisa no momento para pôr seu plano em prática.

-Olha, Tony! Quero que preste bem atenção na fera e no domador.

-Por que, qual é a parada? – Tony ficou curioso.

- Apenas olhe... – Disse a mãe.

Ao fim da apresentação, Tony diz para a mãe:

- Foi “manêro”! Deu maior agonia ver aquele maluco enfiando a cabeça dentro da boca cheia de dentes do leão. – Comentou Tony.

- É que o domador, meu filho, domou o leão... Só que o domador só conseguiu isso por que antes o leão “domou” a fúria dele. – A mãe ia falando de maneira detalhada para que o filho entendesse o ensinamento que ela tentava lhe passar.

- Puxa, mãe... Bacana o que você disse aí. – Tony olhou para mãe como se descobrisse nela uma mulher cheia de virtudes.

A mãe aproveitou aquele momento de serenidade do espírito do filho e comentou:

- Tony... Hoje seu pai foi trabalhar muito aborrecido.

- O que foi? Reclamou de mim, já sei... – Nas outras vezes Tony já retrucava aos berros, saindo de perto da mãe, indo para a rua ou para a casa de algum colega ou da namoradinha. Ali ele só ficou de cara fechada.

- E com razão que seu pai tem reclamado dos seus modos. Você já não tem cinco anos como você bem disse, você precisa fazer como o leão. Você precisa domar a sua fúria.

Carla continuou:

- Quando você era pequeno, muitas vezes, seu pai e eu fizemos as vezes do domador. Por várias vezes eu domei sua fúria com conversas, com músicas, com orações... Agora é chegada a hora de você dominar seus ímpetos de agressividade. Precisa respeitar mais seus pais. Nós amamos você, estamos do seu lado, não somos inimigos para sermos tantas vezes atacados. E para piorar, nada fizemos para merecer essa fúria. Toma cuidado, filho, para essa agressividade não se tornar uma ingratidão com seus pais. – Carla era uma mulher sensível, porém, firme no agir. Por mais vontade que estivesse de chorar, ela mantinha-se firme para não demonstrar fraqueza. Pois ali naquele momento não era hora de fraquejar. O momento exigia pulso firme. Era tudo ou nada. Carla estava apostando alto naquela relação amorosa.

Tony parecia envergonhado. Aproximou-se da mãe e abraçou fortemente, então disse:

- Mãe, vou tentar melhorar a partir de hoje...

- Ainda bem que você disse “vou tentar” e não vou mudar! – A mãe ria nessa hora.

- Por que ainda bem, então? Mudar não é melhor que tentar, não? – Estranhou o filho.

- Não, meu filho... Mudança leva tempo. Ninguém muda da noite para o dia a não ser que aconteça uma tragédia, uma coisa que abale muito a ponto de mover uma mudança radical. Quando disse que ia tentar, então vi que você vai tentar e vai conseguir, pois seu pai e eu vamos fazer de tudo para que essa mudança seja uma realidade.

- Obrigada, mãe, pela confiança, pela força e principalmente, por essa lição do leão. Não vou esquecer nunca mais. Vou guardá-la para sempre e ensinar para meus filhos, netos bisnetos... – Tony parecia mesmo disposto a tentar “domar” seu espírito agressivo.

- Sabia que você tinha puxado a mim! Seus defeitos são do seu pai... – Brincou a mãe.

- Ihhh... O pai fala a mesma coisa, ele diz que eu só puxei dele, as coisas boas e que eu herdei os seus karmas. – Tony falou achando maior graça dos pais.

- Ai que danado! Seu pai falou isso? Deixa ele comigo... Os defeitos são deles! Mas, filho feio... Quem os quer? – Carla estava satisfeita com aquela conversa. Sentia-se revigorada e feliz por ser uma mulher forte e cheia de boas ideias na cabeça.


Djanira Luz

9 de abr. de 2009

TUDO DE BOMBOM PARA VOCÊ!!!

Texto

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TUDO DE
BOMBOM PARA VOCÊ
!!!



Quero que fique contente
Com o meu doce presente
Meu amor aos pedaços
Envolto de belos laços...

Todo lugar, em qualquer parte
Envio felicidades e chocolate
Vai também muita emoção
Amor, fraternidade, união...

O Recheio dos ovos é de beijinhos
Regado de abraços quentinhos
Numa grande confraternização

Seguro feliz sua mão!

Nesta Semana que é Santa
Onde a dor de Jesus é tanta
Deus nos guarde do pecado
Caso se tenha que seja lavado...

Depois do Sábado da Paixão
Celebramos nossa redenção
O Domingo de Páscoa é animado
Temos o Cristo ressuscitado!

O Amor venceu, aleluia, Ele vive
Que de todo mal Deus nos livre
Nossa vida seja mais abençoada
Possamos ter a alma renovada...


Djanira Luz

PLANETA TERRA? "TÔ FORA!!!" (HUMOR NEGRO)


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PLANETA TERRA?
"TÔ FORA!!!"
(HUMOR NEGRO)



De volta ao planeta de origem, os Alienígenas foram mostrar o resultado do relatório de pesquisas para o ET Supremo.

- Então meus jovens pesquisadores... Como foi a viagem científica? Produtiva? – perguntou o Superior da galáxia.

- Nem tanto senhor. – respondeu o ET Cétera.

- Então, diga-me, qual parte do planeta Terra escolheram para realizarem a pesquisa?- quis saber o chefão.

- Nossa intenção era chegar às Índias, mas um vento forte nos levou para o Brasil que...- tentou falar o ET Zinho.

- Aaarahh... Deixa disso Zinho! Pára de palhaçada de ficar copiando as coisas da Terra... Essa mentira já foi contada há mais de quinhentos anos por um tal Cabral!- interrompeu o ET Cétera.

- Hehehe... Peço desculpas, Superior das Galáxias, mas achei a história bonitinha que resolvi copiar. – justificou-se o ET Zinho.

- Você bem ouviu aquela ensinadora falando para as crianças sobre mentira. Se ensina a criança a mentir, ela vai crescer uma mentirosa. - alertou o ET Cétera .

- E não é “ensinadora”, Cétera, é professora! - corrigiu o ET Zinho.

- Ora... Apesar de sermos anos-luz mais evoluídos do que os terrestres, uma semana foi muito pouco para assimilar tanta novidade e conhecimento. – resmungou o ET Cétera.

- Já chega! – disse o Supremo ET Mor- É muito falatório e pouca explicação! Prossigam com o relatório.

- Sim, Superior, queira nos desculpar. - disse o ET Zinho.

- Bem, escolhemos o Brasil porque pela nossa pesquisa era um país que tinha variação de clima, diversidade de raças. Porém, o que foi decisivo para escolha é que ouvimos de um dos habitantes produzindo um som agradável mais ou menos assim: “Moro num país tropical, abençoado por DEUS...” – explicou o ET Cétera.

- Você tem certeza? Falaram em DEUS? – quis saber o ET Mor.

- Absoluta Superior! - Responderam os dois ETs numa só voz.

- Então essa raça é mais evoluída do que imaginava... Conhecem o Ser Divino Supremo de Todas as Galáxias! Muito bem escolhido o local da pesquisa Zinho e Cétera! – concluiu o ET Mor.

-Prosseguindo então, não agradamos muito porque estávamos pesquisando justo onde entrava e saía muitos humanos fêmeas, mulheres – dizia o ET Zinho – elas entravam num laboratório chamado “SALÃO” e lá eram torturadas, coitadas!

- Torturadas? Que cometeram para merecerem castigo? – quis saber o ET Mor.

- Não deu tempo de pesquisar – falou ET Cétera – sabemos que elas entravam mostravam as mãos e uma outra mulher arrancava pedaços de carne dos dedos delas com um aparelho de tortura fino chamado alicate. Algumas fêmeas gritavam e até sangravam...

- Que país... E eles conhecem a DEUS! Que decepção! – lamentou o ET Mor.

- E tem mais – prosseguiu o ET Zinho – depois elas deitavam numa mesa e jogavam um líquido quente e derretido sobre todo o corpo, em seguida, arrancavam-lhes os pêlos. Como elas gritavam, pobrezinhas...

- É mesmo... – completou o ET Cétera – quase desistimos de assistir aquela sessão de torturas... Mas o pior estava por vir!

- Aiiiii, estou passando mal – revelou ET Mor – não suporto tanta crueldade!

- Pois é, ET Mor, antes de saírem de lá, as mulheres passavam por mais um e terrível sofrimento. Um aparelho barulhento com vapor exageradamente quente, era aproximado da cabeça delas. Era tão quente, tão quente que cozinhavam as orelhas até ficarem bem vermelhas... Só vendo! Para finalizar, antes de saírem do “SALÃO”, os cabelos das mulheres eram puxados e esticados. Todas elas saíam de lá do mesmo jeito. Concluímos que era assim que eram marcadas como sinal de tortura... – falou comovido o ET Zinho - ...Pior que ainda eram obrigadas a pagar para deixarem aquele local, um absurdo!

- Barbaridade! De forma alguma iremos tentar relacionamento com um planeta assim – declarou o ET Mor.

- ET Mor, nem falamos o mais terrível... Vimos alguns humanos machos, homens, entrando numa “CLÍNICA DE CIRURGIA” e saindo de lá com dois peitos enormes como os das mulheres e faltando o órgão reprodutor! – revelou assustado o ET Cétera.

- Pode parar!!! Morreu assunto de Terra, definitivamente! Planeta Terra? Tô fora!!! - Afirmou ET Mor.



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Djanira Luz

QUEM MENTE...


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QUEM MENTE...




Mentira, novelo de lã... Uma hora quem faz uso, acaba se embolando...

Djanira Luz

NOSSO AMOR É CAMPEÃO!



NOSSO
AMOR É CAMPEÃO!


Que torcida mais animada
Vibrando na arquibancada
Nas jogadas da vida
Não se perde uma partida!


Unida com a mesma intensidade
A vitória é certa de verdade
Vibrando com tanta alegria
O sucesso é uma garantia!

Pulando juntos de emoção
Isso sim é que é paixão
Pude sentir a harmonia
Em cada lance eu via...

Que maravilha de belo gol
Foi nosso time quem marcou
A felicidade entrando em campo
Um sorriso no rosto logo estampo!

O time está muito animado
Sintonia segue lado a lado
Nosso amor sagrou-se Campeão
Valeu torcer por nossa união!






Escrevi, durante a partida BrasilXPeru, em Porto Alegre...रस

Djanira Luz

500 DE MIM POR VOCÊ...


500 DE MIM POR VOCÊ...

Por mais que eu diga
Ainda fica o que dizer
Não me importo com a fadiga
Tento expressar o amor por você...

Seja com cem ou quinhentos
Em versos, esses meus inventos
Ainda que pelas letras me declare
Sempre falta algo por mais que eu fale...

Já me fiz até raio X
Coloquei os pingos nos “is”
Para que veja com clareza
Do meu amor e tenha certeza...

Em prosa, crônica e humor
Declarei ao mundo meu amor
Em cada sílaba ou estrofe, enfim
Revelei com lirismo, um milésimo de mim...



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ESTA MANIA DE DESENHAR CUBOS MAQUINALMENTE...



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ESTA MANIA DE DESENHAR CUBOS MAQUINALMENTE...




Basta tocar o telefone e já pego um papel e caneta e começo a desenhar vários cubos. Separados uns dos outros, encho uma folha deles. Além dos cubos desenho também estrelas e olhos. Manias, saem maquinalmente. Ás vezes nem sinto, quando vejo a folha está tomada com uma série de cubos.

Minha filha outro dia perguntou:

“- Mãe, por que desenha tantos cubos?”

Respondi que deve ser por que minha cabeça não para de pensar. Então, ela completou:

"- Como o cubo mágico que precisa pensar muito para encaixar?"

Sim! Ela tem razão, o cubo mágico obriga-nos a pensar em possibilidades. E gosto disso... Gosto de possibilidades, chances, criatividade. Imagino que deva ter alguma ligação do cubo com meu desejo de criar textos, pois desenho cubos maquinalmente desde que me lembre...

Quantas coisas não faço assim, maquinalmente, sem que eu perceba. Algumas coisas são benéficas, outras nem tanto.

Descobri que estava “banalizando” o amor, esse sentimento nobre, lindo, escasso. Bem, na verdade, não o amor em si, a maneira como utilizava verbalmente para demonstrar carinho para pessoas queridas.

Bastava despedir-me de alguém querido para dizer:

“-Tchau, te amo!”

Até que uma pessoa muito querida minha revelou-me que dizia poucas vezes que amava, pois, segundo ele, “o amor é a coisa mais linda e importante que rege o Universo”. Nessa hora senti um desconforto ao dizer amar da forma maquinal que vinha utilizando...

Não que a pessoa a quem eu dizia não merecesse ouvir a frase, mas agora penso que para dizer “eu te amo”, o coração tem que arder, bater diferente. A pessoa que me segredou isso, estava certa.

Atualmente só digo “eu te amo” para algumas seletas pessoas, outras chamo de “queridas” ou “gosto muito” de você. No mais, é um “vai com Deus”.

Por que precisamos amar o outro sim, mas sem tornar essa frase, esse sentimento tão lindo e significativo numa coisa maquinal, banal.

Já não digo “eu te amo” maquinalmente, resgatei o valor do amor. Afinal, não posso dizer que amo maquinalmente assim como desenho meus cubos, não é?

Você, leitor, o que desenha maquinalmente quando está ao telefone? E sabe utilizar bem o “eu te amo”?




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