9 de nov de 2009

SABORES DA INFÂNCIA...


Siriguela

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SABORES DA INFÂNCIA...



Siriguela, abricó, tamarindo, abiu, groselha, ingá, quase não encontro mais essas frutas, a não ser em hortifrutis especializados em frutas exóticas. Era tão fácil de se achar, em quase todas as casas vizinhas, mesmo no Rio de Janeiro era possível aproveitar as maravilhosas ofertas gratuitas da Natureza.

Quando volto aos lugares onde fui criança e não encontro mais aquelas árvores frutíferas que deram sabores especiais aos meus dias dourados, dá uma ponta de saudade e tristeza ao constatar que no espaço reservado as árvores frutíferas, as casas onde haviam tais frutos foram aumentadas ou simplesmente colocados pisos.

Certa vez perguntei a dona de uma das casas onde me deliciava dos sapotis, o motivo de ter arrancado aquela maravilhosa árvore. A resposta me deixou perplexa:

“-É que estava sujando demais o quintal, então mandei arrancar e aproveitei para colocar pedra portuguesa no quintal todo!” – Disse com orgulho do belo piso.

Lamentei internamente a ignorância da troca anti-ecológica e anti-meus-sonhos-infantis-de-sabores-doces-de-fruta-no-pé. E senti foi uma amargo na alma. Onde já se viu preferir arrancar uma árvore para não ter o trabalho de limpar o ambiente? É por isso que o mundo está a cada dia mais quente! Quanto menos árvores, menos ar e sombra fresca para nós.

Se eu soubesse que o futuro seria assim, ao invés daquela minha mania de comer sementes, eu iria era conservá-las para reflorestar o mundo. Assim como tento reflorestar com minhas sementes de ideias amorosas, com palavras abraços, letras que beijam as faces, sílabas que refrescam manhãs, versos que compõem sorrisos, poemas que fazem brotar esperanças nos dias de solidão.

Ainda bem que conservei a árvore de bons frutos dentro em mim, desta forma posso espalhar sementes a cada vez que me dispuser a sorrir e estender a mão para um cumprimento, quando abraçar e plantar no meu próximo o desejo de dias melhores, de vontades adormecidas que se frutificarão em verdades saltitantes como pipocas sapecas fazendo piruetas na panela.

É assim que preciso ver o mundo, repleto de bons pensamentos, de frutos saborosos de belas e edificantes ideias, onde sonhos sejam sementes que plantamos hoje para que deem frutos gostosos num alegre amanhã. Para que os dias sejam assim verdinhos, verdinhos de esperanças doces.

Para você, leitor querido, planto uma semente de boas conquistas em sua vida e em seus projetos!rs




Djanira Luz

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;Djanira LUZ