18 de mai de 2009

UMA CRÔNICA ROMÂNTICA PARA DANÇAR...


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UMA CRÔNICA ROMÂNTICA PARA DANÇAR...


Tem dias em que estou barulhenta, dançante, ponho música alta e faço minhas desajeitadas coreografias. Ontem foi um dia desses. Acompanhada dos amigos que insistiam em cantar alegremente para que eu dançasse descompromissada e feliz.

Quando eles começaram a cantar “É Você”, comecei a dançar mais suave, pois a melodia pedia que diminuísse o ritmo frenético das canções anteriores. Nisso, enquanto me girava vi meu filho me observando com aqueles olhinhos de filho que ama ver a mãe dançar. Ele se aproximou, agarrou-me na cintura e ficamos dançando em silêncio curtindo aquele momento bonito e prazeroso. Então, eu o peguei no colo e continuei a dança.

Os meus amigos presenciando aquela cena sentiram que havia sentimento demais no ar. Uma troca mútua de amor e de corpos. Corpos que antes já havia sido um, corpo que havia ficado aclopado ao outro por longo nove meses... E amigos especiais, aqueles que conhecem cada gesto, cada olhar nosso resolveram cantar “Carnalismo”, pois eles perceberam que o amor estava no ar, no espírito, na carne... E a dança seguiu numa osmose de corpos carregados de ternura materna e filial.

Aproveitando a delícia do momento, os amigos seguiram cantando “Mary Cristo”. Incrível como os amigos têm sensibilidade para transmitir em canções aquilo que queremos dizer, mas quando carregados de emoção não sabemos. Sim, sempre quando vemos uma mãe e um filho seu, algo transporta-nos para aquela cena de Maria embalando o seu Deus-Menino e eu com o meu menino nos braços imitava no gesto de carinho, a Maria...

Um menino de nove anos não tem o peso de um menino de dois, três ou cinco anos. Após a terceira música meus braços sentiram o peso da idade – dele e minha - percebi que ele já não tinha idade para colo, ao menos para o tempo de três músicas e eu já não tinha a mesma idade em que aguentava peso por mais tempo... Então, com carinho eu lhe disse:

- É, menino... Daqui mais um tempinho não poderei pegá-lo no colo, já está pesadinho!

Achei muito engraçadinha a resposta que obtive:

"- Mãe, então vou perder para não perder..."

- Perder para não perder!? – Quis saber.

"- É, acho que vou perder uns quilinhos para não perder o colinho..."

Uma graça, não? Magrelinha que é, não sei onde perder peso...

Ah, quem são os meus amigos? Arnaldo, Carlinho e Zé (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte)... Ué! Se tenho amigos virtuais que nunca vi, não posso ter amigos “CDais”?rsrsrs



Djanira Luz

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;Djanira LUZ