11 de mar de 2009

DROGA DE CURIOSIDADE!


Assunto polêmico e delicadado. Outros dias tentei escrever, mas desisiti. Hoje não dá mais para deixar na gaveta... Quiçá eu ajude alguém!

Andei analisando, pesquisando... Mas, sinceramente não tive um parâmetro que me levasse chegar a uma conclusão aceitável.
Será que uma hora ela entra em nossa vida, independente do grau de parentesco... Consanguíneo, afinidade ou civil?

Há explicações que dizem que geralmente são consequências de carências e traumas lá atrás na infância: Maus tratos, abandono, indiferença, complexos, etc. Então me diz... Por que em famílias cujos pais são amorosos, atenciosos, vivem para os filhos, dão lazer, educação, cultura ela também entra nessas famílias?

Sim, caro leitor, refiro-me à DROGA. Essa bandida que invade os mais variados lares, faz um estrago danado, leva a paz e rouba vidas!

Cada ano as drogas chegam mais cedo na vida dos adolescentes e mesmo das crianças.

O que deve ser afinal? Desamor, revolta, ingratidão, curiosidade? Penso que uns fazem mesmo revolta, por falta de amor. Para ter um ilusório alívio daquela dor que sufoca, para ter uma falsa fugaz alegria, para ser aceito pelo meio que convive, pelos “amigos da balada”... Outros por curiosidade. Infelizmente eles não imaginam que a dependência causada pela droga é maior do que a curiosidade. Se soubessem, talvez não entrassem nessa roubada. Para entrar nesse mundo de vícios, é o tempo de um estalar de dedos. Zás! Para sair, quase vão-se os dedos, os braços, as pernas e coração dos pais...

Quando minha família sofreu uma violência, pela primeira vez fiquei cara a cara com dependentes químicos. Eram três. Um deles estava mais agressivo. Tinha os olhos vermelhos, como se tivesse tido um derrame de vistas, sabe como é? Suava excessivamente, falava palavras desconexas, numa visível perturbação mental. De tudo, o que mais chamou minha atenção foi aquele olhar de ódio. Nunca vira antes um olhar semelhante. Olhar frio que gela até nossa alma.

Apesar de tudo que passei ao lado da minha família, tive compaixão daqueles jovens. Não faço apologia ao crime, à violência. Não mesmo! Eu repudio. Só que vi que eles não tinham nada. Nada que impedisse de nos matar. Eram desprovidos de amor, de cultura, de fé. Eram bichos, meu Deus. Ali eles eram irracionais. Desconheciam o lado Luz da vida.

As drogas arrastam para as trevas e se não houver alguém que se mova a resgatar tais vidas, elas serão brevíssimas. Se é que se pode chamar de “vida” alguém que se mata a cada uso de entorpecentes...

Por mais campanha esclarecedora que se faça; crianças, adolescentes e jovens ainda entram nesse mundo muitas vezes sem volta...

Tenho minha opinião pessoal. Uns podem concordar com minha linha de pensamentos, outros protestar. Não faz mal... A intenção é fazer uma conscientização para que cada vez menos jovens tenham curiosidades e motivos para procurar consolo nas drogas. O meu pensamento é que esses meninos e jovens precisam seguir uma religião. Além do poder de raciocínio que nos diferencia dos animais é ter fé, ter uma religião também nos torna mais humanos. Sem ter fé, o homem vira bicho. Bicho essa capaz de cometer os mais hediondos dos crimes.

A fé molda caráter. Eu pratico minha religião. Posso até vir a cometer erros. Graves ou não. Mas, vou pensar uma, duas, três vezes antes de cometê-los. Isso se minha consciência não me impedir... O que acho mais provável.

E como canta Gilberto Gil, faço da letra dessa canção, minha bandeira:

“(***)Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá...”

Pois, ruim a vida com fé, pior sem ela...

Sempre que você puder, envie palavras esclarecedoras sobre uso de entorpecentes. Seja qual for a denominação religiosa a que pertença, propague o amor, a fé. Seja feliz por desviar alguém das drogas. Sinta-se bem por resgatar vidas roubadas para o vício... Você é capaz! Eu também sou...

Djanira Luz

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;Djanira LUZ