7 de jan. de 2019

A ESPERANÇA ME ABANDONOU... 

Tudo ficou vazio. Sem brilho e cor. Na expressão do rosto refletida toda dor e uma desilusão infinita. Nada mais me importava. O perfume das flores se tornara indiferente, e o alimento preferido ficara insípido. Havia escolhas a serem feitas, e disposição alguma para qualquer uma delas. Já nem sabia qual caminho seguir. Era como se o nada do princípio de tudo, do antes da Criação de Deus, me tivesse coberto com seu manto de ausências dos sentires, das vontades e dos ânimos. A boca desconhecia o sorriso. O coração, o entusiasmo. Quando a esperança me abandonou, a mente estacionou exausta e confusa sem saber como reagir. Era como se braços e pernas estivessem acorrentados a toneladas de peso, e de tanta apatia, que aos poucos fui achando confortável a condição em que me encontrava. Esse é estágio perigoso! O da desistência da luta, e da conformidade com o que é nocivo. De repente me vi afundando em profundo desgosto, e quase já não conseguia respirar. Foi aí que tive por ímpeto uma reação, e gritei acende a luz. Acordei de um pulo! Dei cabo ao tétrico pesadelo. Depois dos exageros da Ceia de Natal é comum esses assombros noturnos...
Djanira Luz

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;Djanira LUZ

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