17 de jan. de 2019

NÃO SABE DE MIM...



As minhas lágrimas eu mesma seco. E o meu sorriso arranco bem fundo do íntimo, onde a esperança escondida, persiste não morrer. Quem me olha não sabe de mim...

16 de jan. de 2019

O MUNDO ALTERNATIVO DOS CRIADORES...

Bem antes de toda esta modernidade que temos vivido, das novas descobertas e invenções, do avanço intelectual e tecnológico, eu me via com ideias a mil sobre essa realidade alternativa. Isso se deu quando ouvi pela primeira vez o tema de abertura do Sítio do Pica-pau Amarelo: (...) voo sideral da mata, universo paralelo... - . Naqueles dias sequer imaginava de que se tratava essa realidade, e foi daí que comecei a observar, a investigar, a perguntar, e a deixar minha mãe de orelhas quentes, e sem respostas sobre o assunto. E assim me vi imaginando, se paralelas eram duas retas que seguiam na mesma direção, então podia mesmo ser que existisse uma realidade ao meu redor. ainda que eu não a enxergasse com olhos físicos. Esse pensamento foi um tanto assustador para aquela época, hoje este tema já é explorado até nos filmes de ficção. Na verdade, penso, toda criança cria seu universo paralelo da imaginação. Enfim, todos nós que escrevemos, inventamos um universo novo de histórias, poemas e tantas ideias. O próprio Sítio do Pica-pau Amarelo, tinha inserido em si, um mundo de fantasia imaginado pelo seu criador, Monteiro Lobato, a quem agradeço muito por sua rica mente criativa!

NÃO HÁ POESIA NEM MELHORES DIAS...


Longe se vai o tempo em que ela reinava. Em cada canto. Nas vias e esquinas.  Em todo lar, e além mar. Hoje já nem sei por onde anda, ou se ainda existe. Muito se fala, pouco se nota. Em secreto questiono, há quem a viva em plenitude? Foi a luta de muitos, e sonho de tantos outros. E continua sendo desejada. Quantos se perderam em sua causa! Sem ela nos tiram o direito de escolha, e o de ir e de vir. E temo, não a tendo, silenciarem a voz das palavras, e paralisarem os toques dos dedos nos teclados, e nas lousas, e nas areias da praia, até mesmo no embaçado dos espelhos. Sobe-me uma coragem, e grito, quebrando o silêncio que o medo me calara: Onde andas, ó liberdade?. Anseio por janelas e portas abertas a qualquer hora do dia sem o susto de ter a casa invadida, ou na rua ser o alvo certo de alguma bala que me ache e me acerte em cheio. Vivo perdida e atônita nessa prisão social. Ando farta dessa jaula que me vejo obrigada a viver. Além das grades da casa, além da fortaleza dos muros, muito mais assustador é a ausência da liberdade para pensar, para escolhas, para ser o que sou, e para aquilo que escolhi viver. Onde andas, ó liberdade? Vinde a mim! Sem ti não há rimas nem melhores dias...

PUXÕES DE CABELO!


Perto da primeira escola onde estudei havia o velhinho do doce. Uma banquinha com os mais variados doces do meu tempo de menina: Banda, Gamadinho, pirulito Zorro, Plets, Pilantra* (*era tipo uma paçoquinha, só que de chocolate meio amargo, uma delícia), entre outras gostosuras. Acontece que esses doces foram causa de desentendimento entre mim e minha irmã. Bem, na verdade, era apenas eu que fazia a confusão. Quando minha irmã Silvia Maria não tinha alguns centavos para um doce, eu puxava seus lindos e negros cabelos longos. Era um ritual constante eu agarrada ao seu belo e caprichado rabo de cavalo. E mesmo quando ela comprava doces, dessa vez eu puxava seus cabelos por querer todos! Deus, pobre da minha irmã que sofreu com as minhas pirraças turronas! De certo que as histórias de Sansão e Dalila levaram-me a crer que a força das pessoas provinha dos cabelos. E não é que parece haver um pouco de verdade na minha pueril conjectura! Eu quase paralisava a coitada da minha irmã, mesmo sendo quatro anos mais nova que ela... O sofrimento da minha irmã chegou ao fim quando meu pai certo dia me chamou e disse:

- Djinha, um passarinho me falou que você anda puxando os cabelos da sua irmã. Não faça mais isso.

Meu pai a vida toda foi um homem de pulso firme e de mãos pesadas. Apesar da sua falta de paciência, naquele dia ele falou manso comigo. Sei que surtiu efeito instantâneo, pois nunca mais puxei os cabelos de Sílvia, e morria de medo quando via algum passarinho x-nove, fofoqueiro duma figa, perto da escola! Daquele dia em diante comecei a passar pela banca do velhinho como se tivesse usando um tapa olho. Feito um cavalo, eu nem olhava mais para os lados. Olhos para frente sem chances de cobiçar um docinho sequer! Final feliz para minha irmã e nada doce para mim...

15 de jan. de 2019

DEFESA LITERÁRIA

Minha arma é a caneta, não a baioneta. Fomento a paz, não a luta. Minha insígnia é a inteligência, não a força bruta.

SEREMOS O QUE QUEREMOS!

"Um dia serei crocodilo!" - Sonhava o pequeno lagarto sobre a viga de cimento. Não propriamente metamorfosear-se em outro ser, o desejo do lagarto era o de ganhar o mundo, de realizar grandes feitos! Como ele, somos todos nós. Nascemos pequenos, limitados, porém, com as experiências adquiridas e pelos sonhos que alimentamos em nossos dias, poderemos ser aquilo que desejamos. Não há limite ou barreiras que não se possa transpor enquanto a força de vencer for a mola propulsora que nos impulsiona à conquista esperada. E assim, com esse pensamento e disposição poderemos alcançar vitórias possíveis! Eu serei um crocodilo! E você? Muita força, saúde, coragem e sorrisos em suas horas!

UMA BRECHA DE OPORTUNIDADE!



Há quatro anos quando escrevi esta crônica, a muda era uma coisinha de nada, quase sem chance de vida longa. Para minha surpresa e alegria, este ano descobri ser uma amoreira. E está carregadinha de frutos! Ela fez jus ao meu texto...








UMA BRECHA DE OPORTUNIDADE! 


Tem gente que é assim, não desiste fácil dos seus sonhos. Dos seus focos. Das pessoas que ama. Da sua fé. Daquilo em que acredita! Gente que mesmo sabendo das dificuldades a serem enfrentadas, das possíveis dores que deverão surgir ou dos perigos iminentes ao longo do caminho, continua seguindo em frente em busca de uma chance, da vitória, da felicidade, do amor verdadeiro. Tem gente que só precisa de uma pequena oportunidade para aparecer e mostrar o seu talento. Para provar a sua capacidade. Para demonstrar o seu amor. Para testemunhar a sua fé. Gente como a planta que aproveitou uma minúscula rachadura na rocha e se esforçou ao máximo para romper barreiras, para se desenvolver forte, crescer firme e aparecer bela causando admiração em todos pela coragem de viver, independente das poucas expectativas que tinham quando ela era um fiozinho verde de nada. A determinação faz isso. Leva os que têm objetivos às alturas! Rompem medos, inseguranças, incompreensões, incompatibilidades, porque têm em mente o êxito. E aquela brecha que surge, embora pequenina, para gente que sabe o que quer é bem mais que uma simples fenda. É, na verdade, uma grande oportunidade para crescer, desenvolver e aparecer para tudo o que espera alcançar. Porque uma oportunidade é tudo para quem quer vencer!

14 de jan. de 2019

ENTRE A FÉ E O DESESPERO



Há um fio tênue entre a fé e o desespero. Uma opção. Uma escolha os separa apenas. Entregar-se ao desespero é mais fácil. Não necessita esforço. O desânimo faz todo o serviço. Desânimo imperando, desespero instalado. Já para a fé é preciso força. Requer decisão. Vontade. Coragem! Estar entre a fé e o desespero é caminhar em corda bamba ou estar em cima do muro. Um pé em falso – tomba-se aos pés do desespero -. Um sopro de esperança - aviva e se aconchega no colo da fé -!

Entre fé e desespero é estar entre o céu e o inferno. O desespero desacredita em tudo e em todos. Rouba esperanças de amanhãs melhores e tira qualquer vestígio de entusiasmo dos olhos e da alma. Impede o deslumbre das vitórias. Desespero torna tudo feio e sem vida. Somente sofrimento e fundo do poço, e caminho sem saída é percebido. A fé, não! A fé põe sorrisos até mesmo nas horas de dor porque faz enxergar lá distante, além do céu onde tem as respostas e soluções! A fé melhora tudo e todo mal sucumbi diante dela, pois não há força mais poderosa capaz de mudar ideias e atitudes em acreditar que tudo pode ser superado!

Sem fé tudo é vulnerável a cair em tentação e a seguir em direção duvidosa e de risco, capaz de destruir sonhos felizes, até a própria vida. Desespero é morte. Fé, ressurreição. Eu optei pela fé! E embora dê meus tropeços, ela nunca me deixa cair de fato. 


DETOX DA ALMA


Hoje tirei um tempo para fazer uma faxina em mim. Varri as preocupações para debaixo da fé. Limpei as mágoas espanando o perdão empoeirado. Arrumei as ideias tortas da dúvida com o equilíbrio da razão. Tirei dos olhos farpas do desânimo com gotas de entusiasmo. Descartei medos supérfluos com a força da coragem. Perfumei de paz a alma com humildes orações. Lustrei o sorriso com o brilho da esperança. Por fim, fiquei completa de amor com a mente renovada. Agora estou assim, de alma limpa e vida lavada! (Djanira Luz)

POR DIAS MELHORES!


Preciso comer sonhos, pois de pesadelos já estou cheia!
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