30 de mai. de 2010

O QUE NOS RESERVAM NOVOS DIAS...



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O QUE NOS RESERVAM NOVOS DIAS...

Mais um início de semana. Outro finzinho de domingo. E eu aqui torcendo para que esses novos dias sejam melhores do que os passados.

A vida toda escolhi ser assim. Esperar pelo melhor. Seja por algo material ou pessoal. Um objeto superior ao que possuía. Atitudes mais dignas de mim e de pessoas do meu convívio. Uma boa resposta. Um telefonema especial. Aguardo sempre pelo sucesso das minhas investidas. Caso não me aconteça ou consiga o desejado, não me causa frustração ou desânimo. Não! Aí é que a vontade de conquistar, de vencer aumenta!

Todo dia rezo para que meus filhos, meu marido, pais, irmãos, sogros, amigos, em suma, todos que me são queridos estejam saudáveis e felizes. Torço para ter boas e belas ideias. Desejo a cada momento grandes sonhos e a alegria de realizá-los. E se eu fosse de jogar, cruzaria os dedos para acertar os números da sena acreditando na conquista do prêmio. E assim, além de tantos outros desejos, vou levando a vida deste meu jeito esperando o melhor por vir.

Entre viver preocupada pela incerteza do dia seguinte, prefiro pensar positivamente. Se a sorte não bater minha porta amanhã realizando o esperado, certamente em outro amanhecer terei boas respostas e conquistas! O segredo é não desanimar nunca. É como aquela mensagem da Sagrada Escritura - "
Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos. Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão-de abrir..." (S. Mateus 7,7-12). Se não vier por merecimento seu, virá pela sua perseverança ou insistência. É por aí!

Por que conservar o pensamento assim? Porque opto pela alegria em pequeninas doses, diariamente. Isso! O Poetinha e Baden Powell sabiam bem dessas coisas de felicidade assim como eu penso. Finalizo aqui, então, com um belo trecho de uma canção otimista de bem viver a vida desses dois maravilhosos compositores.

“É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe. É assim como a Luz no coração...! (Samba da Bênção – Vinícius de Moraes e Baden Powell)

Opte também por ser feliz, nem que seja um pouco a cada amanhecer!rs

Djanira Luz

21 de mai. de 2010

DEIXE SAíREM AS IDEIAS!



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DEIXE SAíREM AS IDEIAS!


A mulher acordou com o barulho:

- Deixe-nos sair! – Gritavam as ideias.

- Não posso, não posso. – Ela respondia hesitante.

- Não vê que estamos amontoadas uma nas outras como pessoas dentro do metrô superlotado em São Paulo? – As ideias espremidas protestavam.

- Sinto muito, mas não vai dar... - A mulher timidamente lamentava.

- Por favor, deposita-nos em algum papel ou em editor de textos no seu computador. Transforma-nos em palavras! – Sugeriram as ideias.

- Ando tão atarefada, não posso. – Insegura de suas respostas, a mulher disse.

- Para o que se ama encontra-se tempo! Nada de desculpas. Deixa-nos sair! – As ideias não queriam saber de engodo.

A mulher pensou por alguns instantes percebendo que as ideias fervilhavam-lhe a mente. Sim, era o momento de interromper seu silêncio. Precisava descarregar todos os sentimentos presos nas ideias, acumulados no tempo em que se fechou para o mundo das palavras.

As ideias empolgadas quiseram sair todas de uma só vez. Cada qual querendo virar palavra:

- Primeiro eu! Primeiro eu! - Disse uma.

- Aiiii, não me empurra! Nada disso que nasci primeiro e estou esperando mais de uma semana para sair! - Uma outra reclamou a vez.

- Dá licença que você pode ter sido a primeira, mas eu sou a melhor ideia dela! - Gabou-se ainda mais outra.

A mulher ria e bronqueava:

- Parem já todas vocês! Ordem nos meus pensamentos ou vão todas as ideias cair no esquecimento.

Calmaria feita, a mulher foi pouco a pouco pondo no papel as ideias. Depois transferiria para o computador. Tão logo que tivesse tempo. Prometera para as ideias nunca mais deixar de escrevê-las.

As ideias satisfeitas, multiplicam-se a todo tempo!








13 de mai. de 2010

CORRENTES PARTIDAS?



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CORRENTES PARTIDAS?



Foram realmente partidas as correntes que aprisionavam os negros? Valeu a coragem da Princesa em promulgar a Lei Áurea? Os negros, afro descendentes são de fato livres?

O que é liberdade? Direito de ir e vir.? Poder fazer ou dizer o que se quer? Estar onde e com quem se quer? É o afro descendente ter todos e mesmos direitos que o caucasiano possui?

Não. Não é o que vejo na realidade dos olhares e intenções. Há muita corrente aprisionando o negro, infelizmente. Da boca para fora a liberdade é um sonho lindo alcançado com abolição da escravatura. Dentro de muita mente, porém, o branco mantém acorrentado ideias preconceituosas e ultrapassadas.

Um negro na rua é só mais um afro descendente. Um anônimo invisível como qualquer branco pobre. Um negro afortunado ou famoso não tem cor! Já ouvi muitos dizendo:
“- Ele nem é tão escuro assim”. Incrível como dinheiro e status alteram cores nos olhos dos preconceituosos!

Você libertou a raça negra de preconceitos? Despiu-se dos seus? Aceitaria com naturalidade se um filho ou filha casasse com alguém da raça negra? Entre dois candidatos a vaga de emprego onde a competência de ambos fosse a mesma, concederia a vaga para qual deles?

Desprezo qualquer tipo de preconceito. Mas, o da cor onde fez do negro escravo, é vergonhoso. Para mim, liberdade racial é fato. Foi ontem, é hoje e sempre será.

Obrigada, princesa Isabel Cristina pela sua coragem e ousadia heróica!



Djanira Luz

11 de mai. de 2010

ALMA APAIXONADA!


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ALMA APAIXONADA!


Se for para falar de amor
Abro-me em versos
Visto de riso os lábios
Canta de alegria a voz!

E se vier uma lembrança tua
Agitam-se os olhos cintilantes
Orquestra saudade no coração
Voa a mente ao teu encontro...

Caso vislumbre a despedida
Suspiros fundo dentro do peito
Lágrimas a correr pela face
Será pesadelo, despertarei!

Então, no corpo aquecido
Eu te verei tão presente
O gosto, o cheiro, o toque
Todo amor marcado em nós...



Djanira Luz

7 de mai. de 2010

MÃE NUNCA SAI DE MODA!


Mamãe e eu


MÃE NUNCA SAI DE MODA!


É fato. Toda mulher quando se torna mãe garante que não criará seu filho do mesmo jeito que seus antiquados pais criaram os deles.

E dizem a bocas largas:

- Eu vou falar sobre sexo numa boa, serei amiga dos meus filhos!

- Serei liberal! Deixarei irem a festas sem hora para voltar!

- Não rotularei amizades, as escolhas serão deles!

Acontece que essas falas não duram mais do que os primeiros anos de vida da criança. Conforme elas forem crescendo é que a mãe moderna, a mãe liberal vai amadurecendo e assimilando a real responsabilidade de criar um filho. É chegada a hora de valorizar a própria mãe. Aquela mãe ultrapassada, de mentalidade retrógrada. E quando a mãe moderna menos perceber estará agindo do mesmo jeito como foi criada.

À medida que o tempo for passando, a mãe irá entender que o que era visto como controle, na verdade era zelo, carinho, proteção. Que o autoritarismo e aquele jeito careta, era amor de mãe.

Entre a criação de ontem e a mentalidade de hoje em relação a ser mãe, pouco mudou. O carinho é o mesmo. A proteção, idem. Os cuidados para que tudo corra bem permanecem.

Ser mãe zelosa, protetora, nunca sai de moda!




Para todas as mães, de todas as épocas, de todos os estilos e pensamentos, desejo um Feliz Dia das Mães com brindes de Alegria ao lado dos filhos amados!rs



Djanira Luz

VEJO LIVROS COMO AMIGOS COMPANHEIROS!




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VEJO LIVROS COMO AMIGOS COMPANHEIROS!


Andei um tempo absorta. Analítica. Poucas palavras faladas, muitas escritas. Fase que chamo de transição e crescimento. Enquanto escrevia um texto, interrompi por alguns minutos e olhei para os livros dispostos sobre a mesa. Parecia que ouvia-os confabulando entre si:

- O que aconteceu com ela, por que não nos visita mais, nem nos acarinha com suas mãos calorosas? – Quis saber “Oração aos moços” de Ruy Barbosa.

- Anda tão distante, pálida e fria! – Brincou “ Os Sete” de André Vianco.

- Será que já sabe tudo, adquiriu todo conhecimento e não precisa mais de nós!? – Preocupou-se Houaiss, o dicionário.

- Calma, amigos! Ela deve estar passando por momentos delicados, ponderou suavemente “O poder da Gentileza” de Rosana Braga.

- Se for mal físico, posso indicar-lhe um santo remédio! Afirmou “Guia de Medicina Homeopática”, de Nilo Cairo.

No canto do armário, longe dos outros livros, porém atento as suas inquietações, o Livro dos livros, a Bíblia que nada dizia, abriu-se em sabedoria e explicou:

- Amados, por acaso não sabeis que há tempo para tudo debaixo do Sol? Acaso esqueceis das minhas leituras? Ouvi o que trago em Eclesiastes:

“- Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. (...)tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar...”

E, continuando placidamente, a Sagrada Escritura concluiu:

- Precisamos do silêncio, assim descobrimos seu valor e aprendemos ouvir o outro. Precisamos da fala para confortar um amigo que necessita de consolo. Precisamos de cada tempo para cada ocasião que se faz necessário em nosso interior. Ela está no tempo de calar. É onde mais se aprende, caros amigos. Em breve estará repleta de riquezas para partilhar. Logo, logo voltará para perto de vocês!

Ouvindo as sábias considerações da Bílbia, os livros pareceram aliviados e felizes. Interrompi meu texto. Achei melhor esclarecer minha introspecção. Aproximei-me dos livros. Toquei-os um a um. Havia boa energia neles. Podia sentir ao simples toque em suas páginas. Sim! Estavam felizes. Estávamos todos. Minha riqueza vinha deles. Saberes recebidos com prazer. Nem me importei de parecer louca ou ridícula e lhes confessei:

- Livros queridos! Não os abandonei. Estou no tempo de querer esvaziar. Por isso tenho escrito mais do que lido. E não sei tudo! Nem desejo saber. Quero ter sempre a sede de aprender algo diferente. Quero provar de sentimentos novos. Estou em fase transformação. Estou cheia de emoções! Se não escrevo, vazam pelos olhos. E chega do tempo das lágrimas. Quero viver feliz. Sorrir com o corpo inteiro manifestado em gestos, dança, abraços!

Ao terminar de falar, ouvi um livro dizer para mim com se tocasse minha alma:

- Eu vejo você.

Sorri entendendo. Ele queria dizer que me via além da aparência. Como no filme “Avatar”, o livro “Grandes Esperanças”, de Charles Dickens podia me ver o interior.

Por algum momento estranhei um livro antigo saber temas modernos. Só depois assimilei que livros não envelhecem! Eles se renovam em sabedoria e conhecimento a cada vez que um leitor o tem em mãos.

Quando o leitor abre um livro, leva o seu presente para dentro e traz o passado dele para fora. É como se tomássemos um chá ou um chop com o autor. Atualizamos ideias, trocamos experiências de vida. Enriquecemos!

Feliz com aquela conversa literária, prometi aos livros que os abraçaria com maior frequência e que e leria mais o interior dos meus amigos...rs

“I SEE YOU!”







Djanira Luz

6 de mai. de 2010

VIDA DESCOLORIDA...


Ladjane - Óleo sobre tela - 1979


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VIDA DESCOLORIDA...(FOTOpoema)

Descoloriu a tela
e a vida perdeu o brilho
Pinta-la-ei de cores bela
reacender a luz e a alegria!




5 de mai. de 2010

SONHOS DE BRASÍLIA!


Imagem do meu arquivo pessoal.



Meu filho desde os quatro anos, vive dizendo que será Presidente do Brasil. Depois que deu um jeito de descobrir seu nome numa nota de cinquenta reais, ficou mais convicto gabando-se:

- Viu, mãe! Meu nome já está até impresso nas notas! – Diz com a cara mais malandrinha possível que um menino de dez anos pode ter. Imaginem! Só sei afirmar que dobrando uma cédula, seja de qualquer valor, aparece mesmo escrito Aldo Bra. O nome dele é Aldo Brane.

Acredito que muito do que se é seja resultado, seja fruto dos sonhos e brincadeiras infantis. Então, em comemoração ao aniversário de Brasília, viajei no tempo da imaginação do meu pequeno "presidente" e criei o texto abaixo.

SONHOS DE BRASÍLIA!

Já aos oito anos de idade o menino era articulado, desembaraçado, simpático. Sempre com um sorriso e um bom dia nos lábios saía cumprimentando a vizinhança. De aparência esguia com aquele ar bonachão, gostava de ajudar quem precisasse de atenção ou maiores cuidados.

Subia nos bancos das praças e falava em fazer melhorias colocando escorregos, gangorras, balanços novos e todas outras coisas que meninos adoram ter para diversão. A mãe ria. O pai orgulhava-se. Os amigos admiravam a fala, a intrepidez, a originalidade de decisões.

E o menino dizia:

- Construirei uma cidade diferente de tudo o que já se viu até hoje!

Por mais de uma vez falou nessa cidade imaginária onde em seus devaneios ela era tão real quanto o ar que respirava. E nisso o mineirinho cria com todas as forças que seu pulmãozinho conseguia encher-se para gritar aos quatro cantos seus anseios.

Quando escurecia e a hora determinava a volta para casa, o menino mostrava sinais de cansaço de tantas alegres brincadeiras na praça com os amigos. A mãe tomava-o em seus braços acalentando-o num afetuoso abraço:

- Sonhe Juscelino... Sonhe meu pequeno JK que amanhã seus sonhos serão histórias.

No mesmo momento, na cidade da Maravilhosa, um menino baixotinho de apenas três anos de idade ensaiava uns rabiscos. Dizia que era arte! Que seria como o pai, um grande arquiteto e que seria reconhecido pelo mundo inteiro. Vários papeis jogados ao chão do quarto. Uns amassados, outros não. Muitos projetos arquitetados na cabecinha criativa.

Sobre a escrivaninha havia um desenho em destaque que lembrava uma bola partida, sendo que uma metade estava na forma côncava e a outra na convexa. No meio delas, uma grande letra agá. A mãe estranhou o desenho. Curiosa, perguntou ao filho o que representava aquilo.

- Um grande projeto para uma grande cidade, mamãe! – Respondeu o menino entusiasmado.

Aproximando-se da cama onde o menino já estava pronto para dormir, a mãe afagou-lhe os cabelos dizendo:

- Dorme meu anjinho, um dia seus projetos erguerão futuros!

No final da folha com o desenho do agá, entre as metades da bola, podia-se ler a assinatura infantil com o nome Oscar.

O que os dois meninos não sonhavam é que ambos realizariam seus sonhos no ano de 1956 quando JK tornar-se-ia presidente do Brasil cujo projeto dos edifícios de Brasília, a cidade dos sonhos daquele mineirinho de Diamantina seria feito pelo grande arquiteto Oscar Niemeyer.

Sonhos realizados!




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Djanira Luz

3 de mai. de 2010

BEBO GOLES DE AMOR NO CAFÉ DA MANHÃ...


Imagem do meu arquivo pessoal

BEBO GOLES DE AMOR NO CAFÉ DA MANHÃ...



Bebo goles de amor enquanto saboreio minha xícara de café com leite quente. Presente de amor dos filhos adocicados que a vida me deu. Leio os dizeres na xícara - Mamãe, eu te amo - e absorvo cada intenção nas palavras com olhos marejados de emoção. Por dentro, em meu coração, sentimentos fortes e aquecidos como o café que degusto. É suave ser mãe.

O objeto ofertado é singelo. Mas, só eu sei o valor que possui. Preço nenhum cobre. Loja nenhuma vende. Amor não se vende por aí. Se disserem o contrário, pode saber que não é. Amor pago é luxúria.

Ser mãe vai além da alegria estampada na face e no sorriso de felicidade quando o filho salta do ventre para os braços. Maternidade é tarefa diária, complexa, responsável. Não! Ser mãe não é fácil. Requer abdicação, resignação, doses generosas de carinho e exercícios diários da paciência, além de outros atributos que a mulher adquire e descobre quando se torna mãe.

Depois dos filhos, mãe sofre ou sorri por dois ou três ou quatro ou depende do número de filhos que se tenha. Mãe afaga os cabelos, beija e aperta as bochechas, dá colo e briga. Sim! Mãe briga, sim. Mãe que ama zanga, levanta e engrossa a voz. Mãe briga com o filho pelo filho! Briga para um filho não ir para criminalidade ou não ser dominado pelos vícios do álcool e das drogas. Briga para que não se perca no mundo de prazeres promíscuos.

Amor materno é imensurável, singular e incompreensível. Aliás, a maternidade é uma eterna incompreensão! Logo que a criança nasce até que aprenda a falar, a mãe padece por não entender o que seu filho quer. Se é fome, sede, dor ou apenas aconchego de um colo. É aí que entram os talentos da paciência, da observância, da compreensão, da dedução. Nessa hora a verdadeira mãe aflora, desabrocha e vai colhendo frutos desse amor chamado dedicação.

E, quando o filho já crescido, onde a juventude o deixa mergulhado em silêncio inquietante, a mãe sente-se perdida, impotente por outra vez não compreender o que se passa em sua cabeça na idade da rebeldia. Todavia, já então experiente, atenta aos sinais do filho, a mãe usa da melhor fórmula capaz de resolver os mais difíceis e complicados problemas. Utiliza-se da linguagem do amor quebrando silêncios, rompendo barreiras, dissipando diferenças. Deste feito consegue ter em seu colo o filho crescido que para ela, por toda a vida, será o seu menino.

Enquanto mãe, procuro usar a linguagem do amor. Não abrindo mão do pulso firme quando preciso. Nem de brigar por eles, se necessário. Mesmo que meus filhos achem que exagero em mimos, que os cerco de cuidados, em seus gestos e olhares para mim, sei que bem lá no fundo do coração, secretamente eles sussurram: “Ela é enjoadinha, chatinha, mas transborda de amor por mim”. Porém, não sabem que, na verdade, sou eu quem me sinto tão amada por eles!

Sim. Ser mãe não é fácil! No entanto, é imensamente compensador...rs







Djanira Luz

29 de abr. de 2010

A PONTE DOS MENINOS PELADOS!



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A PONTE DOS MENINOS PELADOS!
(Da série - Ai, Que SAUDADE...)


Remexendo no baú dos meus tesouros antigos, veio a lembrança de quando levava minha irmã caçula para a escola. Cada novo dia, um acontecimento. Íamos desenhando nossas histórias.

Mamãe diariamente recomendava não cortamos caminho passando pelo beco próximo a nossa casa. No terreno havia muito mato e apenas uma trilha estreita para seguir. Aquele trajeto nos levaria rapidamente para a escola. Mas, mamãe e papai diziam que era perigoso, podia ter alguém escondido por lá ou cachorro bravo que nos fariam mal.

Acontece que criança adora umas proibições! Ter cuidado era sinônimo de diversão. Minha irmã com sete anos e eu com dez. Bastava ouvirmos a palavra PERIGO para viajarmos com a mente criativa infantil. Imaginávamos mil aventuras. Adrenalina pura fazia-nos sair do bom conselho e seguíamos por um mundo repleto do desconhecido. Era demais!

Coisa mais tola é cabeça de criança, cabeça de filho! Pensam que são mais espertos do que os pais e adultos. Achando-me malandrinha demais naquela idade, persuasiva que só eu, convenci minha irmã a irmos pelo caminho curto. Prometi-lhe muitas surpresas, diversão e algumas balinhas para chegarmos mais rápido na escola. Doce era garantia de sucesso com as minhas investidas. Criança nenhuma resiste!

E fomos nós pelo vale proibido. De um lado da trilha, apenas mato alto. Do outro, algumas casas simples. De mãos dadas íamos nós. Duas meninas seduzidas pela tentação da desobediência. Espertas! Acreditávamos nisso e seguíamos em frente. Nada de mal nos aconteceria. Os pais são muitos exagerados em cuidados desnecessários, pensávamos. E ríamos com risadas que se sabe quando transgredidas ordens. Mas, isso é que era bom! Éramos corajosas! Por ser mais velha sentia-me uma verdadeira raposa. Arisca e astuta.
Apesar da nossa idade, éramos muito ingênuas. Não tínhamos a maturidade nem malícia das meninas de hoje com a mesma idade. Nossa teimosia não era por rebeldia e sim por ignorarmos o verdadeiro risco evidente.

No meio do caminho havia uma pequena ponte de madeira antiga. Antes de atravessarmos ouvimos vozes de menino. O menor gritou meio apavorado:

- OLHA! ESTÃO VINDO GAROTAS!!! - E correram para dentro da casa. Pelo tamanho, um parecia ter a mesma idade minha e, o outro, mais ou menos a da minha irmã.

Eles estavam nus. Tomavam banho de mangueira. Eu curiosa, fui olhar na direção deles. Só que não prestei atenção na ponte e cai! A mãe dos meninos veio em meu socorro. Saldo negativo de joelho ralado e a cara vermelha de vergonha. Minha irmã ria. Na minha cabeça nenhuma aventura brilhante e divertida. O que me ocorreu foi a história da Chapeuzinho Vermelho onde a mamãe dela lhe dizia para não ir pelo bosque e sim pela estrada. Teimosa feito eu, acabou de cara com o Lobo Mau.

Sem aventuras e sem bala, voltei para casa sozinha cheia de medo. Corajosa? Raposa? Eu me assemelhava mais a frágil vovozinha dentro da barriga do Lobo. Depois daquele dia evitei o caminho curto. Pelo longo encontrava mais pessoas, mais lojas e muitas possibilidades de inventar histórias. Quando busquei minha irmã, conversei sobre o ocorrido e que havíamos nos livrado de grande perigo. Já imaginaram se fossem dois adultos nus ou dois Lobos Maus?

Durante minhas caminhadas fui descobrindo que seguir pelos caminhos longos possibilita a criatividade, a tolerância, a observância, o exercício da paciência e da resposta sensata. Quantas vezes cortamos caminhos do pensamento e agimos com rapidez da língua ferindo o outro como um Lobo Mal. Não. Prefiro caminhos longos. Neles a chance de me tornar melhor a cada passo. Passo a passo, sem pressa de errar. Absorvendo cada paisagem e aprendendo com tudo que for me oferecido...

Minha mãe sim, hoje sei, é muito mais esperta do que eu!rs



Djanira Luz
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