26 de mar. de 2010

VALORES PARA O MUNDO E PARA A VIDA!



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VALORES PARA O MUNDO E PARA A VIDA!


Enquanto aguardava ser atendida no consultório, observei uma cena cujo aprendizado, por sugestão, tento passar a diante.

Ao meu lado um senhor no alto dos seus sessenta e tantos anos. Sério. Compenetrado. Boa aparência. Trajava-se com elegância e bom gosto. Lia O Barão nas árvores. Título original do português Ítalo Calvino é “O Barão Trepador”. E eu lia A Seta de Verena do amigo e autor Perce Polegatto. Um ótimo livro que ganhei de presente!

Na cadeira transversal de onde estávamos, um menino com seu brinquedo e sua mãe também aguardavam atendimento. Pouco tempo depois chegou outro menino com seu pai. Tanto o que já se encontrava no recinto quanto o que chegou pareciam ter por volta de dez a onze anos. Não mais que isso.

O menino mal havia chegado na clínica e apresentava sinais de agitação. Correu os olhos, talvez a procura de um lugar para sentar. Foi quando avistou o outro menino e gritou entusiasmado:

- Nicolas!

O Nicolas olhou para a mãe que sorriu consentindo que ele fosse até o amigo.

- Oi, Yuri! Veio fazer exames também?

- É! Torci a perna no futebol ontem.

O Yuri olhou para o brinquedo do Nicolas, voltou para perto do pai. Abriu a mochila, pegou algo eletrônico do filme Jornada nas Estrelas. Vi que era o mesmo que o Nicolas segurava.

Yuri olhando para o brinquedo, disse para Nicolas:

- Olha, o meu custou trezentos reais!

Surpreendi-me porque ele exibia com superior orgulho não o brinquedo e sim o preço do objeto. Nicolas sem mudar as feições, falou:

- A minha foi cinquenta.

Nicolas não parecia importar-se com o preço do brinquedo. Demonstrava era satisfação com o que tinha.

O senhor ao meu lado, finalmente, puxou conversa comigo dizendo:

- Repare, minha cara, a diferença de valores entre os dois meninos. Um, transbordando em orgulho pelo preço do brinquedo. Outro, exalando simplicidade.

Concordei e acrescentando:

- Está certo, senhor. Yuri aprendeu com os pais, valores para o mundo. Nicolas, os valores para a vida. E sorri. Notando interrogações no olhar do senhor, completei:

- O menino que se exaltou pelo preço do brinquedo está pronto para o MUNDO. Saberá viver de acordo com as regras por ele impostas. Mas, se algum dia ficar sem finanças, poderá sofrer por não ter aprendido verdadeiramente a diferença entre preço e valor. Agora o menino que vê o brinquedo acima da importância gasta para sua aquisição, este está preparado para a VIDA. Poderá enfrentar quaisquer obstáculos. Tendo muita ou pouca quantia, estará pronto para suportar dificuldades vindouras e vencê-las.

O senhor fitou-me por alguns momentos em silêncio. A recepcionista o convidou a entrar no consultório. Era a sua vez. Antes de se retirar, porém, ele me aconselhou:

- Você gosta de escrever? Poderia registrar o que acaba de me dizer. É maravilhoso! Cumprimentou-me e seguiu acompanhando a auxiliar do médico.

E eu, obediente que sou, vim cá escrever!rs

E você está preparado para o Mundo ou para a Vida? Eduque com sabedoria e amor!



Djanira Luz

25 de mar. de 2010

SUAVIDADES...



Imagens do meu arquivo pessoal.


SUAVIDADES...



Dança a alma em doce balé
Borboletas alegres no estômago
Borbulha de sonhos a mente
Felicidade brotando na vida

Passos ternos sob as estrelas
Caminhos de Luz Sideral
Esperanças salpicam os dias
Beijos de flores na alva tez

Suave vento os cabelos revolvem
Um leve sorriso no canto dos lábios
Olhos felizes mergulhados no Céu
No coração da mulher, o Amor...




Djanira Luz

23 de mar. de 2010

PARA TODO TIPO DE MANCHA E DOR...




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PARA TODO TIPO DE MANCHA E DOR...


Um dia Bia quis saber o que era bom para retirar mancha de molho de tomate em tecidos. Lembrei-me dos ensinamentos de mamãe e lhe passei a dica. A explicação foi tão fácil quanto remover a nódoa! Basta colocar sobre a mancha água morna com um pouco de detergente neutro e bingo! O tecido fica limpo novamente. Depois de resolvida a questão da mancha, minha amiga chorou suas decepções dizendo como seria bom se mágoas pudessem ser retiradas com algumas gotas de detergente neutro! Haveria de limpar num passe de mágica o coração manchado de tristezas e voltaria a sorrir de forma fácil e indolor como foi com a limpeza da camisa.

Como não é possível tal proeza, vali-me de palavras suaves para que a vida da Bia ficasse menos encardida. Com carinho tento limpar a cada dia o coração dela com minha fala detergente neutro que limpa sem tomar partido em suas desavenças com o ex-amor. Afinal, ele também é meu amigo.

Assim como usei falas detergente neutro para ser imparcial com os amigos, na vida devemos manter a neutralidade não interferindo nas decisões de cada um. Pois, se usarmos palavras erradas, correremos o risco de piorar a situação borrando letras e aumentando a mancha do peito alheio. Não é?rs


19 de mar. de 2010

CRÔNICA DO COTIDIANO - Sujando letras ...



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CRÔNICA DO COTIDIANO
- Sujando letras ...


“- Roupa suja lava-se em casa!” – Alguém repetiu o velho dito e continuou: - Então pare de jogar protestos no ventilador, nada de palavras ao vento!

Acontece que Breno não estava nem aí se iria lavar roupa com pouco sabão. Ia sim emporcalhar as vestes da mentira com a cara amarrada da verdade machucando a quem não gosta de ouvir coisa certa. Queria mesmo era entornar água da bacia e virar o balde da insatisfação e ver rolarem frustrações boca afora.

- Pouca razão só sujará mais suas mãos, homem! Deixa disso... Resguarde sua índole!

E quem disse que Breno em dias de pano pra manga quis saber da sensatez do silêncio ou de meias palavras? Tudo estava intenso naquela fase da sua vida! Então, esparramadas deveriam ser as falas atravessadas na garganta de repressão.Às favas os bons costumes, o jeito pudico, o ar recatado e cortês habitualmente utilizados diariamente por sua boa educação.

- A verdade só é feia e dói a quem traja a suja mentira! Não quero nem saber! Hoje fico nu das minhas inquietações e desengasgo das hipocrisias. Não me importo de sujar letras limpas com falas sujas. Certas horas, rigidez das palavras faz-se necessária. – Bradou Breno.

O amigo percebeu a seriedade da resposta precisa e, finalmente, teve que concordar com o que ouvira. Homem lúcido e culto também tem seus dias de destempero e rompantes. Era permitido viver aquele momento raro de quinta categoria.

Breno abriu a gaveta, olhou mais uma vez a foto da mulher. Era possível ver o vermelho da ira em seu olhar e mil setas envenenadas fitando a imagem em sua mão. A traição alterava o pensamento, os sentires e as palavras do homem traído.

Num movimento brusco, mandou o porta retrato de encontro a parede. Cacos de vidro saltaram luzindo reflexos do Sol invadindo a janela do escritório. A fotografia deslizava solta no ar num balé desengonçado até pousar no chão.

Enfurecido, pegou o celular, discou o número tantas vezes chamado. O dedo acostumado nem precisou do auxílio das vistas para ligar. Respirou fundo aguardando ser atendido. Ouviu a voz do outro lado da cidade e simplesmente proferiu em alto e bom tom:

- VAGABUUUUUUUUUUUUUUUUUNDA!

E desligou. Roupa lavada! Relação entornada pelo ralo fétido do desamor. Fim.





Djanira Luz

17 de mar. de 2010

TEMPO DE FLORIR O CORAÇÃO...



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TEMPO DE FLORIR O CORAÇÃO...


Todos os órgãos e sentidos estavam atentos ao que aconteceria no interior do corpo de José quando a bela Maria surgisse diante dele ali na estação onde a aguardava.

Antes que os olhos pudessem vê-la chegar, o nariz captou o doce aroma impregnado em sua pele. O cérebro diante de tal informação pôde visualizar a imagem da mulher querida guardada na memória do homem apaixonado.

Os sentidos foram tomados por grande euforia, fazendo José experimentar novos e involuntários sentires. Era frio e suor. Era calor e arrepio. Era tremor e tontura. Eram variadas sensações de ansiedade e de prazer. O corpo de José previa mudanças. De atitudes e de sentimentos. A boca quis dizer, não conseguiu. A voz no peito calou-se de emoção. No instante em que os olhos contemplaram Maria, um novo tempo de delícias nasceu.

Dentro em José, o peito bombeava jatos sanguíneos de paixão, explodindo felicidade por todo corpo levando sorriso a boca e brilho aos olhos. José jamais havia provado tão incrível reação! Olhos, boca, nariz e todos os demais órgãos finalmente identificaram os sintomas de um coração apaixonado diante do ser amado.

Abraçado a Maria, o interior de José fez-se bom tempo de Primavera, a estação do amor.
Tempo de florir o coração...


Djanira Luz

10 de mar. de 2010

A CISMA MATA SEM MEDIDA EXATA!



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A CISMA MATA SEM MEDIDA EXATA!


Bastou uma leve oscilação na pressão para ouvir ladainhas de suposições assustadoras:

"- Olha, não brinca com a saúde... Quando foi sua última consulta ao médico?"

"- Cuidado... Viu aquele técnico do São Paulo, tem a mesma idade sua e sofreu um AVC!"

"- Você anda preocupada? Tenho notado que está abatida..."

"- Olha, é bom diminuir a ingestão do sal e sódio..."

Acho que eu morreria de qualquer coisa naquela hora mesmo estando em perfeito estado de saúde! Meu coração começou acelerar, tive uma sensação de desmaio. Imaginei estar enfartando, senti aperto no peito. De repente me vi com todos os sintomas de um AVC. Saí daquele ambiente imaginando ir direito para o cemitério tamanho horror a que fui envolvida. Só fiquei pensando na frase do meu epitáfio - Aqui DJAz. Cruzes!

Uma coisa é fato. A cisma é capaz mesmo de matar mais que a própria doença! Naquela noite não consegui dormir. Tive a ligeira impressão de ouvir um ritmo diferente nas batidas do coração. Acho ter ingerido quase um litro de suco de maracujá para me acalmar, mas surtiu efeito inverso deixando-me "acesa" madrugada afora!

Sabe o que fiz quando amanheceu? Marquei consulta com o cardiologista para um check-up! Ele sim faria um diagnóstico preciso quanto ao que senti. Se é que senti alguma coisa anormal. Depois da consulta, examinada a pressão, feitos os exames cardiológicos e hemograma completo, veio o alívio, graças a Deus!

Não fosse aquela aferição da minha pressão por leigos, eu não teria sofrido feito peru de véspera até receber o “tudo bem” do doutor que tudo sabe do meu coração. Agora entendo bem e gosto mais ainda daquela frase “a ignorância é uma dádiva”. Por crer que estava hipertensa, perdi uma noite de sono e por pouco quase desenvolvi doenças psicossomáticas de tão cismada que fiquei.

Então, caro leitor, sugiro que não escute diagnóstico de leigos. Procure sim um especialista para sanar quaisquer dúvidas.

Depois de eu ter feito uma bateria de exames, recebo a ligação:

- Oi! É... Sabe aquele aparelho novo digital que comprei e medi sua pressão naquele dia? Pois é... Veio com defeito
de fábrica, aferição estava toda maluca! Troquei por outro analógico mesmo...

Aí, nessa hora eu quase enfartei mesmo foi de fúria!rs



Djanira Luz

9 de mar. de 2010

ROMANCE NO JORNAL...




ROMANCE NO JORNAL...


Bruno havia conhecido Anne numa viagem de negócios. Foram cinco dias de muitas trocas. De experiências e ideias. Algo além da amizade permanecera entre eles. Ao retornarem para suas casas, sentiram não terem trocado números de telefone, nem mesmo o nome da empresa que representavam naquele curso.

Bruno buscou descobrir na empresa algo que o levasse até aquela mulher. A única lembrança que havia ficado de posse dele, era a foto dela ao lado de todo grupo empresarial.

Percebendo sua aflição, propus:

- Bruno, envia a foto para o Jornal de maior circulação com um recado para que ela entre em contato com você!

- Está louca!? Expor-nos deste jeito? Eu não tenho coragem...

- Você é quem sabe! É pagar mico ou perdê-la para nunca mais. Respondi com a certeza de que ele iria fazer o sugerido, pois confiava cegamente nas minhas opiniões.

Meia hora depois, com um envelope da empresa, pediu-me enviasse o quanto antes o anúncio para a Redação do Jornal. Na mesma semana veio me agradecer.

Anne havia telefonado, atendendo ao apelo do Jornal.


Djanira Luz

6 de mar. de 2010

UMA VIDA ILUMINADA!




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UMA VIDA ILUMINADA!



Depois de tempos sombrios, finalmente abriu as janelas. Da casa e da vida. Admirou a claridade sentindo quanto tempo desperdiçado na escuridão instalada, a qual se permitiu ter por companhia. Havia esquecido como era belo viver e respirar bons ares.

No reflexo da vidraça espelhada, viu pelas janelas dos seus olhos o quanto de si desejava liberdade para trilhar outras histórias, novos rumos. Apreciou o próprio sorriso e a luz intensa do olhar. Gostou de ver a face bem disposta, traduzindo como estava seu interior. Pronto para portas e janelas abertas do viver!

Um sentimento invadiu-lhe o peito. Assustou-me e ao mesmo tempo sentiu-se bem. Surpreendeu-se por não saber mais como era bom experimentar aquele sentir. Era a felicidade voltando fazer morada em seu coração. Novamente o peito enchera de luz e alegria por aceitar a claridade, o brilho, as cores e os variados sons do mundo!

De repente foi tomada por uma avalanche de pensamentos alegres. A sensação era que todas as boas ideias acumuladas estavam sendo derramadas de um só vez em sua mente. E gargalhou. Liberou todo o contentamento aprisionado na antes triste alma. Numa felicidade que não cabia em si e na casa, saiu para o quintal dizendo em alto tom:

- Voltei! Voltei a ser eu, livre, segura! Estive na redoma com o amargor que minava minha vida. Estou de volta para horas, dias e momentos alegres!

Havia mesmo magia naquele quintal, as flores nunca estiveram tão perfumosas e coloridas, nem o céu coloriu-se antes de intenso azul e o Sol ardia como um coração apaixonado. Anne e o Sol irradiavam raios de luz extasiados. Ambos celebravam mudanças.

Era como se o espectro de Anne tivesse ganho vida ou que o fantasma tivesse partido deixando a mulher viver outra vez. Havia luz e cor. Som e movimento. Amor e alegria. Sonhos e esperança. Era a vida acontecendo naquela casa e na alma daquela mulher renascida. Corajosa e fortalecida!




Djanira Luz

5 de mar. de 2010

COMEMORAÇÃO SOLITÁRIA...




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COMEMORAÇÃO SOLITÁRIA...

Tomou banho mais demorado, perfumou-se com o melhor aroma, vestiu-se de elegância confortável. Sentou-se no sofá da sala de estar segurando a taça de vinho branco. Pela primeira vez
comemorava sozinha aquela data. Não havia risos, barulhos, nem música quis ouvir. O som do coração era a única melodia naquele ambiente. Olhou a foto, um turbilhão de lembranças aflorou. Outra vez, saudade lhe feriu. Vazio na sala, na alma e na taça. Sentiu na boca o amargo da solidão, o sal das lágrimas e o doce do vinho. De todos os sabores, sobressaiu o gosto bom da bebida sinalizando esperança de novos e alegres momentos haveriam surgir em sua vida...



Djanira Luz

4 de mar. de 2010

E DEUS CRIOU-NOS, MULHER...


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E DEUS CRIOU-NOS, MULHER...


"-Sem graça e melodia no mundo não há alegria". Disse Deus. A escuridão à vontade de Deus fez jus. Fez-se, então, a Luz.

Houve noite e dia. O dia é clareado pelo Sol e a noite a Lua ilumina feito um farol.

A ausência de cores foi suprida semeando pela Terra as mais variadas e perfumosas flores.

Criou o homem. Ele se deslumbrou quando avistou o Paraíso! Pelo jardim se encantou. Ficou feliz muito mais quando descobriu os animais.

Faltava, porém, algo na Terra que desse um toque final, aquela pitadinha de sal...

Sorrindo serenamente o Criador, com sabedoria em mente, ao anjo ordenou:

“-Traga-me uma dose generosa de Amor e do barro, o melhor que tiver.”

E foi assim, com poesia e ternura que as mãos habilidosas de Deus, moldaram-nos, Mulher!







Para todas as mulheres do mundo na sua grande diversidade de raça, credo, cor, pensamento, o meu desejo é de que tenham dignidade, respeito, conquistas, igualdade, trabalho, qualidade de vida e, acima disso, sejam sempre admiradas e, para sempre, amadas! ;Dja
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