19 de dez. de 2009

AINDA ACREDITO EM DIAS MELHORES NOS AMANHÃS!

Alinhar à esquerda


A imagem acima é de uma campanha do Bradesco de 1986.


AINDA ACREDITO EM DIAS MELHORES NOS AMANHÃS!


Enquanto recheiam meias com dinheiros, eu guardo nelas meus sonhos e ainda espero que numa noite especial de Natal o Bom Velhinho transforme desejos em realidades.

Enquanto ambicionam riquezas, almejo conquistar um amor que me seja caro tanto quanto o mais puro e valoroso ouro.

Enquanto modificam a aparência em busca da perfeição física, procuro conservar ilibada minha ética e minha alma com belezas que o olho não vê, mas o coração sente.

Enquanto intoxicam mentes com drogas destrutivas, procuro purificar meus pensamentos conservando-os lúcidos e serenos com intuito de atingir meus objetivos em ver no mundo dias de paz.

Enquanto embriagam-se com vícios que entorpecem ideias, inebrio-me da pureza inocente buscando soluções onde ninguém mais acredita que se possa encontrar.

Enquanto arrancam árvores nas matas, destruindo a Natureza soberana, semeio flores em meu coração para que floresçam palavras de estímulo a serem distribuídas ao mundo como um bem maior a ser partilhado noutros corações e, assim, no Novo Ano que nascer, cresçam frutos de belas ações e atitudes saudáveis para que a colheita seja farta com a firme promessa de dias plenos de beleza, paz, saúde, união, respeito, acima de tudo, muito amor.

Enquanto desistem do belo que é viver, renasce em mim a cada manhã a alegria e a vontade de continuar tentado ser feliz a todo instante...

E assim desejo Feliz e Santo Natal, um Abençoado Ano Novo a todos os cantos do Universo. Minhas palavras seguem como abraços e beijoquinhas alegres e verdadeiras para você, leitor querido!rs

SER FELIZ É 10! SEJA FELIZ EM 2010!rs


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Djanira Luz

18 de dez. de 2009

A CHUVA MADRINHA!


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A CHUVA MADRINHA! (Crônica de humor)

Duas mulheres. Irmãs e amigas que se amam. O riso solto, alegria reinando na conversa fiada e calorosa. Uma delas diz:

- Hoje acordei, olhei para chuva e não consegui parar de rir. Lembrei-me da sua primeira madrinha, você lembra?

- Da chuva? Sim, a primeira a gente nunca esquece! – A caçula do outro lado da cidade pelo telefone, ria junto com a lembrança.

- Sinto tanta saudade de você, das nossas brincadeiras, dos nossos irmãos todos... – A voz saiu quase chorada, aquele nó sufocante impedia de continuar a conversa. Mudou rapidamente o assunto para não estragar aquele momento feliz. Era apenas recordações e a distância entre elas sempre parecia mais distante quando conversavam ao telefone.

- Logo estaremos juntas, beijos! – Consolou a caçula.

- Sim, beijoquinhas querida. – Despediu-se.

A filha que estava perto, depois que a mãe desligou o telefone, curiosa que só ela, perguntou:

- Mãe, por que você ria tanto no telefone com a tia?

- Senta aqui, querida, vou contar o motivo de tanta risada...

Ao lado da mãe que disfarçava os olhos marejados, foi ouvindo:

- Em nossa casa todos fomos batizados na igreja, menos a tia Bia porque papai queria que a mãe dele a batizasse. Como a nossa avó morava em outro estado e nunca que vinha, a minha irmã ia crescendo sem as bênçãos do batismo. E sempre as tias da nossa mãe e as beatas da igreja diziam:

“- Olha, Maria, precisa batizar essa menina logo antes que o diabo se aposse dela!”

- Pra quê eu fui ouvir aquelas palavras, minha filha! Daquele dia em diante nunca mais consegui dormir em paz ao lado da sua tia Bia. Lembro que eu suava a noite por dormir com a cabeça coberta em pleno verão com medo que minha irmã ficasse possuída pelo demônio e fosse para cima de mim me atacar.

A filha interrompeu a mãe dando risada:

- Ha, ha, ha... Mãe, você acreditava mesmo nisso? Quantos anos vocês tinham nessa época?

- Acho que em todo o bairro eu era a menina mais medrosa e impressionável que já existiu naquela época! Eu tinha nove anos e minha irmã, seis. – Respondeu a mãe às gargalhadas.

E a mãe prosseguiu com o relato:

- O medo aumentou depois que assisti ao filme em 1973, O Exorcista. Minha filha, o medo era tanto que teve uma noite que senti a cama levitar. Comecei a chorar, a gritar tanto que acordei todos os meus irmãos! No dia seguinte determinei que encontraria um jeito de acabar com aquele sufoco, pois até pela manhã eu já temia só em ficar ao lado da minha irmã caçula “pagã”.

Como tinha uma cabeça bem pensante, eu ficava horas matutando ideias para livrar minha irmãzinha das garras do “bicho ruim”, como costumávamos chamar o diabo. Nenhum dos irmãos se atrevia a pronunciar “diabo, capeta, demônios” ou similares, com receio dele achar que estávamos convidando para entrar em nossa casa. Então, quando queríamos nos referir a ele, era "coisa ruim" mesmo.

A filha acompanhava a narração da mãe com olhos atentos, quase sem piscar. Parecia mesmo interessada. E continuou ouvindo:

- Bem, querida, finalmente um luz divina clareou-me as ideias naquela tarde de chuva de verão. Segurei minha irmãzinha pela mão, a levei para o quintal e disse... “Bia, hoje eu vou batizar você”.

Debaixo de chuva eu proclamei as mesmas palavras proferidas pelo padre no dia do meu batismo. “Bia, a partir de hoje a Chuva será a sua madrinha, você aceita?”. Aos seis anos de idade, depois de tê-la amedrontado com os absurdos das possessões demoníacas, claro que ela aceitaria qualquer batismo! Com seu consentimento, finalizei dizendo, “eu te batizo em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. E ordenei, "agora tome a bênção para sua madrinha, Bia!”

- Ha, ha, ha... Você não fez isso, mãe!!! Duvidou a filha quase chorando de rir.

A mãe rindo junto, respondeu:

- Com toda pureza de um coração de criança medrosa, fiz tudo o que acabo de lhe contar, querida! Medo e cabeça de menina fazem coisas que a razão não controla!

- Mãe, muito show! Você é muito divertida, sabia?

- E você sabe, meu bem que até hoje a Bia pede bênção para a chuva?

As duas riram vendo a Chuva Madrinha cair abençoando a tarde para na manhã seguinte abrir flores encantadoramente belas.


Eu, minha irmã (a afilhada da Chuva Madrinha...rs)
com nosso sobrinho Rafael, há 21 anos atrás...rs

17 de dez. de 2009

EM CENAS DE CASAMENTO...


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EM CENAS DE CASAMENTO...


-Mãe, tô com sede, traz água pra mim...

- Mãe, Beto pegou meu celular!

- Mãe, a Lu está zapiando e tomando conta do controle remoto!

- Maaaêee, traz uma toalha rápido que estou com frio...

A mãe, exausta com tantas solicitações, desabafa:

- Eu que me sinto um verdadeiro controle remoto! É só apertar o botão “mãe” que altera cenas e põe tudo nos devidos lugares...

E o tempo passa...

-Mãe, viu meu livro de Ciências? – Beto grita do quarto para a mãe na sala.

- O livro é de quem? – Intromete-se a mais nova.

- Cala boca que não falei com você, sua chata! – Rebate o adolescente.

- Mãe, Beto me chamou de chata e está me dando o dedo do meio! – Choraminga a menina.

- Parem os dois já! Beto, respeita sua irmã, sabe que não aprovo gestos obscenos nesta casa! E Lu, não dê palpites nos assuntos do seu irmão se for para implicar, ouviu?

- Foi mal, mãe! Mas, a Lu é uma besta de intrometida!

- Mãaaae, eu só estava brincando com o Beto, ele que é uma íngua de enjoado!

- Andem, senão vão perder o horário da aula...

E a noite chega...

- Ahhh, nada mais compensador do que um delicioso banho quente antes de dormir. Eu preciso voltar para a ginástica, estou fora de forma... Tem quase duas de mim aqui! – Exagera a mulher.

- Vem amor para cama, a cobrirei de beijos. E não apague a luz, quero admirá-la... – Convida o marido cheio de carinhos e desejos acesos.

A mulher lembra dos quilos a mais e pensa:

“- Luz acesa? Ai, meu Deus... Onde está o apagão quando mais necessito dele!?”.


Djanira Luz

O BOM HUMOR DO DEUS QUE SE FEZ HOMEM...

Mídi/MP3

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O BOM HUMOR DO DEUS QUE SE FEZ HOMEM...

José estava naqueles dias de puro azedume como fosse fruta ácida: limão galego, groselha colhida no pé ou biri-biri lá da Bahia. Nada estava bom para ele, tirou o dia para chorar as mágoas e foi escolher justo Ele para ouvir suas lamúrias:

-Ó Deus! Desce aqui... Faz favor que eu quero falar olho no olho com o Senhor. Quero protestar, quero reivindicar umas coisas entaladas na minha goela que não quer descer nem com um punhado de farinha de mandioca! E não adianta mandar Seu Filho por que eu sou pai também e quero é falar de pai para Pai, entendeu?

Creio que José não tinha noção do que dizia, menos ainda do que pedia...

Mas, Deus que ouve todas as preces e lamentos, achou graça do destempero daquele cabra da peste arretado e se fez homem como José e foi ter com ele para ouvir suas insatisfações. Embora que Deus conhecesse todos os pensamentos de José, num gesto nobre de humildade, desceu do céu e caminhou até aquele homem que o convidara para uma prosa.

Ao ver aquele homem aproximar-se, José ficou deveras assombrado e gritou:

-Que diabo é isso!!??

-Alto lá! Não me confunda com o inimigo! Eu sou o Teu Deus. Acaso não me chamaste?

- O Senhor é o Meu Deus? Mas, por que então precisa vir assim feito eu em imagem e semelhança? Levei um baita de um susto pensando ter um irmão gêmeo que desconhecia, ora essa!– José estava mesmo espantado.

- José... Tu bem sabes que sou a Verdade e por assim O ser, eu preciso fazer que se cumpram as palavras das Sagradas Escrituras e hoje me fiz tua imagem para me fazer igual a ti para te sentires em Mim como eu Me sinto em ti...

- Iiiiiiiiihhh... Já vi que hoje vai ser dia de Sermão da Montanha! Mas, olha só meu Deus... Não vai dá, não por que tem jogo do Flamengo e Botafogo e eu não perco por nada neste mundo!!! Nem se Cristo descer aqui na Terra... Ops! Foi mal, Senhor...

Deus, complacente que só Ele, riu com o cantinho direito dos lábios admirando a sinceridade do coração do José sem máscaras diante do próprio Criador. E Deus disse:

-Não, José... Hoje é você quem vai falar e não importo se serão duas palavras ou um sermão, pois tenho todo o tempo do mundo para ouvir um filho meu...

Após ouvir as palavras de Deus, José ficou até sem jeito com tanta demonstração de amor, chegando mesmo a esquecer-se de que era pai... Naquele momento era apenas filho, um filho de Deus e sentiu-se embalado pela bondade das palavras do Senhor.

Mas, José era tinhoso! Estava decido a protestar, afinal foi para isso que havia feito o Bom Deus descer até ele! E, além do mais, só mesmo Deus para lhe tirar as espinhas de dúvidas e insatisfações que trazia na garganta...

Antes, porém, de José começar a sessão de protestos, fitou bem o rosto de Deus feito ele em imagem e semelhança, franzindo a testa, disse para o Pai celeste:

- Nossa, meu Deus “eu”, que raio de nariz mais feio é esse? O meu nariz não é desse jeito, não!

Deus, feito José em imagem e semelhança, com a mão no queixo segurando o riso, chamou José:

- Venha, meu filho. Vamos até ali na lagoa.

Ao aproximarem da lagoa, ao suave gesto das mãos de Deus, a lagoa se fez límpida e transparente como um espelho e José pode ver a duplicidade do seu reflexo na água – ele e Deus nele e, ali diante da evidência nítida como a água, José constatou que o nariz do qual havia zombado e desprezado era idêntico ao seu.

- Mas, como é que pode? Isso não é possível! Nunca imaginei que meu nariz fosse assim...

Deus em sua rica sabedoria e desmedido amor, ia passando gratuitamente ensinamentos para seu filho José:

- Amado filho José... Tu não encontraste defeito em teu nariz por que o ser humano só vê defeitos em seus semelhantes...

Nesse instante José emudeceu. Era nítida a decepção em sua face. Em poucos minutos, com meias palavras, Deus havia revelado uma grande lição que levaria por toda a vida!

José até pensou em desistir do seu protesto, porém, Deus sabia que ele precisava falar as amarguras que lhe afligia o coração caso quisesse sentir-se homem livre.

E, animando José, disse-lhe Deus:

- Então, diga-me José... Para que mesmo tu me chamaste?

Como se despertasse de um transe, José demonstrou disposição outra vez para reclamar:

- Meu Deus, nas Escrituras Sagradas diz que o Senhor colocou o homem acima de todas as coisas, inclusive dos animais... Mas eu tenho cá minhas dúvidas, o Senhor sabe por que da minha incredulidade?

- José, meu filho, saber eu sei... Não sabes que conheço todos teus pensamentos? – Respondeu-lhe Deus sorrindo.

-Aaaaahhh, então estou aqui fazendo papel de palhaço! Só me faltava essa! Será que estamos aqui num circo aberto fazendo gracinhas para os anjos e querubins lá no alto do céu? Contrariou-se José.

- Aquiete seu coração, José! Deus sabe, mas Deus gosta de ouvir... Prossiga, vai...

- Tá bom, assim seja! – E José continuou suas inquietações. – É o seguinte, eu não me sinto melhor do que as aves do céu; elas podem voar e eu não, sou limitado; não me sinto superior ao lince que corre velozmente; se dou uma corrida é canseira na certa; a tartaruga já nasce com a casa nas costas, eu tenho que ralar para conseguir uma; o gavião enxerga longe, eu nem de perto enxergo bem; a formiga consegue carregar peso bem maior que seu tamanho; no meu caso carregar peso é ter problemas sérios na coluna; os peixes respiram de baixo d’água, se eu bobear, morro afogado! E vou parar por aqui por que eu levaria dias provando para o Senhor que nós humanos não somos melhores nem superiores do que todas as criaturas...

Terminado o protesto de José, Deus aproxima-se dele, toca-lhe o ombro, depois a cabeça e sussurra-lhe ao ouvido:

- Abra tua mente, José! Ela está fechada, ouça com atenção que por ora te direi, assimila, guarde meus ensinamentos e passe adiante... Meu filho, ao homem foi dado algo que o torna superior e melhor acima de toda criatura sobre a Terra. Ao homem foi dado Sabedoria, Inteligência, Capacidade de raciocínio e Lucidez. Com o raciocínio o homem constrói o que quiser. Constrói aviões, helicópteros, asas deltas e afins, dessa forma pode voar igual uma ave no céu; com uma diversidade de máquinas criadas com o intelecto humano, constrói carros, motos e pode correr tão ou mais rápido do que um lince; com habilidades peculiar de cada humano constroem-se as mais belas e variadas moradas nos mais distantes pontos da Terra de forma a ter a facilidade de uma casa como a tartaruga, o jabuti ou o cágado... Com ferramentas específicas, o homem não tem necessidade de carregar peso... De posse de sabedoria e inteligência, o homem torna-se superior à quaisquer criaturas, José! As tuas limitações, meu filho, estão presas em tua mente. É preciso abrí-la para que entrem o discernimento, o conhecimento e a capacidade de criar! Se bem que tem hora eu pense que exagerei na dose de inteligência dada ao homem... Existem muitos querendo se passar por mim. Sorte minha que sou “macaco velho” e não ensinei o “pulo do gato”!

José estava mesmo maravilhado com tudo o que acabara de ouvir da boca divina de Deus. Sentiu-se até mais forte, superior. Era um homem novo e perdera o azedume do início daquele embate. Gostou também de conhecer o lado bem humorado de Deus, não lembrava de ter ouvido alguém comentar que Ele poderia ser assim tão divertido...

Aproximou-se do Deus Pai para o abraço de gratidão... Porém, Deus manifestou o desejo de fazer um protesto, pois a ocasião parecia-lhe propícia:

- José, eu também tenho algo para protestar...

- O Senhor, meu Deus!? O que aconteceu? – Quis saber José preocupado, afinal se Deus tinha algo de que reclamar é por que a coisa estava feia para o lado dele!

- Aconteceu não, José... Acontece sempre! Por isso que fico preocupado com o que andam falando aqui na Terra a meu respeito, usando o meu nome para tudo quanto há. – Então, Deus que se fez homem em imagem de José, estava com aquela feição contrariada feito José em dias de azedume...

- Prossiga, Senhor, prossiga... Pois, aqui o único que tem o poder de ler pensamentos é o Senhor mesmo... Eu, pobre ser, fico roendo unhas de curiosidade!

- José, deixa disso... Não cobices meus talentos...– Deus repreendeu aquela pequena tentação de José.

E continuou:

- Eu procurei propagar o Amor sobre a Terra. Cheguei a enviar meu Filho Amado a fim de que, através dEle, compreendessem a imensidão do meu Amor... E há momentos que sinto vontade de descer até aqui na Terra, fazer tipo você com seu jeito arretado de reclamar e meter um sopapos em certas pessoas que ensinam tudo errado para uma criança, dizendo:

"- Se você não fizer direitinho, Deus vai castigar você!”

- Ora! Se eu sou Amor, Verdade, Vida, que raio de ensinamento contraditório é esse? Sou Transparência, Clareza e fazem de Mim motivo de confusão para uma criança que desconhece o que é pecar! Sinto que na maioria das vezes o que o homem diz não condiz com minhas verdades, mas com as “verdades” que usam para benefícios próprios!

- Como assim, Senhor? Não entendi... – José tinha dúvidas...

- Para fazer com que uma criança obedeça, muitos adultos fazem chantagem, atemorizam uma criança me pintando mais feio do que o próprio encardido... – Respondeu-lhe Deus.

- Sabe, o Senhor tem razão! E tem certas igrejas, meu Deus, que fazem mais propaganda das maldades do demo do que das suas maravilhas. Eles dizem “o diabo vai fazer isso, vai fazer aquilo outro”, acabam despertando mais atenção para as profundezas!

-Pois é, José... Comercializaram a fé, banalizaram o Amor... Por isso quando retornou para mim, meu filho Jesus lamentou me dizendo:

"- Tá vendo, Pai! Não adiantou eu ter sido escorraçado, maltratado, crucificado! O homem a cada dia mais está descrente de Nós... Eu deveria ter descido como Rei e dado umas boas bordoadas naqueles ingratos! É por isso que São Francisco prefere os animais... Se você dá umas chineladas em seu cão e depois o chama, ele vem balançando o rabinho. Agora você dá um prato de comida para um necessitado e se um dia recusa ajuda por não ter, esse mesmo necessitado arma-lhe uma cilada para vingar... Raça de víboras! João Batista estava certo!"

- Jesus falou desse jeito, Senhor!? – Quis saber José de surpreso com os modos do Filho de Deus.

- É... Quando eu o enviei à Terra, Ele se fez homem e a parte mais incisiva humana aflorou nEle... Mas, de volta ao céu, todos os defeitos caem por Terra... - Esclareceu-lhe Deus.

- Ah, então foi por isso que Ele perdeu as estribeiras lá no templo metendo umas chicotadas naquela desordem! E quanto aos defeitos deles caírem por Terra, vê se me erra, Senhor! Se quiser, tem um lugar bom de lançar defeitos, pois é uma cúpula repleta deles e mais um menos um defeito... – José morria de rir, referindo-se aos políticos do país...

- José... – Até Deus achou graça. No fundo, bem no fundinho daquele coração enorme e generoso de Deus, Ele sabia das verdades ardidas da língua sincera de José.

- Meu Deus, agora me faço filho e venho pedir que derrame sobre mim e minha família uma bênção generosa, redobrada. Faça-me um homem melhor para que eu saiba aceitar o próximo com suas falhas, com seus defeitos, pois sei e acredito que perfeito só mesmo o Senhor, meu Pai Eterno!

- Vejo sinceridades em tuas palavras, meu Filho José! Bênção ou maldição é tu mesmo quem escolhes... Se respeita teu semelhante e os trata com amor, humildade, terás uma vida abençoada. Se és arrogante, mesquinho e diverte-se com o sofrimento alheio, a maldição será tua eterna companhia. Toma conta dos teus pensamentos, guarda a palavra ferina! Se não puderes proferir a Boa Palavra, cala-te para que não venhas cair em tentação!

Deus, aproximou-se de José e o abraçou paternalmente com seu imenso Amor.

- Oh, Deus como são doces seus ensinamentos e como sou pequenino para acolher toda sua graça!

- Ame José, ame desmedidamente e antes de fazer qualquer coisa, coloque-se no lugar, desta forma freará teus ímpetos de injustiça e acima de tudo, permaneça em mim. Independente da denominação religiosa a que pertença, em todas as divisões feitas pelo homem estarei lá. Estarei sempre onde houver um coração sincero, uma manifestação de solidariedade, uma pureza de sentimentos. Pois eu sou o Amor, esteja pois, em sintonia comigo. E que a paz permaneça contigo, José!

Dizendo isso, Deus tornou-se Luz e voltou para sua morada.

Mas, José sabia que, na verdade, Deus estava ali dentro dele, nas plantas do jardim, na água do mar, no canto dos passarinhos, no beijo apaixonado, enfim, em toda forma de amor que há - é ali que habita o Senhor...

15 de dez. de 2009

DISCUTINDO A RELAÇÃO...


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DISCUTINDO A RELAÇÃO...




Ontem foi um dia daqueles de discutir a relação. Com o companheiro? Não! Com as amigas. É! Perda de tempo querer discutir relação com o parceiro.

Para a maioria dos homens a convivência é satisfatória se tem sexo diário. Mas, nós mulheres amigas discutimos muitos mais pontos que parceiros deixam a desejar. No início do casamento, cheio de amores mútuos é uma maravilha a troca de carinhos. Tanto verbal quanto física. Passado alguns poucos anos diminui-se os mimos e aumenta-se o lado mais carnal. Como se o casamento fosse exclusivamente baseado no sexo “seguro” e permanente.

Tolo é homem que acredita satisfazendo sexualmente a mulher lhe garante fidelidade. A mulher moderna quer muito mais do que a frequência sexual. Além disso, ela deseja um homem que atenda suas necessidades afetivas, sendo amável, educado, elegante no agir. O homem precisa ouvir mais e ficar atento para o que realmente satisfaça a mulher. Na cama e fora dela.

Acho bom mesmo alguns certos homens ficarem de orelhas em pé e não dormirem de touca, pois as mulheres estamos mais exigentes. É por conta destas insatisfações que aumenta o número de separação entre casais. Então, se você não quiser ser trocado por outro homem mais atencioso, procure rever conceitos machistas e seja homem tipo o Bradesco, completo. Antes que perca sua mulher para outro homem ou para outra mulher, o que seria pior para seu ego superior...rs



Djanira Luz

12 de dez. de 2009

OLHO MÁGICO DA ALMA...


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OLHO MÁGICO DA ALMA...



Entre meus livros antigos encontrei ainda há pouco um de estereogramas, intitulado "3-D Galáxia (Veja as imagens ocultas nas estrelas)". Adoro imagens em 3-D!

Gostos deste livro, porém, o que possui imagens interessantes é o Olho Mágico I, da Distribuidora Record. Então, pesquisei na internet para tentar adquirir um exemplar desse Olho Mágico que vi de um amigo anos atrás. Não encontrei. Achei, entretanto, quase todas as páginas do livro disponibilizadas num Blog. Faltou a minha gravura preferida, a das rosas vermelhas que formava um lindo coração.

Lembro quando vi pela primeira vez o livro de 3-D. O ano era 1994. Deslumbrada. É! Foi assim que fiquei ao conseguir visualizar pela primeira vez uma imagem com a técnica de estereogramas. Parecia que entrava num outra dimensão.

Ao ver o coração se formar, tive a sensação que ele emergia e que saltaria da página para mim! Nossa! Tão lindo e fascinante que consigo rever a imagem nitidamente. Foi uma das experiências mais belas e encantadas que provei.

Meus amigos chamavam-me de louca ou que estava fazendo uso de alucinógenos, pois vários deles tentaram e não conseguiram. Até o amigo e padre Gegê ficou desconfiado se eu via mesmo alguma coisa naquelas páginas. Um adolescente chegou a chorar de raiva por não conseguir enxergar. Pudera! Eu cantava maravilhas do que via e todos queriam ver, mas não viam! Então, eu seguia como a lunática.

Hoje experimentei novamente aquela gostosa sensação de ver as imagens se formarem com profundidade e com tanta nitidez que tenho a impressão de ser reflexo de um espelho bem límpido. Parece que dá para pôr a mão e entrar naquele mundo realmente mágico.

Amostrei para meus filhos. Nenhum dos dois viu. Nem o pai consegue ver. Chateado, com olhos vermelhos por não ter conseguido êxito, o pequeno me disse:

“- Você tá é maluca! Eu não vi nada, a Ana e o papai também não viram nada, você só pode estar inventando que viu!”

A rebeldia pré –adolescente é perdoável. Sei que não que não me acha louca. O desejo de ver que o deixou irritado, me fez recordar do jovenzinho anos atrás quando também não conseguiu enxergar o que eu maravilhada dizia ver. E vejo!rs

Sabe o que pensei com todo esse ver e não ver? Assim fazemos com as pessoas ao nosso redor. Nós olhamos e não vemos. Sim. Muitas vezes olhamos para uma pessoa e raramente enxergamos a beleza da sua essência, do seu interior.

O mundo tem pressa! Colocamos velocidade em nossas vidas que deixamos de ver belezas onde realmente tem por não pararmos, por não permitirmos olhar o outro demoradamente, amigável e amavelmente.

Pode acontecer de você olhar a estampa não tão bela de um ser, mas se tiver paciência e pousar lentamente alguns minutos sobre ela, a sua concepção antes feita com pressa poderá encantá-lo com bela imagem que, possivelmente, surgirá diante dos mesmos olhos, só que com olhares plácidos, vagarosos.

Assim como faço para visualizar uma imagem 3-D. Ela, a primeira vista dá impressão de algo psicodélico. Mas, na medida que você se permite apreciá-la calmamente, você descobre belezas surgindo magicamente. É a mente se abrindo para algo mais que a aparência, é essência aflorando, é o belo surgindo antes oculto na feia estampa.

Estamos a poucos dias da virada do ano. Novos sonhos e projetos surgirão. Outras conquistas hão de vir. Amores que vêm, outros que irão. Utilize o olho mágico da alma e aproveite para rever suas pressas, seus conceitos e, sobretudo, aquela maneira precipitada em olhar o outro ou algo que aparentemente lhe é desagradável.

Dê mais uma chance. Para você, para o outro ou para aquilo que o incomoda. Quem sabe numa segunda visão algo bom e belo possa surpreendê-lo... Boa sorte!rs

Deixo esta imagem para que veja. Não tenha pressa. Se não conseguir, tente outras vezes. E, por favor, deixe aqui registrado o que viu, OK? Eu vi o que é e adooro!rs Tenho grande quantidade em casa!rs






Djanira Luz


11 de dez. de 2009

AMOR ETERNIZADO NUM DIÁRIO...


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AMOR ETERNIZADO NUM DIÁRIO...


Jamais vi tamanha serenidade estampada numa face como na da Kayra. Talvez o nome de princesa tivesse emprestado-lhe tanta candura. Eu, mais ninguém, que era sua amiga íntima e confessora, podia admirá-la de tal maneira. Nenhuma outra pessoa imaginava que por detrás daquela singela expressão havia um coração cravado de espinhos, sufocado de saudades.

Kayra amou muito e foi igualmente amada. A doce vida, ah... A vida! A vida os uniu, porém o senhor destino os separou. Não era amor? Claro que sim! E um grande amor! Quem foi que disse que os grandes amores são sempre possíveis? Quantos se amam e não se têm? Muitos, meu caro diário, muitos.

Resolvi escrever a história desse amor entre kayra e seu amado porque sou testemunha desse sentimento tão nobre, verdadeiro e raro. Tão lindo que não foi capaz de semear ódio ou desejo de vingança nos dois corações apaixonados. Ambos simplesmente entenderam que não era hora certa de ficarem juntos. A separação foi o caminho mais sensato naquele momento.

Mas, Kayra sofre. Amar demais machuca. Bem, na verdade não acho que amar seja demais. Só força de expressão mesmo. Penso que amar tem que ser assim com intensidade. Dure o tempo que for. A beleza de viver uma paixão pode durar a vida toda de boas lembranças. A estrada a seguir colhendo boas recordações fica mais bonita se há perfumes do amor que se floriu em duas vidas.

Depois que houve a ruptura entre eles, em nenhuma fração de tempo Kayra pronunciou palavras más contra seu amado. Nada mesmo. Dele só boas lembranças. Foi o que ela me garantiu. E creio nela pela docilidade das palavras expressas e pelos gestos; pelo infinito de carinho captado em seus olhos, pelo sorriso discreto quando sei que está pensando nele. Puxa! Um grande lamento ele não ter força para ficar e ela de ir junto...

O bom de tudo isso é que os dois bem sabem que o amor existe em grande quantidade e pertence a eles, a mais ninguém. O amor dele, é ela. O amor dela, é dele. Eu sei disso. Agora você também, querido diário. Perpetuarei nas linhas a história de um amor que não estava num livro de contos de fadas, daqueles bem antigos, esquecidos nas bibliotecas do mundo. Esse amor lindo que conheci é real e atual, provando que o amor existe e nunca haverá de acabar.

Ainda que duas pessoas não possam viver esse amor, ele sobreviverá nem que seja para estimular a outros apaixonados a não desistirem de amar e viver ao lado de quem desejam.

Nossa! Falei tanto desse amor que meu peito até se encheu do desejo de viver uma história assim, porém, com um final como os antigos romances, felizes juntos para sempre!

Até outro dia, diário amigo!




Djanira Luz

10 de dez. de 2009

TOQUES SENSÍVEIS...(FOTOpoema)



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TOQUES SENSÍVEIS...(FOTOpoema)

Dois toques de sensibilidades:
No teclado músicas, suavidades
No seio libido, desejos revelados
Piano e paixões sendo tocados...


Djanira Luz

O VENTO, A MULHER, A MONTANHA...


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O VENTO
, A MULHER, A MONTANHA...


O olhar vazio contrapunha com a cabeça cheia de preocupações. Pela janela, a Mulher via se por ela poderiam surgir soluções. Gostava de ficar debruçada ali horas a fio
contemplando a natureza, sentindo o Vento afagar-lhe
os cabelos e lhe beijar o rosto.

O céu estava azul com algumas pequeninas nuvens brancas,
sol à pino. Uma tarde agradável num lugar aprazível. Era mais ou menos três da tarde.

De onde estava não se via rua, trânsito, pessoas.
A natureza ali imperava livre da crescente destruição poluidora. Parecia miragem tão bela visão. Era seu momento mágico de contemplação.

Do olhar vazio, rolaram lágrimas. Amigo Vento veio lamber-lhe a face. Secou-lhe as gotas salgadas que deslizavam apressadas. As lágrimas transbordavam do peito sufocado de sentimentos nocivos que entristecem o espírito e adoecem o corpo.

Foi então que o Vento sussurrou-lhe ao ouvido:

- Vá até a senhora Montanha, ela deseja ver-te, Mulher.

-Ah... Estou triste... Não tenho vontade para nada.
Não quero falar com ninguém, não estou boa companhia...
– respondeu a Mulher desanimada.

- Quando se está triste é quando mais temos que falar...
– Filosofou o amigo Vento.

- Para fazer o outro sofrer junto? Não... Deixa-me só!
– Rebateu a Mulher.

- Não... Para desabafar. Para que saia a angústia
e entre a esperança... – Quis confortá-la o Vento.

O Vento continuou:

- Muitas vezes alimentamos pensamentos destrutivos,
vamos nutrindo a vida com decepções, desilusões,
desamor, ausências, carências e acabamos nos
afundando em nós mesmos. Aí, precisamos do outro,
da palavra-mão-amiga para nos tirar das profundezas
que a dor vai nos enterrando. – Soprou o vento sobre
a Mulher uma aragem de ânimo.

Sentindo a boa vontade do amigo Vento, a Mulher disse:

- Levarei água, sentirei sede pelo caminho...

- Não te preocupes com isso. Dá-se um jeito!
– Advertiu o Vento.

- Levarei algo para comer, sentirei fome,
o caminho é longo até a Montanha... – A Mulher justificou.

- Por que te preocupas tanto, Mulher?
Esvazia-te por ora. Siga somente em frente,
tenha confiança. Não sabes quem deseja tudo alcança?
– Brincou o Vento.

A Mulher fez menção de riso. E partiu para ouvir o que
a Montanha tinha a lhe dizer.

No meio da subida, a Mulher teve sede.
O Vento assoprou-lhe a face, então ela olhou em sua direção, viu brotando da pedra uma mina de água.

- Puxa! Água cristalina e fresca!
Já subi muitas vezes por aqui, não havia reparado nela.

- A vida atribulada, a cabeça ocupada com inquietações fecha-nos os olhos de modo que deixamos passar muitas boas e belas oportunidades.
– Suspirou o Vento.

A Mulher percebia que à medida que o amigo
Vento ia expelindo suas ideias, sentia-se mais aliviada
dos problemas que carregava em si.

Algumas subidas a frente, a Mulher teve fome.
O Vento fez-se pequeno vendaval, então caíram goiabas e pêssegos das árvores frutíferas próximo a mulher.

A Mulher ficou maravilhada. Percebeu ali que o
Vento tinha razão. Não deveria mesmo preocupar-se
demais com o depois. Tudo a seu tempo.
Tudo no tempo certo! Se fizesse desse modo
com suas tribulações haveria de ser mais fácil
solucioná-las. Assim como fazia com as frutas,
a Mulher ia saboreando também as palavras do
amigo Vento. “Vento sabido!” – Pensava ela.

Após saciar-se do alimento que a gentil Natureza
ofertara, a Mulher e o Vento seguiram até o topo da Montanha.

- Que dádiva amorosa, Vento amigo, essa da Mãe Natureza!
Dá-nos frutos, água, contemplação sem nada cobrar.
Quisera ter no mundo um amor gratuito assim...

- Há, amiga Mulher! Basta saber onde encontrar...
É preciso ter o dom da paciência e da observância.
As pessoas não querem perder tempo, estão impacientes.
Por isso estão sempre tendo uma companhia mais ou menos, uma amizade mais ou menos, um amor mais ou menos... Quase ninguém mais tem um amor que se doa plenamente; um amigo leal que não traia; uma doação gratuita, sem cobrar nada nem favores em troca. – Sussurrou o Vento no ouvido Mulher.

O Vento percebeu na expressão facial que a Mulher parecia outra. Quase não se assemelhava aquela feição taciturna que estava debruçada naquela janela horas atrás. Então, o Vento novamente fez-se ventania e deixou pousar sobre a Mulher uma diversidade das mais lindas e perfumosas flores multicolores.

A Mulher rodopiou numa dança de liberdade onde o corpo
quase era tão leve quanto seus pensamentos.
Momento de rara alegria. Leveza de alma. Belo. Singular.

Nem percebeu que já estava a um passo do topo.
A Mulher deslumbrou-se:


- Vento! Que encanto estar aqui, só vejo belezas a alegrar
e a preencher meu coração!!!

- Penso que o Vento fez com êxito o que lhe fora confiado!
- Disse a alegre Montanha. A Montanha estava radiante
de satisfação. O Vento, seu companheiro, havia devolvido a alegria, a esperança e a vontade de viver àquela Mulher.

- Ah... Senhora Montanha, há muito não sentia meu coração
tão leve e sereno! Já não sabia o quanto é gostoso o barulho de uma feliz risada. Por que acho que meus problemas são tão microscópicos agora?

- Porque na vida, querida Mulher, precisamos de um amigo.
Nos momentos de alegria para rir conosco; nos momentos de dor ou perda, para nos secar as lágrimas, para nos ajudar a levantar. E quando tudo parecer sem saída, o amigo mostrará um novo caminho. Muitas vezes a solução dos problemas está dentro de nós, somente precisamos nos abrir, desabafar e falar para que o amigo nos ouça e nos ajude a clarear as ideias.

A velha Montanha continuou sua explicação:

Aprenda, Mulher que um bom amigo precisa ter as qualidades do Vento:

Às vezes precisa fazer-se Tufão, usar de palavras enérgicas
para não nos deixar cair e, no caso de já termos caído, reergueer-nos. Em outras vezes ser uma Aragem para nos secar as lágrimas,
de tal  modo que os olhos possam enxergar melhor uma nova ou
melhor solução ou ainda, um outro caminho a seguir.
Por fim, o amigo tem que ser por toda vida, uma Ventania
para que faça você desabafar, dançar, sorrir, cantar,
sonhar e acreditar sempre que pode contar com uma
mão amiga para todos os momentos.

A Mulher desceu da Montanha agradecida pela
gratuidade das palavras da velha e sábia Montanha.
Foi seguindo sempre em companhia do amigo Vento.
Olhou pare ele e disse:

- Querido amigo Vento, sinto-me tão leve quanto você,
pois meus problemas já não pesam tanto!

Rodopiando, o vento assoviou e foi descendo
em companhia da Mulher. Ambos dançavam livres,
leves, animados, felizes, renovados...
Djanira Luz

9 de dez. de 2009

MÃOS ILUMINADAS...(FOTOpoema)


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MÃOS ILUMINADAS...(FOTOpoema)



Vejo saídas, caminhos de luz
que as boas mãos façam jus
trazendo esperanças renovadas
em novo ano eu seja mais amada...


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