16 de jan. de 2019

PUXÕES DE CABELO!


Perto da primeira escola onde estudei havia o velhinho do doce. Uma banquinha com os mais variados doces do meu tempo de menina: Banda, Gamadinho, pirulito Zorro, Plets, Pilantra* (*era tipo uma paçoquinha, só que de chocolate meio amargo, uma delícia), entre outras gostosuras. Acontece que esses doces foram causa de desentendimento entre mim e minha irmã. Bem, na verdade, era apenas eu que fazia a confusão. Quando minha irmã Silvia Maria não tinha alguns centavos para um doce, eu puxava seus lindos e negros cabelos longos. Era um ritual constante eu agarrada ao seu belo e caprichado rabo de cavalo. E mesmo quando ela comprava doces, dessa vez eu puxava seus cabelos por querer todos! Deus, pobre da minha irmã que sofreu com as minhas pirraças turronas! De certo que as histórias de Sansão e Dalila levaram-me a crer que a força das pessoas provinha dos cabelos. E não é que parece haver um pouco de verdade na minha pueril conjectura! Eu quase paralisava a coitada da minha irmã, mesmo sendo quatro anos mais nova que ela... O sofrimento da minha irmã chegou ao fim quando meu pai certo dia me chamou e disse:

- Djinha, um passarinho me falou que você anda puxando os cabelos da sua irmã. Não faça mais isso.

Meu pai a vida toda foi um homem de pulso firme e de mãos pesadas. Apesar da sua falta de paciência, naquele dia ele falou manso comigo. Sei que surtiu efeito instantâneo, pois nunca mais puxei os cabelos de Sílvia, e morria de medo quando via algum passarinho x-nove, fofoqueiro duma figa, perto da escola! Daquele dia em diante comecei a passar pela banca do velhinho como se tivesse usando um tapa olho. Feito um cavalo, eu nem olhava mais para os lados. Olhos para frente sem chances de cobiçar um docinho sequer! Final feliz para minha irmã e nada doce para mim...

15 de jan. de 2019

DEFESA LITERÁRIA

Minha arma é a caneta, não a baioneta. Fomento a paz, não a luta. Minha insígnia é a inteligência, não a força bruta.

SEREMOS O QUE QUEREMOS!

"Um dia serei crocodilo!" - Sonhava o pequeno lagarto sobre a viga de cimento. Não propriamente metamorfosear-se em outro ser, o desejo do lagarto era o de ganhar o mundo, de realizar grandes feitos! Como ele, somos todos nós. Nascemos pequenos, limitados, porém, com as experiências adquiridas e pelos sonhos que alimentamos em nossos dias, poderemos ser aquilo que desejamos. Não há limite ou barreiras que não se possa transpor enquanto a força de vencer for a mola propulsora que nos impulsiona à conquista esperada. E assim, com esse pensamento e disposição poderemos alcançar vitórias possíveis! Eu serei um crocodilo! E você? Muita força, saúde, coragem e sorrisos em suas horas!

UMA BRECHA DE OPORTUNIDADE!



Há quatro anos quando escrevi esta crônica, a muda era uma coisinha de nada, quase sem chance de vida longa. Para minha surpresa e alegria, este ano descobri ser uma amoreira. E está carregadinha de frutos! Ela fez jus ao meu texto...








UMA BRECHA DE OPORTUNIDADE! 


Tem gente que é assim, não desiste fácil dos seus sonhos. Dos seus focos. Das pessoas que ama. Da sua fé. Daquilo em que acredita! Gente que mesmo sabendo das dificuldades a serem enfrentadas, das possíveis dores que deverão surgir ou dos perigos iminentes ao longo do caminho, continua seguindo em frente em busca de uma chance, da vitória, da felicidade, do amor verdadeiro. Tem gente que só precisa de uma pequena oportunidade para aparecer e mostrar o seu talento. Para provar a sua capacidade. Para demonstrar o seu amor. Para testemunhar a sua fé. Gente como a planta que aproveitou uma minúscula rachadura na rocha e se esforçou ao máximo para romper barreiras, para se desenvolver forte, crescer firme e aparecer bela causando admiração em todos pela coragem de viver, independente das poucas expectativas que tinham quando ela era um fiozinho verde de nada. A determinação faz isso. Leva os que têm objetivos às alturas! Rompem medos, inseguranças, incompreensões, incompatibilidades, porque têm em mente o êxito. E aquela brecha que surge, embora pequenina, para gente que sabe o que quer é bem mais que uma simples fenda. É, na verdade, uma grande oportunidade para crescer, desenvolver e aparecer para tudo o que espera alcançar. Porque uma oportunidade é tudo para quem quer vencer!

14 de jan. de 2019

ENTRE A FÉ E O DESESPERO



Há um fio tênue entre a fé e o desespero. Uma opção. Uma escolha os separa apenas. Entregar-se ao desespero é mais fácil. Não necessita esforço. O desânimo faz todo o serviço. Desânimo imperando, desespero instalado. Já para a fé é preciso força. Requer decisão. Vontade. Coragem! Estar entre a fé e o desespero é caminhar em corda bamba ou estar em cima do muro. Um pé em falso – tomba-se aos pés do desespero -. Um sopro de esperança - aviva e se aconchega no colo da fé -!

Entre fé e desespero é estar entre o céu e o inferno. O desespero desacredita em tudo e em todos. Rouba esperanças de amanhãs melhores e tira qualquer vestígio de entusiasmo dos olhos e da alma. Impede o deslumbre das vitórias. Desespero torna tudo feio e sem vida. Somente sofrimento e fundo do poço, e caminho sem saída é percebido. A fé, não! A fé põe sorrisos até mesmo nas horas de dor porque faz enxergar lá distante, além do céu onde tem as respostas e soluções! A fé melhora tudo e todo mal sucumbi diante dela, pois não há força mais poderosa capaz de mudar ideias e atitudes em acreditar que tudo pode ser superado!

Sem fé tudo é vulnerável a cair em tentação e a seguir em direção duvidosa e de risco, capaz de destruir sonhos felizes, até a própria vida. Desespero é morte. Fé, ressurreição. Eu optei pela fé! E embora dê meus tropeços, ela nunca me deixa cair de fato. 


DETOX DA ALMA


Hoje tirei um tempo para fazer uma faxina em mim. Varri as preocupações para debaixo da fé. Limpei as mágoas espanando o perdão empoeirado. Arrumei as ideias tortas da dúvida com o equilíbrio da razão. Tirei dos olhos farpas do desânimo com gotas de entusiasmo. Descartei medos supérfluos com a força da coragem. Perfumei de paz a alma com humildes orações. Lustrei o sorriso com o brilho da esperança. Por fim, fiquei completa de amor com a mente renovada. Agora estou assim, de alma limpa e vida lavada! (Djanira Luz)

POR DIAS MELHORES!


Preciso comer sonhos, pois de pesadelos já estou cheia!

13 de jan. de 2019

O ANTIGO RELÓGIO DE PAREDE...

Desde bem pequena fui bem curiosa. Gostava de saber o porquê de tudo muito além do que é natural das crianças em fase de descobertas. Havia um relógio de carrilhão de parede na casa onde cresci, e eu passava bom tempo tentando imaginar como era possível as engrenagens executarem as badaladas sonoras com exata precisão das horas. Tantas vezes eu subia na cadeira, abria a porta de vidro do relógio carrilhão reguladora para ficar admirando os martelinhos subindo e descendo fazendo aqueles sons maravilhosos que eu tanto gostava. Lembro-me bem quando o relógio parou de tocar, e papai chamou um técnico para fazer o reparo. Eu não saí de perto do senhorzinho. E não parava de lhe fazer perguntas:

- Qual o defeito do relógio? Vai ter jeito?
- O problema é no cabelo... Vai sim, menina.
- Cabelo? Relógio tem cabelo!?
Fui interrompida por mamãe dizendo amavelmente:
- Deixa o senhor trabalhar em paz, Dja!
E olhando para o relojoeiro, ela completou:
- Esta menina é muito curiosa...
Então, em minha defesa, o senhorzinho falou sorrindo:
- Pode deixar, ela é inteligente. Pessoas curiosas fazem grandes descobertas.

Fiquei feliz porque pude aprender muito sobre a parte interna do relógio. Depois do consentimento do relojoeiro, mamãe parou de tentar me tirar de perto dele. Tive a explicação que cabelo, na verdade, era uma mola.

O som daquele antigo carrilhão ainda ecoa nas minhas memórias. Posso ver os martelinhos subindo e descendo fazendo surgir a melodia das horas. Imaginava haver alguns minúsculos seres dentro do relógio que martelavam produzindo o som. E quando o senhorzinho falou naquele dia sobre cabelo, minha cabeça sonhadora logo pensou - bem que sabia que havia gentinha lá dentro -.. No entanto, a explicação desmanchara a minha lúdica fantasia...

Após longos anos, adquiri um antigo relógio carrilhão de mesa. Um lamento saber que ele não é querido por todos. A maioria das pessoas rejeita seu badalar. Muitos dizem incomodar-se com o barulho. Nosso compadre José Augusto ao nos visitar, não conseguindo dormir, colocou o pobre relógio dentro do forno. Além de trancar as duas portas, da cozinha e da sala para, segundo ele, conseguir dormir. Quando acordamos e encontramos o relógio dentro do forno, demos boas risadas!

Eu ainda gosto do som do carrilhão, e sei que esse amor vem de uma memória afetiva, como nem todos apreciam na família, ele passa maior parte do tempo silencioso. Em minhas lembranças, porém, ouço tocar aquele antigo carrilhão do meu velho e amado pai.

RETROSPECTIVA


Valeu a pena os dias corridos,
os bons momentos,
até mesmo os sofridos.
Valeu cada lágrima
derramada,
e as palavras pelas quais
me senti afagada.
Valeu cada sorriso
dado e recebido.
Valeu todo o empenho
pela vitória,
pois não há luta
sem glória!
Valeu o perdão concedido,
ter de volta o coração bonito.
Valeu ter engolido sapo,
provei ter uma força de aço.
Valeu cada minuto de reclusão,
no silêncio encontrei
a melhor solução.
Valeu ter me afastado de quem
e do que me faziam mal,
fiquei mais leve e alegre no final!
Valeu o tempo de escasso,
descobri com o pouco,
se me esforço, muito faço!
Valeu cada gota de felicidade,
ser feliz é vital, é necessidade.
Valeu cada minuto de dor que senti,
saber que estou aqui, sobrevivi!
Valeu tê-lo conhecido,
você meu amigo,
meu irmão mais que querido!
Valeu ter apoio de inúmeras mãos,
sinônimo de amizade é união.
Valeu identificar a maldade
e me manter ilesa da falsidade.
Valeu ajudar a quem precisou,
e saber que fui eu quem mais lucrou.
Valeu cada não recebido,
e sair agradecida por
ter me fortalecido!
Valeu por todo sim que ganhei,
e ter reconhecido para isso
o quanto lutei!
Valeu viver a perda
que dilacerou meu coração,
reforçou em mim a graça
da ressurreição!
Valeu tudo que passei até este momento,
das minhas alegrias, sorte, sofrimento,
pois viver é isso tudo,
um infinito de possibilidades.
E que venham boas,
belas e alegres novidades!

AMPLAS EXPECTATIVAS


Chega de janelas fechadas para a vida! Amplas possibilidades de agora em diante para nossos dias. Romper com medos, insegurança, tolos sofrimentos, e tudo o mais que paralisa projetos e esta coragem de acreditar em um mundo com situações melhores. Janelas e portas escancaradas por onde entrem sorrisos fáceis, ideias interessantes, e bem-vindas sejam as pessoas com pensamentos leves de esperança ingênua. Para mais perto de mim toda gama de sorte e do bom humor, e tanta inspiração agradável possível para tudo o que me propor realizar. Janelas só permanecerão fechadas para orgulhos, preconceitos, e sentimentos maus. No mais, ficam abolidas quaisquer obstruções que nos impeçam de ver a vida com olhos de fé, amor e infinitas oportunidades para se ser feliz um pouco a cada hora!

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