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PROTESTO DO ÍNDIO GLOBALIZADO...
Homem branco minha boca não tape
Estou globalizado e tenho meu tacape
Já não pode tentar me iludir ou tapear
Dando-me fumo, espelhinho para olhar!
Incultiram ao meu povo nova religião
Sem interesse em ouvir nossa opinião
A raça e cada cultura tem que respeitar
A diversidade de fé devemos partilhar!
Se há diferenças nos costumes e na cor
Respeitem nosso jeito, este recado eu dou
O índio quase perdeu sua identidade
Perderam espaço, muitos vivem na cidade...
Já vivi de plantação, pesca e caças
Hoje vendo artesanato nas praças
Só queria um pedaço de terra para mim
Para viver com minha abá e meu curumim...
Índio sonha ter de volta sua liberdade
Poder viver bicho solto com integridade
Ser reconhecido como humano de fato
Novamente correr feliz e seguro pelo mato...
Esta terra maravilhosa já foi minha
Vejam com a ganância como ela definha
Quem prometeu repartí-la e não cumpriu
Foram eles os governantes do meu Brasil!
Por isso hoje eu não me calo
Estofo meu peito e bem alto falo:
Eu sou índio e brasileiro desta Nação
Tenho direitos e mereço consideração!

Todo ano hei de postar este manifesto. Serei voz dos sem vez.
Djanira Luz

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O NADA QUE É TUDO!
Vivia convencendo-se:
- Não sinto nada. Para mim não significa mais nada. Não temos nada a ver... Não quero mais nada com ele!
Dentro em si, bem lá no fundo do peito, onde o coração pulsa bombeando vida, ela sente bater a verdade sobre seu amado. Na realidade ele, o “nada”, é tudo em sua vida...
Djanira Luz

As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada! ELES TÊM PALAVRAS DE FADA! Desde bem pequeno Gabriel revelou-se menino com sede em aprender. Aos três anos sempre atento e aberto a novas descobertas. Foi assim quando viu pela primeira vez a mãe preparar-lhe um bolo de baunilha.Enquanto ela lia o que estava anotado em um velho caderno florido tendo um desenho de pote de mel e abelhas, o menino a observava maravilhado. Quando poucos minutos depois via que daquela massa gosmenta a mãe transformara num lindo e delicioso bolo, Gabriel pensava:“- Minha mamãe tem palavras de fada! Leu o que estava escrito e transformou tudo num bolo!”Ao passar dos anos, o menino crescia ainda mais atencioso a busca de novos saberes. Isso era muito bom! Foram assim os gênios, os grandes homens do mundo. Pesquisadores, inventores, cientistas, filósofos que como o pequeno Gabriel, insatisfeitos com as evasivas explicações sobre as coisas, iam a busca das suas próprias respostas e verdades. Gabriel era curioso. Ficava horas pensando em desvendar segredos, mistérios. O cérebro gostava disto! A mente quanto mais conhecimento se busca, mais ela se expande em compreensão, raciocínio e lógica. Foi assim que o menino descobriu que existem pessoas com o dom das palavras de fada. Capacidade de transformação com o que se diz.Com seis anos, já na em sala de aula, recordou-se das palavras de fada da mãe. A professora também detinha esta capacidade de transformação. Não em transformar ingredientes. O dom dela era com as letras! Ao unir letras, formava palavras, frases e de um monte de coisas antes incompreensíveis surgia-lhe novo mundo de saberes. Ao ler o primeiro livrinho, a mente de Gabriel parecia ter ocorrido uma explosão feito o “Big ben”. Um onda imensa de conhecimento abriu-lhe a mente para novos caminhos intelectuais. Encantado com o que lhe foi aberto, o menino gritou:- Professora! Suas palavras são de fada!!!Certo dia, Gabriel já aos quinze anos ouviu a vizinha dizendo ao filho Jonas que estava revoltado pela pobreza da família. O salário total do pai e da mãe eram insuficientes. Mal podiam garantir-lhes alimentação e vestes modestas. Com entendimento de mãe que ama, embora cheia de tristeza em ver o filho sofrendo carência, disse-lhe:“- Beto querido, no momento estamos enfrentando dificuldades, mas você está no caminho certo para obter sucesso e ascensão no futuro de sua vida! Seu pai e eu não tivemos oportunidades nem discernimento para cursarmos uma faculdade. Não houve quem nos orientasse a fazermos curso profissionalizantes disponíveis gratuitamente a fim de conquistarmos empregos melhores e não trabalhos temporários que temos atualmente. Seu pai e eu deveríamos ter casado só depois de bem empregados. Hoje sua vida seria melhor do que tem. O amor é lindo, porém é cego e burro! Paixão tira-nos a sensatez. Se fosse hoje, meu filho, com a mentalidade que tenho não teria agido com impulso e imaturidade da juventude. Grande parte do seu sofrimento, Beto, é minha culpa..."O filho perplexo com a confissão que ouvira. A mãe ali sem disfarces rasgando-se em culpas que não eram dela. Beto comoveu-se:- Mãe, não fale nem pense assim... Você é a melhor mãe do mundo! Nos piores momentos sempre tem uma fala, um sorriso ou um beijo e abraço para melhorar meus dias. E foi por amor que casou com papai, então tenho mais é que me orgulhar disto, pois sou soma dessa união. Não tenho que sentir revolta ou vergonha da vida que levo e sim muito orgulho! Foi muito bom o que me disse, mãe, pois me impulsiona a estudar com mais garra ainda para vencer. Sagrar-me um profissional! Obrigado, mãe!Do outro lado do muro, Gabriel constatou que a vizinha também era detentora de palavras de fada. Com sua sabedoria e amor foi capaz de dissipar maus sentimentos, transformando-os em orgulho e coragem para seguir tentando mudar destinos. Muitos anos se passaram e o menino cresceu. Homem feito havia se formado engenheiro arquiteto renomado. Além de transformar o nada em lares, shoppings, prédios comerciais, entre outros, ele levava otimismo por onde ia. Nas horas vagas corria o país ministrando palestras cujo tema era “Palavras de Fada”. Este poder positivo que muitas pessoas têm de transformar dor em alegria. Pesadelos em sonhos. Lágrimas em sorrisos. Enfim, mostrar pessoas a encontrar saídas de luz de negros labirintos.Ao longo das suas caminhadas, o Gabriel já feito homem, pôde perceber que há quem se utilize de palavras transformadoras de fada. Entretanto, existem aqueles que se valem das palavras de bruxas más. São os negativos, pessimistas, os severos de coração. Que tentam apagar luzes, pondo espinhos nos caminhos, minando a vida dos outros com dor e inseguranças. Gabriel entende que cada um escolhe a melhor forma a utilizar as palavras. Amor ou pessimismo. Ele escolheu a do otimismo. O mundo inteiro agradece!
Djanira Luz

As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada!MULHER PRETÉRITO-FUTURONuma tarde reuniram-se elas para o habitual encontro semanal de amigas. Dia escolhido para conversas fiadas e línguas afiadas.
Lana não se conformava com a forma de Zeti viver. Ora ficava absorta nas reminiscências dos tempos retidos bem lá atrás da sua vida, no distante e adormecido passado. Ora criava um futuro tão prometedor que se esquecia de fincar a mente e os pés no presente.
- Iiiih, Zeti! Volta para o nosso agora. Sai dessa máquina do tempo! Só a vejo falar do ontem ou do amanhã. E o hoje, como é que fica? Por que esta atitude?
- Prefiro viver recordando as alegrias do passado tendo esperanças que o futuro será bom para mim.
Uma outra amiga, a mais religiosa delas, censurou:
- Zeti! Com esse seu pensamento de viver em função do passado com a cabeça no futuro está indo contra os ensinamentos bíblicos onde diz que devemos viver o hoje, deixando para trás o tempo ido e não nos preocuparmos com o amanhã, pois "o futuro a Deus pertence"!
Tamborilando sobre a mesa, Zeti declarou:
- Acho que não sou uma boa filha de Deus. Talvez eu seja filha da Vida sem Pai...
- Que isso, Zeti, não falei por mal! Não fique assim... – Constrangida pelo que havia dito, a amiga tentou retratar-se. Sarah lembrou-se que em certos momentos entre amigas não cabe censura ou pregação.
- Ledo engano, Sarah! Não estou triste. A racionalidade da minha mente inibe meus sentires e nessa hora o intelecto impede-me de rir ou chorar. Por isso prefiro ser saudosa lembrando a alegria do passado e ter esperança de dias melhores no futuro. Enquanto penso assim esqueço-me do presente. Meu hoje não tem sido fácil. Nele existem poucos motivos para risos ou perspectivas... Por isso vivo o presente, sempre olhando para trás e para frente dos meus dias.
Lana que havia iniciado aquela conversa, tentado convencer Zeti a viver a atualidade, concluiu:
- Minha amiga querida, você não pode viver assim! Parece uma mulher sem presente. Por mais difícil que seja a vida, deve vivê-la no tempo real, Zeti!
- Lana querida, cada um escolhe a melhor maneira para sentir alegria. Este é o meio que escolhi.
Lana não aceitando as convicções da amiga, insistia em querer mudar-lhe as ideias, ainda tentou:
- Não entendo o seu jeito! Aliás, não entende e não aceito!
- Lana... Veja bem! Se fui, não estou, então poderei ser feliz outra vez em novos dias, não crê?
Por alguns instantes emudecida ficou Lana. Agora era ela quem parecia distante, talvez no seu passado ou quem sabe, no incógnito futuro. Finalmente Lana refletiu:
- É amiga... Eu que tanto tentei mudar essa sua atitude de recorrer as alegrias de ontem de olho nos sonhos do amanhã reconheço que deste modo você é bem mais feliz do que eu. Você não sustenta a dor, antes busca as boas lembranças tendo expectativas no amanhã. Já eu, do passado só tenho a recordação de dias de dor, carências, sofrimentos. E do futuro sinto medo pela incerteza do que me virá...
Com seu jeito sereno e resoluto de ser, Zeli aconselhou Lana:
- Então viva o hoje! Aproveite e desfrute deste momento belo. Viva o máximo do seu presente, pois ele é bom, amiga! E não tema o futuro, pois é lá que moram os sonhos. Os nossos cobiçados sonhos que iremos ou não realizar. Não importa se não pudermos realizar todos eles. O bom é que futuro é a casa dos sonhos que nos mantêm alegres e cheios de otimismos.
Lana antes com feições duvidosas, sorriu e disse animada brincando com a amiga:
- Se não vive o hoje você é uma farsa iludida com o que se foi e com o que virá, Zeli!
E Zeli revelou:
- Não! Nunca uma ilusão ou farsa... Eu sou es-cri-to-ra! Vivo a imaginar para levar contentamento e beleza ao leitor. Por isso recorro ao passado alegre e escrevo sonhos que habitam lindamente lá, no meu futuro escrito nas estrelas!
Djanira Luz

As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada! SENTIMENTOS VOLÁTEIS... (FOTOpoema) Mutáveis, transitórios
são os sentimentos
Estéreis, voláteis
os quereres
Extingas, finitas
as paixões...
Eterno?
Só o verdadeiro amor!
Djanira Luz

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UM SOL DE AMOR SEM FIM...Sempre voltados para mesma direção.
Apesar de parecer, não era combinado.
Ambos desconheciam o igual pensamento
e vontade do outro. Os corações deles sim
atraíam-se, chamavam-se para perto,
para um encontro. Desejando fazer de dois,
um só. Unir vidas e amores separados.
Restaurar risos às bocas e brilho aos olhos.
Que adianta ter tanto amor no peito,
sentir imensa saudade e não poder
aproveitá-la? Por detrás das magníficas
montanhas, ele e ela fixavam o olhar
no ocaso. Algo mágico os levava a
ficarem horas apreciando o momento
belo cuja visão do céu avermelhado
inflamava-lhes o coração de amor.
O casal jamais desconfiou que o Sol
articulasse todo aquele enredo! Foi a
maneira sutil encontrada para manter
acesa a chama do amor entre eles.
Ao admirar o Sol despedindo-se do dia,
a mulher recordava as horas iluminadas
passadas ao lado do homem amado.
E serenamente, sorria.
O homem ao contemplar o pôr-do-Sol
lembrava-se das rosas amarelas que
a mulher amada tanto gostava.
E discretamente, chorava.
E a saudade naquele momento sentida
pelos dois os prendiam em pensamentos
um ao outro. No coração do homem,
ardia a frase que a mulher havia cravado
em seu peito para nunca mais se esquecer:
“- Elos foram para não serem rompidos...
Nosso Amor é para sempre!”
O Sol era este elo que os prendia,
mantendo acesa e inflamada a chama
do amor que não tem fim. Ainda que
separados pela distância, montanhas,
ou destino...
Djanira Luz
As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada!BEIJO LILÁS!Embrulhado de vontade
um monte de beijos
entrego para meu amado
e beijo o rosto, a testa,
na boca é mais demorado!
O corpo todo arrepiando
alma e pele em frenesi
estou nele, ele em mim...
No beijo, somos um
metades completas
seladas com salivas
quentes de paixão...
Beijo é toque,
é troca
é entrega
é partilha
é tudo de bom!
Beijo meu amor
com lábios
em tom lilás...
Hoje é dia do beijo, então, envio minhas costumeiras beijoquinhas para você leitor querido!rs Djanira Luz

As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada! PARA SEMPRE ATÉ A MORTE! Ao som de Jesus Alegria dos Homens e Magnificat sorriam os noivos. Igreja ornamentada com Sempre Vivas, pois vivas deveriam ser eternizadas as belas lembranças daquele momento que foi pelos dois tão aguardado.
Com as bênçãos de Deus através do padre, o casal ouviu as palavras de compromisso amoroso ditas durante a celebração do matrimônio.
E no coração dos jovens enamorados parecia mesmo fácil cumprir os votos de viverem juntos até que a morte os separasse.
E se Casaram eles. Sonhadores e apaixonados. Promessa de viverem juntos para sempre. Sonho de contos de fada com finais felizes.
Lua-de-Mel mais que açucarada de Amor e desejos. Sonhos e esperanças. O tempo de melaço amoroso durou por dois longos bons anos. No terceiro ano de casados, um discussão. Depois outra. E mais algumas. Diferenças, intolerâncias haviam tomado conta da rotina do antes sonhador e apaixonado casal.
Muitas tentativas de superar as desavenças haviam sido propostas. O desgaste sobrepunha a paixão. A lembrança das promessas de feliz para sempre ia sendo apagada com indiferenças entre eles.
Um dia a mulher chegou feliz de para sempre sorriso no rosto e anunciou para o marido:
- César, vou separar-me de você... Quero o divórcio.
Apesar das acirradas discussões entre eles, César sequer desconfiava que o fim do casamento acontecesse. Quando a mulher falou-lhe sobre o pedido de separação, ficou indignado e na tentativa de mudar o pensamento da mulher, questionou:
- Minha querida, pense bem nas palavras do padre. Lembra que nos votos ele nos abençoou dizendo “até que a morte nos separe”?
Com o sorriso malicioso no rosto, a mulher justificou com fina ironia:
- Não, César, eu lembro direitinho de cada palavra do padre... Tanto que meu novo amor chama-se Pedro Antunes Boa Morte!

Uma agradável e divertida semana para você, leitor querido!rs

Flor Dama-da-Noite
As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada!A DAMA DA JANELA...Quando Rosa perdia o sono, varava noite lendo, zapiando canais de tevê, navegando na internet ou jogando tetris no mini game. Saudade, tristeza, ausência, preocupações, alguma coisa assim a despertava em ansiedade e angústia.
O relógio marcava vinte e três horas e sete minutos daquela quarta-feira e vontade nenhuma de dormir.
Tentativas para relaxar era recorrer ao copo de leite ou chá quentinho, olhar a lua ou a chuva conforme o tempo que se mostrava lá fora. Muitas vezes chovia dúvidas dentro em si enquanto no quintal o céu aberto mostrava-se repleto de certeza em estrelas luzindo, luzindo. Na ausência de carneirinhos, Rosa contava estrelas na vã tentativa de adormecer.
Foi até o escritório. Na gaveta da escrivaninha buscou papel e lápis. Voltou para a sala. Abriu a janela, debruçou-se sobre ela e rabiscou uns versos na folha branca. Ensaiou uns desenhos abstratos. Não conseguia dar forma a nada, pois imaginação não havia em mente capaz de criar algo concreto. Pensava nas tolices cometidas, nas palavras soltas no momento de impulso. Quanto mais lembrava, menos se concentrava. Desistiu do papel, abandonou o lápis.
O ruim das horas de insônia era que o pensamento enchia-se das burradas feitas, das palavras desnecessárias. É! O que se diz indevidamente são dispensáveis. Vinha-lhe a mente também os problemas da família. A lembrança da tia doente, a avó que não via há meses por conta do trabalho. Todos esses pensamentos serviam para lhe abarrotar de culpas, aumentando-lhe a ansiedade. Quis roer as unhas. Freou a vontade. Lembrou-se da festa de noivado da amiga no sábado próximo.
Como se buscasse algo, Rosa parou um instante. É que sentiu um aroma adocicado invadindo a casa. Correu os olhos pelo quintal buscando identificar de onde vinha tão sutil olor. Deslumbrou-se ao ver uma linda flor aberta. Ela era um convite ao sorriso, a boas lembranças, a horas felizes, a esperança de tudo acaba bem no fim!
Da janela, Rosa de pele alva contemplava extasiada a flor da mesma cor da sua tez. Brancas. Ambas. Rosa e a flor. Havia cumplicidade entre elas. Um silencioso diálogo acontecia entre Rosa e a flor. Sinestesia. Mistério, beleza, afetividade. Uma permuta de sensações.
O aroma, a beleza singular da flor devolvia a Rosa a paz que faz adormecer. Um bocejo, uma vontade de ir para a cama. Sorrindo, Rosa respirou fundo como se quisesse tomar emprestado da encantadora flor todo o aroma inebriante. Fechou a janela e foi dormir.
A natureza presenciou naquela noite um doce encontro. Na janela e no jardim da casa. Elas, as Damas da noite.

Djanira Luz
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ESPARRELAS... (Fotopoema) Apagou a luz das ideias
Afundou no poço de tristezas
Tropeçou nas pedras do desafeto
Mergulhou no oceano de lágrimas
Ficou na solidão a ver navios...
Djanira Luz