6 de abr. de 2010

ALGO DE BOM NO FIM!



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ALGO DE BOM NO FIM!

Há estradas sem volta...
Que seja de encontro a quem se ama!
Há vazios na alma...
Que seja pela ausência do ódio ou da solidão!
Há muita fome no mundo...
Que seja de saber, de amar, de viver!
Há pedras nos caminhos...
Que sejam de nobres atitudes diamantes!
Há frio cortante pelas noites...
Que seja saudade do amor que vai voltar!
Há pratos vazios sobre as mesas...
Que seja satisfação da barriga cheia!
Há lágrimas sendo derramadas...
Que seja choro da vida que acaba de nascer!
Para todo sofrimento, haja sempre consolo
Para todo desânimo, haja forte esperança
Pois amanhã, novos sonhos hão de vir!



Djanira Luz

5 de abr. de 2010

EXPLOSÃO DE QUERERES!




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EXPLOSÃO DE QUERERES!!


Quero estar ao menos uma vez contigo
Fotografar com meus olhos, o teu sorriso
Provar da mais pura e lúdica experiência
Retirando da tua alma a quintessência
Penetrar no mais íntimo dos mistérios
Secretamente nos teus conceitos sérios
Resgatar lá bem do fundo o adolescente
Conhecer todos os gostares da mente
Saber que estamos em plena sintonia
Ambos buscamos no outro, a harmonia
Num ápice de alegria e muita satisfação
Desvendar carinho, desejos do coração
Caminhar pela tarde da vida iluminada
Encontrar-te na noite linda, enluarada
Destinos que se cruzam casualmente
Duas mãos que se tocam suavemente
Explosão de quereres dentro em nós
A serem descobertos sob os lençóis...


Djanira Luz

3 de abr. de 2010

AMIGO JUDAS PRONTO PARA DAR O BOTE!



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AMIGO JUDAS PRONTO PARA DAR O BOTE!


Depois que apareceu uma jararaca na área dos fundos aqui de casa, tenho sonhado com cobras. Ontem sonhei novamente. A cobra estava sempre diante dos meus olhos aonde eu fosse. Enquanto a via, os lugares onde caminhava era claro, florido e bonito. Depois que ela desapareceu, o cenário mudou completamente. O caminho antes admirável deu lugar a uma estrada sombria, coberta de grandes pedras. Era toda acidentada, de difícil acesso. Desértica. Senti-me perdida, confusa sem saber por onde prosseguir.

Acordei assustada. A tarde pensei no Sábado de Aleluia com a malhação do Judas. E fiquei relacionando Judas, cobra, traição. E entendi que é bem melhor termos ciência do inimigo, saber que temos um inimigo-cobra-traiçoeiro ao alcance de nossas vistas e mente a termos um feito Judas que está ao nosso lado como amigo querido, que partilha da nossa palavra que alimenta o espírito e, da nossa refeição, que alimenta o corpo e mesmo assim, nos trai!

Quando sabemos de onde vem o mal, podemos evitar o bote, a investida. Em caso de sermos atacados, o estrago poderá ser menos doloroso por estarmos atentos. Quantos de nós temos um Judas ao nosso lado sem desconfiarmos? É! No sonho que tive, estranhei porque a cobra era verde. Geralmente as peçonhas têm cores fortes para nos intimidar e afugentar outros animais, como se dissessem “atenção, mantenha distância, somos venenosas”.

Só então compreendi que a cobra estava disfarçada justo para que eu não a temesse. Era para conquistar minha confiança. Certamente eu pensaria tratar-se de uma cobra inocente de jardim, quando na verdade, apesar da cor esverdeada, era uma venenosa jararaca pronta para me atacar!

Muitas vezes aquela pessoa aparentemente boa de sorriso fácil, de fala macia, está acima de quaisquer suspeitas sobre sua má índole. Nosso grande pecado é crer na superficialidade das aparências ou na sedução das palavras inteligentes e articuladas. O casal Nardoni agiu feito cobra venenosa como o Judas traiçoeiro. A pequena Isabela confiava neles. Um beliscão, uma bronca mais enérgica, talvez esperasse receber da madrasta ou do pai, mas nunca imaginou, creio eu, que teria o triste fim que teve.

Assim como no meu sonho onde vi belos e feios caminhos, enquanto não enxergamos o falso amigo Judas que está ao nosso lado, só vemos os seus bonitos aparentes adjetivos e os bons fingidos gestos. À medida que vamos descobrindo a verdadeira índole do que se dizia amigo fiel, cai por terra a máscara de bom moço utilizada para encobrir a face da maldade. A Isabela não teve a sorte nem tempo de identificar o Judas com seu bote por detrás do pai e da madrasta, infelizmente.

Por isso utilizo a frase que o Cristo sempre iniciava suas pregações, “em verdade eu digo”, por mais pavor que tenho da jararaca, temo muito mais os falsos amigos, pois nunca saberei de onde ou quando me virá o bote, o ataque venenoso.

Aproveito o tema propício, já que estamos no ano de eleição, sugerindo que atentemos para as escolhas políticas de modo não nos deixarmos seduzir pelo sibilar das peçonhas que se vestem de falsos sorrisos. De belas e sábias falas. De promessas acaloradas. Por detrás de toda encenação, identifique o Judas das mentiras traiçoeiras ou a cobra com seu ardiloso discurso envenenado.

E você... Tem algum Judas ou cobra em pele de bom samaritano amigo ao seu lado?






A você, leitor querido, uma abençoada, santa e doce Páscoa. Que o Cristo renasça em seu coração dando-lhe alegrias e esperanças em sonhos a serem realizados!rs




Djanira Luz



31 de mar. de 2010

ASSUMIDO AMOR...



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ASSUMIDO AMOR...


O sorriso faz lembrar-se dela, pois é a alegria personificada
Dias de Sol vê o brilho do seu olhar, ela possui luz própria
Vento sopra, porém, é o toque dela que sente acarinhá-lo
O canto doce do riacho ecoa, mas a voz ouvida é a dela
Tudo de lindo e suave que sente ou aprecia, nela ele pensa
Não há melhor sentir ou visão do que a da mulher amada...



Djanira Luz

29 de mar. de 2010

BALANÇOS DA VIDA!




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BALANÇOS DA VIDA!

No balanço, a menina
embala sonhos
embaraça os cabelos
viaja em altos voos
vento a faz sorrir...

No balançar da rede,
suspira a mulher de paixão
embaralha-lhe o coração
Saudade do homem amado
vento seca-lhes as lágrimas...

No balançar da cadeira
recorda a idosa, idos dias
confunde-lhe já, as ideias
memórias quase apagadas
vento dissipa o passado...

No balançar do destino
sonhos, saudades, realizações
rodopio de alegrias e lembranças
vidas em plenitude e beleza
vento refrescando esperanças...




Djanira Luz

UM GATO NO AQUÁRIO!!! (HUMOR NEGRO)




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UM GATO NO AQUÁRIO!!! (HUMOR NEGRO)



Amancheceu xingando a quinta geração daquele gato descarado que passou a noite inteira miando apaixonado para a Lua em cima do telhado, deixando-a quase noite toda acordada, incomodada com a cantoria dos dias de cio. Dirigiu-se para o banheiro na esperança de que o banho recobraria suas forças para suportar a lida da nova semana.

Banho tomado, alma e corpos refeitos, ouviu um barulho na copa. Imaginou que o peixe estivesse com fome. Era assim que avisava quando queria ganhar umas iscas. Saltava até quase pular fora do aquário deixando o chão todo molhado.

Acontece que a visão que Júlia teve ao se aproximar do aquário deixou-a de cabelos em pé e pêlos eriçados. O enorme gato preto da cantoria havia invadido-lhe a casa e na tentativa de fazer do peixe seu café da manhã, caiu dentro do aquário! A imagem do gato na água o fez ficar enorme, com olhos esbulhados tentando sair lá de dentro. O peixe agitava-se desesperadamente dando voltas ao redor do gato que se debatia, mostrava os dentes afiados. Não mais querendo devorar o saboroso banquete e sim fugir daquela armadilha que a gula o fizera prisioneiro.

Júlia gritava:

-Ai, meu Deus! Ai, meu Deus! O que faço? – Não havia mais ninguém em casa e como tinha horror a gatos, estava descartada toda possibilidade da Júlia ser a salvadora do gato ladrão miador das noitadas!

O gato olhava com olhos de terror para a mulher. A mulher com mais pavor retribuía o olhar do gato. O negro gato virava feito crocodilo quando pega uma vítima. A cena era deveras asssustadora. O coração de Júlia batia a mil por hora. O som borbulhante que o gato fazia dentro do aquário deixava os nervos da mulher entrar em ebulição. Sem saber o que fazer, Júlia foi até o quarto e sem noção da atitude, pegou a câmera fotográfica para registrar a cena inusitada e horrenda.

Um gato no aquário! Tremendo mais que bambu em dias de ventania, Júlia tirou duas fotos do gato de olhos esbugalhados. Em seguida pôs na opção de filmagem e ficou por alguns minutos registrando a agonia do gato. De repente, uma grande compaixão tomou conta da mulher, pois percebeu que gato infeliz ia perdendo as forças. Não! Ele não podia morrer! Como que saísse do transe por não tomar atitude sensata e esperada de resgatar o gato, Júlia corre até a rua. Chama o vizinho para lhe auxiliar na salvação do felino.

Ao se deparar com aquela estranha cena, Jonas deu uma gargalhada e disse:

- Vai, mané querer comer peixe sem pagar! – E olhando para Júlia continuou. – Eu acho que não tenho coragem de tirar este gato do aquário não, Júlia! Gato acuado fica arisco e agressivo... Vou é chamar o Vado que tem mais jeito com bichos!

Da janela, Jonas gritou para o irmão:

- Vado, corre aqui, rápido!

Quando Vado entrou na copa, não achou graça. Ele amava bichos, sobretudo, os gatos. Pediu que Júlia trouxesse toalhas ou lençóis velhos para enrolar o gato. Quis também uma vassoura. Segundo ele, o gato se agarraria ao cabo da vassoura e nessa hora aproveitaria para lhe enrolar nos tecidos.

- Olha, acho melhor saírem daqui, pois o gato como está apavorado, vai ficar muito agressivo. Deixem-me só aqui.

Antes de se dirigir para a sala, Júlia deixou a câmera ligada para filmar aquele momento de resgate arriscado.

Da sala, Júlia e Jonas puderam ouvir os berros do gato e Vado suavemente dizer:

- Calma, amigo... Calma gatinho... Venha aqui que vou secá-lo...

De repente a voz do Vado alterou-se. De tranquila ficou assustada, diria até um tanto quanto apavorada:

- Não gatinho, não, nãooooooooooooooooo! Ai, gato desgraçado! Ele me mordeu!!!

O gato saltou dos braços do Vado e como se voasse correu pela casa chegando até a sala onde estavam Júlia e Jonas. O gato passou como um raio entre eles saltando em seguida pela janela ganhando a rua. Júlia havia perdido a cor e a fala. Estava paralisada de medo.

Vado apareceu com o braço sangrado por causa da mordida. Jonas, a pedido de Júlia o levaria ao hospital para fazer curativo e, talvez, tomar alguma injeção.

- Obrigada, Vado pelo que fez! O que for preciso gastar em medicamentos ou curativos, pode comprar que pagarei.

Depois de passado o susto, Júlia finalmente lembrou-se da câmera ligada. Antes, porém, foi verificar o peixe. Pareceu-lhe normal. Já nadava tranquilamente. Voltando-se para a câmera, viu a filmagem. O desespero do gato agarrando-se ao cabo da vassoura ficou entre traumático e hilário. No momento em que Vado tentava enrolar o bichano, o gato pareceu ficar ainda mais arredio e desconfiado da bondade do rapaz. Ao invés de aceitar ajuda, defendeu-se com uma generosa dentada. Atitude normal em se tratando de bicho arisco!

Claro que o vídeo foi parar na internet, obtendo admirável número de acessos. Ser humano é mesmo sádico! O que Júlia não contava era que receberia uma intimação por sadismo pela exposição e exploração do animal. Irritada, Júlia reclamou:

- Eu bem sabia que aquele gato preto pulguento me daria azar!

Nessa hora surgiu no pensamento da Júlia a imagem do gato sorrindo debochado como o famoso gato do filme Alice nos país da maravilhas. E ela quase pôde afirmar que o ouviu dizer:

“- Quem rir por último rir melhor! Miauuuuuuuuuuuuuu”

E com desejo de esganar o gato negro de sarjeta, numa insana briga com sua própria imaginação, Júlia retrucou furiosa:

“- Quem rir por último é retardaaaaaaaaado", seu gato dos infernos!”



Imagem do meu arquivo pessoal.


Adenda: Hoje durante o almoço, olhando o Oscar (Apaiari), batizado por meus filhos de "Beethoven", ocorreu-me este pensamento e fiz o conto.rs




Djanira Luz

28 de mar. de 2010

UMA RIQUEZA SIMPLES ASSIM...



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UMA RIQUEZA SIMPLES ASSIM...




Mary acordou agitada do pesadelo. Ofegava, tremia. Dentro em si, um coquetel de sentimentos oscilando entre saudade, remorso, carinho, vergonha e compaixão. Um desejo grande de rever a família que deixara para trás há doze anos quando decidiu partir do Rio Grande do Norte para a grande São Paulo com objetivo de obter prestígio, ser importante. Ter sucesso, vencer na vida esquecendo-se da miséria a qual se viu obrigada a suportar.

Cobrindo o rosto com as duas mãos, ela não sabia o motivo do coração depois de tantos anos trazer à tona lembranças de um tempo onde a vida era pé no chão, Sol na cara e muita miséria sobre a mesa. Não! Queria esquecer de onde viera. Havia endurecido o coração e enterrado junto com os anos que se foram, os rastros do que viveu no passado. A família simples era motivo de desprezo e rejeição. Aos vinte nove anos mal se lembrava dos tempos da dificuldades. Havia deletado de si os malditos dias idos há muitas primaveras atrás.

Ao contrário de toda sua vontade, de todo o querer, Mary sentia saudade da risada mãe, do paizinho das mãos calejadas, das irmãs das roupas simples e das falas caipiras.

- Por que isso agora? Que droga de sentimento fazendo-me mole? Eu estou chorando!? – Mary sentia-se mal com o que sentia. Não queria jamais admitir que o coração a impelia ir ao encontro das suas origens, voltar para braços do pai, para o colo da mão e para os abraços da manas.

Olhando para o relógio digital sobre o criado mudo, conferiu a data e pensou:

“- Meu coração deve estar derretido assim como manteiga de garrafa porque hoje é dia de Ramos... Semana Santa sempre amolece meu coração!” - Mary lembrou-se que naquela mesma data, todos os anos a mãe reunia a vizinhança na fazenda para a Missa de Ramos. Era o maior acontecimento do pequeno povoado. Lembrou-se ainda, aos oito anos de idade, brigou com o amigo Neko porque ele estragou seu ramo da procissão confeccionando uma pulseira trançada para servir como símbolo de namoro para eles. Veio a imagem da raiva sentida naquela hora e de ter pisado no pé do Neko com força e ter corrido na tentativa de conseguir outro ramo de Palmeira.

Logo que chegou a São Paulo, Mary estudou numa ótima faculdade. Obteve destaque no estágio por ser determinada, inteligente e conseguiu logo bom emprego. Á medida que ascendia profissionalmente, mais se distanciava das lembranças da menina simples. Na grande cidade crescia em talento e prosperidade. Vivia rodeada de luxo e já falava fluentemente três idiomas. Viagens, festas, vida social, tudo o que sonhava, podia. O que desejava estava ao alcance das suas cifras.

Por bons anos Mary acreditou que tudo aquilo seria suficiente para ser feliz. Bastou um pesadelo, um pouco de consciência que lhe restava e muito de remorso em sua vida para que sentisse a vontade de voltar ao seu local de origem. Sem muito pensar, quando o relógio marcou seis da manhã, levantou-se da confortável cama. Depois do banho, pelo celular comprou a passagem para a volta ao lar dos pais. Todo ano Mary recordava da família, sem contudo, ter coragem ou vontade de voltar ao Rio Grande do Norte para uma visita ou mesmo fazer uma simples ligação telefônica. Mas, no ano em que completaria trinta anos, o amadurecimento talvez a tivesse feito sentir falta das fortes raízes abandonadas na terra natal.

Quando o táxi aproximava-se da antiga fazenda, Mary pediu que motorista parasse e que esperasse alguns minutos. Desceu do carro, sentiu o aroma de mato fresco pisado, respirou do ar limpo, deliciou-se com a brisa fresca em seu rosto como um primeiro afago da terra que por anos ficou sem vê-la.

Diante da cena que via, Mary sofria pela lembrança das suas últimas falas para os pais. Voltou no tempo, quando aos dezessete anos, cheia de rebeldia com uma mochila nas costas e muitas ambições e sonhos em mente, disse para eles:

- E não adianta insistir para que eu estude em Natal, eu quero voar alto, quero ir para a Nova York brasileira! Eu vou para São Paulo e não há quem me impeça, entenderam? E podem deixar a porteira fechada que minha ida é sem volta. É para nunca mais voltar!

Naquele instante, Mary que se chamava na verdade Maria do Socorro, chorava feito menina carente de colo. Chorava como criança abandonada ou menina arrependida. Baixinho falou:

- Meu Deus! Como pude ser como fui? Meus pais não mereciam as palavras duras proferidas por minha boca malcriada! E hoje aqui, diante da porteira fechada eu me sinto como o filho pródigo arrependido, de coração desmanchando em aflição pela consciência dos erros cometidos fico pensando do que adianta ser poliglota, falar várias línguas se desaprendi a linguagem do amor. Quanta riqueza em ensinamentos desperdicei por estar cega de ganância, por querer ser importante, abdiquei dos valores mais raros e nobres. Pobre pais, como pude...

Mary abriu a porteira, fez sinal para que o táxi passasse. Quando o carro parou para que entrasse, ela disse que seguiria andando, que ele seguisse em frente até a casa.

Com os pés e a vergonha no chão, Maria do Socorro caminhava lavando a alma em lágrimas e arrependimentos. Ao ouvirem a buzina do carro, pai e mãe vieram ver quem chamava. Ao avistarem a filha, o mãe chorando gritou para o pai:

- Corre homem de Deus, é a Maria S.O.S! – A mãe com o amor que não acaba, com aquele amor que vai crescendo conforme a estatura do filho, a chamou pelo mesmo carinhoso apelido de quando Mary menina – Maria S.O.S.

Mary entre choros e risos, alegrias e vergonhas, sentiu que Deus havia permitido novamente repetir aquela cena do filho pródigo que partiu em orgulho, retornou pobre de vergonha e recebeu a riqueza do perdão e do amor que não tem preço, não se compra e cuja linguagem não se aprende a não ser com o coração pleno de sentimentos verdadeiros e humildes.

Foi a primeira vez que Mary sentiu seu coração realmente leve e limpo. Decidiu viver a vida sem porteira fechada para o que mais importa, o amor verdadeiro da família, dos amigos, do lado bom e belo da vida. Uma riqueza simples assim...

27 de mar. de 2010

NOSSAS METADES...


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NOSSAS METADES...


Meu corpo pede tuas mãos
Os lábios, os beijos
Delírios loucos em mente
Pernas, braços, te quero todo

Fome de desejo incendeia
A alma de paixão sorri
Sopro do teu divino amor
Penetrando em minha vida

União cálida e benigna
Entrelaços de histórias
Labirinto de carícias
Desnudo-me em ti

Pensamentos em sintonia
Na troca de olhar reflete
O querer em reciprocidade
Metades que se completam...









Djanira Luz

26 de mar. de 2010

VALORES PARA O MUNDO E PARA A VIDA!



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VALORES PARA O MUNDO E PARA A VIDA!


Enquanto aguardava ser atendida no consultório, observei uma cena cujo aprendizado, por sugestão, tento passar a diante.

Ao meu lado um senhor no alto dos seus sessenta e tantos anos. Sério. Compenetrado. Boa aparência. Trajava-se com elegância e bom gosto. Lia O Barão nas árvores. Título original do português Ítalo Calvino é “O Barão Trepador”. E eu lia A Seta de Verena do amigo e autor Perce Polegatto. Um ótimo livro que ganhei de presente!

Na cadeira transversal de onde estávamos, um menino com seu brinquedo e sua mãe também aguardavam atendimento. Pouco tempo depois chegou outro menino com seu pai. Tanto o que já se encontrava no recinto quanto o que chegou pareciam ter por volta de dez a onze anos. Não mais que isso.

O menino mal havia chegado na clínica e apresentava sinais de agitação. Correu os olhos, talvez a procura de um lugar para sentar. Foi quando avistou o outro menino e gritou entusiasmado:

- Nicolas!

O Nicolas olhou para a mãe que sorriu consentindo que ele fosse até o amigo.

- Oi, Yuri! Veio fazer exames também?

- É! Torci a perna no futebol ontem.

O Yuri olhou para o brinquedo do Nicolas, voltou para perto do pai. Abriu a mochila, pegou algo eletrônico do filme Jornada nas Estrelas. Vi que era o mesmo que o Nicolas segurava.

Yuri olhando para o brinquedo, disse para Nicolas:

- Olha, o meu custou trezentos reais!

Surpreendi-me porque ele exibia com superior orgulho não o brinquedo e sim o preço do objeto. Nicolas sem mudar as feições, falou:

- A minha foi cinquenta.

Nicolas não parecia importar-se com o preço do brinquedo. Demonstrava era satisfação com o que tinha.

O senhor ao meu lado, finalmente, puxou conversa comigo dizendo:

- Repare, minha cara, a diferença de valores entre os dois meninos. Um, transbordando em orgulho pelo preço do brinquedo. Outro, exalando simplicidade.

Concordei e acrescentando:

- Está certo, senhor. Yuri aprendeu com os pais, valores para o mundo. Nicolas, os valores para a vida. E sorri. Notando interrogações no olhar do senhor, completei:

- O menino que se exaltou pelo preço do brinquedo está pronto para o MUNDO. Saberá viver de acordo com as regras por ele impostas. Mas, se algum dia ficar sem finanças, poderá sofrer por não ter aprendido verdadeiramente a diferença entre preço e valor. Agora o menino que vê o brinquedo acima da importância gasta para sua aquisição, este está preparado para a VIDA. Poderá enfrentar quaisquer obstáculos. Tendo muita ou pouca quantia, estará pronto para suportar dificuldades vindouras e vencê-las.

O senhor fitou-me por alguns momentos em silêncio. A recepcionista o convidou a entrar no consultório. Era a sua vez. Antes de se retirar, porém, ele me aconselhou:

- Você gosta de escrever? Poderia registrar o que acaba de me dizer. É maravilhoso! Cumprimentou-me e seguiu acompanhando a auxiliar do médico.

E eu, obediente que sou, vim cá escrever!rs

E você está preparado para o Mundo ou para a Vida? Eduque com sabedoria e amor!



Djanira Luz

25 de mar. de 2010

SUAVIDADES...



Imagens do meu arquivo pessoal.


SUAVIDADES...



Dança a alma em doce balé
Borboletas alegres no estômago
Borbulha de sonhos a mente
Felicidade brotando na vida

Passos ternos sob as estrelas
Caminhos de Luz Sideral
Esperanças salpicam os dias
Beijos de flores na alva tez

Suave vento os cabelos revolvem
Um leve sorriso no canto dos lábios
Olhos felizes mergulhados no Céu
No coração da mulher, o Amor...




Djanira Luz
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