22 de jan. de 2010

OUSADA SINFONIA...(FOTOpoema)




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OUSADA SINFONIA...(FOTOpoema)

Encostada ao violoncelo
Sonho contigo, te quero
Alma e tez totalmente nuas
Desejando que me possuas...
Como tu tocas o instrumento
Apalpa-me neste momento
Rege-me o corpo sobre cama
Em concerto de paixão que inflama.




Djanira Luz

21 de jan. de 2010

AO DEUS QUE ACREDITA EM MIM...



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AO DEUS QUE ACREDITA EM MIM...



Entrego-te, Pai, todos os problemas difíceis de solucionar. Os meus e dos amigos que pedem meu auxílio. Oh, Senhor de todo bem, peço fortaleza, serenidade e segurança. Mantenha-me de pé ante tantas provações diante de mim. Dá-me força para suportá-las e paciência para saber esperar o momento exato da solução.

Divino Mestre... Ensina-me a observar com peculiar atenção as vítimas das fortes chuvas ou de alguma catástrofe natural. Faça-me confiante como elas. Mesmo perdendo tudo conservam a fé inabalavelmente forte. Em momentos em que deveriam revoltar-se é justo quando mais te buscam e te louvam agradecidas. E eu, como filha ingrata, algumas vezes fico aborrecida com a chuva abençoada que envias para brotarem frutos que saciarão minha fome e, só pelo simples fato dela cair em dia programado para diversão... Eu que deveria mostrar gratidão pelo alimento que me vem depois dela, ainda sou capaz de ser mal agradecida... Quantos desejam chuvas e não têm para a boa colheita ou para lhes saciar a sede! Ajuda-me, Criador, a ser grata em toda e qualquer situação.

Deus Eterno, não permitas que me endureça o coração a ponto de fechar os olhos a tua bondade, a dor do meu irmão, a todo sofrimento do mundo. Faça de mim um cântaro e me preencha de bondade, de amor solidário, de perdão sem limites. Acima de tudo, Deus, que eu não só tenha palavras bonitas para expressar, seja antes, meu gesto tão mais belo capaz de me edificar e melhorar enquanto humana e tua filha.

Não permitas que use teu nome em vão ou para minha promoção. Que minhas palavras sejam reflexos da minha alma. Se há alguma gota de orgulho em mim, Senhor, retira-o o quanto antes. Quero ser uma obra tua, um exemplo de humildade, pois tu és a maior, melhor e mais sublime prova de modéstia.

Deus-Trino, apesar de acreditar em ti, tu confias muito mais em mim. Sei porque, sendo eu uma minúscula partícula deste imenso Universo, confio nos filhos que me deste. E tu, então,muito mais confias nos teus filhos, criados pelas tuas mãos misericordiosas. Espero ser merecedora dessa tua confiança e que nunca desistas de acreditar nesta filha que te louva e te ama .

Assim Seja!



Djanira Luz

20 de jan. de 2010

SEGREDOS, BOM DE OUVIR E DE GUARDAR...


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SEGREDOS, BOM DE OUVIR E DE GUARDAR...


Não sei se sorte ou azar. Se bem ou mal. Acontece que muitas pessoas confiam-me seus segredos. De graça. Do nada. Chegam e vão contando. Não precisam nem ter tanta intimidade de longas datas. Simplesmente me escolhem como boa ouvinte para guardar suas confidências.

Numa coisa elas estão certas, sou uma pessoa confiável. Guardo segredos há anos. Chego a pensar que deveriam existir cofres para depositar tanto tesouro. Sim, cada segredo revelado é como uma joia única e preciosa que tranco com cuidado. Na falta de um cofre, deposito no coração. Dele não vaza para a boca, pois não há saída. Ninguém corre risco de ser descoberto.

É muito bom poder confiar em alguém. Melhor ainda é inspirar confiança. Eu, porém, não confio meus segredos a ninguém. Não que eu não acredite na discrição dos amigos ou dos membros da família para revelar os meus. É que sei muito bem o peso e a responsabilidade em guardá-los. Nem todos conseguem conviver com certos barulhos na cabeça. Acho que aprendi desde cedo a ouvir e a silenciar. É treino de longos anos, por isso sei reter em mim o que me confessam.

Acho que pessoas me dão créditos para contar suas intimidades é consequência da minha natureza discreta, reservada. Isso conforta e aumenta a confiança para se abrirem comigo.

Quem se vale para ouvir e proteger os segredos precisa fazer as vezes de um sacerdote. Ouvir somente, não criticar e guardar para si. Cada um sabe até aonde ir e onde confiar, por isso não devemos opinar na vida ou nos segredos alheios. Só devemos dar opinião quando nos for solicitada, no mais, o silêncio é a melhor saída. Afinal, segredo é para ser guardado, não questionado, não é? Agora, se não tem certeza se pode confiá-lo a alguém, então o sensato será guardá-lo no coração.

Bem, na verdade, há alguém que sabe de todos os meus segredos. Algumas vezes acho ele que fica até com os pêlos ouriçados e, em outras ocasiões, parece querer gargalhar, mas se contém. Eu conto todos os meus segredos para o meu lêmure de pelúcia. Só fico imaginando se ele cai nas mãos de algum feiticeiro de magia negra que resolve fazê-lo falar tudo o que sabe secretamente de mim, meu Deus! Tô frita! Brincadeirinha...rs

E você, conta seus segredos a alguém de confiança ou prefere guardá-os para si?



Djanira Luz

RIO... SOB AS BÊNÇÃOS DO PROTETOR!


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RIO...
SOB AS BÊNÇÃOS DO PROTETOR!

Sob o Sol de Ipanema
Muitos criam poemas
Na praia de Copacabana
Estátua do Poeta bacana
Sobre Cristo Redentor
Tanto já se cantou
Do alto do Corcovado
Deus seja louvado!
Baía da Guanabara
Beleza encantadora e rara
Pelo bonde do Pão de Açúcar
Bons ventos refrescam a cuca
Vê-se das alturas toda a cidade
Rio, braços abertos para a felicidade
Com flechas atravessadas no coração
Salve o Santo Padroeiro, São Sebastião!



Djanira Luz

QUANDO ELA VEM NÃO DÁ TEMPO PARA MAIS NADA!


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QUANDO ELA VEM NÃO DÁ TEMPO PARA MAIS NADA!


Ontem risos soltos, casa cheia, festa. Hoje, nas primeiras horas do dia a notícia de falecimento do senhor levou para distante a lembrança dos alegres momentos vividos no dia anterior.

Incoerente o fato que muitas vezes tive medo da felicidade. Geralmente nos dias em que estava tão feliz de sentir o corpo parecer levitar, algum momento eu parava temendo o dia seguinte, pois me ocorria a frase - “muita risada hoje, choro demais amanhã”- e vice-versa.

Nunca soube se era negativismo das outras pessoas para estragar a felicidade que pairava no ar ou se era o preço a ser pago pela alegria. Tipo uma balança de equilíbrio emocional. Riso, choro. Lágrimas e sorrisos.

Mas, poxa! Não deu para digerir os bons minutos que vivi e meu coração já se encheu de dor. Não que a dor seja exclusivamente minha, a dor é de outra pessoa. Embora quando amamos, a dor alheia passa a ser também nossa. Por isso sofremos juntos se o amigo sofre.

Sabe qual o pior mal da morte? É que ela não avisa o momento exato. Algumas pessoas acometidas por grave doença ficam por muito tempo internadas em hospitais ou padecendo sobre o leito na própria casa, tendo uma morte lenta. Nesses casos a família e os amigos têm chances de perdoar ou pedir o perdão, de acertar alguma pendência sentimental. Agora quando a pessoa morre subitamente - como no caso de hoje -, seja morte natural ou acidental, não temos chance nenhuma de dizer aquilo que deveríamos ter dito. Por falta de tempo ou de coragem, vamos adiando. Por fim, ficamos sem dizer.

Aquela fala emudecerá ou aquele gesto ficará imóvel para sempre conosco. Morre-se a pessoa e com ela o que não foi dito e o que não foi feito a tempo e a hora. Então, ame e seja sincero com quem você estima. Se tiver que falar verdades diga, mas se tiver que pedir perdão, peça. Não adie mais um minuto sem calar na garganta o que tem para dizer a quem de direito. Se precisar fazer algo por alguém, faço-o hoje, agora, já! Não deixe para o depois, pois o depois pode ser tarde demais para vocês.

A vida é linda, porém, breve. Não guarde rancores, não guarde o perdão. De nada valerá ele aí preso dentro em seu coração. Deixe que o perdão voe para o coração de quem necessita recebê-lo. E se for do contrário, tenha a humildade de aceitar desculpas. De que vale o orgulho, para que lhe servirá a não ser para levar uma vida amarga, ruminando as desavenças passadas? É preciso, antes de tudo
perdoar-nos os erros, nossas falhas para depois perdoarmos o próximo.

Quando a morte levar aquela pessoa que você ofendeu ou que o tenha magoado, se você não tiver tempo para a reconciliação, em seu coração ficará a tristeza eterna do perdão que não concedeu, do sorriso que não partilhou, do abraço que não confortou, da palavra que não libertou por não ter dito o que era necessário dizer. Desta forma, você viverá acorrentado ao remorso soberbo que foi maior do que a bondade da absolvição.

Mude sua vida a partir deste momento. Distribua abraços, sorrisos, apertos de mãos. Esbanje alegria sem temer se amanhã lágrimas descerão pela face. Viva a cada minuto não se importando com o que virá depois. Risos, choros. Lágrimas, sorrisos. O importante é ter a consciência livre e o coração limpo das sujeiras que o mantém aprisionado aos sentimentos egoístas e inúteis que impedem em se ter uma vida plena de alegrias.

Sinto muito pela perda do senhor amigo. Mas, graças a Deus, louvo em dizer que não tenho a quem mais pedir perdão. Espero viver o suficiente para perdoar alguém, que porventura, me fez ou que me queira fazer algum mal.

Ontem, celebrei a vida. Hoje, choro a morte. É a vida! Lembre-se que a morte não escolhe hora, cor dos olhos, cor da pele, nem estado ou país. Vem sorrateiramente. Por isso, reconcilie-se consigo mesmo e com o outro enquanto é tempo e viva feliz!rs



Djanira Luz

18 de jan. de 2010

VIDA QUE PASSA DIANTE DO ESPELHO...


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VIDA QUE PASSA DIANTE DO ESPELHO...

Não fosse o espelho ou a fotografia, eu não sentiria os dias que se foram. A cada novo ano, a cada troca de idade não sinto diferença da menina que fui para a mulher que sou.

Continuo acreditando em muitas das coisas que cria quando pequenina. De certo que não acredito mais em Papai Noel, tampouco em Coelhinhos da Páscoa ou em Contos de Fadas com suntuosos e lindos castelos. Afirmo, porém, que não deixei de sonhar e acreditar num amor verdadeiro e duradouro. Dure o tempo que der. Com direito até finais felizes! Se houver uma separação, que seja um final assim, amigavelmente feliz.

Penso que o tempo não passou porque em meu coração ainda sonho com belos dias onde eu possa dormir com portas e janelas abertas sem medo ou perigo de algo ruim acontecer. Porém, mais que isso, acredito poder deixar as portas e janelas abertas do meu coração sem medo que meu próprio semelhante, meu irmão de sangue ou de vida, tenha coragem de me fazer sofrer.

Não vi o tempo passar porque teimo em acreditar na possibilidade de viver a paz. Muitos hão de me considerar sonhadora demais, infantil demais ou qualquer outra coisa demais. Não importa os adjetivos que usarem para me rotularem. Do jeito que vivo, só percebo que o tempo passou diante de um espelho ou de uma fotografia, pois não desisto de ser feliz a cada nova manhã, a cada novo ano ou nova idade.

Quando vejo pessoas incrédulas sobre o amor, sobre melhorias no mundo, eu não as considero maduras. Acho que, na verdade, intitulam-se amadurecidas para camuflar suas amarguras, suas dores e rancores. São assim porque deixaram adormecer a criança interior. Sem ela que conserva a visão pueril, o adulto deixa de enxergar a vida com os verdes olhos da esperança.

Sabe o segredo? É conservar bem viva a criança dentro em nós. Deixá-la agir nos momentos em que o mundo abre-nos um leque de acontecimentos tristes ou feios para que a vida não perca cores e sabores que só uma criança inocente é capaz de sentir ou enxergar mesmo numa guerra. E sabe por que desta proeza? Porque a criança percebe que tem um futuro pela frente e que a cada dia, ao passo que crescem suas perninhas, ela poderá mudar o amanhã para melhor. Por isso eu alimento todos os dias esta menina aqui dentro com sorrisos, com esperanças e até algumas lágrimas necessárias que aliviam o peito.

Partiram as brincadeiras de menina, a pureza da inocência, todos os brinquedos e certas lembranças de um tempo longe quando fui criança. Porém, a garotinha permanece viva e danadinha que só ela para fazer dos meus dias uma taça refrescante e saborosa de sorvete sabor baunilha!
Não fujo da idade nova que me chega. Não mesmo. Apenas saboreio cada uma. E se puder sentir bons gostos, a nova idade fica ainda bem melhor.

O espelho, o qual cito nesta crônica não se refere somente ao espelho objeto e sim, principalmente, aos espelhos antigos que são meus pais, onde mirei-me muitas vezes para ter o caráter que conservo até hoje. E aos novos espelhos, meus filhos, onde procuro refletir bons exemplos de lições para eles no amanhã.

E sigo feliz de mãos dada com a menina que só descobre que o tempo passa diante do espelho ou de uma fotografia, pois eu bem sei que sentimentos não envelhecem.

Ah! E tem que ter bolo todo ano! Adoro festas, barulhos de comemorações. Se Deus permitir que eu viva até cem anos, se não conseguir assoprar as velinhas será por falta de força física, não de animação! E certamente algum filho, neto, ou quem sabe, bisneto, fará isso por mim!rs



Eis que vim ao mundo envolta EM QUATRO ELEMENTOS dia 18 de janeiro de 1965!rs

17 de jan. de 2010

VEREDAS E REMANSO...(FOTOpoema)



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VEREDAS E REMANSO...(FOTOpoema)


Por onde rodou foi feliz ou até sofreu
Viu elos de amor, viu também o adeus
Atravessou pontes, alguma ela viu cair
Seja a situação vivida precisa prosseguir
Seguindo sempre sem voltar para trás
O passado deixá-lo esquecido, ele jaz
Haverá outro belo caminho a percorrer
Cada novo dia convida-nos a viver
Agora recostada na árvore bem discreta
Descansa à sombra fresca, a bicicleta
Depois de tantos caminhos e pedaladas
Imóvel, admira a paisagem sossegada...









Djanira Luz

15 de jan. de 2010

UM PEDIDO DE CASAMENTO...


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UM PEDIDO DE CASAMENTO...

- Você quer casar comigo?

Do outro lado do telefone, tomada de assombro, ela não soube o que pensar, nem o que responder. Se estivesse sentada, certamente caíria da cadeira. Sentiu que os joelhos bamberam. Afinal era tudo o que sonhou acontecer. Mas, havia passado já algum tempo sem ao menos se falarem. Antes de pronunciar qualquer palavra, correu para o quarto parando em frente ao espelho. Sempre desejou ver as feições de alguém que acabara de receber um pedido de casamento.

Havia brilho, havia luz, felicidade, satisfação, enfim, um coquetel de bons sentimentos e energias pairando sobre sua face e por todo corpo que respondia em arrepios e batidas mais acelerados do coração.

Como podia ser? Após tantos desencontros, ausências, separação, ele liga e simplesmente detona aquele pedido! A cabeça da mulher parecia o mais moderno dos processadores de dados. Eufórica pensava em tudo, em cada detalhe daquela fala que acabara de ouvir ao telefone, daquela pergunta mágica, encantada. Riu ao pensar na certeza da resposta.

Sim! Claro que sim que ela queria casar com seu grande amor. Ela nunca desistiu de esperar por ele, sabia que era amor que sentiam um pelo outro. Apenas a vida havia reservado aquele momento para eles. Lembrou-se da irmã que habitualmente repetia um pensamento “As melhores coisas são inesperadas”. Estava certíssima a irmã querida. Aquela frase ao telefone, aquele gesto, aquela boa surpresa, foi o que de melhor aconteceu em muitos meses.

-Alô! Alô! Querida? Você está aí?

Voltou a si. Precisava recuperar a voz e a sensatez. Queria muito dizer seu sim, precisava primeiro certificar-se de que aquela alegria toda era correspondida com mesma intensidade.

- Sim, estou aqui! É que preciso saber...

- Não. Ouça primeiro o que tenho a dizer... Estou decidido a casar com você. Resolvi minha situação, estou livre para recomeçar ao seu lado. Nunca tive tanta certeza na minha vida. A solução para mim é você, meu amor!

- Olha, querido, eu não prometo dias perfeitos, nem fantasiosos ou impossíveis ao meu lado. Garanto sim que terá todo amor que me cabe todos os dias da minha vida. E não prometo final feliz. Antes, garanto que teremos finais felizes. Cada dia faremos uma nova história onde iremos nos descobrindo em cada gesto, manhas, gosto, chatices, manias. Tudo com verdades e muito carinho.

- E eu quero você assim do jeito que aprendi amá-la. Com seus defeitos, com suas ideias absurdas de pensar sobre mim, do seu jeito sincero, transparente e incrivelmente belo de ser. Sem máscaras, sem mentiras. Quero que continue assim simplesmente livre para falar e fazer tudo do jeitinho incrivelmente puro que me fez apaixonar por você.

- Ah, meu amor! E também quero que seja assim para mim, pois sempre soube que você chegou sob medida em minha vida...

E foram eles viver a realidade tão sonhada em dias de intensa paixão num mundo moderno onde poucos creem que ainda se viva uma grande história de amor...

Djanira Luz

14 de jan. de 2010

QUERO CRER QUE SIM, DOM EVARISTO ARNS!



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Os que temem a vida já estão mortos”. Bertrand Russell (1872-1970), filósofo britânico.


QUERO CRER QUE SIM, DOM EVARISTO ARNS!

Quero crer que existe um lugar bonito e confortável para onde vão as pessoas que passaram por este plano terreno tentando fazer da Terra um ambiente melhor para as vidas sofredoras.

Quero crer que pessoas serão recompensadas com uma nova morada, com a paz sonhada pelo qual tanto se lutou e pregou. Não que pessoas como a irmã Dulce da Bahia, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns
e tantas outras boas almas anônimas que ajudaram e/ou ajudam ao próximo estejam pensando em recompensas ou glórias.

Não! Pessoas iguais a elas são de uma grandeza de espírito que não estão em busca de ouros ou de prêmios. Querem é resgatar dignidades das vidas desfavorecidas, maltratadas, das pobres almas, pois pessoas que se doam em gratuidade como as citadas acima, já possuem ouro em seus corações. Nasceram com riquezas cravadas no peito e na alma.

Por isso quero crer que há um lugar onde risos sejam portas; olhares sejam luzes; as vozes, suaves melodias e o chão por onde caminharem seja amor a irradiar por todo o corpo que só soube ofertar bondade fraterna.

Quero crer que há um lugar assim construído com zelo milimétrico para abrigar as vidas que só souberam dar Vida a quem convivia à beira da morte. Seja morte física ou morte espiritual.

Enquanto católica e admiradora da médica pediatra Zilda Arns que fundou a Pastoral da Criança, a qual fiz parte, numa prece por ela, dirijo-me ao Bom Deus dizendo-lhe que espero mesmo que exista um lugar do tamanho da bondade, do tamanho da disponibilidade incondicional e do amor que a Zilda Arns ofereceu para quem não conhecia sequer o sentido da palavra solidariedade.

Uma mulher que tendo bens, se fez humilde. Uma mulher que não precisava envolver-se em causas sociais, que não precisava dar-se ao trabalho de visitar regiões carentes de diversos países, podendo ficar no conforto do seu lar, junto aos parentes e amigos. Mas, não. Sabe por quê? Porque seu amor era tão divinamente grande que não cabia em si. Ela precisava partilhá-lo.

O amor daquela mulher transbordava em seus atos, em suas palavras e quanto mais doava ternura, mais ternura tinha para ofertar.
Para pessoas que como ela se doam, que dedicam a vida inteira a ajudar o próximo, eu só tenho um entendimento. É Deus agindo nelas.

Quero crer que existe um lugar para pessoas generosas como a médica pediatra Zilda Arns. E nas palavras confortantes do arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, seu irmão, termino confiante ao que ele disse onde sua irmã está neste momento:

“Está no coração de Deus” (dom Paulo Evaristo Arns)

Sim! Quero crer que sim.


Djanira Luz

13 de jan. de 2010

ENXADA E ESCADA, OFERTAS DA VIDA...


ENXADA E ESCADA, OFERTAS DA VIDA...


São os pais ou responsáveis, enquanto pequenos os filhos, que orientam seus pensamentos na intenção que eles andem por bons caminhos e companhias futuramente.

À medida que crescemos e ficamos plenamente capazes para responder por nossas atitudes, a vida oferta-nos dois objetos com intuito que façamos bom uso deles - uma enxada e uma escada -.

De posse dos vícios do álcool, fumo e tudo mais prejudicial para o corpo e mente que fizermos uso como ódio, luxúria, inveja, soberba, malquereres, os atos impulsivos, atitudes impensadas, os desejos de vingança que servirão como enxada para cavarmos nossa própria sepultura. Muitas vezes somos nós que escavamos buracos bem fundo, que nos enterrados pelas próprias mãos quando nos valemos de artifícios destrutivos.

Por outro lado, se levarmos uma vida de confiança, de amor, otimismo e mantivermos o controle da ingestão das drogas lícitas não exagerando nas doses e mantivermos distância das ilícitas e se tivermos coragem para vencer barreiras mesmo ante aos problemas a serem enfrentados, desta forma, faremos uso da escada, pois estes sentimentos nos erguem e nos levam para o alto ajudando-nos a alcançarmos grandes vitórias.

Vai depender da mente de cada em fazer uso da enxada ou da escada. Claro que a escada seria a melhor opção. Porém, caso seja necessário fazer uso da enxada, que seja pare enterrar seus dissabores, as amarguras, as saudades, o passado que não foi do jeito que sonhou, as lembranças tristes ou algo que deseja esquecer. Então, enterre! Cave fundo e tampe bem o buraco dos maus momentos e recordações que machucam lembrar. Siga subindo pela escada. Seja paciente. Suba um passo por vez até chegar no degrau certo da satisfação pessoal.

Através dos contos do livro Maktub de MalbaTahan meu pai contava algumas histórias. Os contos ajudaram-me a aprender grandes lições e a crescer com moral e ética. Quando lá atrás papai contava as histórias,mesmo com pouca idade comecei a gostar dos ensinamentos que me iam sendo passados, displicentemente, através dos contos do Malba Tahan.

Por isso que hoje eu crio histórias para que meus filhos cresçam ouvindo bons ensinamentos. Sou prova real de que mesmo que hoje eles não assimilem bem o que por ora desejo transmitir-lhes, as minhas palavras ficarão cravadas em seus corações e gravadas em suas mentes. Pois, foi justo isso que meu pai fez para mim. Tenho confiança que uma hora minhas escritas servirão também para que meus filhos saibam escolher os melhores caminhos a serem percorridos, longe da falsa felicidade que o mundo oferta.

Pode parecer piegas, mas é verdade! A única forma de convencer uma criança ou um jovem é sendo exemplo e modelo do que você tenta ensinar-lhes. A educação, a arte, a literatura são capazes de mudar destinos. Aposte nisto! Use escadas em sua vida também!rs


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Djanira Luz
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