22 de out. de 2009

DIAS DE BRUXAS E BRUXOS!!!


Eu em foto do meu arquivo pessoal.
Obs.
:
a verdadeira bruxa está por detrás da máscara!rs

DIAS DE BRUXAS E BRUXOS!!!

Quando acordamos atrasados e não encontramos o "raio” do molho de chaves para sair. É Dia das Bruxas!

Quando estou pronta para a formatura da filha da vizinha e o batom vermelho mancha minha blusa branca justo na hora de sair... É Dia das bruxas!

Quando você vai ao dentista e esquece o cartão do Plano de saúde em casa... É Dia das Bruxas!

Quando eles se preparam para ir à praia ou para o clube curtir o dia de Sol, depois de uma semana inteira de calor infernal e cai aquele temporal que acaba com o fim de semana... É Dia das Bruxas!

Em suma, Dia das Bruxas são todos aqueles dias em que tem tudo para dar certo, mas alguém ou alguma coisa vem nos infernizando para que dê tudo errado.

O que fazer? Você alterar com aquela atendente de comércio indelicada que ainda por cima some para os fundos da loja e depois de muito tempo vem com um sorriso sardônico dizendo que se esqueceu de dizer que o produto estava em falta... Ou vai se conformar com o patrão estressado quando ele está em mau dia e diz que você é um fracasso, lento em resolver ou desatento? Ou ainda... Estressar com aquele funcionário da agência bancária que fica horas conferindo sabe-se-lá-o-quê com ar esnobe, se deliciando com a enorme fila, quando você tem crianças para buscar no colégio e tantos outros assuntos para resolver!

Você não deve permitir que outras pessoas, situações ou imprevistos determinem como será o seu dia ou sua vida. Em dias assim vire o caldeirão. Faça com que o “feitiço se vire contra o feiticeiro”. O sensato nessas horas é sublimar. Faça o seu melhor, dê o melhor de si.

Então supere, releve, sorria... Isso é bom! O sorriso afugenta gente medíocre, pois gente medíocre não suporta ver ninguém feliz e realizado. Já cantava Rita Lee: “(...)Alegria alheia incomoda”. Pois é isso mesmo que faço. Eu sorrio. Desarmo qualquer um. É fato. A "erva venenosa" que se amargue sozinha!

Então, quando alguém me trata mal, é indelicado ou sarcástico, não entro na pilha deles. Eles nunca vão determinar como será o meu dia. Meu espírito vai depender exclusivamente da maneira como vou conduzir as situações impostas pelas pessoas de má vontade ou pessoas negativas.

Há muito mais situações a serem mencionadas que fazem com que meu dia se transforme em Dia das Bruxas, mas se comentasse, minha crônica ficaria deveras longa.

Bem, em dias assim, afugente “as bruxas ou bruxos” do seu dia. Faça com eles é que tenham o dia ruim. Você é do bem, é gentil, educado, civilizado. Então por que se igualar aos indelicados? Repito, não caia na rede de intriga deles!

Talvez a atendente esteja precisando de um novo amor, o patrão, de longas férias e o bancário seja frustrado em sua vida... São todos infelizes, por isso desforram em alguém suas mágoas, tristezas, fracassos. São como “bruxas” que se fortalecem envenenando as maçãs e oferecendo para os outros.

Depois que comecei agir assim, “Dia das Bruxas” para mim só acontece no dia trinta e um de outubro. Quando pinta alguém com jeito de bruxa, querendo me contagiar com negatividade, viro o caldeirão. E fico com os doces e as travessuras, nada de amarguras.

E você, como vai determinar seus dias... Doces ou amarguras?rs

Gif refirado da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-lo, avise-me que retirarei imediatamente. Obrigada!rs
Djanira Luz

21 de out. de 2009

TERRA DO NUNCA VAI CHEGAR!


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TERRA DO NUNCA VAI CHEGAR!


Já se viu numa situação desconfortável que desejaria ausentar-se do local, mas por inúmeras circunstâncias se vê na obrigação de permanecer complacente e, nessa impossibilidade de poder tirar o corpo daquele ambiente, você viaja em pensamento e sente que foi transportado para onde realmente desejaria estar?

Na última viagem aconteceu justo comigo. Bastou meia hora de chuva para deixar caótico o trânsito do feriadão. Aquela impaciência irritante dos motoristas buzinando em inútil protesto barulhento aumentava-me o enjoo que sentia por conta da virose.

A morosidade embaralhava-me as ideias. Enquanto isto, utilizei o recurso de "viajar com a mente" para fugir da cena desgastante que, literalmente, seguia em câmera lenta. Aproveitei para fazer um balanço do ano que se finda. Foi um ano difícil para mim. Alguns contratempos que impediram realizar bem menos do que planejado. Mas tive dias inesquecíveis que valeram a alegria de um ano inteiro.

Enquanto minha mente divagava, tracei objetivos a atingir em 2010, embora que eu seja mais de fazer do que ficar planejando. Este ano por estar sendo difícil como a viagem congestionada do dia das crianças, dá a sensação de que foram bem mais de doze meses.

Quando alguém tentou uma ultrapassagem imprudente, me tirou do transe levando-me de volta para dentro do carro. Os filhos impacientes pela demora perguntavam o motivo de tanto atraso. Com humor sobrepujando o tédio, respondi:

- É que estamos indo para Terra do Nunca Vai Chegar!rs


Parecia mesmo que nunca chegaríamos, pois demorou bastante para o trânsito desenvolver. Como o ano difícil, a hora dentro do veículo também custava a passar. Afinal tudo o que é desagradável parece-nos horas intermináveis!rs


Imagem do meu arquivo pessoal.

Djanira Luz

20 de out. de 2009

O BrandsClub




Olá

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Muito obrigado,
Rodrigo

19 de out. de 2009

“MANTENHA A DISTÂNCIA!”


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“MANTENHA A DISTÂNCIA!”




Conheço uma pessoa que vive de cara amarrada e nas vezes que, por ventura, cruza meu caminho vem essa informação “mantenha a distância”. É! Parece que está sempre dizendo a quem quer que seja para manter a distância, para que não se aproxime, fique longe mesmo.

Diferente da distância de trânsito quando se pede manter distância simplesmente para evitar acidente e não o contato.Algumas vezes me vi tentada a falar com essa pessoa para saber o por quê do frequente azedume da face e comportamento. Mas eu seria invasiva demais e ser deselegante é tudo que não sei ser.

Outras pessoas mantêm a distância para não se envolverem. Uma forma egoísta de viver o seu mundo e não importar com o que vai na vida do outro, mesmo que esse outro seja um colega de trabalho que sofre e que muitas vezes precisa apenas de uma palavra de ânimo ou um par de ouvidos para que escutem seus lamentos.

De certo que existem pessoas tão desagradáveis que eu mesma já senti o forte desejo de anexar uma placa no corpo para que de mim não se aproximassem. São pessoas negativas, rancorosas, grosseiras ou esnobes que imaginam serem detentoras das verdades. Tipos que monopolizam ideias e convíctas de que sabem mais e melhor, quando a verdade é que têm visão turva e errônea da vida.

Há também aqueles que se pudessem diriam “mantenha a distância de mim” para evitar de sofrer mais ainda. Acontece quando duas pessoas muito se amam e por impossibilidades da vida não podem ficar juntas. Eles sabem que a aproximação mesmo só de palavra, machuca por entenderem que não poderão provar desse amor que lhes alegra o dia. Por isso a distância nesses casos chega a ser até benéfica. É! Para que ficar perto se o perto não será suficiente ao alcance das mãos para lhes satisfazer o desejo do coração?

Quanto mais perto, mais saudade,consequentemente mais sofrimento. A intenção de se ficar distante é que o amor sentido vá perdendo a força, vá acalmando dando lugar a uma boa lembrança que não faça mal.

Toda forma de distância é ruim. Seja daquele que não abre o sorriso nem para alegrar o dia de uma criança infeliz; seja daquele indiferente que só vê seu reflexo em tudo pela frente, pois não enxerga ou não quer enxergar para não se envolver em tentar melhorar a dor alheia. Ou, a distância não desejada, mas a que se acredita o mais certo a fazer quando dois que se amam não podem viver o amor.

Procure burlar regras e conceitos estabelecidos de quando em vez! Aproxime-se do outro ainda que com um sorriso que quebra o gelo, que desmancha barreiras e destrói pontes. Ser amável com quem está infeliz é uma delicadeza que só faz bem a nós mesmos.

Agora manter a distância de quem se ama talvez seja o mais sensato a fazer se você tem certeza de que nunca poderá ficar junto da pessoa amada.Mas nunca é tempo demais! E não se precipite em seus atos. Seja feliz em suas atitudes e escolhas.

Ah... E não mantenha a distância demais dos meus textos, viu?rs


Djanira Luz

17 de out. de 2009

QUANTO AMOR QUE LHE CABE?


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QUANTO
AMOR QUE LHE CABE?

Fim de ano chegando e muitos já ficam com o espírito mais solidário por conta das festas de confraternização. É chegada a hora de olhar para o que há em casa, que esteja apenas tomando espaço e deixando de estar com quem realmente necessita.

Há muitas coisas que adquirimos ou mesmo ganhamos que ficam guardadas sem serventia. Algo comprado por impulso numa promoção, embora que em casa já se tenha tantos outros iguais ou aquele presente que não nos serve, mas pela estima vai ficando anos e anos guardado, embolorando.

Não gosto de ver nada em desuso. As roupas que não servem vão para o bazar da igreja, os alimentos reparto com quem mais precisa. A ordem que impera em minha casa é: se não vai fazer uso, alguém fará. E não espero finais de ano para abrir o baú e retirar dentro dele o que não quero ou não utilizo.

Trimestralmente separo aquilo que nunca usei ou usarei. As crianças fazem o mesmo com seus brinquedos e roupas. Ensinei-os desde cedo a agirem desta forma. Até mesmo alguns brinquedos que não foram abertos ou roupas nunca usadas.

No início, quando menores foi difícil para meus filhos desapegarem dos seus pertences. Minha filha tinha certa resistência em se desfazer das “Barbies e Susies” até o dia em que viu a menininha que recebeu uma das bonecas, dar um sorriso enorme, apertar a boneca contra o peito e beijá-la. Foi a primeira vez que vi nas lágrimas da minha filha, a certeza de que ela havia compreendido o valor do desprendimento e da solidariedade. Mais do que discursos sobre ajudar ao próximo é o ato, a prática em si que nos melhor ensina.

É preciso muito mais do que se ter condições financeiras para ajudar, é preciso de amor incondicional para abrirmos mão do egoísmo ou do apego pelo objeto que guardamos porque há nele um valor sentimental. Tudo bem se for um relógio ou anel de geração ou algo similar. Falo de coisas simples, vestes, calçados, alimentos. Não fique guardando aquela roupa para usar quando emagrecer ou o alimento quase vencer a validade para doar. Viva o hoje, amanhã quando eliminar os quilos que incomodam poderá adquirir roupa muito mais bonita e moderna! E dê ao necessitado somente aquilo que você também comeria.

No dia em que presenciar o sorriso de uma criança ou adulto pela sua oferta, você jamais se sentirá aprisionado a nada material. O valor dado aquilo que você guarda por sentimentalismo não se compara ao valor da emoção de quem recebe uma doação.

Para finalizar eu pergunto, leitor amigo, quanto amor lhe cabe no coração para fazer feliz uma pessoa carente doando-lhe algo que apesar de estimar demais, não usa ou nunca usará ?

Olhe em volta de si e comece desfazendo daquilo que não lhe serve, mas que poderá ser útil a quem não tem as mesmas condições suas. E seja feliz por isso!rs


Djanira Luz

16 de out. de 2009

NÃO FIQUE DE MAL DE MIM!


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NÃO FIQUE DE MAL DE MIM!


Você atualmente está de mal de alguém? Lembro bem das vezes em que ficava de mal com alguma amiguinha no colégio nos meus idos anos dourados. Sentia um nó na garganta, o nariz ficava logo vermelho por tentar prender o choro, pois sofria todas as vezes em que me desentendia com algum coleguinha.

Nunca gostei de ficar de mal da melhor amiga e quando ouvia aquela cantoria do resto da turma “tá de mal come sal na panela de mingau”, nessa hora ficava com muita vontade de gritar para quem estivesse de mal comigo para acabar logo com aquela agonia:

- Não fique de mal de mim!!!

Adultos não ficam de mal porque ficar de mal é algo inocente que não deixa pesado o coração, pois a criança sabe que se não ficar de bem dez minutos depois, no dia seguinte voltam as pazes, as risadas e as mãos dadas de amigos para sempre.

Gostaria de que gente grande imitasse esse gesto infantil de apenas ficar de mal sem ficar com ódio um do outro. Tenho visto adultos afastando-se, odiando-se por futilidades e raramente voltam às boas. E quando reatam amizade já se foram anos distantes de rancores e ofensas trocadas.

O ser humano ficou intolerante demais. Quase ninguém quer ouvir e aceitar o pensamento alheio. Por isso tantas discussões e separações infundadas, incabíveis. Tanto orgulho penetrado na vida nossa de cada dia que por pequeninas coisas acaba-se uma amizade de anos por não se ter no coração a pureza preservada dos tempos de menino.

Por isso acho louvável olharmos de vez em quando para trás dos nossos dias e poder tocar na criança linda que fomos. Desta forma, ao compararmos o eu hoje com o eu ontem, haveremos de sentir vergonha e o desejo de resgatar os bons adjetivos que deixamos esquecidos e perdidos à medida em que fomos crescendo.

Ah, eu gostaria mesmo de lançar ao mar salgado para que ele cortasse com seu efeito salubre todo o orgulho, mágoas, ressentimentos que possam fazer com que eu me esqueça da menina maviosa que fui e poder me trazer os bons ares dos tempos de ouro para que eu consiga gritar para aquele que de mal de mim ficou ou se eu de alguém troquei de mal:

- NÃO FIQUE DE MAL DE MIM!!!


Eu seria muito mais feliz e aliviada por saber que depois de meia hora ou dia seguinte teria meus amigos de mal de mim de bem novamente para sempre...rs



Djanira Luz

15 de out. de 2009

OUTRA VEZ AMAR DEMAIS!


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OUTRA VEZ AMAR DEMAIS!

Acordei e não senti mais seu cheiro nem o toque do seu corpo junto ao meu. Já não haviam lembranças e a saudade estava indiferente, não me machucava a sua ausência, então percebi que não sentia mais aquilo tudo que me acendia quando pensava em nós.

Hoje descobri que tudo acabou da maneira como sempre quis. Sem dor, sem culpas ou lágrimas. Aquele sentimento que foi lindo demais, mas que não era para acontecer, ou melhor, para permanecer aqui, foi-se de mim. Estou liberta.

Todo amor voou sereno me deixando numa leveza de espírito, daquele conforto que sem esforço algum nos coloca um sorrisinho nos lábios de um adeus sem sofrer, do “foi bom, seja feliz”, da permissão para o novo que virá, do tudo bem, vai dar certo, pode esperar.

Experimento da paz que pedia em orações há dias e sinto a harmonia fazendo morada no corpo e no interior dele, um equilíbrio em riso gostoso que me faz dançar numa suavidade que consigo enxergar muito além do alcance dos olhos, da alma ou da imaginação dos meus sonhos.

Abri as portas e janelas do coração para que saíssem de mim seus resquícios. A vida estabilizou, estou feliz daquele mesmo jeito radiante antes do amor ter penetrado aos meus dias. Todos os fins deveriam ser assim. Sem angústias. De repente você acorda e toda a saudade fica para trás como uma lembrança boa, algo valioso que enriqueceu os momentos vividos, apenas isso.

Nada de tristeza sufocada, de ressentimentos ou culpados. Não. Simplesmente acaba porque aceitamos que o prazo da paixão expirou e porque entendemos que há muito mais beleza à nossa frente do que feias desilusões passadas.

Agora não me machuca a saudade nem a lembrança dos gostos e cheiros. Vejo tudo como passagem. Foram caminhos por que andei e me deixaram mais fortalecida, mais confiante para seguir ao encontro de uma nova chance de outra vez amar demais...



O MELHOR PRESENTE PARA O MESTRE...


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O MELHOR PRESENTE PARA O MESTRE...




Não são as lindas e perfumosas flores, nem o perfume caro de aroma raro, tampouco os mais deliciosos chocolates ou mesmo uma jóia de valor inestimável.

O melhor presente para aquele que ensina, para o dedicado mestre, é o bom desempenho do aluno em sala de aula. Não só nas boas notas, mas no comportamento respeitoso em relação ao professor e aos demais colegas.

Que seria do aluno se o professor desistisse dele quando fracassasse nas médias escolares? Que seria dele se fosse desprezado e condenado quando tirasse notas baixas? Não fosse a palavra amiga do mestre que reergue, o aluno se afundaria mais e mais além da notas, em sua baixa estima.

Quantos alunos se sentem reprovados logo no meio do ano pela incapacidade de acompanhar os demais colegas? Seja por motivo de deboches ou muitas vezes, o próprio aluno é que sente inferior aos colegas e vai se fechando, se isolando, consequentemente, piorando nos conceitos. É preciso uma mudança, é quando entra em cena a presença sábia do professor que dá aquele toque de amigo, que faz o aluno acreditar que todos têm as mesmas chances de aprender e de vencer. Basta querer e um pouco mais de dedicação e esforço.

Neste dia do Professor, meu reconhecimento pelo Bom professor. Por aquele que ensina com amor, carinho e dedicação incansável, aquele professor que não desiste do aluno, mesmo quando sabe que as chances dele são mínimas. Mas o mestre continua tentado, pois cumpre seu papel com paixão e tem consciência da força das palavras, o poder delas para despertar o aluno desanimado. E basta tão pouco! O bom professor não abandona seu aluno por entender que “o impossível é questão de tempo”, (Alberto Saltiel).

Aos Mestres da educação, meu carinho, respeito e profunda admiração. Sem a vida e a dedicação de vocês, eu nada seria!rs




Djanira Luz

14 de out. de 2009

O GATO DA SOLIDÃO...


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O GATO DA SOLIDÃO...


Não que seja regra ou possa traçar perfil por conta desta minha observação. Mas geralmente percebo quando uma pessoa perde o namorado, se divorcia, fica viúva, os filhos casam ou vão morar sozinhos, ou mesmo não consegue ou não quer ter filhos, opta por adotar um gato como companheiro inseparável para lhe preencher os momentos de solidão.

Ocorre que algumas vezes, mesmo a pessoa tendo companhia em casa, sente solidão e falta de afeto, por isso encontra na figura felina o conforto que não tem ao lado dos companheiros no lar. Deve ser porque gato tem aquela coisa de ficar enroscando nas nossas pernas, de grudar feito um bicho carente de mimos. Penso que seja por conta disso que é preferido pela maioria das pessoas. Esse contato físico, esse dengo, essa carinho de certa forma preenche a falta de alguém.

Bom de se ter gato é que ele é asseado e faz suas necessidades fisiológicas longe da vista do dono e as enterra. Diferente dos cães que comem quatrocentos gramas de ração e defecam dois quilos pelo quintal.

Não sou especialista analisando, apenas uma curiosa como um gato astuto que fica espreitando comportamentos. Cheguei a esta conclusão após perceber uma grande maioria de idosos com seus adoráveis felinos. O gato feliz pelos cuidados, o idoso satisfeito com a companhia que o livra da solidão. Uma troca justa e louvável.

Se algum dia me sentir sozinha penso que terei problemas. Meus primeiros contatos com gatos não foram dos mais agradáveis. Quando pequena fui acarinhar um gatinho e ele me deixou o pulso sangrando com quatro riscos longos. Motivo suficiente para me manter bem longe deles. Passados os anos, novamente arrisquei uma aproximação com um felino para retirar aquela imagem negativa da memória. Outra vez fui arranhada, dessa vez na mão. Desisti de vez da amizade.

Apesar de admirá-los é eu cá e eles bem lá no colo confortável dos seus donos. Prefiro vê-los em calendários e revistas. Duas vezes arranhada foi o suficiente para que eu entenda que "nem todos os caminhos são para todos os caminhantes."(Goethe).

Algo entre mim e os gatos não combina. Talvez este meu jeito desconfiado e arisco de ser faça com que eu seja uma rival para eles. Coisa de espíritos! Vai entender... Para minha solidão quando os filhos forem viver o futuro que lhes aguarda, deverei viajar mais, fazer algum curso e para os momentos em que a falta de companhia me apertar o peito a ponto de incomodar, então arranjarei um lindo e belo gato persa, de pelúcia, é claro!rs

Espero que minha liberdade de expressão não seja interpretada como rótulo de nada. Pois não foi essa a intenção, mas de expôr minhas ideias tão somente.rs




Djanira Luz

UM FINAL PARA UM NOVO AMOR...


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UM FINAL PARA UM NOVO AMOR...


Quando precisam sair, o casal só confia em deixar sua linda filhinha com a gentil cunhada, irmã da mãe. Sempre prestativa e com o sorriso que tranquilizava qualquer coração de pais, Amanda era uma mulher muito agradável além da bela aparência que aumentava seu carisma.

- Podem ir tranquilos que seremos invadidas por fadas, duendes, bruxas, magos. Visitaremos museus, castelos, grutas. Provaremos de todos os sentidos, do medo ao amor, mas no fim da história tudo acabará em festa! – Confortou Amanda para o jovem casal.

Sabiam que poderiam aproveitar a noite, pois a pequena Jully de quatro anos não teria melhor companhia do que a da Fada “Amandrinha”. Sim, a ternura e a simpatia faziam da Amanda uma verdadeira fada com seus encantos.

-Então, minha princesinha Jully! Qual será nossa aventura desta noite? – Fazendo cócegas na menina, Amanda já a atiçava prometendo uma noite de muitas brincadeira e historinhas maravilhosas que Jully amava ouvir.

- Tia, você quer brincar de esconder? - Indagou a saltitante menina.

- Claro! Vou começar a contar! Já! - Amanda amava a sobrinha e aquelas horas eram mesmo mágicas.

Depois de muita diversão, do leite antes de ir para cama, Jully com seus livros nas mãos entrega-os para a tia dizendo:

- Vamos começar pela Rapunzel dos cabelos cor de mel! – Disse a empolgada menininha.

Após ouvir a quarta história, entre goles de água e risadas, Jully pede uma história pouco conhecida. Amanda fica intrigada pela sobrinha ainda pequena gostar de um história de final tão forte. Apesar de ser um conto infantil, era uma história verdadeira, sem máscaras ou enfeites como os contos que habitualmente lia para a menina. Mas como Jully insistia naquele livro, atendeu ao apelo da pequenina.

Acontece que quando faltava apenas uma página para o fim do conto, a menina grita:

- Tia! Para e começa tudo de novo, por favor... – Havia uma preocupação suave na expressão da menina. Amanda sorrindo acatou mais esse pedido de Jully, pois imaginou que a menina não tivesse compreendido bem a história.

Na segunda vez em que Jully interrompeu Amanda na mesma página, a tia questionou:

- Por que, meu bem? Você não quer saber o final da história?

- Não, tia... Eu já sei o final. A mamãe já leu para mim quando pedi. – Respondeu a menina com certa melancolia.

-Ah... Já conhece essa história... Então por que não deixa eu ir até o fim? – Curiosa, quis saber a tia.

- Porque a moça fica sozinha sem seu namorado e eu fico triste e choro... – Confessou a pequena Jully.

-Ô, minha linda... A vida é assim, nem sempre o final sai do jeito que queremos, mas precisamos virar a página e fechar o livro. Toda história precisa de um fim. Seja bom ou não, é necessário que se coloque um ponto final. A vida precisa seguir para que possamos começar uma nova história... - Explicou Amanda.

Mas Jully nem ouviu a explicação, pois adormeceu com os afagos feitos pela tia em seus cabelos. Amanda deu um beijo na menina e saindo da história do livro voltou-se para sua realidade e viu o quanto de semelhança havia no fim daquele conto com a sua vida atual. Quantas vezes não agiu inconscientemente como a pequena Jully, quis pular algumas páginas da sua vida e em outros momentos, tentou voltar algumas para mudar o final.

Amanda estava vivendo um momento assim. Fugia da verdade do fim, era doído aceitar que seu verdadeiro amor tinha terminado como o conto que acabara de ler. Duas vidas que haviam se tornado uma de tanto amor e de repente ela se via ali metade, sozinha. Tinha convicção de que não teria outra saída senão encerrar aquele romance. Pôr um ponto final, um desfecho ainda que sofresse. Não poderia imitar o gesto da sobrinha de evitar o fato com medo de viver a dor do triste fim, da separação para sempre.

Acariciando os cabelos da sobrinha, segredou-lhe:

- Está certa, meu amorzinho em querer evitar o final por não querer sofrer. Também não gosto dessa dor que vai em mim. Você me passou uma grande lição sem saber. Hoje aprendi que devo pôr um ponto final e me dar a chance de uma nova história. Mesmo que eu sofra um pouco, estarei aberta para um novo amor.

A pequena Jully mal sabia que com sua inocência havia começado naquela noite uma nova história com promessas de um grande e belo amor...






Djanira Luz
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