Eis que vim envolta Em Quatro Elementos - Sou maioria água, ser humano é assim; sou fogo quando necessário; sou terra, de mim brotaram frutos; sou ar, minha imaginação me permite voar... Sou feminina e forte como a mulher Mãe Natureza! ;Djanira Luz Todos textos, poesias ou frases neste Blog são de minha autoria. dj@
14 de jul. de 2009
ISSO É COISA DO CAPETA!
ISSO É COISA DO CAPETA!
Primeiro eles ligam com a maior delicadeza, moças e rapazes. Uma educação de dar inveja aos integrantes da família real britânica...
Sempre achei que esse negócio de cartão de crédito era invenção do capeta. Sério... Está achando graça? Espera só até eu concluir minha teoria de conspiração. Aí você vai me dizer se estou certa ou... Lunática!
Capeta astuto, desnaturado, convoca e espalha sua legião para conquistar adeptos para que adquiram cartão de crédito... Tenho que rir porque quando trabalhava no banco, tinha metas a cumprir e uma delas era empurrar cartões de crédito para os clientes e aqui estou trabalhando contra aquilo que um dia me vi obrigada a acatar.
Preste atenção e veja se não estou coberta de razão. O capeta é conhecido por ter duas caras. É falso, veste-se de bonzinho e no fim das contas, depois de ganhar a alma e confiança do infeliz, ele mostra a verdadeira horrível face, põe as garras de fora e tira o couro da criatura, da vítima em questão.
Assim é o cartão de crédito... Tem dois lados: Um com o lindo logotipo da bandeira preferencial do cliente. Um visual sedutor para que o usuário do cartão se ache o máximo, o poderoso, o "dono da cocada preta". De posse de um cartão, tudo são flores! Acabam-se as mesas vazias, os cabelos desalinhados, as roupas rotas, etc e tal... É só dizer para o vendedor: “-Põe no cartão...” . Porém, do outro lado do cartão, a simples assinatura do mesmo cliente lembra-o de que ele não tem saldo suficiente no banco, quando não está no negativo... Esse é o lado feio do cartão, o lado da realidade dos fulanos e sicranos da vida...
À primeira vista, o cartão de crédito é mesmo uma “mão na roda”, um “quebra-galho, a “salvação da lavoura”... Quando surge um imprevisto ou um convite para uma festa, e você vê que não tem grana sobrando, aliás tem até contas a pagar, aí quem aparece para ajudar? Ele, lógico! O maquiavélico capeta soprando a seu ouvido:
“- Usa o cartão de crédito... Não vai querer perder a festa do ano, vai? Você só começa a pagar daqui a dois meses... E ainda pode dividir em quantas vezes quiser! Vinte quatro meses passa rapidinho!”.
Tentador, não? Aí, você não resiste e mais uma vez se vê seduzido pelas “facilidades” que o cartão lhe proporciona...
Repare bem que eu disse “à primeira vista” o cartão de crédito parece ser algo bom. Mas, meu amigo, experimenta atrasar o pagamento de uma parcela da prestação da dívida que adquiriu! Lembra daqueles moços e moças gentis do início ligando para oferecer o cartão, com aquela voz de veludo de filme erótico? Pois bem, para cobrar não são eles que ligam. É o próprio capeta! Aí, caro leitor, você vai conhecer a cara feia do bicho ruim... Aquela voz açucarada dá lugar a uma ameaça de colocar seu nome que você tanto preza, no SPC e no SERASA.
Para você conseguir um cartão de crédito, é a maior facilidade. Agora para você saldar suas dívidas é um “Deus nos acuda”. Nessa hora você vai lembrar que eu tenho razão em dizer que o inventor do cartão de crédito é mesmo o ”coisa ruim”... O capeta o faz sentir bem na hora da oferta irrecusável para você aderir a um cartão. No final da contas, você entende que ele colocou foi uma corda no seu pescoço.
Agora quando for fazer suas compras e ficar tentado a comprar tudo o que precisa e até o que não precisa, pense bem! Além do cartão de crédito na carteira, leve seu anjo da guarda à tiracolo! E vai rezando um Pai Nosso...
“(***)E não me deixeis cair em tentação!”... E vai de reto satanás! He, he...
Djanira Luz
QUERO SER UMA BARATA!!!
As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada!
QUERO SER UMA BARATA!!!
Volta e meia aparece alguém fazendo esta pergunta. Na maioria das vezes, são meus queridos amigos espíritas... “Se não fosse humana, qual animal gostaria de ser?”. Uma tartaruga seguramente era a resposta. Admiro a tartaruga pela passividade que representa e pelo fato da longevidade. Aquele dito faz jus à figura da tartaruga – “Devagar se vai ao longe...”.
Mas, hoje já não almejo ser um animal, opto por um inseto. O mundo mudou e também meu pensamento. Quero ser uma barata! A barata se encaixa melhor no perfil atual dos acontecimentos que me cercam. Barata sobrevive a bomba atômica, se adapta aos inseticidas, baraticidas e tudo quanto “ticidas”. Ela é astuta e perspicaz! Já tentou matar uma barata com sapato ou sandália Havaiana ou marca similar? Reparou que ela procura logo um cantinho para se esconder? Sabe por quê? Porque no cantinho fica difícil eliminá-la com qualquer sapato. Só mesmo com um daquele modelo Luiz XV. Dia desses estive numa sapataria para comprar um modelo bico fino, para presente. O vendedor pediu para um novo funcio nário buscar, como ele pareceu não saber que modelo que eu procurava, o vendedor experiente disse para o rapazinho: “- Aquele tipo mata barata”. Quem inventou esse termo, “sapato bico fino para matar barata”, estava certíssimo!
Bem, retornando para minha opção preferencial pela barata... Ser uma barata atualmente é de grande valia, pois desta forma eu posso sobreviver às bombas tipo “Bush” e “Lula”. Posso ainda sobreviver às bombas passadas, as minas esquecidas como “Collor”, “Figueiredo”, entre outros. Isso talvez seja ainda mais perigoso do que a bomba que temos nas mãos, que está sendo manuseada atualmente. É perigoso pisar numa bomba esquecida, um passo em falso, ela vem à tona e detona com toda sua fúria... Nossa! Pensar neles, meu Deus, chego até sentir saudade do Sarney!
Como uma barata que resiste aos inseticidas, eu ficaria resistente a determinados programas televisivos, certos tipos de músicas, pessoas rudes, grosseiras, mal-educadas... Com o sangue frio como o da barata, ele me faria ficar imune a certas coisas que como mulher, sou humanamente impossível de tolerar. Além da vantagem de não ficar nem aí para as crises mundiais, com preocupações com quedas de bolsas de valores, crises financeiras do país, enchentes, terremotos, maremotos, desabamentos, desabrigados, alagados... Ufa! Haja sangue de barata nas veias para suportar tantas intempéries! Garanto que como barata, teria fios brancos e rugas a menos...
Barata é ousada e persistente! Entra em nossa casa por menor que seja a brecha. Você pode contratar o serviço de dedetização com os mais modernos i nseticidas. Elas até desaparecem por um curto espaço de tempo. Depois retornam mais resistentes.
Diante das lições que aprendi mesmo de um simples inseto como a barata, no próximo ano também vou ser mais firme e mais resistente em tudo quanto fizer. Nada irá me deter! Por menor que seja a brecha, lá estarei para conquistar o que desejo e também para tentar melhorar o mundo ao meu redor. Posso até ser repudiada, levar umas “sapatadas” pela cara a fora. Podem mesmo tentar me eliminar; aí eu até dou um tempo, me afasto. Mas, volto depois mais obstinada!
Da barata só não desejo ter a casca dura. Quero conquistar sendo amável e gentil. Pretendo conquistar antes pela paz e doçura e não ser fingida como a barata que morde e assopra...
E você, diz aí... Qual animal ou inseto você seria? “La Cucaracha también”?
Mas, hoje já não almejo ser um animal, opto por um inseto. O mundo mudou e também meu pensamento. Quero ser uma barata! A barata se encaixa melhor no perfil atual dos acontecimentos que me cercam. Barata sobrevive a bomba atômica, se adapta aos inseticidas, baraticidas e tudo quanto “ticidas”. Ela é astuta e perspicaz! Já tentou matar uma barata com sapato ou sandália Havaiana ou marca similar? Reparou que ela procura logo um cantinho para se esconder? Sabe por quê? Porque no cantinho fica difícil eliminá-la com qualquer sapato. Só mesmo com um daquele modelo Luiz XV. Dia desses estive numa sapataria para comprar um modelo bico fino, para presente. O vendedor pediu para um novo funcio nário buscar, como ele pareceu não saber que modelo que eu procurava, o vendedor experiente disse para o rapazinho: “- Aquele tipo mata barata”. Quem inventou esse termo, “sapato bico fino para matar barata”, estava certíssimo!
Bem, retornando para minha opção preferencial pela barata... Ser uma barata atualmente é de grande valia, pois desta forma eu posso sobreviver às bombas tipo “Bush” e “Lula”. Posso ainda sobreviver às bombas passadas, as minas esquecidas como “Collor”, “Figueiredo”, entre outros. Isso talvez seja ainda mais perigoso do que a bomba que temos nas mãos, que está sendo manuseada atualmente. É perigoso pisar numa bomba esquecida, um passo em falso, ela vem à tona e detona com toda sua fúria... Nossa! Pensar neles, meu Deus, chego até sentir saudade do Sarney!
Como uma barata que resiste aos inseticidas, eu ficaria resistente a determinados programas televisivos, certos tipos de músicas, pessoas rudes, grosseiras, mal-educadas... Com o sangue frio como o da barata, ele me faria ficar imune a certas coisas que como mulher, sou humanamente impossível de tolerar. Além da vantagem de não ficar nem aí para as crises mundiais, com preocupações com quedas de bolsas de valores, crises financeiras do país, enchentes, terremotos, maremotos, desabamentos, desabrigados, alagados... Ufa! Haja sangue de barata nas veias para suportar tantas intempéries! Garanto que como barata, teria fios brancos e rugas a menos...
Barata é ousada e persistente! Entra em nossa casa por menor que seja a brecha. Você pode contratar o serviço de dedetização com os mais modernos i nseticidas. Elas até desaparecem por um curto espaço de tempo. Depois retornam mais resistentes.
Diante das lições que aprendi mesmo de um simples inseto como a barata, no próximo ano também vou ser mais firme e mais resistente em tudo quanto fizer. Nada irá me deter! Por menor que seja a brecha, lá estarei para conquistar o que desejo e também para tentar melhorar o mundo ao meu redor. Posso até ser repudiada, levar umas “sapatadas” pela cara a fora. Podem mesmo tentar me eliminar; aí eu até dou um tempo, me afasto. Mas, volto depois mais obstinada!
Da barata só não desejo ter a casca dura. Quero conquistar sendo amável e gentil. Pretendo conquistar antes pela paz e doçura e não ser fingida como a barata que morde e assopra...
E você, diz aí... Qual animal ou inseto você seria? “La Cucaracha también”?
Djanira Luz
ELA É VIDA!
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ELA É VIDA!
Água que vaza dos olhos é lágrima. No calor do corpo, suor. Na boca com desejo, saliva. Dentro do útero é vida nova formando...
Djanira Luz
13 de jul. de 2009
A MENTIRA DO PINÓQUIO , A VERDADE DE TODOS NÓS!
A MENTIRA DO Ontem relendo para meu filho a história Pinochio do escritor italiano Carlo Lorenzini, cujo pseudônimo é Carlo Collodi, fiquei fazendo uma comparação com as características do boneco com as do ser humano. Depois imaginei que, talvez, o autor tenha se valido delas para compor a sua personagem... Veja bem! Há verdades que nos servem nas mentiras do Pinóquio. A verdade física é que assim como o do boneco, o nariz humano não para de crescer. As verdades morais são que nunca deixaremos de mentir e muitas vezes nos valemos da cara de pau com verdadeiro desembaraço diante dos maiores apertos. Será que é por causa da mentira que nosso nariz não pára de crescer? E mesmo sabendo que estamos errados mantemos aquela postura de bom samaritano, aquela cara de pau duma figa de guiné? Só pode! Fiquei matutando sobre a figura do Pinóquio e me perguntei quando a mentira torna-se necessária? Não sei se necessitamos mentir, sei que já menti algumas vezes. Levei culpa que não era minha para que meus irmãos mais velhos não tivessem castigos. Como minha avó dizia... “Uma santa mentira”, se é que existe mentira boa... Quem teria coragem de dizer a verdade quando uma amiga vem feliz da vida com aquela roupa parecendo fantasia de carnaval para a festa de quinze anos da filha, depois de pagar caro pelo traje, chega perguntando: “- E aí? Não ficou lindo o meu vestido? Pode dizer!!!” Você teria coragem de dizer-lhe a verdade e tiraria aquela expressão feliz dela ou se valeria de uma mentirinha-de-nada-não-faz-mal? Há aqueles que mentem para si mesmos. Quantos dizem “odeio aquela mulher”, “eu não o amo mais”, “não gostava mesmo daquele carro”, dizem o contrário do que sentem na tola tentativa de convencer ser verdadeiro o que dizem e não o que sentem. Outros fazem a mentira crescer feito o nariz. É aquela mentira que nunca para de crescer e vai ficando cada dia mais feia. Em caso de traições, filhos que enganam os pais são alguns desses exemplos. Tem o mentiroso com complexo de inferioridade. Por ser desprovido de qualidades ou bens materiais, inventa e mente possuir algo ou características iguais ou melhores de outras pessoas. É o digno de compaixão e o mais fácil de ser descobertos os logros. O mentiroso de má índole é o pior porque está sempre disposto a tirar proveito de alguém ou de alguma situação. Nesse caso a mentira é intencional e direciona apenas para prejudicar, subtrair, para levar vantagens. Esses são alguns tipos de mentirosos. Se você quiser ter a certeza de estar diante de um, basta atentar para este detalhe... A verdade é soberana e uma só. Quem fala a verdade vai repeti-la seja no dia seguinte, seja daqui a um ano. Quem mente esquece do que falou por falar várias “verdades”. Faça um teste! Lembra daquela desculpa que você ouviu e ficou na sua garganta feito espinha de peixe que não desceu nem engolindo um punhado de farinha seca? Então! Faça a mesma pergunta e ouvirá outra versão para a mesma situação... Eis a mentira revelada! É fácil desmascarar um mentiroso porque, geralmente, ele não lembra das tantas mentiras ditas e por não perceber seu engano, acaba sempre entregando seu deslize de bandeja. Então, mentirosos de plantão, o bom é não mentir, é ser autêntico. Mas, se for mentir que minta bem. Agora for mentir para alguém como eu que atenta para as minúcias, você vai precisar mentir bem melhor ainda! Eu não sinto saudade de ninguém... Ah, isso foi uma mentira!rs |
| Djanira Luz |
11 de jul. de 2009
AMOR É O VERÃO DA VIDA!
| As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada! AMOR É O VERÃO DA VIDA! Era verão, mas a morte é fria como dias de inverno... Lina estava desolada. A gravidez que foi programada, esperada e desejada, naquele momento era sua única fortaleza. Ao lado da mãe, Lina tentava encontrar palavras e respostas... - Como isso foi acontecer com uma pessoa cheia de vida, tão amiga...voltando para casa e levar um tiro que nem era para ele... Uma bala perdida que foi encontrar logo meu amor para matar!!! Dona Nicole não conseguiu confortar a filha, pois ela mesma estava perplexa com a violência urbana. A jovem futura mãe de vinte e cinco anos que ficou casada por apenas dois anos com Otto, de vinte e oito anos, seu colega de faculdade que se formara Cirurgião Pediatra, ele que não via a hora de ter em seus braços um menino ou menina para ouvir chamá-lo de "papai". Agora não estaria lá para participar desse momento único de glória. A revolta tomou conta do coração, da alma e da mente da doce Lina. Num raro ato de fúria, entrou no carro e saiu acelerada, deixando dona Nicole com os nervos abaladíssimos, temendo que a filha cometesse algum ato insano por encontrar-se desequilibrada pela tamanha perda. Chorando demais, não muito longe de sua casa, Lina pára com o carro defronte a Prefeitura. Usando a dor da perda do seu grande amor como força para gritar e se fazer ouvir, começa a desabafar: - Cambada de usurpadores, cretinos, malditos, CORRUPTOS, CORRUPTOS!!! A rede de Tv que estava gravando entrevista com um candidato à Prefeitura, logo que ouviu os primeiros protestos de Lina, foi para o local cobrir aquele ato de revolta e desabafo. O repórter, reconhecendo aquela jovem mulher, correu e chamou o cinegrafista: - Vamos lá, Zero! É a viuvinha da Almirante Barroso... - De que vale tanto incentivo aos esportes, aos estudos, tantas Ongs espalhadas em prol do bem social, se vocês prefeitos, deputados, vereadores e demais corjas, não se preocupam com nossa segurança, com nosso direito de ir e vir... De ir para o trabalho e retornar para casa e para as pessoas que amamos são e salvos... VIVOS!!! Chega de hipocrisia! Chega de enganação! Estamos cansados de tudo isso!!! De que adianta esportes, lazer, cultura se o cidadão não vai viver para usufruir de tudo isso!!!??? Mas, quando alguém pisa na ferida política, aparece sempre um "cala-boca" para pôr panos quentes na situação. Antes que o secretário da Prefeitura fosse falar com Lina, ela desmaia. Foi muita pressão para uma grávida de apenas três meses. O desconforto do atual prefeito aumenta, pois sabe que a repercussão deste episódio pode custar caro para sua reeleição. E ele tem motivos para preocupar-se, pois defende com veemência duas Ongs de índoles suspeitas... Breno vai socorrer a graciosa Lina. Toma-a em seus braços, leva-a até o carro para conduzí-la ao hospital mais próximo. O celular de Lina não pára de tocar, Breno hesita em atender. Como se trata de emergência, ignora a falta de ética em fazer uso do celular alheio e atende a ligação. Do outro lado, uma voz fraca e rouca, assusta-se com a voz de Breno. - Meu Deus! Quem é você? Onde está minha filha, moço? - desespera-se dona Nicole. - Calma, senhora, está tudo bem... - Breno tenta confortar a mulher ao telefone. - Quem é você? Que faz com o celular da minha filha? Ela sofreu acidente? Bateu com o carro? Fala pelo amor de Deus! - grita exaltada a pobre mãe aflita. Perspicaz, experiente e hábil, com segurança o repórter vai respondendo cada pergunta da mulher ao telefone. - Sou eu, Breno, o repórter que cobriu o acidente da Rua Almirante... Do Otto... Sua filha veio fazer um protesto em frente a Prefeitura, ficou um pouco alterada e desmaiou. Estou levando-a para o Hospital da Lagoa. Assim que chegar lá, retorno a ligação para a senhora, está bem? - Minha Nossa Senhora! Ela não pode perder o bebezinho dela... Estou indo para o hospital agora mesmo, até lá, meu filho. Obrigada pelo que está fazendo pela minha filha... - Que isso... É o mínimo que posso fazer por ela, ainda mais agora em saber da gravidez... Um abraço. Breno segue para o hospital, mas Lina já está reanimando e assusta-se ao ver aquele rosto um tanto familiar conduzindo seu carro. - Você? O que faz aqui? Para onde está me levando? - questiona a confusa Lina. - Para o hospital para ver como está esse bebê e a mamãe dele... - diz gentilmente o jovem repórter. - Ah... - suspira Lina - não como quase nada há dois dias... - desculpa-se a jovem grávida. - Imagino, foi um golpe duro... Mas, precisa preocupar-se com o bebezinho lindo. Ele precisa crescer saudável - encoraja Breno. - É... Fui egoísta, né? Vou voltar a fazer as refeições na hora certa. Esta criança que trago em meu ventre, é a melhor parte de mim e do meu... - Lina começa a chorar baixinho sem conseguir completar a frase. O repórter fica sem jeito, não sabe como reagir, com uma das mãos, acaricia os cabelos da Lia, confortando-a. Há momentos, que palavras são mesmo desnecessárias quando um gesto é bem oportuno. Chegando ao hospital, dona Nicole já está esperando a filha, que a abraça com ternura e compaixão. - Mãezinha... Perdoa esta sua filha... Não queria magoar você... - Entendo seus motivos... Essa dor, Lina, esse dissabor, o tempo vai curar. - disse sabiamente dona Nicole. - A morte, mamãe, é o inverno da vida... As lágrimas que rolam em minha face, são as chuvas finas e frias e a dor em meu peito, é o vento gelado e cortante. *** Setembro. Nasce Beni. Nome escolhido pelo pai Otto, cujo significado é "abençoada". Linda, olhos vívidos como os do pai e beleza herdada da mãe. Mais segura, confortada e fortalecida com o nascimento da filha, Lina já tem outra visão da vida. Sente que sua vida já não é mais um inverno. Sua filha abençoada trouxe a primavera para seu coração e agora aquela criança é mais uma flor no seu jardim. Quando Beni completou dois anos de vida, Lina escreve uma mensagem sobre a menina como se estivesse escrevendo para Otto: "Há dois anos, nascia nossa querida filha Beni. Foram anos de espera, mas que valeram aguardar... Beni é uma menina que preenche uma casa, um quintal, sobretudo nossas vidas. Sua alegria, sua simpatia contagia a todos que têm a felicidade de conhecê-la mais de pertinho. Deus atendeu nossas orações dando-nos uma criança feliz que traz em seu sorriso o esplendor e calor do Sol; traz em seus olhinhos todo o encanto e brilho das estrelinhas e em sua vozinha, a doçura que emociona cada vez que ouço pronunciar "mamãezinha"... A vida com Beni tem mais cor e sabor. Sou privilegiada por tê-la como filha." Lina sentia que estava entrando o outono em sua vida, pois as tristezas, a dor e amargura, davam lugar a um sentimento de carinho, respeito e saudade do Otto. Saudade essa que não machuca, apenas conforta. Finalmente os seus sentimentos, como as folhas no outono, estavam sendo renovados, levados para longe, deixando uma brisa suave e refrescante. Lembrou-se das palavras proferidas pela dona Nicole e sentiu orgulho de ter a mãe sábia. E vieram outros dias. Volta e meia Lina esbarrava com Breno pelas ruas do Centro do Rio. Aqueles momentos em que, despretensiosa, encontrava com Breno, sentia o coração queimar, como se estivesse em pleno verão. Lina sentia seu rosto ruborizar e não queria admitir que estava começando sentir algo pelo repórter. Breno sempre demonstrou estar apaixonado por ela, procurava se fazer presente nos locais que Lina frequentava, dava desculpas de estar cobrindo uma e outra matéria para a tevê. Aos poucos, Lina vai aceitando que o amor é o verão que a faz ferver para a vida. Disse para si mesma: - Que me venha outro verão, que o Sol brilhe e sorria para mim com toda intensidade!!! E foi-se feliz de volta para sua clínica onde exercia a profissão de Nutricionista. |
| Djanira Luz |
10 de jul. de 2009
BOM... COMPARADO A QUEM?
| As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada! BOM... COMPARADO A QUEM? Receber certos elogios muitas vezes me deixa desconcertada e com aquela sensação de não ser merecedora desse atributo. Por várias vezes pessoas agradecidas por algo que faço me dizem: “- Você é uma pessoa tão boa...” Não sou boa, sou justa e faço minha parte seguindo os ensinamentos das Sagradas Escrituras onde diz que devemos partilhar aquilo que temos com os menos favorecidos. Eu não sou tão boa assim, o mundo é que anda tão carente de bondade, de amor ao próximo que qualquer gesto de cidadania é tido como um nobre ato de bondade. Comparada a um político amoral, ao meliante que subtrai vidas, ao advogado que se corrompe, ao jornalista que manipula opinião pública, ao médico frio que vê seus pacientes como cifras e não como ser humano. Comparada a tipos de pessoas como citadas acima sim, eu sou muito boa. Mas, se me compararem aquelas pessoas generosas feito uma amiga minha, a Marley, que tem a alma sublimada, que ao se comentarem defeitos de alguém, nunca acrescenta mais um e sim procura mostrar o que de bom esse alguém possa ter. Pessoas realmente boas são essas que apesar de todo cansaço do trabalho é capaz de preencher de sorrisos a casa quando volta da dura lida e encontra tempo para visitar asilos, creches, ajudar a limpar a igreja com a mesma dedicação dispensada na própria casa. Pessoa feito essa que tendo a mãe operada do coração conserva a candura e paciência e percebe-se que ali não há fingimento, não tem mentiras, mas uma verdadeira lição e demonstração de bondade. Comparada a essas pessoas, então, não sou boa assim... Poderia ter citado madre Tereza de Calcutá, a irmã Dulce ou Ghandi... Optei por mencionar uma pessoa íntima por poder falar com propriedade e convicção da minha realidade cotidiana. Gosto de escrever verdades e poder orgulhar-me disto. De relatar com fidelidade o que sinto ou vejo. Conheço mais “marleys” assim como sei que existem “n” dela por aí. Mas, bondade não dá ibope, não enriquece, por isso o mundo está pondo em extinção esse adjetivo de ser “bom”. Não sou tão boa assim porque já botei lenha na fogueira, ainda que inconscientemente, quando o silêncio deveria ter sido minha melhor opção; já falei o que não devia por orgulho em achar que a última palavra teria de ser a minha, e por ter agido assim eu não ganhei, acabei perdendo o que me era caro; já quebrei regras e quase a minha cara junto por acreditar que não faria diferença mudar aquilo que estava acertado há anos... Eu não sou tão boa porque fiz e faço coisas que pessoas realmente boas não fazem ou fariam. E o simples fato de fazer caridade não me torna uma pessoa tão boa. Ser consciente, ter atitude de cidadã, nada disso me torna uma pessoa boa. Nem participar de uma Ong não me torna uma pessoa boa... José Sarney tem uma Ong e não é uma pessoa boa. Ele pode até agir ou parecer ser uma pessoa boa... Mas, ser bom não basta parecer, precisa demonstrar com atitudes longe de holofotes. Ser bom enquanto nos vêem é fácil, difícil é ser bom quando ninguém nos vê! Quem é bom levanta a mão. Quem parece ser bom levanta a mão. Quem é bom sem que ninguém veja levanta a mão... Comparado a quem?rs |
| Djanira Luz |
DOIS CORPOS NUM...
| As imagens desta página foram retiradas da busca Google, caso seja sua criação e não autorize postá-la, favor entrar em contato comigo que retirarei imediatamente. Obrigada! DOIS CORPOS NUM... O gosto do beijo foi bom e borrei teus lábios com meu batom Riu com aquele teu sorriso imenso, nele vi um apetite intenso Senti o que tudo mais querias e a minha boca úmida te seduzia Teu corpo quente ia dizendo que estavas há muito me querendo O fogo ardente da paixão despiu-nos sem qualquer medição Sem limites para aquela louca vontade que acende e nos arde Labareda de desejo nos consumiu, amor assim jamais se viu Dois corpos em um só se fez, fundiram-se duas vidas de vez... |
| Djanira Luz |
9 de jul. de 2009
NÃO, NÃO... EU NÃO SOU DESTA ÉPOCA!
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| Djanira Luz |
FOI ENGANO...
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| Djanira Luz |
8 de jul. de 2009
SEXTA-FEIRA NÃO COMBINA COM GRIPE!
SEXTA-FEIRA NÃO COMBINA COM GRIPE! - Justo hoje que você foi escolher para gripar? Aposto que fez isso de propósito, pois sabia que hoje seria a festa de bodas de ouro dos meus avós! Sei que detesta reuniões de família, sua mãe bem me disse... Achei graça da Lara em acusar o Beto como se ele tivesse culpa de adoecer naquela sexta-feira, embora que uma parcela ele teve sim. Dias antes havia saído do banho quente indo para faculdade sem agasalho e jogado futebol na chuva. Retornou para casa congestionado. Então, se puder puní-lo por imprudência, digamos que ele assumiria como bom estudante de Direito que foi “mea culpa”. Falha sim, culpa não! Lara e Beto começaram a discutir entre tosses e espirros, pois o Beto era peça importante das Bodas, ele seria o par da Lara na valsa dos netos e bisnetos. Beto estava muito mal e com febre alta. Ele queria que a namorada ficasse em casa cuidando dele. Chantagem de rapaz enciumado. Homem já faz manha. Gripado, então! Lara afirmava que nada a impediria de ir a festa dos avós. Beto ficou aborrecido e ao mesmo tempo arrependido por ter dito que se ela fosse sozinha o namoro terminaria ali. Fazendo-se de forte, mesmo desabando em choros feito a chuva que caía, Lara gritou: - Você fica aí de molho no final de semana que eu vou cair dentro do molho de tártaro com camarão, seu idiota! É por isso que eu digo... Sexta-feira não é dia para sentir dor, para ficar doente ou de mau-humor! Sexta é para aproveitar, descansar e esquecer o peso dos dias úteis. Se tiver que ficar gripado que seja numa segunda que é dia de mau-humor, dia de chefe de cara feia, dia de descascar abacaxis... Sexta-feira não combina com essas coisas chatas feito uma gripe enjoada que atrapalha um final de semana... Saúde!rs |
| Djanira Luz |
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