6 de abr. de 2009

TODAS AS FASES DO AMOR...


As imagens desta página foram retiradas da busca Google

TODAS AS FASES DO
AMOR...

- Mãe, estou gostando de uma garota... – Disse com um pouco de vergonha, não de mim, do sentimento. Temos essa coisa bacana de liberdade, franqueza, transparência. Tudo às claras. Bom ou ruim tem que ser dito olho no olho, “face to face”...

Essa revelação seria normal não fosse pela idade. Ouvir de um menino de nove anos de que gosta de uma menina, até para mim que não me assusto com muita coisa mais neste mundo, fiquei estática. Será o Benedito!? Sim, era assim que se dizia noutros tempos em momentos de espanto.

Mas, não só pela fala do menino. Foi mais pelo brilho nos olhos, a palidez dos lábios, a voz quase inaudível. Dei uma sonora gargalhada. Ele pareceu não gostar, pois sentiu descaso com seus sentimentos. Então, recompus-me, parei com a “risaiada”...

Outro dia, quando a menina passou por ele na rua, só faltou desmaiar de tão enamorado que está. Coisas de menino...
Disse-lhe que também já tive vários amores meus, digo "meus" por que só eu amava secretamente. Nunca revelei nadinha para nenhuma das minhas paixões platônicas.

Minha primeira “paixão” foi aos cinco anos de idade, precoce eu, não acha? Bem, na verdade não foi por uma pessoa, eu me apaixonei pelos olhos do meu primo que é uns vinte anos mais velho do que eu. Eram aqueles olhos verdes bem parecidos com os do Chico Buarque de Holanda. A pele morena acentuava ainda mais o verde dos olhos do primo Joel. Contam que eu dizia que iria casar-me com ele. Pode?

Meus irmãos tinham bolinhas de gude e eu adorava aquelas verdes transparentes... Devia ser por isso, então, que me apaixonei pelos olhos do primo. Era fascínio pela cor, pela transparência. Será?

Ainda lembro o nome do primeiro garoto que acreditei gostar, aos oito anos, eu acho – Maurício. Tinha os cabelos negros, lisos e ele era lindo! Depois dele vieram outros e outros. Mas, era só aquele amor de menina que fica secreto no coração e ninguém sabe, ninguém desconfia. Eu era boa em dissimular sentimentos. Apesar de por dentro estar soltando mil fogos de artifícios e com borboletas no estômago, quando via algum garoto que gostava, perto dele me fazia a calmaria do mar... Nunca dei na pinta.

Sim, meu filho sente paixão! E penso que a paixão tem a mesma intensidade, independente da fase que se sinta. Criança, adolescente, jovem, adulto ou idoso, quando a paixão chega, faz bater o coração do mesmo jeito.

Aí, quando bate a paixão, acabam-se as diferenças de sentimentos. A diferença pode ser visível na idade, no tipo físico, no cabelo que branqueou, mas o coração, esse bate da mesma maneira em todas as fases da paixão.

É por isso que quando estamos amando demais, quando sentimo-nos apaixonadíssimos, temos o hábito de dizer:

“- Pareço um menino apaixonado!” “-Pareço uma menina apaixonada!”

Sim, temos razão em dizer isso... A paixão nos faz coração de menino!

Então, quando alguma criança disser que está gostando de alguém, saiba que apesar de parecer engraçado é o amor iniciando a sua fase...

Com o tempo, com a idade, com as experiências vamos aprendendo a compreender melhor o amor e selecionar com mais particularidade nossos parceiros, pois a maturidade nos torna mais cônscio e seleto em nossas escolhas.


E você, ainda lembra o nome daquele amor da infância? Não vai me dizer que não...rs

5 de abr. de 2009

VOCÊ SE ENGANA!!!


VOCÊ SE ENGANA!!!

Quando tentou me convencer com aqueles grandes e arregalados olhos verdes feito aos da cantora Maysa e com uma maquiagem exagerada para compor o perfil esotérico, sorri e num gesto delicado, retirei a minha mão que já estava de posse das mãos ágeis dela. Interessante coma elas são rápidas, como têm o poder de persuasão incrível. Ao olhar em volta de mim, pude ver várias delas abordando jovens, homens e mulheres oferecendo por um preço meio salgado o serviço da quiromancia.

Ao deparar-me com essa cigana, fui reportada para meus dezoito anos quando eu e Cida passeávamos por um calçadão rindo de não sei o quê. Aliás, eu só vivia com as canjicas de fora. Até hoje sou assim. Acho que levei à sério demais aquele jargão “Rir é o melhor remédio”, pois procuro sorrir até para quem não conheço quando cruzo a rua e cumprimento transeuntes. As pessoas se assustam quando alguém sorri e é gentil porque hoje o normal é encontrar pessoas com cara de assustados segurando a bolsa como se fosse o último bem sobre a terra. O povo se não está assustado, está de testa franzida. É tanta violência, é tanto aumento que o povo antes alegre, descontraído, já anda feito Curupira, com o pé atrás... Se a coisa fica esquisita, “pernas para que te quero”! Zás... Cai fora.

O sorriso só não assusta a cigana. Para ela o sorriso soa como um convite, como um pode vir, a porta e o coração estão abertos às suas investidas! Mas, a cara fechada ou assustada, não se engane, não será empecilho para a aproximação dessa trapaceira.

Naquele dia no calçadão, ainda recordo aquela cigana que se aproximou de mim e da Cida com longos cabelos ondulados e na parte da cintura para baixo havia uma trança amarrada com uma fita vermelha, um lenço ou bandana também vermelho na cabeça. Trajava um vestido rodado vermelho florido com detalhes amarelos, umas tantas pulseiras de arco douradas nos braços, trazia pulseira no tornozelo tipo moedas douradas. Vários cordões que faziam barulhos ao seu movimento. Creio que tudo isso faz parte de encantamento para ludibriar a pessoa que a cigana vai interpelar. Havia um cheiro que naquela época não identifiquei. Era o aroma do incenso de patchouli. Deveria ter mais ou menos a minha idade hoje, uns quarenta e poucos anos.

De tanto que insistiu, a Cida ficou curiosa e aceitou a leitura das linhas das mãos. A cigana falou qualquer coisa que deixou a Ci preocupada. Ci não disse nada. Só pelo fato de ficar fungando, eu sabia que ela tinha ficado assustada com alguma coisa. Então, a Ci falou:

“-Agora é a sua vez!”

Disse que não queria coisa e tal. Mas, para provar para a Ci que tudo aquela falação da cigana era balela, deixei que a cigana fizesse também a leitura das minhas mãos. Sabe o que ouvi? Confirmação de que tudo aquilo não passava de enganação. O que a cigana diz ser adivinhação, eu chamo de probabilidades.

Vamos lá as tais adivinhações:

Aquela cigana falou que eu casaria. Adivinhação? Probabilidade...

Disse que eu teria muitos filhos? Adivinhação? Probabilidades... Com ressalva: Durante oito anos tentei engravidar, fiz tratamentos, só então depois de longos oito anos, engravidei. Tenho duas dádivas de Deus. Embora quando eles estão muito barulhentos chego a dar créditos para aquela cigana, pois eles parecem bem mais do que apenas dois...

Eu ficaria muito, muito rica. Adivinhação? Probabilidades... Quem estuda, corre atrás consegue viver uma vida abastada. Mas, no momento sou rica sim, de saúde...

Que meu marido seria muito ciumento. Adivinhação? Probabilidades... Homem que ama tem sempre um ciumezinho que seja. Não é insegurança, é zelo, bem querer.

Foi basicamente essas adivinhações que a cigana me revelou entre outras coisas que não vale a pena revelar porque nada mais é que probabilidade.

Lembra-se do matemático Oswald de Souza que dava os números de acertadores na Loteria Esportiva? Então, Oswald não era adivinho. Ele não fazia adivinhações, eram probabilidades. Matematicamente Oswald de Souza calculava qual a percentagem de chances e quantidades de acertadores dos jogos de azar.

A cigana sempre vai olhar para uma jovem e dizer:

“- Você vai casar, ter filhos, seu marido será ciumento, vejo que você terá em sua vida um casamento e meio (traição), vai engordar...”

Essa mesma cigana irá dizer sempre para uma pessoa de meia idade:

“-“Você vai perder alguém na família (todos nós perdemos alguém na família, nem que seja um parente distante);

“Você terá hipertensão ou diabetes ou ou ou... (a maioria acima de quarenta e cinco se não maneirar na alimentação e não sair da vida sedentária, sofrerá de algum mal).

"- Vejo divórcio na sua vida..." (Raridade é casal que não se separa hoje em dia!)

E nem preciso ser Sherlock Holmes para investigar e dizer ao caro Watson que tudo isso não passa de probabilidades e não de adivinhação! Pois, isso é mesmo elementar, meu caro leitor!

E nem me venha cigana jogar feitiço sobre mim... Pois isso é o que elas melhor sabem fazer. É ficar rogando praga em cima de quem não aceita seus serviços.

De feitiço para feitiço então é bom que tomem cuidado... Minha avó baiana boa, da terra do povo místico, primitivo, antes de morrer, disse-me quem fizesse ou proferisse algum mal para mim sofreria um mal dobrado. Praga por praga, segundo ela, estou pra lá de protegida...

Agora, questiono a você, leitor... A minha avó rogou praga ou proteção em mim? Nenhuma das duas coisas. A minha avó era sabida. Ciente do verdadeiro provérbio: “Aqui se faz, aqui se paga!” Vovó sabia que todo aquele que faz um mal ou profere o mal a alguém, um dia esse mal volta impiedoso a quem desejou a maldade.

Mas, voltando a cigana do início da minha crônica, retirei a minha mão e ela começou a falar que se eu não permitisse que lesse minhas mãos, aconteceria isso e aquilo outro comigo. Então, eu novamente sorri e antes de me afastar, respondi:

-Cigana... Você se engana!!!

E você, acha que isso mesmo é adivinhação ou meramente probabilidades?









4 de abr. de 2009

E HOJE MEU CANTO É SÓ AMOR...


E HOJE MEU CANTO É SÓ AMOR...


Quando a se fica apaixonado só se pensa em amor, em coisas bonitas, só se respira alegria, belezas, pensamentos positivos, criativos. Como se o amor fosse um energético, uma droga viciante, porém do bem.

Ficamos totalmente dependentes desse amor. Amor esse seja por outra pessoa, por algum projeto, por alguma criação, uma canção, um livro... Que seja! Amor, paixão que nos inflama a alma, faz-nos sentir pulsar o coração a mil e, nem sei quantas palpitações por segundo!

Gosto de ter o coração assim apaixonado. Tudo flui melhor. É como se eu estivesse revestida de veste imantada atraindo só coisas boas. Deve ser por isso aquele dito que “água só corre para o mar”, pois sim, quando estamos numa “maré” assim de intenso amor, parece que em torno de nós há um movimento crescente de energias positivas impelindo-nos para algo ainda maior e belo.

Por isso eu amo. Por isso opto pelo amor. Amar é a maior demonstração de beleza, de arte, de tudo de belo e bom que há, enfim. E tenho manifestado em versos e prosas esse amor que me invade e me preenche.

E vejo um brilho diferenciado em meus olhos... O meu sorriso tem sido maior, mais demorado. Amar faz benefícios a nós mesmos e para aqueles que nos rodeiam. Pois quem ama contagia o outro com alegria, com entusiasmo, com novos projetos, ideias, criatividade.

Então, ame! Tenha paixão pela vida, pelo que faz. Faça tudo com e por amor que o amor atrairá boas coisas para você! Falo de ciência, de experiência. Sou convicta, sou testemunha do que exponho.

Diga para o espelho: A vida é bela! Se tenho problemas? Quem não os tem? Agora vai depender da maneira de como você encara. Deixar que os problemas destruam seus dias ou vai fazer com que cada dia, aos poucos que seja, vá banir seus problemas? Não queira tudo de uma vez, tenha calma. Ame. Seja feliz. Ame. Trabalhe, lute. Ame. Ame a vida, o trabalho, até mesmo as suas dificuldades, elas ajudarão a construir um “eu” muito melhor amanhã, acredite!

Acima de tudo, ame seu amor, aquele que faz com que seus dias sejam melhores...

Então, descubra um motivo hoje para amar. Há milhões deles, mas cada um sabe o que lhe cabe, não é?

3 de abr. de 2009

PROMOÇÃO3G




Veja aí minha gente, algo que vai deixar a galera muito contente

É a novidade do pedaço que vou espalhar a notícia neste meu espaço
Atente para o que eu vou dizer... O seu caderno virou 3G!


Ligue-se neste meu recado ou você vai ficar com seu caderninho rasgado?
Atualiza, atrasado!

POETAS SÃO ARTISTAS DAS LETRAS




POETAS SÃO ARTISTAS DAS LETRAS

Antes eram apenas desconhecidos enviando e-mail com preocupações. Depois que recebi a ligação de uma pessoa amiga é que dei alguma importância sentindo a necessidade de clarear as suposições.

“-Você está com problemas, quer falar sobre?”

- Por que está falando isso? – Estranhei.

“- Li umas coisas no site..." – Disse.

Foi interrompido pela minha risada. Então ele continuou também achando graça:

“- Hum... Já vi que não... Coisas de poetisa! É isso. É que você é tão convincente...”

- Você acha – brinquei – que os artistas vivem na realidade o mesmo é mostrado nas telenovelas?

“- Ha, Ha ha... Engraçadinha!" – Ele não riu, fez “hahaha” de cinismo... rs”

Bom... Ele entendeu!

Artistas representam com o corpo, expressões e voz aquilo o que eles leram. Poetas observam, analisam, concluem e com as palavras representam os sentimentos nos papéis.

Poetas são os artistas das letras. Assim como os atores vestem as roupas das personagens para encenar, os poetas se "vestem" de sentimentos para reproduzir de forma peculiar o que percebeu nas emoções de alguém.

Há muita confusão pois misturam o real com imaginário. Raramente escrevo poesias sobre meus sentimentos. No geral é tudo fruto de uma fértil imaginação analisada no cotidiano. As minhas verdades são reveladas em crônicas ou em poucas poesias sob medidas, ou seja, direcionada a uma determinada pessoa.

Se eu vivesse tudo o que exponho em minhas poesias num mesmo dia, das duas uma: Ou seria bipolar pela inconstância de humor ou viveria numa complexidade de incoerências.

Atores tomam emprestados das personagens as aparências, as características. Poetas absorvem das fontes inspiradoras, as essências.

Atores se projetam, roubam a cena. Poetas fogem da cena, eles só revelam a sensibilidade em poesias.

E você, poeta ou poetisa, vive o que escreve ou escreve o que observa? Ou ambos?


Ah... Meu coração pede para dizer que vai tudo muito bem, obrigada! rs ;D

2 de abr. de 2009

SEM SOMBRAS DO PASSADO...


SEM SOMBRAS DO PASSADO...



Olhar fotografias antigas, sobretudo de crianças, faz-me ficar um tanto nostálgica... Há um motivo forte para isso.

Quando meus filhos nasceram foi que percebi quanto faz falta uma fotografia. Por ela poderia ver se meus filhos eram parecidos comigo quando eu tinha a mesma idade deles. Poderia, pois eu não pude fazer essa comparação por que não tenho nenhuma foto da minha infância a não ser a partir do ano em que comecei a estudar e que era exigido uma fotografia para matrícula da escola.

Lembro-me de ficar questionando mamãe:

- Mãe, como eu era quando bebê? – Aos seis anos não entendia por que a maioria dos meus coleguinhas tinha fotos e eu não.

Mamãe dizia que naquela época as coisas eram mais difíceis e dava algumas explicações que me convenciam, mas por pouco tempo. Sempre fui curiosa, argumentadora e não adiantava me dar um “por que sim” que eu não arredava o pé até que me convencesse de que aquela resposta me satisfazia.

Até hoje não sei se meus filhos se pareciam comigo quando criança. Dizem que sim. Meus pais, os meus irmãos velhos, minhas tias, essas testemunhas oculares...

Outro dia até falei com um amigo que é “expert” em computação, ele faz aquele ator da Zorra Total “Salsichão” da Lady Kate, virar um Brad Pitt. Então, falei com esse meu amigo se não havia uma jeito, dele munido de toda essa parafernália moderna da informática, me reinventar, ou seja, fazer uma montagem para criar a Dja bebê, a Dja menina antes dos seis anos. Dja de zero a seis, foi minha proposta. Ele riu.

Mas, segundo o meu amigo, ficaria assim tipo um retrato falado. Porém, como saber falar de um nariz, de uns olhos e bocas de um bebê que nunca vi?

“-Esquece...” - Disse para o meu amigo.

Sinto como se eu não tivesse um passado, como se alguém roubasse uma parte da minha história de vida...

Por conta disso me tornei uma aficionada por fotografias. Tiro foto até de teias de aranhas nas minhas samambaias, de placas divertidas por essas estradas... Dos meus filhos, nem se fala! Acho que até por essa minha “neura” por fotos, estou desenvolvendo neles a fobia a fotografias...

Hoje eu só gosto de ficar atrás da câmera. Já que não tive a melhor fase registrada, prefiro não me deixar fotografar. Para quê se não pude me comparar a meus filhos e não vou poder me comparar as mudanças a serem feitas pelo o pai tempo em mim desde a tenra idade.

Fotografo tudo e todos, menos eu. Algumas fotos são aquelas obrigadas. Fotos para documentos, de família, de festinhas. Fora isso, estou detrás da lente captando e documentando cada momento, sem perder nada.

Outro dia revendo uns álbuns antigos, encontrei uma foto minha aos sete anos. Aquela foto em que o aluno de escola pública ficava sentado numa mesinha com a bandeira do estado, atrás dele, a bandeira do Brasil ou imagem do Pão de Açúcar. Quando eu vi, morri de rir, não parei por bons longos minutos e disse para mim mesma:

“-Nooooossa! Que Djanira mais feia!!!” – Na foto só via olhos e um rosto branco redondo. Não que eu tenha melhorado com o tempo, mas aquela foto estava de doer... Até me conformei em não ter tido fotos de “eu bebê”. Imagina saber que eu era parecida com um “filhote de cruz-credo”...rs

Essa minha mania de fotos é devido a carência da infância. Quando não temos aquilo quando criança ou quando não temos condições financeiras, a primeira coisa que fazemos quando melhoramos de vida, é sermos exagerados naquilo que nos faltou.

Fico pensando na Madona e naquele jeito exagerado de usar trezentas toalhas em seu show... Coitada! Talvez tenha sido essa a carência dela. Devia se enxugar com uns “trapinhos véios” e depois que ficou mega-mega tudo, mega popular, mega-star, mega-rica, feito eu com minhas fotos, ela exagera é nas toalhas...

Bem, e você tem seu passado registrado? Também é exagerado em alguma coisa por conta de uma carência em sua vida? Quer partilhar?

RABANADA EM PLENA PÁSCOA!


RABANADA EM PLENA PÁSCOA!


Senti vontade de comer rabanada hoje (e não estou grávida), ainda bem que na padaria da praça tem umas bem gostosinhas, não tão boas como as caseiras feitas pela minha mãe, mas fora de época dá para o gasto, ou para o gosto...

E foi assim que fiquei pensando que não devemos esperar uma data, uma época para se fazer o que se quer, para agradar alguém só por que não é dia de Natal, dia do aniversário.

Não precisa ser dia de nada, não! Quando sentir vontade de presentear alguém, presenteie, não espere por uma ocasião chegar para fazer aquilo que tem vontade hoje, agora. Faça.

Se sentir vontade de dizer “eu te amo” ou “estou com saudades”... Diga! Não espere o momento adequado de dizê-lo; o momento certo é quando você sente vontade e como sabemos que vontade é coisa que dá e passa, então, não deixe passar mais nenhum minuto sem dizer aquilo que deseja neste momento.

Muitas vezes ficamos tão presos a datas que esquecemos que sentimento é atemporal. Independe de datas para manifestarmos o que vai em nosso coração. Sentimento é passado, presente e futuro, uma trindade de momentos que não se importa com regras. Coração ama e pronto!

Não se reprima, não se policie tanto para fazer aquilo que quer fazer. Descontraia, relaxe e, se sentir vontade... Como rabanada em plena Páscoa!

Aí... Deu vontade de alguma coisa fora de época? Eu sim! E acho que vou dizer também que estou com saudades...

CIDADE DE TALENTOS!


CIDADE DE TALENTOS!

Aqui do alto da montanha
Da terra do Benito Di Paula
Vejo que beleza tamanha
Presentes na flora e fauna!

A Cidade é linda e histórica
Recebe inúmeros turistas
A riqueza cultural é notória
De um povo e de conquistas.

Aqui têm muitos talentos
Da Globo ele foi produtor
Sérgio Madureira, exemplo
Agora na política engajou.

Carlos Drummond de Andrade
Por aqui um período viveu
Passou por esta bela cidade
O ilustre que o mundo conheceu.

Subiu a serra para curar um mal
O grande poeta Machado de Assis
Recuperando a saúde, afinal...
Na cidade: "Lugar de ser feliz"!

Aqui cheguei, criei raízes...
Meu coração nela depositei
Colho os momentos felizes
Nova Friburgo, sempre amarei.

Cidade cheia de encantamento
Que a cada dia mais me seduz
Peço licença e me apresento
Sou a poetisa, Djanira Luz...

CORAGEM ACIMA DE TUDO!





A Dúvida e a Coragem seguiam conversando sobre coisas da vida. Seus medos, certezas, inseguranças, amores, temores...

Com aquela feição de preocupação que lhe é peculiar, a Dúvida quis saber da amiga Coragem:

- Coragem... E se por amor eu errar?

- Podes de novo tentar!

- Mas, ainda assim me ferir?

- Eu te ajudo de novo a sorrir!

- Se de tristeza eu chorar?

- Tuas lágrimas irei secar!

- Se acontecer de tropeçar e eu cair, me machucar?

- Tuas feridas, amiga, irei curar!

- E se for imensa assim minha dor?

- Partilho contigo meu amor!

- E se pelo caminho, meus pés ferirem nos espinhos?

- Cuidarei de ti com muito carinho!

- Se acaso eu não consiga andar?

- Em meus braços irei te carregar!

- Se porventura, eu sentir na vida solidão?

- Estenderei, então, minha mão!

- Se o silêncio que dói me acompanhar?

- Canções alegres para ti hei de cantar!

- Ainda assim... Se tanto medo tiver?

- Aumentarei de sobremaneira, tua fé!

Aos poucos, a Dúvida foi tendo a certeza em seu coração de que apesar da dor, da tristeza, desamor e inseguranças da vida, de todo e qualquer contratempo, devemos nos manter corajosos caso venhamos a cair, para de novo podermos nos levantar e seguirmos em frente.

A Coragem sabe que a vida sem confiança é uma tristeza de eternas dúvidas e negatividades, por isso sempre está pronta e animada para não deixar que desmoronemos.

Na vida nunca devemos permitir que a Dúvida seja maior do que nossa Coragem.

TOME CONTA DO QUE FALA!




Dois amigos. Um mineiro, outro gaúcho. Naquelas excursões pela Europa. Bom hotel, boa comida, tudo era bom. Bem, quase tudo. Eles só não eram bons em falar outra língua a não ser o “caipirês” da zona da mata mineira e dos pampas do Sul.

Por falta de conselhos não foi, nem de condições financeiras. Os dois se formaram na faculdade do Rio, mesmo assim não os impediu de conservar os peculiares sotaques. Orgulho deles eram os “uais”, “cadinhos, “trens” ou “guris”, “tchês”, "bah"...

Foi naquela tarde fria é que sentiram o sabor amargo de não ouvir conselhos da família e dos amigos... Eles haviam se perdido do grupo de excursão. Ficaram tão empolgados com a variedade da cerveja alemã que nem ouviram a buzina do ônibus chamando de volta para o hotel.

- Aí, camarada... “Iscuta”, tchê... Tu sabes o caminho do hotel? – Perguntou Pieronni, o gaúcho.

-Uai, meu fio, sei não! – Respondeu o mineirim. E continuou. - Mas, falar alemão não é difirci... É só falar umas coisas tipo chucrute que eles entende nois, sô! – Respondeu o Silva.

- Tu achas? Por que de alemão só sei é dar até logo assim “Auf Wiedersehen”... – Garantiu o gaúcho.

Nisso, vinham dois policiais grandões, então o mineirinho que é mais expansivo do que o gaúcho, fala para o amigo Pieronni:

- Presta atenção, pensa em todas as palavras possíveis que tiver e rime com chucrute e começa a falar quando eu me aproximar do policial. Vai que a gente fala uma palavra que para eles é um pedido de socorro, entendeu?

- Barbaridade, tchê! Mas, fazer o quê! Não vejo saída, ou melhor, caminho para o hotel, temos de tentar de tudo, bah! – Disse Pieronni.

Como combinado, o mineiro foi se aproximando dos policiais. Atrás dele, o gaúcho com seu seleto vocabulário:

- Chucrute, chute, cuspe, coqueluche...

E nada dos policiais olhar para eles. O Silva fez sinal com as mãos para ele continuar tentando só que falasse mais alto. Então o gaúcho encheu o peito e gritou:

- Desfrute, Beirute!

Coitado do gaúcho! Levou tanto cacetete pelo corpo, ficou parecendo repolho roxo, bom de se fazer um chucrute.

É que os policiais com essa onda de atentados, estão sempre sob alertas e quando ouviu aquele homem bigodudo, de galochas gritando "Beirute", eles não perderam tempo, acreditando se tratar de um homem bomba, encheram o pobre do gaúcho de pancadas.

O mineiro tentando ajudar o amigo lembrou-se do que o Pieronni havia dito e gritou na esperança de chamar a atenção dos policiais para si na intenção que eles entendessem que aquele que recebia generosas cacetadas era seu amigo e não merecia apanhar daquela maneira:

- Auf Wiedersehen! Auf Wiedersehen! Auf Wiedersehen!

Só que aqueles policiais entenderam que o mineiro estava se despedindo do “camarada” dele... Então, deixaram o gaúcho espancado no chão e partiram para o mineiro que só sabia lembrar do seu mineirês:

- Uai, sô! Larga deu, fio da zunha!!! - E berrava e xingava aqueles grandalhões em quase todas as línguas possíveis e impossíveis!!!

Dizem que depois desse episódio, tanto o gaúcho quanto o mineiro, tornaram-se poliglotas..
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